MITOS ISLÂMICOS

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Terrorismo islâmico na Austrália...outra vez.

Por Bill Muehlenberg

Está a passar a ser uma rotina, agora, tal como ne Inglaterra e em muitas partes da Europa: mais um ataque planeado pela religião pacífica; mais um grupo de repostas dhimmi; e mais cabeças enterradas na areia. Desta vez foi mais um incidente assustador em Melbourne. Por esta altura, todos os Australianos já têm que estar cientes do macabro ataque terrorista e sanguinário planeado para um dia especial: Dia Anzac day. Uma agência noticiosa reporta a história desta forma:

A polícia contra-terrorista alegou que dois dos cinco homens que eles prenderam numa operação  no Sábado de manhã, planeavam um ataque inspirado pelo Estado Islâmico nas cerimónias do Dia Anzac. Sevdet Besim, de 18 anos e de Hallam, foi acusado de conspirar para cometer um acto terrorista e apareceu no Melbourne Magistrates Court. Ele não pediu fiança e permanecerá em custódia até à próxima Sexta-Feira. No entanto, os advogados de defesa disseram que Besim irá, mais tarde, pedir fiança.

Um segundo homem. de 18 anos e proveniente de Hampton Park, foi também preso devido a ofensas relacionadas com o terrorismo durante esta manhã, e durante uma importante operação anti-terrorismo. Um terceiro homem foi também preso devido a infracções legais relacionadas com armas, e dois outros homens estavam em custódia a ajudar a polícia com as suas averiguações depois de terem sido emitidas 7 ordens de vistoria. Três dos cinco homens aprisionados foram feridos durante a operação.

Embora algumas fontes noticiosas foram fortemente pressionadas para minimizar a óbvia ligação islâmica, nós ainda temos líderes e políticos completamente ignorantes ou a agirem como dhimmis e a mentirem descaradamente em relação a isto. Tomemos como exemplo as idióticas e totalmente inúteis declarações do Premier Victoriano, Daniel Andrews:

Estas pessoas que foram presas hoje não são pessoas de fé, não representam cultura alguma em particular. Isto não é um assunto relativo à forma como rezam ou onde nasceram - isto não é nada disso. Isto é maligno, nada mais.

Como assim, isto não está relacionado com a fé? Como assim isto não faz parte de cultura alguma? Como assim isto não tem nada a ver com a forma como rezam? (...) Um aviso para o Andrews: é precisamente devido a pessoas sem coragem e apaziguadores como tu que estamos a ter este tipo de problemas. É precisamente devido a pessoas como tu e muitas outras que se recusam a identificar o problema que continuamos a ter que lidar com estes ataques planeados. É precisamente porque tu vives no reino da fantasia, e não o planeta Terra, que tu continuas a fazer estas declarações completamente idióticas e perigosas.

Porque é que ele não presta atenção às pessoas que trabalham de perto com ele, em vez de repetir mentiras? Ele pode começar por prestar atenção ao Comissário Chefe Interino Tim Cartwright, que diz:

Sem surpresa alguma, isto foi inspirado pelo Estado Islâmico, e sou de opinião de que, de alguma forma, a maior parte destas actividades pode ser rastreada até ao Estado Islâmico no Iraque na Síria.

E estes cinco adolescentes eram  conhecidos associados do suspeito de terrorismo de Melbourne Numan Haider. Este é, claro está, o terrorista adolescente Abdul Numan Haider que levou a cabo um acto terrorista numa estação policial de Melbourne em Setembro de 2014, armado com duas facas e uma bandeira do Estado Islâmico. Ele foi morto pela polícia.

Mas, hey, quem somos nós que isto estava de alguma forma relacionado com o islão?  "Abdul" é um nome comum e pode muito bem referir-se a um professor de Escola Dominical Baptista. Não podemos ser rápidos a fazer algum tipo de julgamento. E, quem sabe? - é possível que haja diáconos presbiterianos a andar por aí com facas e com bandeiras do Estado Islâmico.

O mesmo pode ser dito destes cinco. Que somos nós para afirmar que isto está de alguma forma relacionado com a fé - e especialmente a fé islâmica? É bem provável que eles sejam lobos solitários, e eles podem muito bem ser Budistas. Ou podem ser membros da comunidade Amish. 

Como é que podemos ter a certeza de que eles têm algum tipo de relação com o islão? E, mais ainda, só porque se ficou a saber que um certo número de homens presos ontem frequentavam o centro de estudo "Al Furqan Islamic" em South Springvale, isso não quer dizer nada. Eles podem até ser Anglicanos devotos com problemas de leitura ou com problemas nos olhos, o que os levou a pensar que o centro de estudo Al Furqan Islamic era, na verdade, o centro de estudo Anglican Bible.

Mas e se todos os terroristas que temos tido que lidar na Austrália forem todos muçulmanos? E se a religião islâmica claramente ensina nos seus escritos santos que a matança dos infiéis é um dos maiores deveres do o muçulmano pode levar a cabo? E se eles seguem um líder islâmico que um chefe militar que pessoalmente levou a cabo numerosos actos de terror - matando e derramando sangue? E se o muçulmano devoto for aquele que segue o exemplo de Maomé fielmente? E se a única garantia que o muçulmano tem de entrar no céu islâmico, e obter as suas virgens, for lutando pela causa de Alá, matando infiéis?

Embora nós tenhamos líderes desmiolados e políticos ineptos que tropeçam uns nos outros nos seus esforços de exonerar o islão, e para, de facto, defender o islão apesar da montanha de evidências que se encontra bem à sua frente, algumas pessoas não estão assim tão enganadas, e elas estão dispostas a falar a verdade sobre isto.

Um colunista de Melbourne com o nome de Andrew Bolt é uma das poucas vozes a ser ouvidas em relação a isto que não se encontra estrangulada pelo Politicamente Correcto e pela islamofilia. A sua coluna de hoje está 100% certa. Permitir que alguém e todos entre no nosso país tem sido uma política desastrosa, e estamos agora a pagar o preço disto. Ele escreve:

Acuso a classe política da Austrália pelo crime, Por deliberadamente terem colocado em risco a vida dos Australianos. Eles - com muita ajuda dos média - colocaram os Australianos em perigo através de anos de imigração imprudente e políticas e asilo. E isto causou o que vimos no Sábado - a polícia anti-terrorismo em Melbourne a prender mais cinco jovens de famílias muçulmanas, dois deles alegadamente por planearem ataques contra a polícia no Dia Anzac.

Ele salienta algumas verdades inconvenientes em torno da identificação religiosa:

A maior parte dos muçulmanos quer a paz, mas os factos permanecem. Dos 21 Australianos já presos por violações associadas ao terrorismo, todos são muçulmanos, e a maior parte deles nasceu fora do país. A maior parte dos outros são filhos de imigrantes que vieram de países muçulmanos. A isso, acrescente-se o seguinte: cerca de 150 muçulmanos Australianos alistaram-se junto de grupos islâmicos bárbaros do Médio Oriente, principalmente o Estado Islâmico. Outros 100 Australianos que se cria estarem em vias de se alistarem viram os seus passaportes confiscados, e 200 foram retirados dos aviões.

Entretanto, a ASIO está a investigar 400 outros casos envolvendo ameaças islamitas. Isto é uma surpreendente colheita de perigo proveniente da comunidade muçulmana que se encontra aqui, e que são menos de 500,000 pessoas. Compare-se: temos mais de 400,000 Budistas, no entanto nenhum Budista foi condenado por violações associadas ao terrorismo, e nenhum Budista disparou sobre reféns num café em Sydney em nome da sua fé.

Há algo inquestionavelmente diferente no islão, ou pelo menos na forma como essa fé é interpretada.

Há também outro perigo: pelo menos cinco proeminentes jornalistas Australianos e cartonistas foram sujeitos a ameaças de morte por parte de islamistas, o que requereu dois ou mais que se mudassem das suas casas. Se por acaso se questionam do porquê tão poucos jornalistas falarem destes assuntos, eis aí uma pista. Mas com o perigo tão óbvio, chegou o momento de identificar as pessoas que tão cegamente nos expuseram ao mesmo.

A isto, eu digo um sentido "amén". Há algo diferente em relação ao islão (...). Ate nós acordarmos para a realidade do islão, continuaremos a ter ataques terroristas a serem planeados neste país. E, infelizmente, nem todos eles serão descobertos a  tempo. Até nós paramos de mentir em relação ao islão e como ela é uma ideologia política banhada em sangue, nunca iremos estaremos em segurança, nunca estaremos seguros, e nunca seremos poupados destes planos terroristas.  Chegou a hora de acordar e enfrentar a realidade.

Temos também enfrentar a verdade sobre as políticas falhadas do multiculturalismo. O multiculturalismo tem sido a causa maior dos nossos problemas porque os nossos líderes recusaram-se a admitir a verdade de que nem todas as culturas são iguais. Algumas culturas são bárbaras; bárbaras, sanguinárias e do século 7, o que as torna totalmente incompatíveis com as democracias do século 21. Mais ainda, quando uma seita religiosa e ideologia política diz que tenciona matar-te, nós temos mesmo que fazer oposição e ficar alerta. A verdade simples é que não é possível coexistir com uma cultura que diz que tem planos para te matar. 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Jihad no Quénia: Muçulmanos decapitam Cristãos no pior ataque dos últimos 17 anos

Mais de 150 pessoas foram assassinadas por membros mascarados do grupo muçulmano com o nome de al-Shabaab, depois destes terem invadido uma universidade Queniana e ter disparado e decapitado Cristãos naquele que é tido como o pior ataque dos últimos 17 anos.

O grupo islâmico invadiu a "Garissa University College" pouco depois das 5 da manhã, sobrepujando os guardas e assassinando as pessoas que eles desconfiavam serem Cristãs.

A contagem de mortos subiu para 147 e o cerco de 13 horas terminou. Um total de 79 pessoas foram feridas e 587 foram transportadas para a sua segurança. A maior parte dos mortos eram estudantes, mas dois oficiais da polícia, um soldado e dois vigias encontram-se entre os mortos.

O ministro do Interior Queniano, Joseph Nkaissery, disse que os 4 terroristas se haviam amarrado com explosivos. Quando os oficiais disparavam contra eles, eles "explodiam como bombas" e os estilhaços feriam os oficiais. Foi dito pelos oficiais que se encontravam no local que os reféns foram libertos e os 4 muçulmanos, que se acreditava estarem armados com AK-47s, foram mortos.

Acredita-se que o ataque foi o pior que alguma vez ocorreu em solo Queniano desde o bombardeamento da Embaixada dos Estados Unidos em Nairobi (1998) que matou mais de 200 pessoas. 


