Por Andrew McIntyre
A estatística é chocante: cerca de 70% dos jovens presos na Dinamarca são muçulmanos. Tal como o psicólogo
Nicolae Sennels
apurou quando ele se determinou a descobrir o porquê, os motivos tem
muito mais a ver com o insular desdém da comunidade por tudo o que as
nações modernas e liberais Ocidentais representam (excepto os
benefícios sociais).
Como um visitante regular da Europa, há já muito tempo que ponderei
sobre a delicada questão da habilidade dos imigrantes muçulmanos de se
integrarem no Ocidente - especialmente na França, na Holanda,
Grã-Bretanha e Escandinávia.
Durante o período em que me preparava para
uma viagem até à Dinamarca durante o ano passado, cruzei-me com o
espantoso trabalho de Nicolai Sennels (na foto), psicólogo clínico a trabalhar
junto dos jovens nas prisões de Copenhaga, e com o seu instigante
livro "Among Criminal Muslims. A Psychologist’s Experiences from Copenhagen Municipality".
Não estando ainda publicado em Inglês, o livro fundamenta-se em 10 anos
de trabalho clínico intenso junto de 150 jovens muçulmanos e 100 jovens
não-muçulmanos. O livro disponibiliza um entendimento da cultura e da
mente dos infractores jovens muçulmanos, o seu frequente comportamento
violento e as elevas taxas de crime que normalmente caracterizam as
suas comunidades.
A altamente controversa publicação dos desenhos satíricos de
Jyllands-Posten (sobre Maomé) colocou, subitamente, a Dinamarca no
palco mundial, mas isso aconteceu há quase uma década e como tal, fui
para Copenhaga para dar uma vista olhos mais próxima à forma como as
coisas se desenvolveram desde então.
Tive a chance de falar por poucos
instantes com Sennels telefonicamente, seguindo-se posteriormente uma troca de perguntas por email. Depois da nossa breve conversa e da
subsequente troca de emails, descobri que é difícil não pensar no
Marcellus de Shakespeare e a sua observação de que existem de factos
coisas pobres no reino da Dinamarca.
O próprio Sennels encontra-se numa missão de descobrir o porquê da
violência e criminalidade serem tão proeminentes dentro da comunidade
muçulmana, o porquê de parecer ser, de modo geral, difícil os
muçulmanos integrarem-se na sociedade Ocidental. Segundo o "Denmark’s Bureau of Statistics",
cerca de 70% dos jovens que se encontram nas prisões Dinamarquesas têm
origens imigrantes, e quase todos estes foram educados dentro duma
família muçulmana. Em termos numéricos, as 7 primeiras nacionalidades
listadas por comportamento violento são de países muçulmanos.
Depois de horas e horas dentro dum ambiente clínico, Sennels
apercebeu-se que ele tinha que entender as diferenças psicológicas
entre os muçulmanos e os ocidentais de modo a entender uma estatística
tão desproporcional. Ele direccionou a sua análise dos problemas
comportamentais segundo 4 linhas orientadoras:
- raiva contra fraqueza
- honra contra segurança
- complexo de vítima contra responsabilidade pessoal
- Muçulmanos contra não-muçulmanos.
Sennels explicou que nestas 4 áreas, os Ocidentais e os muçulmanos eram
bastante diferentes - chegando até a ser diametricamente opostos nas suas atitudes.
Na primeira área, relativa à raiva, nós no Ocidente olhamos para as
expressões de raiva como a forma mais rápida de perder a credibilidade.
No entanto, junto dos muçulmanos, Sennels apurou que a raiva não só é
aceite, como é vista como um sinal de força; de facto, a raiva nela
própria é vista como um argumento. Nas suas aulas de gestão da raiva,
Sennels observou que os seus clientes muçulmanos acreditavam, tal como
lhes havia sido ensinado, que a "agressividade é aceite e é o comportamento esperado durante os conflitos.”
Para além das suas observações, Sennels baseou-se num recente estudo
levado a cabo pelo "Criminal Research Institute of Lower Saxony" na
Alemanha, onde foram entrevistados 45,000 adolescentes tanto de lares
muçulmanos como jovens com origens não muçulmanas. “Os rapazes que haviam crescido dentro de famílias muçulmanas religiosas eram mais susceptíveis de serem violentos,” afirmou Sennels.