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Eventos como este marcam o fim eminente da liberdade religiosa no Ocidente. Esqueçam o anti-Cristão e infestado de maçónicos Charlie Hebdo. O que o Ocidente precisa é de um novo Charlie Martel. É bem provável que ele apareça em cena mal coisas como esta ocorram numa Universidade Americana. Se houver alguma justiça no universo, isso irá ocorrer numa universidade cheia de estudantes que estão sempre dispostos a insistir que grupos como o Estado Islâmico ou o al-Shabaab não estão cheios de muçulmanos de verdade.

Os Cristãos estão a ser decapitados por todo o lado, desde o Médio Oriente a África ao Reino Unido. Quanto mais tempo teremos que aceitar isto? E, vocês ateus, reparem que não ser Cristão não vos vai salvar. Uma mera suspeição de não ser muçulmano é o suficiente para vos condenar.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Muçulmanos Paquistaneses atacam Duas Igrejas

Por Raymond Ibrahim

No dia 15 de Março (Domingo), no momento em que as igrejas um pouco por todo o mundo celebravam a missa dominical, duas igrejas Paquistanesas foram atacadas por suicidas bombistas islâmicos, matando pelo menos 17 pessoas e ferindo outras 70. As duas igrejas (localizadas Youhanabad, a zona Cristã de Lahore) eram a "St. John’s Catholic Church" e a "Christ Church" (Protestante). Os Talibãs alegaram responsabilidade, e acredita-se que o grupo esperava uma contagem de mortos maior visto que  no momento das explosões encontravam-se cerca de 2,000 pessoas nas duas igrejas.

Segundo algumas testemunhas, os dois suicidas bombistas aproximaram-se dos portões das duas igrejas e tentaram entrar. Quando foram impedidos - inclusive por parte dum rapaz Cristão de 15 anos que os bloqueou com o seu corpo - eles auto-detonaram-se. Testemunhas viram “partes corporais a voar pelo ar.” Desta forma os jihadistas "mataram e foram mortos", seguindo as palavras do Alcorão 9:111, a ayah mais citada como justificação pelos ataques suicidas.

Segundo uma declaração oficial por parte dos "Justice and Peace Commission" da "Episcopal Conference" do Paquistão, apesar de todas as ameaças recebidas pelas igrejas, as autoridades apenas disponibilizaram uma segurança "mínima":
Os agentes presentes no momento do ataque estavam ocupados a ver o jogo de criquete que passava na TV em vez de levarem a cabo o seu dever de proteger as igrejas. Devido à sua negligência, muitos Cristãos perderam as suas vidas.

A declaração apelou também:
… ao governo que adoptasse medidas mais fortes como forma de proteger as igrejas e outras minorias religiosas do Paquistão visto que a comunidade Cristã que se encontra no Paquistão foi atacada por extremistas no passado.

Menos de um ano e meio antes, no dia 22 de Setembro de 2013, em Peshawar, bombistas suicidas entraram na "All Saints Church" pouco depois da missa de Domingo, e detonaram-se a eles mesmos no meio de 550 congregantes, matando quase 90 adoradores. Muitos eram crianças da escola dominical e membros do coro. Cerca de 120 pessoas ficaram feridas. Um paroquiano recontou como “restos humanos se encontravam espalhados por toda a igreja.” (Para se ter uma ideia do resultado dum ataque suicida numa igreja, vejam estas imagens gráficas.)

Em 2001, maometanos armados entraram na  Igreja St. Dominic, abrindo fogo sobre os congregantes e matando pelo menos 16 adoradores, na maior parte mulheres e crianças. Ataques menos dramáticos a igrejas ocorrem com maior frequência. Dias antes do ataque duplo de Domingo passado,, três homens armados entraram na  Igreja Católica "Our Lady Queen of Angels" no distrito de Kasur (Punjab), e tomaram o pessoal da igreja, o padre assistente da paróquia e um congregante como reféns. Antes de abandonaram as instalações, os terroristas roubaram telemóveis, câmaras e um computador.
Antes disto, o Padre Leopold, o padre assistente prejudicado, foi roubado pelos ladrões:
[Eles] fingiram ser membros normais da congregação querendo alistar algums crianças na escola da paróquia. Mas foi então que eles sacaram das suas armas.

A época do Natal é especialmente perigosa para os Cristãos que se encontram dentro das igrejas. No último 25 de Dezembro:
Fortes contingentes policiais foram colocados em torno das igrejas.....os cidadãos recebiam permissão para entrar depois de uma busca corporal exaustiva, ao mesmo tempo que pontos de entrada que levavam às igrejas foram fechadas, colocando blocos de cimento e arame farpado.

Durante outro Natal, o ataque que se seguiu veio como resposta a fatwas a condenarem as celebrações de Natal:
Quando adoradores Cristãos estavam a sair das diferentes igrejas, depois das orações de Natal, mais de cem extremistas muçulmanos equipados com espingardas automáticas, pistolas e paus, atacaram as mulheres, crianças e homens Cristãos.

Têm também ocorrido ataques gerais aos Cristãos, especialmente dentro do contexto de os acusar de "blasfemar" contra o islão. Em Novembro último, uma turba - e não os "Talibãs" e nem os "terroristas" - de pelo menos 1,200 muçulmanos torturou e queimou até à morte um jovem casal Cristão (a esposa estava grávida) num forno industrial no Paquistão. Houve pessoas que acusaram o casal de  profanar o Alcorão.

Mesmo quando não se encontram numa igreja, e mesmo quando não são acusados de blasfémia, as minorias Cristãs estão sempre em perigo. Em Dezembro último, Elisabeth Bibi, uma mulher Cristã, mãe de 4 crianças e grávida,espancada, desprezada, humilhada, e privada da sua dignidade [e] forçada a andar nua por toda a povoação por parte de dois irmãos muçulmanos - empregados da mulher grávida - logo após uma discussão.

Como consequência do trauma, a mulher Cristã perdeu o bebé que carregava no seu útero. Os activistas dos direitos humanos dizem que o ataque foi "motivado pela fé Cristã de Bibi.”

Falando no passado Domingo, o Papa Francisco disse:
É com dor, muita dor, que me foi dito do ataque terrorista contra as duas igrejas Cristãs em Lahore no Paquistão, que causou numerosas mortes e leões. Estas são igrejas Cristãs e estes são Cristãos a sofrer perseguição, os nossos irmãos Cristãos que estão a derramar o seu sangue simplesmente só porque são Cristãos. Eu imploro a Deus .... que esta perseguição contra os Cristãos - que o mundo tenta esconder - tenha um fim e que haja paz.
O Papa Francisco é frequentemente criticado pela sua abordagem apologética em relação ao islão. Mesmo aqui, ele não saliente quem é que está a perseguir os Cristãos, o que leva a declarações confusas ("os nossos irmãos Cristãos estão a derramar o seu sangue" soa como se os Cristãos se estivessem a matar uns aos outros). Mas o papa é directo ao dizer o porquê dos Cristãos estarem a ser mortos: "simplesmente só porque são Cristãos." 

Outros, incluindo o governo Americano, não chegará conceder assim tanto. Quando o mundo ficou a saber dos 21 Cristãos Coptas cujas cabeças foram decapitadas por parte do Estado Islâmico na Líbia, a Casa Branca emitiu uma declaração condenando as decapitações, mas referiu-se aos decapitados como "cidadãos Egípcios" - nem "Cristãos, e nem "Coptas", embora essa tenha sido o motivo único que levou à sua morte segundo declarações emitidas pelos seus executores.

Este tipo de obscuração garante que a perseguição muçulmana aos Cristãos "que o mundo tenta esconder" continue de forma indefinida.



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sexta-feira, 27 de março de 2015

O que leva um professor de Biologia juntar-se aos jihadistas?

Um professor de biologia que estava determinado a viajar para a Síria como forma de se juntar ao grupo que é conhecido como Estado Islâmico foi preso por seis anos. Jamshed Javeed, de Manchester, estava "determinado a levar a cabo uma jihad" apesar dos pedidos da sua família para que ele não fizesse isso. De 30 anos, Javeed admitiu as acusações de planeamento de levar a cabo actividades terroristas, disse que queria ir à Síria para ajudar os Sírios comuns. Ele foi preso no dia 30 de Dezembro horas antes de sair do Reino Unido.

Javeed, que ensinava na "Sharples School" em Bolton, tinha estado a preparar-se para abandonar a sua casa em Cringle Road, Levenshulme, depois de ter ajudado o seu irmão mais novo - Mohammed - a fazer a viagem até à Síria. Inicialmente, os familiares do professor frustraram os seus planos escondendo o seu passaporte, mas ele permaneceu imóvel na sua decisão mesmo depois de ficar a saber que a sua esposa estava grávida.

A polícia encontrou £1,490 em dinheiro, luvas térmicas e calças com estilo de combate numa mochila durante uma busca à sua casa. Numa audiência prévia, Javeed admitiu duas ofensas de levar a cabo preparativos para ataques terroristas mas insistiu que iria viajar só para ajudar o povo Sírio e não juntar-se ao Estado Islâmico. Mas no momento em que emitiu a sentença, o Juiz Michael Topolski disse que ele "não estava satisfeito" com o facto de Javeed ter rejeitado "os propósitos finais do Estado Islâmico", e acreditava que ele continuava a ser "um aderente duma forma de pensar jihadista violenta", para além de o considerar "perigoso".

Ele disse que por volta de Outono de 2013 ele havia sido "suficientemente radicalizado e de alguma forma comprometido com a violenta ideologia jihadista que você fazia parte dum grupo de homens jovens que se encontrava determinado a viajar para a Síria para se juntarem ao Estado Islâmico, lutar e morrer por eles". O Kuiz Topolski disse ainda:

Sou de opinião que você não planeava regressar a este país....mas sim morrer, se pudesse, como um mártir.

Ele disse ainda que Javeed desempenhou um "papel importante" ao permitir que o seu irmão mais novo e três outros homens viajasse ate à Síria para lutar.

Um destes jovens homens está, agora, morto e os outros três desapareceram.

Durante o seu julgamento,  o Promotor-Público Simon Denison QC, que fazia a acusação, disse que as evidências indicavam que Javeed "planeava lutar com o grupo terrorista", acrescentando ainda:

Segue-se que a acção que ele tencionava levar a cabo inevitavelmente incluía actos de assassinato, usando armas de fogo e/ou explosivos.

O juri ouviu também gravações feitas em segredo pela família de Javeed, onde se pode ouvir ele a dizer a uma mulher não-identificada o seguinte:

Não me importa o que a polícia pode fazer. Por mim, eles podem-me prender. Não fiz nada de mal. Não estou preocupado com a polícia. Prendam-me. Será que me importa que eles me prendam? ..... Vocês não querem que eu vá, mas mesmo assim eu quero ir. E apesar de tudo, estou pronto a ir.

Quando a sua irmã que lhe perguntou para onde é que ele planeava ir, ele disse:

Para onde eu quiser.