A segunda área estudada por Sennels centrava-se na auto-confiança. Ele
salienta que de modo geral, os Ocidentais olham para as críticas, embora
desagradáveis, como uma coisa honrada quando oferecida de modo honesto
e segundo os seus méritos. A aceitação de críticas válidas é, dito de
outra forma, um sinal de confiança em si próprio e no que a pessoa
defende. Consequentemente, os Ocidentais conseguem lidar com a crítica
duma forma relativamente vazia de emotivismo - talvez até com uma
expressão de gratidão se o crítico estiver correcto, ou com um encolher
de ombros se o crítico estiver errado.
Por contraste, no islão e dentro da cultura muçulmana no geral, a
crítica é vista como um ataque a honra da pessoa, com a falta duma
resposta agressiva a ser vista como algo desonrado. No Ocidente, o que nós
olhamos como uma insegurança e um comportamento infantil perante uma
crítica, é visto como algo justo dentro da comunidade muçulmana. A
experiência profissional de Sennels levou-o a entender que as
exigências por uma maior integração na sociedade levam muitos
muçulmanos a sentirem-se criticados, levando a que eles desenvolvam uma
inimizade maior contra a sociedade não-muçulmana que os rodeia.
A terceira diferença psicológica que Sennels fala centra-se na
auto-responsabilidade e o que, em termos psicológicos, é chamado de
"locus de controle". Os Locus de Controle internos são fomentados nas
sociedades Ocidentais, onde as pessoas olham para as suas vidas como
resultado das suas escolhas. No Ocidente nos temos toda uma indústria,
da qual ele faz parte, que tem pessoas a pagar boas somas a terapeutas em troca de conselhos em relação à melhor forma de resolver os
problemas e a melhor forma de atingir os objectivos.
No islão, toda a vida é ins’Allah —
estabelecida por Alá e não pelo indivíduo. Entretanto, as vidas diárias
dos muçulmanos que ele aconselhou eram principalmente governadas pela
sharia, pelas tradições culturais, e pelos membros familiares. A
experiência é de estar sob controle. Os desejos pessoais, os impulsos
democráticos e as escolhas individuais eram rejeitados e até punidos.
Sennels disse-me que perguntar a um muçulmano sobre as suas escolhas era
pouco relevante visto que os seus clientes não viam como
responsabilidade sua integrar na sociedade Dinamarquesa. De alguma
forma, eles esperavam que fosse o Estado a fazer com que isso
acontecesse, alterando o seu normal funcionamento de modo a que este se
ajustasse ao estilo de vida dos muçulmanos.
Em relação aos crimes feitos pelos jovens que ele estudou, os
muçulmanos tendiam a olhar para a vítima como a entidade responsável
por ter "provocado" a sua resposta. Sennels está bem ciente do
argumento que existe dentro de vários círculos profissionais que
levanta a questão se a cultura muçulmana - ao gerar um locus de
controle fora do indivíduo - não cria tendências psicóticas, ou se a
falta de empatia pelos outros, juntamente com a abrogação da
responsabilidade pessoal, são fenómenos superficiais.
Finalmente, há o assunto da identidade muçulmana versus a identidade
não-muçulmana - o assunto que está no centro do 4º ponto relativo à
tolerância. Os Ocidentais são ensinados que a tolerância é nela
mesma boa e algo que define um cidadão decente. Dentro do islão,
intolerância para com os não-muçulmanos, minorias sexuais [sic],
mulheres, autoridades não-muçulmanas, e leis seculares é algo esperado.
Isto gera sociedade paralelas, para além de estatísticas criminais
alarmantes, actividade terrorista, e a amplamente difundida supressão e
opressão das mulheres.
Tal como muitos outros antes de Sennels já salientaram, incluindo o
escritor Australiano Mark Durie, as escrituras islâmicas sublinham o
conceito do "infiel". Junto dos seus clientes muçulmanos, muito poucos
olhavam para si como Dinamarqueses; a maioria via-se como Marroquinos,
Somalis, Paquistaneses, etc, que por acaso se encontravam a viver num
outro país.
Quase todos eles sentiam-se alienados perante os
Dinamarqueses, para além de afirmaram que se encontravam em oposição à sociedade
Dinamarquesa. Isto chocou Sennels visto que muitos deles imigrantes de
segunda ou de terceira geração.
As estatísticas confirmam tudo isto. Na Dinamarca 14% dos muçulmanos
residentes se identificam com a organização Muçulmanos Democráticos,
cuja carta de estatutos afirma que se pode ser, ao mesmo tempo,
Dinamarquês e muçulmano.