O Juiz Topolski impôs uma pena acrescida de 9 anos, composta por uma prisão custodial de seis anos e uma período estendido de licença de 3 anos. Falando depois da sentença ter sido emitida, Tony Mole da "Greater Manchester Police" disse:

Javeed era, apesar de tudo, um cidadão exemplar, com um emprego responsável, com uma criança e com outra a caminho. No entanto, começando em Agosto do ano passado, o seu comportamento começou a mudar, e num curto espaço de tempo ele começou a apoiar a causa do Estado Islâmico, bem como a causa daqueles que tencionavam viajar para a Síria. Ele havia comprado equipamento que tencionava levar, e havia dado dinheiro para que outros pudessem viajar para lá.

O Juiz Topolski louvou a "corajosa e determinado" família de Javeed por tentar impedir que ele levasse a cabo os seus planos. Semelhantemente, a sua família foi elogiada pelo Superintendente Tony Mole por dar "passos corajosos" no sentido de impedir que ele voasse para a Síria antes da sua prisão.

Fonte: http://www.bbc.com/news/uk-england-31749157

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Jamshed Javeed tinha um emprego, uma esposa grávida, e uma família que se preocupava com ele. O que foi que o motivou a abandonar o seu emprego, a sua esposa grávida, e a sua família e viajar para o Médio Oriente como forma de morrer como um mártir? Será que os ensinamentos de Alá e Maomé tiveram alguma influência?
Alcorão 9:29 - Combatei aqueles que não crêem em Deus e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o Jizya.

Alcorão 48:29 - Muhammad é o Mensageiro de Deus, e aqueles que estão com ele são severos para com os incrédulos, porém compassivos entre si.
Sahih Muslim 33 - Foi narrado sob a autoridade de Abdullah b. Umar que o Mensageiro de Alá disse: "Fui ordenado a lutar contra as pessoas até que eles testemunhem que não há deus a não ser Alá, que Maomé é o mensageiro de Alá, e eles estabelecerem as rezas, e pagaram a Zakat e se eles fizerem isso, o seu sangue e as suas propriedades encontram-se sob protecção garantida em meu nome, excepto quand for justificado pela lei, e os seus assuntos encontram-se com Alá.

Sahih al-Bukhari 2785 - Narrado por Abu Hurairah: Um homem dirigiu-se ao Mensageiro de Alá e disse: "Oriente-me para tal obra igual à Jihad (em recompensa).” Ele respondeu, "Eu não sei da existência de tal obra.”

Sahih al-Bukhari 2787 - Alá garante que ele irá admitir o Mujahid na sua habitação se ele for morto, ou então Alá irá fazê-lo regressar à sua casa em segurança com recompensas e espólio de guerra.

Sahih al-Bukhari 2795 - Narrado por Anas bin Malik: O Profeta disse: "Ninguém que morre e encontra o bem que vem da parte de Alá (no Além) irá desejar regressar a este mundo, mesmo se lhe fosse dado o mundo e tudo o que se encontra nele - excepto o mártir que, ao observar a superioridade do martírio, desejará regressar ao mundo e ser morto outra vez (pela causa de Alá).”

Sahih al-Bukhari 2796 - Narrado por Anas: O Profeta disse, "Um único esforço (de lutar) pela causa de Alá pela tarde ou manhã é melhor que todo o mundo e o que quer que se encontre nele.”

Sahih al-Bukhari 2797 - Narrado por Abu Hurairah: O Profeta disse,......"Por Aquele em Cujas Mãos a minha alma se encontra! Gostaria de ser martirizado pela  casa de Alá e regressar, e ser martirizado outra vez, e então regressar à vida e ser outra vez martirizado, e regressar à vida, e ser martirizado outra vez.”

Sahih al-Bukhari 2810 - Narrado por Abu Musa: Veio um homem ter com o Profeta e perguntou, “Um homem luta pelo espólio enquanto outro luta pela fama, e um terceiro luta para se exibir; qual deles está dentro da causa de Alá?" O Profeta disse, "Aquele que luta para que a palavra de Alá (isto é, a religião de Alá, o monoteísmo islâmico) seja superior, esse luta pela causa de Alá.”
Será que se um homem for ler estas passagens concluirá que é suposto ele levar a cabo uma jihad? Pelo menos não é isso que os nossos média e os nossos políticos pensam.

Como vários blogues e páginas já alertaram por variadas vezes, o problema encontra-se na teologia islâmica - e não entre os Paquistaneses, ou os Sudaneses, ou os Somalis ou os Árabes. Enquanto os idiotas úteis que se encontram no Ocidente continuarem a assumir que todas as religiões são iguais, e que o islão apenas e só foi "deturpado", eventos como este serão de difícil explicação.

A realidade dos factos é que o islão não é, e nunca será uma religião pacífica. Aliás, chamar de "religião" ao islão é fazer o seu jogo visto que o islão é mais um movimento político do que uma religião no verdadeiro sentido do termo. Mas de qualquer das formas, o importante a reter é que a violência levada a cabo pelos maometanos é reflexo dos ensinamentos presentes no Alcorão, na Tradição (Hadeeth), nas Sirats  e nos exemplos deixados pelos al-Khulafāʾu ar-Rāshidūn.

Com e sem jihadismo

domingo, 22 de março de 2015

O que leva os Budistas atacar os muçulmanos?

Por Raymond Ibrahim

Notícias em actualização reportando as acções de Budistas "anti-muçulmanos" parece que não se aperceberem do contexto dos eventos: esta antipatia não aparece do nada, mas é uma resposta às agressões islâmicas - o mesmo tipo de agressões que o resto do mundo está a tentar lidar. O editorial do Financial Times com o título de “Militância Budista Causa Preocupações Internacionais" começa descrevendo o "ponto de vista traumático em primeira-mão" duma mulher muçulmana cuja casa foi atacada e viu as suas posses roubadas pelos Budistas da Sri Lanka. Assim diz a mulher:

Se eu pudesse encontrar os responsáveis, eu iria perguntar, "Senhores, o vosso Senhor Buda ensina estas coisas?"

Alguns parágrafos mais abaixo, os leitores descobrem que a sua casa foi atacada durante "dois dias de confrontos com os muçulmanos", que foram "iniciados através duma discórdia de rua entre um monge Budista e um jovem muçulmano," e que deixou três pessoas - sem identificação religiosa - mortas.

Portanto, mesmo esta história central, reportada com o propósito de demonstrar a intolerância Budista, começa com um "jovem muçulmano" argumentativo que pode muito bem ter sido a pessoa que deu início às hostilidades (totalmente diferente, por exemplo, da habitual e não-provocada perseguição que os Cristãos e outras minorias sofrem no mundo muçulmano). 

Mas o Financial Times não permite esta interpretação, alegando em vez disso que "isto faz parte duma tendência geral: a ascenção duma nova geração de organizações Budistas anti-muçulmanas.” Em parte alguma o editorial salienta que as minorias muçulmanas frequentemente provocam a reacção dos Budistas.

Uma notícia presente na Al Jazeera com o título de "O problema terrorista dos Budistas de Myanmar" cita os vários confrontos que emergiram em 2012 e que causaram a que vários muçulmanos fossem afastados das suas áreas residenciais. Mas à medida que mergulhamos mas profundamente no artigo, descobrimos que os confrontos foram iniciados depois dos muçulmanos terem violado e assassinado uma mulher Budista.

E um artigo do New York Times diz o seguinte:
Ashin Wirathu, monge Budista de Myanmar com uma legião de seguidores digna dum roqueiro, sentou-se perante uma multidão de milhares de devotos, e deu início a uma discurso relativo ao que ele chamou "o inimigo" - a minoria islâmica do país. "Tu podes ser cheio de compaixão e amor, mas não se pode dormir perto dum câo maluco," disse Ashin Wirathu, referindo-se aos muçulmanos. "Eu chamo-os de causadores de problemas porque é isso que eles são.”
Embora tais notícias tenham como propósito mostrar com os Budistas são intolerantes, aqueles que conseguem ler entre as linhas - ou aqueles que estão familiarizados com os ensinamentos islâmicos e a história do islão, bem como atentos aos eventos actuais - rapidamente se apercebem que os Budistas estão a responder a ameaças existenciais colocadas pelos muçulmanos que vivem entre eles e em seu redor.

Levemos em consideração as palavras do Padre Daniel Byantoro, um ex-muçulmano que se converteu ao Cristianismo Ortodoxo:
Durante milhares de anos, o meu país (Indonésia) foi um reino Budista Hindu. O último rei Hindu foi suficientemente generoso para dar uma propriedade livre de tributação ao primeiro missionário muçulmano que quis viver e pregar a sua religião. 
Lentamente, os seguidores da nova religião foram aumentando de número e quando eles se tornaram suficientemente fortes, o reino foi atacado, e aqueles que se recusaram a converter ao islão tiveram que fugir para as ilhas vizinhas do Bali (como forma e continuar com vida) ou para a grande montanha de Tengger, onde  foram capazes de manter a sua religião até agora. Lentamente, de um reino Hindu Budista, a Indonésia passou a ser o maior país muçulmano do mundo.  
Se há uma lição a ser aprendida por parte dos Americanos, é que a história do meu país tem que ser levado em consideração. Nós não somos um povo fomentador de ódio e intolerante; pelo contrário, nós amamos a liberdade, a democracia e as pessoas que amam outras pessoas. Nós só não queremos que a nossa liberdade e a nossa democracia nos seja retirada devido à nossa ignorância e ao nosso equivocado "politicamente correcto", e devido à pretensão de tolerância. (Fonte: Facing Islam, secção de endosso).
A realidade dos factos é que, tal como acontece noutros países onde eles são uma minoria, os muçulmanos que se encontram em países Budistas frequentemente dão início à violência e aos distúrbios. Na Tailândia de maioria Budista, onde os muçulmanos se encontram concentrados no sul, milhares de Budistas - homens, mulheres e crianças - foram chacinados, decapitados e violados à medida que os muçulmanos tentam erradicar os "infiéis" da região. (Cliquem aqui para notícias e imagens que incidem luz sobre o que leva os Budistas a ficaram cada vez mais anti-muçulmanos)

Consequentemente, Wirathu, o monge Budista “radical” citado pelo Financial Times, pelo New York Times e pela Al Jazeera - estes últimos pura e simplesmente chamam-lhe de “O bin Laden Birmanês” - diz, "Se nós formos fracos, a nossa terra tornar-se-á muçulmana."

O tema do seu partido fala de pessoas que "vivem na nossa terra, bebem a nossa água, e são mal-agradecidos" - uma referência aos muçulmanos - e da forma como "Se for necessário, iremos contruir uma cerca com os nossos ossos” como forma de os manter fora. Os seus panfletos dizem:

Myanmar encontra-se actualmente a enfrentar o mais perigoso e mais temível veneno que é suficientemente severo para erradicar toda a civilização.

A isto, o NYT escarnece, salientando que o "Budismo parece ter o seu lugar seguro em Myanmar. Nove em cada 10 pessoas são budistas... As estimativas da minoria muçulmana variam entre 4 a 8%...". No entanto, e como mencionado previamente, na vizinha Tailândia os muçulmanos também são cerca de 4% mas mesmo assim estão envolvidos num genocídio contra os Budistas no sul, que é onde os muçulmanos se encontram concentrados.

Mais importante ainda, a História - a verdadeira História, e não a versão caiada que está a ser actualmente impingida nas escolas Americanas - demonstra durante 14 séculos o islão levou a cabo, de facto, uma remoção de povos e de identidades: o que hoje é despreocupadamente identificado como o "mundo Árabe" não era nem Árabe e quase todo ele era Cristão durante o século 7º, quando o islão surgiu e tem levado a cabo uma jihad desde então. Actualmente, os Cristãos continuam a ser uma minoria perseguida e em rápido decrescimento.

Se o Budistas entendem que toda a sua civilização se encontra em perigo, os editoriais do Financial Times, do New York Times, e, obviamente da Al Jazeera carregam consigo todas as evidências - relativismo moral e um viés pró-islâmico, e aquela mistura de confiança e ignorância - que caracteriza a inabilidade das elites Ocidentais de reconhecer, e muito menos responder, às agressões islâmicas.

- http://goo.gl/kNl7wi.

terça-feira, 17 de março de 2015

Nicolae Sennels e a psicologia dos muçulmanos

Por Andrew McIntyre

A estatística é chocante: cerca de 70% dos jovens presos na Dinamarca são muçulmanos. Tal como o psicólogo Nicolae Sennels apurou quando ele se determinou a descobrir o porquê, os motivos tem muito mais a ver com o insular desdém da comunidade por tudo o que as nações modernas e liberais Ocidentais representam (excepto os benefícios sociais).

Como um visitante regular da Europa, há já muito tempo que ponderei sobre a delicada questão da habilidade dos imigrantes muçulmanos de se integrarem no Ocidente - especialmente na França, na Holanda, Grã-Bretanha e Escandinávia. 

Durante o período em que me preparava para uma viagem até à Dinamarca durante o ano passado, cruzei-me com o espantoso trabalho de Nicolai Sennels (na foto), psicólogo clínico a trabalhar junto dos jovens nas prisões de Copenhaga, e com o seu instigante livro "Among Criminal Muslims. A Psychologist’s Experiences from Copenhagen Municipality".

Não estando ainda publicado em Inglês, o livro fundamenta-se em 10 anos de trabalho clínico intenso junto de 150 jovens muçulmanos e 100 jovens não-muçulmanos. O livro disponibiliza um entendimento da cultura e da mente dos infractores jovens muçulmanos, o seu frequente comportamento violento e as elevas taxas de crime que normalmente caracterizam as suas comunidades.

A altamente controversa publicação dos desenhos satíricos de Jyllands-Posten (sobre Maomé) colocou, subitamente, a Dinamarca no palco mundial, mas isso aconteceu há quase uma década e como tal, fui para Copenhaga para dar uma vista olhos mais próxima à forma como as coisas se desenvolveram desde então. 

Tive a chance de falar por poucos instantes com Sennels telefonicamente, seguindo-se posteriormente  uma troca de perguntas por email. Depois da nossa breve conversa e da subsequente troca de emails, descobri que é difícil não pensar no Marcellus de Shakespeare e a sua observação de que existem de factos coisas pobres no reino da Dinamarca.

O próprio Sennels encontra-se numa missão de descobrir o porquê da violência e criminalidade serem tão proeminentes dentro da comunidade muçulmana, o porquê de parecer ser, de modo geral, difícil os muçulmanos integrarem-se na sociedade Ocidental. Segundo o "Denmark’s Bureau of Statistics", cerca de 70% dos jovens que se encontram nas prisões Dinamarquesas têm origens imigrantes, e quase todos estes foram educados dentro duma família muçulmana. Em termos numéricos, as 7 primeiras nacionalidades listadas por comportamento violento são de países muçulmanos.

Depois de horas e horas dentro dum ambiente clínico, Sennels apercebeu-se que ele tinha que entender as diferenças psicológicas entre os muçulmanos e os ocidentais de modo a entender uma estatística tão desproporcional. Ele direccionou a sua análise dos problemas comportamentais segundo 4 linhas orientadoras:

- raiva contra fraqueza
- honra contra segurança
- complexo de vítima contra responsabilidade pessoal
- Muçulmanos contra não-muçulmanos.

Sennels explicou que nestas 4 áreas, os Ocidentais e os muçulmanos eram bastante diferentes - chegando até a ser diametricamente opostos nas suas atitudes.

Na primeira área, relativa à raiva, nós no Ocidente olhamos para as expressões de raiva como a forma mais rápida de perder a credibilidade. No entanto, junto dos muçulmanos, Sennels apurou que a raiva não só é aceite, como é vista como um sinal de força; de facto, a raiva nela própria é vista como um argumento. Nas suas aulas de  gestão da raiva, Sennels observou que os seus clientes muçulmanos acreditavam, tal como lhes havia sido ensinado, que a "agressividade é aceite e é o comportamento esperado durante os conflitos.”

Para além das suas observações, Sennels baseou-se num recente estudo levado a cabo pelo "Criminal Research Institute of Lower Saxony" na Alemanha, onde foram entrevistados 45,000 adolescentes tanto de lares muçulmanos como jovens com origens não muçulmanas. “Os rapazes que haviam crescido dentro de famílias muçulmanas religiosas eram mais susceptíveis de serem violentos,” afirmou Sennels.

A segunda área estudada por Sennels centrava-se na auto-confiança. Ele salienta que de modo geral, os Ocidentais olham para as críticas, embora desagradáveis, como uma coisa honrada quando oferecida de modo honesto e segundo os seus méritos. A aceitação de críticas válidas é, dito de outra forma, um sinal de confiança em si próprio e no que a pessoa defende. Consequentemente, os Ocidentais conseguem lidar com a crítica duma forma relativamente vazia de emotivismo - talvez até com uma expressão de gratidão se o crítico estiver correcto, ou com um encolher de ombros se o crítico estiver errado.

Por contraste, no islão e dentro da cultura muçulmana no geral, a crítica é vista como um ataque a honra da pessoa, com a falta duma resposta agressiva a ser vista como algo desonrado. No Ocidente, o que nós olhamos como uma insegurança e um comportamento infantil perante uma crítica, é visto como algo justo dentro da comunidade muçulmana. A experiência profissional de Sennels levou-o a entender que as exigências por uma maior integração na sociedade levam muitos muçulmanos a sentirem-se criticados, levando a que eles desenvolvam uma inimizade maior contra a sociedade não-muçulmana que os rodeia.

A terceira diferença psicológica que Sennels fala centra-se na  auto-responsabilidade e o que, em termos psicológicos, é chamado de "locus de controle". Os Locus de Controle internos são fomentados nas sociedades Ocidentais, onde as pessoas olham para as suas vidas como resultado das suas escolhas. No Ocidente nos temos toda uma indústria, da qual ele faz parte, que tem pessoas a pagar boas somas a terapeutas em troca de conselhos em relação à melhor forma de resolver os problemas e a melhor forma de atingir os objectivos.

No islão, toda a vida é ins’Allah — estabelecida por Alá e não pelo indivíduo. Entretanto, as vidas diárias dos muçulmanos que ele aconselhou eram principalmente governadas pela sharia, pelas tradições culturais, e pelos membros familiares. A experiência é de estar sob controle. Os desejos pessoais, os impulsos democráticos e as escolhas individuais eram rejeitados e até punidos.

Sennels disse-me que perguntar a um muçulmano sobre as suas escolhas era pouco relevante visto que os seus clientes não viam como responsabilidade sua integrar na sociedade Dinamarquesa. De alguma forma, eles esperavam que fosse o Estado a fazer com que isso acontecesse, alterando o seu normal funcionamento de modo a que este se ajustasse ao estilo de vida dos muçulmanos.

Em relação aos crimes feitos pelos jovens que ele estudou, os muçulmanos tendiam a olhar para a vítima como a entidade responsável por ter "provocado" a sua resposta. Sennels está bem ciente do argumento que existe dentro de vários círculos profissionais que levanta a questão se a cultura muçulmana - ao gerar um locus de controle fora do indivíduo - não cria tendências psicóticas, ou se a falta de empatia pelos outros, juntamente com a abrogação da responsabilidade pessoal, são fenómenos superficiais.

Finalmente, há o assunto da identidade muçulmana versus a identidade não-muçulmana - o assunto que está no centro do 4º ponto relativo à tolerância. Os Ocidentais são ensinados que a tolerância é nela mesma boa e algo que define um cidadão decente. Dentro do islão, intolerância para com os não-muçulmanos, minorias sexuais [sic], mulheres, autoridades não-muçulmanas, e leis seculares é algo esperado. Isto gera sociedade paralelas, para além de estatísticas criminais alarmantes, actividade terrorista, e a amplamente difundida supressão e opressão das mulheres.

Tal como muitos outros antes de Sennels já salientaram, incluindo o escritor Australiano Mark Durie, as escrituras islâmicas sublinham o conceito do "infiel". Junto dos seus clientes muçulmanos, muito poucos olhavam para si como Dinamarqueses; a maioria via-se como Marroquinos, Somalis, Paquistaneses, etc, que por acaso se encontravam a viver num outro país.

Quase todos eles sentiam-se alienados perante os Dinamarqueses, para além de afirmaram que se encontravam em oposição à sociedade Dinamarquesa. Isto chocou Sennels visto que muitos deles imigrantes de segunda ou de terceira geração.

As estatísticas confirmam tudo isto. Na Dinamarca 14% dos muçulmanos residentes se identificam com a organização Muçulmanos Democráticos, cuja carta de estatutos afirma que se pode ser, ao mesmo tempo, Dinamarquês e muçulmano. 

Sennels salienta que esta forte experiência do "nós" e "eles" tem consequências concretas visto que a maioria das pessoas que são vítimas de violência, assalto e tentativas de homicídios são não-muçulmanas. As excepções são os actos de violência dirigidos a gangues muçulmanos rivais ou a assim-chamada violência de honra.

Sennels recolheu alguns dados bastante confirmadores. Embora ele reconheça uma ligação entre o comportamento anti-social e a pobreza, ele é bastante enfático ao afirmar que o crime e o comportamento anti-social levam à pobreza, e  não o contrário.