Sennels salienta que esta forte experiência do
"nós" e "eles" tem consequências concretas visto que a maioria das
pessoas que são vítimas de violência, assalto e tentativas de
homicídios são não-muçulmanas. As excepções são os actos de violência
dirigidos a gangues muçulmanos rivais ou a assim-chamada violência de
honra.
Sennels recolheu alguns dados bastante confirmadores. Embora ele
reconheça uma ligação entre o comportamento anti-social e a pobreza,
ele é bastante enfático ao afirmar que o crime e o comportamento
anti-social levam à pobreza, e não o contrário.
Pesquisas levadas a
cabo pelo "Danish Centre for Knowledge"
sobre a Integração (Randers, Youth, "Education and Integration”, Maio
de 2005) revelou que 64% de todas as crianças em idade e com origens
Árabes são tão fracas na leitura e na escrita depois de passarem 10
anos no sistema escolar Dinamarquês, que são incapazes de prosseguir
com a sua educação - o dobro da taxa que se encontra junto dos outros
estudantes Dinamarqueses. Para além disso, o falhanço muçulmano de
atingir os requerimentos de QI mínimo para recrutamento militar é três
vezes maior que o falhanço dos candidatos Dinamarqueses.
Sennels discute outros factores culturais, tais como o facto dos seus
países de origem colocarem pouco ênfase no conhecimento e na educação.
Segundo um artigo da Nature de 2003, a média mundial para a produção de artigos publicados por cada milhão de habitante é de 137, enquanto que entre os países que fazem parte da Organização da Conferência Islâmica o número é de 13.
Segundo uma pesquisa de proporções consideráveis levada cabo na
Turquia, "70% dos cidadãos Turcos nunca chegam a ler um livro".
Pesquisas publicadas pela "Arab Human Development Reports" das Nações Unidas salienta que o "total cumulativo dos livros traduzidos desde o tempo do Califa Maa’moun (século 9) é de 100,000, quase tantos como a média anual Espanhola.”
Sennels faz a dedução óbvia: não ser capaz de ler e escrever,
abandonar a escola, e vir duma cultura que, de modo geral, tem pouco
interesse pela ciência e pelo conhecimento, minimizam de modo severo as
chances de se vir a ter um emprego bem remunerado - ou qualquer
emprego. Isto leva ao comportamento anti-social e criminoso, e por fim
à pobreza e à dependência estatal
Sennels salienta que os imigrantes precisam de três coisas para se
integrarem: Eles têm que querer integrar na sociedade anfitriã, eles
têm que ter a permissão para se integrarem, e eles têm que ter a
capacidade para se integrarem. Muito poucos muçulmanos atingem estes
três critérios.
O governo Dinamarquês não tem estado totalmente inactivo no que toca ao
problema da não-assimilada minoria propensa ao crime. Sem qualquer tipo
de fanfarra, ele introduziu duas medidas básicas: a repatriação
individual e a redução da pensão para crianças. A política de
repatriação tem como alvo os imigrantes não-integrados, e paga-lhes
1,000 euros, um bilhete só de ida para o seu país, assistência médica
durante um ano, e dinheiro extra se por acaso quiserem começar um
negócio.
Crê-se que esta despesa seja mais económica que que pagar os
mais de 300,000 euros que se estima que se tenha que pagar durante a
estadia dum imigrante por toda a sua vida. A política é administrada
através das municipalidades locais e já testemunhou o regresso anual de
centenas de volta para os seus países.
A segunda política, limitar a pensão infantil para não mais de duas
crianças - a média das famílias Dinamarquesas - foi introduzida como
forma de desencorajar a imigração e a dependência estatal. No entanto,
esta política foi colocada de parte mal o Governo Social Democrata
assumiu o poder numa coligação minoritária em 2011.
Embora outros países Ocidentais enfrentem dificuldades semelhantes às
que sentem os países Europeus, parece que o problema é menos grave nos
Estados Unidos, na Austrália e noutros destinos migratórios. Mesmo
assim, e com notícias de jihadistas muçulmanos-Australianos a cortar
cabeças na Síria e no Iraque, e com o número de atiradores de carro a
tornarem-se cada vez mais comuns em Ocidente de Sydney, as ideias de
Sennels podem parecer ter uma relevância Australiana, especialmente
junto de qualquer debate em torno da sabedoria da imigração muçulmana.
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