Pesquisas levadas a cabo pelo "Danish Centre for Knowledge" sobre a Integração  (Randers, Youth, "Education and Integration”, Maio de 2005) revelou que 64% de todas as crianças em idade e com origens Árabes são tão fracas na leitura e na escrita depois de passarem 10 anos no sistema escolar Dinamarquês, que são incapazes de prosseguir com a sua educação - o dobro da taxa que se encontra junto dos outros estudantes Dinamarqueses. Para além disso, o falhanço muçulmano de atingir os requerimentos de QI mínimo para recrutamento militar é três vezes maior que o falhanço dos candidatos Dinamarqueses.

Sennels discute outros factores culturais, tais como o facto dos seus países de origem colocarem pouco ênfase no conhecimento e na educação. Segundo um artigo da Nature de 2003, a média mundial para a produção de artigos publicados por cada milhão de habitante é de 137, enquanto que entre os países que fazem parte da Organização da Conferência Islâmica o número é de 13.

Segundo uma pesquisa de proporções consideráveis levada cabo na Turquia, "70% dos cidadãos Turcos nunca chegam a ler um livro". Pesquisas publicadas pela "Arab Human Development Reports" das Nações Unidas salienta que o "total cumulativo dos livros traduzidos desde o tempo do Califa Maa’moun (século 9) é de 100,000, quase tantos como a média anual Espanhola.”

Sennels faz a dedução óbvia: não ser capaz de ler e escrever, abandonar a escola, e vir duma cultura que, de modo geral, tem pouco interesse pela ciência e pelo conhecimento, minimizam de modo severo as chances de se vir a ter um emprego bem remunerado - ou qualquer emprego. Isto leva ao comportamento anti-social e criminoso, e por fim à pobreza e à dependência estatal

Sennels salienta que os imigrantes precisam de três coisas para se integrarem: Eles têm que querer integrar na sociedade anfitriã, eles têm que ter a permissão para se integrarem, e eles têm que ter a capacidade para se integrarem. Muito poucos muçulmanos atingem estes três critérios.

O governo Dinamarquês não tem estado totalmente inactivo no que toca ao problema da não-assimilada minoria propensa ao crime. Sem qualquer tipo de fanfarra, ele introduziu duas medidas básicas: a repatriação individual e a redução da pensão para crianças. A política de repatriação tem como alvo os imigrantes não-integrados, e paga-lhes 1,000 euros, um bilhete só de ida para o seu país, assistência médica durante um ano, e dinheiro extra se por acaso quiserem começar um negócio.

Crê-se que esta despesa seja mais económica que que pagar os mais de 300,000 euros que se estima que se tenha que pagar durante a estadia dum imigrante por toda a sua vida. A política é administrada através das municipalidades locais e já testemunhou o regresso anual de centenas de volta para os seus países.

A segunda política, limitar a pensão infantil para não mais de duas crianças - a média das famílias Dinamarquesas - foi introduzida como forma de desencorajar a imigração e a dependência estatal. No entanto, esta política foi colocada de parte mal o Governo Social Democrata assumiu o poder numa coligação minoritária em 2011.

Embora outros países Ocidentais enfrentem dificuldades semelhantes às que sentem os países Europeus, parece que o problema é menos grave nos Estados Unidos, na Austrália e noutros destinos migratórios. Mesmo assim, e com notícias de jihadistas muçulmanos-Australianos a cortar cabeças na Síria e no Iraque, e com o número de atiradores de carro a tornarem-se cada vez mais comuns em  Ocidente de Sydney, as ideias de Sennels podem parecer ter uma relevância Australiana, especialmente junto de qualquer debate em torno da sabedoria da imigração muçulmana.

- http://goo.gl/xRdvJj.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Os livres-pensadores do islão

Por Ali Sina

Actualmente, os países islâmicos são os países mais atrasados do mundo. Se não fosse o petróleo existente nos seus países, estes países seriam também os pobres. Mas apesar disto, os muçulmanos continuam a salientar nomes sonantes da assim-chamada "idade dourada" do islão. Eles citam nomes sonantes tais como Zakaria Razi, Abu Ali Sina, Ibn Rushd, etc que contribuíram imenso para a ciência e para o conhecimento humano, e depois fazem a pergunta clichê: "Se o islão estivesse errado, será que estes grandes homens não teriam reparado?" e "Será que o facto destes grandes homens terem sido muçulmanos não é prova suficiente da veracidade do islão?"

A realidade dos factos é que, embora estes homens tenham nascido dentro do islão, eles não eram muçulmanos. Por exemplo, Zakariya ar Razi (865-925) foi provavelmente o maior livre-pensador de todo o mundo islâmico, para além de ter sido um dos maiores médicos da História. Razi escreveu 200 livros em tormo duma variedade de assuntos, para além de ser o autor da monumental enciclpédia al Hawi, na qual ele trabalhou durante 15 anos.

Ar Razi era um empirista que em vez de seguir os procedimentos padrões da época, registou de forma cuidada o progresso dos seus pacientes, bem como os efeitos do tratamento neles. Ele escreveu um das mais antigos tratados em torno das doenças infecciosas -  varíola e sarampo.

Quase todas as obras filosóficas de Ar Razi foram destruídas. O seu ponto de vista em relação à religião no geral, o islão em particular, valeu-lhe a condenação pública por blasfémia. Só fracções e pedaços da sua refutação à religião revelada restaram, encontrando-se presentes numa refutação ao seu livro feito por autor Ismaili. disto, torna-se claro que a maior mente da idade de ouro do islâmica não tinha uma opinião simpática em relação ao islão. Eis aqui os seus pensamentos audazes em relação à religião:

Por natureza, todos os homens são iguais e igualmente dotados com a faculdade da razão que não pode ser colocada de lado em favor da fé cega; a razão permite que os homens consigam entender as verdades científicas duma forma imediata. Os profetas - esses bodes barbudos, como Ar Razi desdenhosamente os descreve - não podem alegar para si qualquer superioridade intelectual ou espiritual. 

Estes bodes barbudos fingem chegar até nós com uma mensagem de Deus, ao mesmo tempo que se esgotam em propagar as suas mentiras, e a impor sobre as massas uma obediência cega às "palavras do mestre." Os milagres dos profetas são imposturas, baseadas na trapaça, ou então as histórias em relação a estes milagres são mentiras.

A falsidade do que todos os profetas dizem é evidente através do facto deles se contradizerem uns aos outros: um afirma o que o outro nega, no entanto cada um alega ser o único depositário da verdade; logo, o Novo Testamento contradiz o Torá, o Alcorão contradiz o Novo Testamento.

Quanto ao Alcorão, ele nada mais é que uma mistura variada de "fábulas absurdas e inconsistentes", que foi ridiculamente qualificado de inimitável, quando, na verdade, a sua língua, o estilo e a sua tão-apregoada "eloquência" encontram-se muito longe de serem sem falhas.

O hábito, a tradição e a preguiça intelectual levaram os homens a seguir os seus líderes religiosos cegamente. As religiões têm sido a causa única das guerras sangrentas que foram levadas a cabo pela humanidade [ed: Falso]. As religiões têm sido resolutamente hostis à especulação filosófica e à pesquisa científica [ed: Excepto a religião Cristã]. As assim-chamadas escrituras não têm valor algum e têm feito mais mal que bem, enquanto que os escritos de Platão, Aristóteles, Euclídes e Hipócrates têm feito um serviço maior para a humanidade.”

As pessoas que se reunem em redor dos líderes religiosos ou são de mentes fracas ou são mulheres e adolescentes. A religião sufoca a  verdade e fomenta a inimizade. Se um livro constitui nele mesmo uma demonstração de que é revelação genuína, então os tratados de geometria, medicina e lógica justificam muito mais essa alegação do que o Alcorão..

Abu Ali Sina

O grande luminar que se segue, proveniente do mundo islâmico, é Abu Ali Sina, conhecido no Ocidente como Avicena. A sua "maior contribuição para a ciência médica foi o seu famoso livro com o nome de al-Qanun, conhecido no Ocidente como 'O Cânone'. O Qanun fi al-Tibbé uma imensa enciclopédia de medicina estendendo-se para além do milhão de palavras.

O mesmo pesquisou todo o conhecimento médico disponível a partir de fontes antigas e muçulmanas. Devido a esta abordagem sistemática, à sua perfeição formal, bem como ao seu valor intrínseco, o Qanun suplantou o Hawi de Razi, o Maliki de Ali Ibn Abbas, e até as obras de Galeno, permanecendo supremo durante seis séculos." (1) Este livro foi ensinado aos estudantes de Medicina da Universidade de Bolonha até ao século 17.

A filosofia de Avicena baseava-se nunca combinação de Aristotelismo e Neoplatonismo. Ao contrário do pensamento islâmico ortodoxo, Avicena negava a imortalidade pessoal, o interesse de Deus na vida das pessoas, e a criação do mundo no tempo. Devido a estes pontos de vista, Avicena tornou-se no alvo principal dum ataque a tal filosofia por parte do filósofo al-Ghazali, chegando até a ser chamado de apóstata. ( 2

Al-Ma'arri

Segue Al-Ma'arri, (973-1057), o maior poeta Sírio. Ele referiu-se à religião como "ervas daninhas nocivas" e qualificou-a de "fábulas inventadas pelos antigos", sem valor algum excepto para a exploração das massas crédulas. O desprezo de Ma’arri  pela religião, incluindo o islão, é óbvio pelos versos que se seguem:

Não pensem que as declarações dos profetas são verdadeiras. Os homens viveram confortavelmente até que eles vieram e estragaram a vida. Os "livros sagrados" nada mais são que um conjunto de contos ociosos que qualquer era poderia produzir, e de facto produziram.  -- Al-Ma'arri, poet, 973-1057 

Noutro sítio ele diz:

“Hanifs ( Muslims) are stumbling, Christians all astray
Jews wildered, Magians far on error's way.
We mortals are composed of two great schools
Enlightened knaves or else religious fools.” 

E em relação aos profetas ele disse:

The Prophets, too, among us come to teach,
Are one with those who from the pulpit preach;
They pray, and slay, and pass away, and yet
Our ills are as the pebbles on the beach.
Mohammed or Messiah! Hear thou me,
The truth entire nor here nor there can be;
How should our God who made the sun and the moon
Give all his light to One, I cannot see.

Omar Khayyam

Outra grande mente do mundo islâmico é Omar Khayyam, que foi um dos maiores matemáticos, astrónomos e poetas do Irão, e que cujas Ruba’iyat (quadras) se encontram traduzidas para a maior parte das línguas do mundo,  havendo já recebido reconhecimento universal por parte de todos. Khayyam era um filósofo epicurista, desdenhoso da religião no geral, do islão em particular. Edward Fitzgerald resume da seguinte forma a natureza encantadora de Omar e da sua filosofia:

A audácia de pensamento e de discurso Epicurista de Omar causou a que ele fosse olhado de forma desconfiada nos seus dias e no seu país. Diz-se que ele era especialmente odiado e temido pelos Sufitas, cujas prácticas ele ridicularizava e que cuja fé somada era pouco mais que a sua, depois de parcelas do Misticismo e do reconhecimento formal do islão por trás do qual Omar não se esconderia.

Khayyam não acreditava em nenhum outro mundo para além deste. Ele estava mais preocupado em desfrutar os prazeres simples da vida do que se deixar confundir com o desconhecido. Ele era um agnóstico por excelência "preferindo acalmar a alma através dos sentidos em aquiescência com as coisas tal  como ele as via, do que ficar perplexo com uma inquietude vaidosa segundo o que elas poderiam ser.”

Eis aqui alguns exemplos das quadras traduzidas por Fitzgerald:

Some for the Glories of This World; and some
Sigh for the Prophet’s Paradise to come;
Ah, take the Cash, and let the Credit go
Nor heed the rumble of a distant Drum!
Why, all the Saints and Sages who discuss’d
Of the Two Worlds so learnedly, are thrust
Like foolish Prophets forth; their Words to Scorn
Are scatter’d, and their Mouths are stopt with Dust.
Dreaming when Dawn’s Left Hand was in the Sky
I heard a Voice within the Tavern cry:
‘Awake, my Little ones, and fill the Cup
Before Life’s Liquor in its Cup be dry.’

Ibn Rushd

A grande mente que se segue, e outra por quem os muçulmanos se gabam, é Ibn Rushd. 

Ibn Rushd foi um importante filósofo e cientista, conhecido no Ocidente como Averroes. Ele viveu entre 1126 e 1198 na Andaluzia e em Marraquexe. A sua influência no pensamento Europeu é normalmente esquecido tanto pelos Árabes como pelos Europeus, mas durante os séculos 13 e 14, o Averroismo era tão influente como o Marxismo o foi no século 19. Ibn Rushd trabalhou como um mediador entre o mundo Árabe o o mundo Ocidental ao comentar e interpretar os filósofos Gregos tais como Aristóteles e platão, tornando-os acessíveis à cultura Árabe. Em muitas das suas obras, ele tentou mediar entre a filosofia e religião. Os líderes religiosos nem sempre louvaram as suas obras e ele foi condenado por heresia pela ortodoxia Cristã, Judaica e islâmica, e viu as suas obras a serem frequentemente banidas e queimadas.” (3)

Ibn Rushd foi chamado para o Marraquexe como forma de trabalhar como médico para o Califa local, mas durante o o período em que ele se encontrava por lá, Ibn Rushd deixou de estar nas boas graças do Califa devido à oposição que os teólogos [muçulmanos] haviam levantado contra os seus escritos. Ele foi acusado de heresia, interrogado e banido para Lucena, perto de Córdova. Ao mesmo tempo, o Califa ordenou que os livros do filósofo fossem queimados, exceptuando as suas obras de medicina, aritmética e astronomia elementar.

As obras de Ibn Rushd despertaram admiração na Europa, mesmo junto dos teólogos que olhavam para os seus escritos como uma ameaça à sua fé religiosa. No século 13, Ibn Rushd foi condenado pelos bispos de Paris, Oxford e Canterbury por motivos semelhantes aos que causaram a que ele fosse condenado pela ortodoxia islâmica na Espanha.

Abu Yaqub, o Califa de Marrocos, chamou-o para a sua capital e nomeou-o como médico no lugar de Ibn Tufail. O seu filho Yaqub al-Mansur manteve-o por mais algum tempo mas os pontos de vista religiosos e filosóficos de Ibn Rushd atraíram a ira do Califa. Com a excepção dos seus livros estritamente científicos, todas as suas obras foram queimadas e ele foi banido para Lucena. No entanto, devido à intervenção de vários académicos de nome, ele foi perdoado passados que estavam quatro anos, e foi chamado para Marrocos; mas ele morreu mais para o final desse mesmo ano.

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Obviamente que estes homens sobre cujos ombros se encontra a glória da idade dourada do islão, não eram muçulmanos e eram mesmo críticas dessa religião. No entanto, os muçulmanos que os perseguiram enquanto eles estavam vivos não se sentem envergonhados de listá-los como membros da sua fé agora que eles estão mortos e não se podem defender. Agora, estes apologistas islâmicos gabam-se destes luminares e tentam desta forma obter aceitabilidade e credibilidade. "Será que todas estas mentes brilhantes estavam erradas?" é o que ele insistem em dizer.

(...)

domingo, 1 de março de 2015

Cruzadas: guerras defensivas contra o imperialismo islâmico

Por Thomas F. Madden
Muitos historiadores têm tentado há já algum tempo esclarecer os factos em torno das Cruzadas visto que as más-concepções que são demasiado comuns. Para eles, este é um momento de ensinar sobre as Cruzadas no preciso momento em que as pessoas estão a prestar atenção.
Com a possível excepção de Umberto Eco, os estudiosos medievais não estão habituados a tanta atenção; nós temos a tendência de ser um grupo tranquilo (excepto durante as bacchanalia anuais que nós damos o nome de "International Congress on Medieval Studies" em Kalamazoo, Michigan, e logo aí), estando absorvidos a ler crónicas empoeiradas e a escrever estudos chatos e meticulosos que poucas pessoas irão ler. Imaginem, portanto, a minha surpresa quando no espaço de alguns dias após o 11 de Setembro, a Idade Média subitamente se tornou relevante.
Como um historiador das Cruzadas, deparei-me com a reclusão tranquila da torre de marfim a ser destruída pelos jornalistas, editores e apresentadores de talk-shows operando contra tempo, ansiosos por publicar uma notícia antes dos outros. O que foram as Cruzadas?, perguntaram eles. Quando foi que aconteceram?  Quão insensível foi o Presidente Bush ao usar o termo "cruzada" nos seus comentários?
Eu fiquei com a impressão que algumas das pessoas que me ligaram já sabiam as respostas para estas perguntas, ou pelo menos, pensavam que sabiam. O que elas realmente queriam era que um perito lhes dissesse o que eles já defendiam e já acreditavam. Por exemplo, fui frequentemente questionado que comentasse o facto do mundo islâmico simplesmente ter um mágoa contra o Ocidente. Não é a violência actual, insistiram eles, algo que tem as suas raízes no ataque brutal e não-provocado das Cruzadas contra o tolerante e sofisticado mundo muçulmano? Dito de outra forma, não será essa violência [islâmica] culpa das Cruzadas?
Isso é o que Osama bin Laden parece pensar. Nas suas várias actuações em vídeo, ele nunca se esquece de descrever a guerra Americana contra o terrorismo como uma nova Cruzada contra o islão. O ex-presidente Bill Clinton também apontou o seu dedo acusador às Cruzadas como causa primordial do actual conflito. No seu discurso na Universidade Georgetown, Clinton recontou (e embelezou) o massacre de Judeus depois dos Cruzados conquistarem Jerusalém em 1099, e informou o seu público que esse episódio é lembrado de forma amarga no Médio Oriente. (Não foi explicado o porquê dos muçulmanos ficarem perturbados com a matança de Judeus.)
Clinton foi atacado de forma agressiva nos editoriais jornalísticos por querer culpar tanto os Estados Unidos que estava disposto a regressar até às Cruzadas. Mas ninguém colocou em causa a premissa principal do ex-presidente.
Bem, quase ninguém.
Muitos antes de Bill Clinton as ter descoberto, há já muito tempo que os historiadores tentavam esclarecer os eventos em torno das Cruzadas. Estes historiadores não são revisionistas, tais como os historiadores Americanos que criaram a exibição em torno do Enola Gay, mas sim estudiosos mainstream a disponibilizar os frutos de várias décadas de trabalho académico cuidadoso e sério. Para eles, este é "momento de aprendizagem", uma chance de explicar as Cruzadas exactamente no momento em que as pessoas estão atentas. Esta atenção não vai durar muito tempo, e como tal, aqui vai disto.
Os equívocos em relação às Cruzadas são demasiado comuns; elas são geralmente caracterizadas como uma série de guerras santas contra o islão, lideradas por Papas sedentos de conflictos bélicos e combatidas por fanáticos religiosos, para além de supostamente serem o epítome do farisaísmo e da intolerância - uma mancha negra da história da Igreja Católica em particular, e da civilização Ocidental no geral.
Sendo uma raça de proto-imperialistas, os Cruzados deram início à agressão Ocidental a um Médio Oriente pacífico, e deformaram uma erudita cultura muçulmana, o que causou a que esta ficasse em ruínas. Para tomarmos conhecimento de variações deste tema, não é preciso olhar muito longe. Por exemplo, vejam o épico de três volumes de Steven Runciman com o nome de  History of the Crusades, ou vejam o  documentário BBC/A&E  com o título de, The Crusades, apresentado por Terry Jones. Ambos são historicamente terríveis mas maravilhosamente divertidos.
[O que a História diz sobre as Cruzadas]
Então, qual é a verdade em torno das Cruzadas? Os académicos ainda estão a averiguar algumas coisas em relação a isso, mas muito pode já ser dito com elevado grau de certeza. Para começar, as Cruzadas a Oriente foram de todas as formas possíveis guerras defensivas. Elas foram uma resposta directa à agressão muçulmana - uma tentativa de retornar ou criar uma linha defensiva contra as conquistas muçulmanas de terras Cristãs.
Os Cristãos do século 11 não eram fanáticos paranóicos; os muçulmanos queriam mesmo acabar com eles. Embora os muçulmanos possam ser pessoas pacíficas, o islão nasceu no meio da guerra e cresceu da mesma forma. Desde os tempos de Maomé, a forma de expansão do islão sempre foi a espada. O pensamento muçulmano divide o mundo em duas esferas: A Morada do islão [Dar ar-islam] e a Morada da Guerra [Dar al-Harb]. O Cristianismo - e, diga-se de passagem, todas as outras religiões não-islâmicas - não tem essas moradas.
Os Cristãos e os Judeus podem ser tolerados dentro dum estado muçulmano, sob o domínio muçulmano, mas no islão tradicional, os estados Cristãos e Judaicos têm que ser destruídos e as suas terras conquistadas.
Quando Maomé estava a levar a cabo uma guerra contra Meca no século 7, o Cristianismo era a religião dominante em termos de poder e de riqueza. Como a fé do Império Romano, ela espalhava-se por todo o Mediterrâneo, incluindo o Médio Oriente onde havia nascido. Portanto, o mundo Cristão era um alvo importante para os califas iniciais e aos olhos dos líderes muçulmanos, isto ficou assim durante os 1000 anos que se seguiram.
Com um vigor enorme, os guerreiros do islão atacaram o Cristianismo pouco depois da morte de Maomé. Eles foram muito bem sucedidos; a Palestina, a Síria e o Egipto - que foram a dada altura as áreas mais Cristãs do mundo - rapidamente caíram. Por volta do 8º século, os exércitos islâmicos haviam conquistado o Norte de África Cristão e a Espanha.
Por volta do século 11, os Turcos Seljúcidas conquistaram a Ásia Menor (a Grécia actual), que já era Cristã desde os dias de São Paulo. O antigo Império Romano, conhecido pelos historiadores modernos como o Império Bizantino, foi reduzido a pouco mais que a Grécia. Em desespero, o imperador de Constantinopla enviou um pedido de ajuda à Europa ocidental como forma de ajudar os seus irmãos e as suas irmãs do Este.
Foi isto que deu início às Cruzadas; elas não foram idealizadas por um Papa ambicioso ou por cavaleiros ["knights"] vorazes, mas sim programadas como resposta a mais de 400 anos de conquistas onde os muçulmanos já haviam capturado dois-terços do antigo mundo Cristão. A dada altura, a fé e a cultura Cristã teriam que se defender ou ser subsumida pelo islão. As Cruzadas foram guerras defensivas.
Durante o Concílio de Clermont, em 1095, o Papa Urbano apelou aos cavaleiros da Cristandade que empurrassem de volta as conquistas do islão. A resposta foi tremenda: muitos milhares de guerreiros fizeram o juramento da cruz, e prepararam-se para a guerra. Porque é que eles o fizeram? A resposta a essa pergunta tem sido muito equivocada. Com o aproximar do Iluminismo era normalmente afirmado que os Cruzados nada mais eram ignorantes sem-terra que se aproveitaram da oportunidade para pilhar uma terra distante. Os sentimentos de piedade, auto-sacrifício e amor a Deus manifestos pelos Cruzados obviamente que não eram para serem levados a sério visto que estes sentimentos [supostamente] nada mais foram que uma fachada para intenções mais sombrias.
Durante as últimas duas décadas, estudos às cartas-régias com o apoio informático têm demolido essa invenção; os estudiosos descobriram que os cavaleiros cruzados eram, de maneira geral, homens ricos com bastantes terras suas na Europa. Mais mesmo assim, eles voluntariamente abdicaram de tudo para levar a cabo a missão sagrada. Ser um cruzado não era barato; até mesmo os senhores ricos poderiam empobrecer rapidamente (e com eles as suas famílias) ao tomarem parte numa Cruzada.
No entanto, eles avançaram com isso não porque esperavam algum tipo de riqueza material (algo que muitos deles já tinham) mas sim porque esperavam amontoar um tesouro onde onde a traça e a ferrugem não consomem [Mateus 6:19]. Eles estavam bem conscientes da sua natureza pecaminosa e desejosos de tomar parte nas dificuldades da Cruzada como um acto de penitência, de caridade e de amor.
A Europa encontra-se cheia de milhares de cartas-régias medievais atestando para este sentimento - cartas onde estes homens ainda nos falam, se nós prestarmos atenção. Claro que eles não se opunham à captura do saque se isso fosse possível. Mas a realidade dos factos é que as Cruzadas eram um mau sítio para se obter lucro. Algumas poucas pessoas enriqueceram, mas a largam maioria veio sem nada.
Papa_Urbano_IIO Papa Urbano II deu aos Cruzados dois objectivos, e esses objectivos mantiveram-se centrais para as Cruzadas no Oriente durante séculos. O primeiro era o de salvar os Cristãos do Este. Tal como o seu sucessor, Papa Inocêncio III, mais tarde escreveu:
Como é que um homem que ama o seu próximo segundo os preceitos divinos, sabendo que os Cristãos seus irmãos na fé e no nome, são retidos pelos pérfidos muçulmanos em reclusão estrita, e subjugados pelo jugo mais pesado da servidão, não se dedica à missão de os livrar? … É por acaso que vocês não sabem que muitos milhares de Cristãos se encontram escravizados e aprisionados pelos muçulmanos, torturados com tormentos inumeráveis?
“Ir para uma Cruzada,” alegou correctamente o Professor Jonathan Riley-Smith, era entendido como um "gesto de amor" - neste caso, amor pelo próximo. A Cruzada era vista como uma missão de misericórdia como forma de corrigir uma mal terrível. Tal como o Papa Inocêncio III escreveu aos Cavaleiros Templários:
Vocês executam as obras das palavras do Evangelho, "Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos."
O segundo objectivo era o da libertação de Jerusalém e de outros locais tornados santos pela Vida de Cristo. A palavra "cruzada" é uma palavra moderna; os Cruzados Medievais olhavam para si como peregrinos, levando a cabo actos de justiça a caminho do Santo Sepulcro. A indulgência da Cruzada que eles recebiam estava canonicamente relacionada com a indulgência da peregrinação. O objectivo era frequentemente descrito em termos feudais. Apelando para a Quinta Cruzada em 1215, Inocêncio III escreveu:
Levemos em consideração, meus queridos filhos, que se algum rei temporário fosse lançado para fora dos seus domínios, e talvez capturado, não iria ele, depois de ver restaurada a sua  liberdade cristalina, e o tempo tivesse chegado para que ele executasse um olhar justo sobre os seus vassalos, classificá-los de desleais e traidores a menos que eles não só tivessem comprometido as suas posses mas também as suas pessoas para o libertar? Semelhantemente, não irá Jesus Cristo, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores, cujos servos deles vocês não podem negar ser, que uniu a vossa alma com o vosso o corpo, que vos remiu com o Seu Precioso Sangue .... vos condenar pelo vício da ingratidão e pelos crime de infidelidade, se por acaso vocês negligenciarem prestar-Lhe ajuda?
A reconquista de Jerusalém, portanto, não era colonialismo mas sim um acto de restauração e de declaração aberta de amor por Deus. Os homens medievais sabiam, obviamente, que Deus tinha o Poder para restaurar Ele mesmo Jerusalém - de facto, Ele tinha o poder para restaurar todo o mundo para o Seu governo. Mas tal como São Bernardo de Clairvaux pregou, a Sua recusa em fazer as coisas assim eram uma bênção para o Seu povo:
Volto a dizer, consideremos a bondade do Todo Poderoso e levemos em conta os Seus planos de misericórdia. Eles coloca-Se sob a vossa obrigação, ou melhor, finge que faz isso, de modo a que Ele vos possa ajudar a satisfazer as vossas obrigações para com Ele... Eu qualifico de abençoada a geração que pode agarrar uma oportunidade de tão rica indulgência como esta.
É frequentemente assumido que o propósito central das Cruzadas era o de converter à força o mundo islâmico; nada poderia estar mais longe da verdade. Do ponto de vista dos Cristãos Medievais, os muçulmanos eram os inimigos de Cristo e da Sua Igreja. Era a função dos Cruzados derrotá-los e levar a cabo actos defensivos contra eles. Nada mais. Os muçulmanos que viviam em terras conquistas pelos Cruzadas eram geralmente permitidos que retivessem as suas posses, o seu modo de vida, e sempre a sua religião.
De facto, durante a história do Reino Cruzado de Jerusalém, o número de habitantes muçulmanos era superior ao número de Católicos. Foi só a partir do século 13 que os Franciscanos deram início aos esforços de conversão entre os muçulmanos, mas estes foram na sua maioria infrutíferos e, por fim, abandonados. De qualquer das formas, tais esforços consistiam na persuasão pacífica e não em esforços com base na ameaça de violência.
As Cruzadas foram guerras, e como tal, seria um erro caracterizá-las como algo mais que piedade e boas intenções. Tal como em todas as guerras, a violência foi brutal (embora não tão brutal como as guerras modernas). Houve percalços, asneiras, e crimes. Estes são normalmente muito bem lembrados nos dias actuais.
Durante os dias iniciais da Primeira Cruzada, em 1095, um indesejável grupo que se encontrava entre os Cruzados, liderado pelo Conde Emicho de Leiningen, atravessou o Reno, roubando e assassinando todos os Judeus que conseguiram encontrar. Sem sucesso, os bispos locais tentaram colocar um ponto final na carnificina.
Aos olhos desses guerreiros, os Judeus, tal como os muçulmanos, eram inimigos de Cristo, e como tal, matá-los e ficar com as suas posses não era visto com maus olhos. De facto, eles viam isso como um acto justo uma vez que o dinheiro dos Judeus poderia ser usado para financiar a Cruzada para Jerusalém.
Mas eles estavam errados e a Igreja condenou de modo firme os ataques dirigidos aos Judeus. Cinquenta anos mais tarde, quando a Segunda Cruzada estava a ser preparada, São Bernardo pregava frequentemente que os Judeus não deveriam ser perseguidos:
Perguntem a qualquer pessoa que conheça as Sagradas Escrituras o que ele encontra profetizado sobre os Judeus no Livro dos Salmos: “Não para a sua destruição eu oro", diz o Salmo. Os Judeus são para nós as palavras vivas das Escrituras ,visto que eles nos lembram sempre o que o Nosso Senhor sofreu.... Sob os príncipes Cristãos, eles suportam um cativeiro severo mas "eles esperam o momento da sua libertação."
Mesmo assim, um Cisterciense , companheiro e igualmente monge, chamado Radulf agitou as pessoas contra os Judeus do Reno, apesar das inúmeras cartas de Bernardo a exigir que ele parasse. Por fim, Bernardo foi forçado a ir ele mesmo para a Alemanha, onde se encontrou com Radulf, enviou-o de volta para o seu convento, e colocou um ponto final das massacres.
É normalmente dito que as raízes do Holocausto podem ser vistas nestes pogroms medievais. Até pode ser que sim. Mas se isto é assim, essas raízes são muito mais profundas e muito mais difundidas que as Cruzadas. Os Judeus foram mortos durante as Cruzadas, mas o propósito das Cruzadas não era matar Judeus. Pelo contrário, Papas, bispos e pregadores deixaram bem claro que os Judeus da Europa não deveriam ser perturbados. Numa guerra actual, chamamos a estas mortes de "danos colaterais". Mesmo com as tecnologias modernas, os Estados Unidos mataram mais inocentes com as nossas guerras do que as Cruzadas alguma vez poderiam. Mas ninguém iria alegar que o propósito das guerras Americanas é matar mulheres e crianças.
Independentemente da forma que se olhe para ela, a Primeira Cruzada foi um tiro no escuro; não havia líder, não havia linha de comando, não havia linhas de abastecimento e nem uma estratégia detalhada. Ela apenas era um conjunto de milhares de guerreiros a marchar bem para dentro do território do inimigo, unidos por uma causa comum. Muitos deles morreram, quer tenha sido através da doença ou da fome.
A Primeira Cruzada foi uma campanha dura, uma que parecia sempre estar à beira do desastre, no entanto ela foi milagrosamente bem sucedida. Por volta de 1098 os Cruzadas haviam restaurado a Niceia e a Antioquia ao domínio Cristão. A alegria da Europa encontrava-se desenfreada; parecia que o rumo da História, que havia elevado os muçulmanos para tal posição exaltada, estava agora a virar.
Mas não estava.
Quando pensamos na Idade Média, é fácil olhar para a Europa para aquilo que ela se tornou e não naquilo que ela era. O colosso do mundo medieval era o islão e não a Cristandade. As Cruzadas são interessantes principalmente porque elas foram uma tentativa de contrariar essa tendência, mas em cinco séculos de cruzadas, só a Primeira Cruzada conseguiu retornar de forma significativa o progresso militar islâmico. A partir daí, foi sempre a cair [para a Europa].
Quando o Condado Cruzado de Edessa caíu para as mãos dos Turcos e Curdos em 1144, houve, na Europa, uma vaga de fundo enorme em apoio para uma nova Cruzada. Esta foi liderada por Luis VII de França e Conrado III da Alemanha, e pregada pelo próprio Bernardo. Ela foi um fracasso total. A maior parte dos Cruzados foi morta durante o percurso e aqueles que sobreviveram até Jerusalém, pioraram as coisas atacando Damasco muçulmana, que havia sido previamente uma forte aliada dos Cristãos.
No seguimento deste desastre, os Cristãos Europeus foram forçados a aceitar não só o crescimento contínuo do poder muçulmano, mas a certeza de que Deus estava a castigar o Ocidente pelos seus pecados. Movimentos piedosos leigos emergiram por toda a Europa, enraizados no desejo de purificar a sociedade Cristã de modo a que ela pudesse ser mais bem sucedida no Este.
Devido a isto, levar a cabo uma Cruzada na parte final do século 13 tornou-se portanto um esforço total de guerra. Todas as pessoas, independentemente da pobreza ou fraqueza, foram chamadas a ajudar. Pediu-se aos guerreiros que sacrificassem a sua riqueza e, se fosse preciso, as suas vidas na defesa do Este Cristão. A nível doméstico, os Cristãos foram chamados para apoiar as Cruzadas através da oração, do jejum e das esmolas.
Mas mesmo assim, os muçulmanos cresceram em força. Saladino, o grande unificador, havia forjado o Médio Oriente islâmico numa única entidade, ao mesmo tempo que pregava a jihad contra os Cristãos. Por volta de 1187, na Batalha de Hattin, as suas forças derrotaram as forças combinadas dos Reino Cristão de Jerusalém e capturaram a preciosa relíquia da Santa Cruz. Indefensáveis, as cidades Cristãs começaram a render uma a uma, culminando na rendição de Jerusalém no dia 2 de Outubro. Só uma pequena lista de portos se manteve firme.
A resposta foi a Terceira Cruzada, liderada pelo Imperador Frederico I Barbarossa do Império Alemão, e pelo Rei Ricardo I Coração de Leão. Qualquer que seja a forma que esta Cruzada seja analisada, ela foi um empreendimento enorme, embora não tão grandiosa como os Cristãos haviam desejado. O envelhecido Frederico afogou-se quando atravessava um rio montado no seu cavalo, e consequentemente, o seu exército regressou para casa antes de chegar à Terra Santa.
Filipe e Ricardo vieram de barco, mas as suas lutas incessantes apenas acrescentaram mais problemas à já de si situação divisiva na Palestina. Depois de reconquistar Acre, o rei de França regressou para casa, onde ele ocupou o seu tempo com a repartição das posses Francesas de Ricardo Coração de Leão. A Cruzada, portanto, ficou totalmente sob a responsabilidade de Ricardo.
20 Ricardo_Coracao_LeaoUm guerreiro talentoso, um líder dotado, e um táctico soberbo, Ricardo levou as forças Cristãs a vitória atrás de vitória, eventualmente reconquistando toda a costa. Mas Jerusalém não era na costa, e depois de duas tentativas abortadas de assegurar linhas de abastecimento para a Cidade Santa, Ricardo por fim desistiu. Prometendo um dia regressar, ele fez um pacto de tréguas com Saladino que assegurava paz na região e acesso livre a Jerusalém por parte de peregrinos desarmados. Mas isto foi um remédio difícil de engolir. O desejo de restaurar Jerusalém para o domínio Cristão, e re-obter a Verdadeira Cruz, permaneceu intenso por toda a Europa.
As Cruzadas do 13º Século foram maiores, com melhor financiamento, e com melhor organização, mas também elas falharam.
A Quarta Cruzada (1201-1204) caiu por terra quando se deixou seduzir pela rede da política Bizantina, que os Ocidentais não entendiam na plenitude. Eles fizeram um desvio para Constantinopla como forma de dar o seu apoio a um pretendente imperial que lhes prometeu recompensas e apoio para a Terra Santa. Mas mal ele se encontrou no trono dos Césares, o seu benfeitor descobriu que ele não conseguiria pagar o que havia prometido.
Traídos, portanto, pelos seus amigos Gregos, em 1205 os Cruzados atacaram, capturaram e saquearam de modo brutal a cidade de Constantinopla, a maior cidade Cristã do mundo. O Papa Inocêncio III, que havia previamente excomungado toda a Cruzada, condenou fortemente os Cruzados, mas não havia muito que ele poderia fazer.
Os eventos trágicos de 1204 fecharam uma porta de ferro entre os Católicos Romanos e os Gregos Ortodoxos  - porta essa que nem o actual [ed: na altura em que o artigo foi escrito] Papa João Paulo II tem sido incapaz de reabrir. É uma ironia terrível que as Cruzadas, que eram um resultado directo do desejo Católico de salvar o povo Ortodoxo, tenham afastado ainda mais os dois grupos - e talvez  irrevogavelmente.
As restantes Cruzadas do 13º Século não fizeram muito melhor. A Quinta Cruzada (1217-1221) capturou durante pouco tempo Damietta no Egipto, mas os muçulmanos eventualmente derrotaram o exército e reocuparam a cidade.
São Luis XI de Fança liderou duas Cruzadas durante a sua vida. A primeira também capturou Damietta, mas Luís foi rapidamente superado pelos Egípcios e forçado a abandonar a cidade. Embora Luís tenha estado na Terra Santa durante vários anos, gastando livremente em obras defensivas, ele nunca atingiu o seu desejo mais profundo: libertar Jerusalém. Por volta de 1270 ele era um homem mais velho quando liderou outra Cruzada contra Tunis, onde morreu com uma doença que devastou o seu acampamento militar.
Depois da morte de Luís, os impiedosos líderes maometanos Baibars e Qalawun levaram a cabo uma jihad brutal contra os Cristãos na Palestina. Por volta de 1291, as forças muçulmanas haviam sido bem sucedidas na matança ou na erradicação do último dos Cruzados, e desde logo, apagando o Reino Cruzado do mapa. Apesar de numerosas tentativas e de muitos outros planos, as forças Cristãs nunca mais conseguiram obter um ponto de apoio na região até ao século 19.
Seria de pensar que três séculos de derrotas Cristãs tivessem azedado os Europeus contra a ideia das Cruzadas, mas nada disso aconteceu. De qualquer forma, eles não tinham outra alternativa.
Por volta dos séculos 14, 15 e 16, os reinados muçulmanos estavam a ficar mais - e não menos - poderosos. Os Turcos Otomanos não só conquistaram os seus companheiros muçulmanos, unificando ainda mais o islão, mas continuaram a avançar para o ocidente, capturando Constantinopla e mergulhando profundamente bem dentro da Europa.
Por volta do século 15, as Cruzadas já não eram obras de misericórdia para com pessoas distantes, mas tentativas desesperadas de sobrevivência do último reduto do Cristianismo. Os Europeus começaram a ponderar a possibilidade real do islão poder finalmente atingir os seus objectivos de conquistar todo o mundo Cristão. Um dos maiores best-sellers da altura, The Ship of Fools, por parte de Sebastian Brant, deu voz a este sentimento num capítulo com o título de “Of the Decline of the Faith”:
Our faith was strong in th’ Orient,
It ruled in all of Asia,
In Moorish lands and Africa.
But now for us these lands are gone
‘Twould even grieve the hardest stone….
Four sisters of our Church you find,
They’re of the patriarchic kind:
Constantinople, Alexandria,
Jerusalem, Antiochia.
But they’ve been forfeited and sacked
And soon the head will be attacked.
Suleiman_MagníficoClaro que isto não aconteceu, mas quase aconteceu. Por volta de 1480, o Sultão Mehmed II capturou Otranto como uma praça de armas para a sua invasão da Itália. Roma foi evacuada, mas o sultão morreu pouco depois, e os seus planos morreram com ele. Em 1529, Suleiman o Magnífico sitiou Viena. e se não fossem chuvas anormais que atrasaram o seu progresso e forçaram-no a deixar para trás a maior parte da sua artiilharia, é virtualmente certo que os Turcos teriam tomado a cidade. A Alemanha estaria, então, à sua mercê.
No entanto, ao mesmo tempo que estes encontros próximos estavam a ocorrer, outra coisas estavam a acontecer na Europa - algo sem precedentes na história humana. O Renascimento, nascido dos valores Romanos, piedade medieval, e um respeito único pelo comércio e pelo empreendedorismo, haviam levado a outros movimentos tais como o humanismo, a Revolução Científica e à Idade da Exploração.
Ao mesmo tempo que lutava pela sua vida, a Europa preparava-se para se expandir à escala global. A Reforma Protestante, que havia rejeitado o papado e a doutrina da indulgência, fez das Cruzadas algo impensável aos olhos de muitos Europeus; isto, consequentemente, deixou a luta para os Católicos. Em 1571, a Liga Santa, que era ela mesma uma Cruzada, derrotou a frota Otomana em Lepanto; no entanto, vitórias militares tais como esta eram raras.
A ameaça muçulmana foi economicamente neutralizada. À medida que a Europa cresceu em riqueza e poder, os outrora soberbos e sofisticados Turcos começaram a parecer retrógados e patéticos - não mais dignos duma Cruzada. O "Homem Doente da Europa" coxeou até ao século 20, quando finalmente expirou, deixando para trás a confusão actual que é o Médio Oriente.
Da segura distância de muitos séculos, é muito fácil olhar com repulsa para as Cruzadas. Afinal, a religião não é para se combater guerras. Mas não nos devemos esquecer que os nossos ancestrais medievais ficariam igualmente enojados com as nossas guerras infinitivamente mais destrutivas, combatidas em nome de ideologias políticas. No entanto, tanto o soldado medieval como o soldado actual lutam principalmente em prol do seu próprio mundo e tudo o que o compõe. Ambos estão dispostos a sofrer um sacrifício enorme, desde que seja em nome de algo que eles consideram válido - algo maior que eles mesmos.
Quer nós admiremos as Cruzadas ou não, é um facto que o mundo de hoje não existiria sem os seus esforços. A Fé antiga que é o Cristianismo, com o seu respeito pelas mulheres e antipatia pela escravatura, não só sobreviveu como floresceu. Sem as Cruzadas, era bem possível que ela tivesse seguido os passos do Zoroastrismo  - outra fé rival do islão - à extinção.
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