MITOS ISLÂMICOS

quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

A tirolesa ofensiva

Homem Austríaco foi multado por cantar a tirolesa enquanto cortava a relva da sua casa uma vez que isso "ofendeu" os seus vizinhos maometanos. Helmut Griese, de 63 anos, foi considerado culpado por "ridicularizar" as crenças religiosas dos maometanos, e condenado a pagar quase £700 por parte dum tribunal de Graz. Como forma de evitar um processo judicial prolongado, com todos os custos legais inerentes, o senhor Griese concordou em pagar.

O tribunal ficou a saber como a família maometana considerou o senhor Griese como um "velho resmungão" cujo cantar Alpino público alegadamente tinha como propósito ridicularizar a sua religião. O homem reformado foi acusado de tentar "gozar e imitar" o chamamento do Muezzin, que chama os fiéis maometanos para a mesquita. Os maometanos alegaram que ele dava início ao seu cantar no preciso momento em que eles se ajoelhavam para as suas rezas.

No entanto, o senhor Griese disso ao jornal Austríaco Kornen que "não era a minha intenção imitar ou insultá-los. Eu simplesmente cantava algumas músicas tirolesas porque estava bem disposto." O tribunal ouviu como as coisas aqueceram na parte final do Verão quando o senhor Griese estava a cortar a relva do seu quintal e a cantar a tirolesa ao mesmo tempo que a família maometana rezava. A polícia foi chamada e ele foi intimidado.

O senhor Griese foi acusado de "menosprezo de símbolos religiosos" - uma ofensa que é normalmente usada para acusar neo-nazis que atacam sepulturas judaicas - e de dificultar uma práctica religiosa.

Fonte da notícia: http://bit.ly/1te9GlQ

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Mais uma vez se torna claro que os interesses da elite que governa a Europa não estão de acordo com os interesses da maioria dos Europeus. Numa situação normal, não seria o estrangeiro a ver as suas "crenças religiosas" respeitadas e o nativo ofendido, mas exactamente o contrário.

Ainda existem pessoas que se admiram com a ascenção dos partidos nacionalistas na Europa, mas depois de se lerem notícias como esta, esta ascenção é mais do que previsível. Se um nativo se sente como um renegado no seu próprio pais, ao mesmo tempo que vê estrangeiros a serem protegidos pelo mesmo governo que deveria colocar os interesses dos nativos em primeiro lugar, é mais do que óbvio que a semântica dos partidos nacionalistas ganhará mais força.

A paciência dos nativos Europeus invariavelmente atingirá o ponto de rotura e por essa altura uma guerra civil ocorrerá por toda a Europa.  O que os nativos Europeus podem ficar a saber desde já é que em caso de guerra civil, a elite Europeia estará do lado dos colonizadores maometanos.

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sábado, 18 de Outubro de 2014

Fábio - o jihadista que queria ser estrela da bola

Por Hugo Franco e Raquel Moleiro

FR7. A sigla que usava nas redes sociais quando era adolescente diz tudo sobre o seu sonho: Fábio queria jogar futebol, ser profissional, um Cristiano Ronaldo saído dos subúrbios da Grande Lisboa, um avançado de talento apurado nos vários clubes de bairro que frequentou ao longo da Linha de Sintra. Não ficava muito tempo em cada um, era brigão, inconformado, impaciente. Queria mais.

Queria ser como o craque, seguir-lhe os passos de chuteiras. Tinha o estilo 'jogador da bola' - cabelo encaracolado à David Luiz, físico de modelo - mas o talento não entusiasmou nenhum olheiro. Em 2011, aos 19 anos, deu o salto, emigrou para Londres, sozinho, com a ambição de jogar na Premier League. Era o tudo ou nada. Tornou-se um dreamchaser, caçador de um sonho, mas no fim foi ele o apanhado na rede de captação de jihadistas para a Síria.

Em dois anos converteu-se ao islamismo, radicalizou-se e casou-se com uma portuguesa: Ângela, cuja história o Expresso revelou na última edição. A cronologia desses dias constrói-se com os relatos de amigos e familiares, que conversaram com o Expresso. Nenhum quis ser identificado. E começa no apartamento, onde alugou um quarto, no bairro de Leyton, na zona oriental de Londres, morada de uma das maiores comunidades muçulmanas do Reino Unido. E adensa-se num ringue de Muay Tai, no ginásio de uma organização de solidariedade social destinada a integrar jovens através das artes marciais. Fábio não tinha emprego e apenas jogava futebol em clubes amadores, à experiência. Passava ali muito tempo.

Entre o bairro e o ginásio construiu um novo grupo de amigos. E tornou-se mais próximo de três deles, portugueses, irmãos, entre os 25 e os 29 anos. Como ele, tinham crescido na Linha de Sintra, a poucos quilómetros uns dos outros. Como ele, tinham raízes em Angola. Mais velhos, conhecedores de Londres, tornaram-se uma referência. Ao contrário dele, eram muçulmanos, convertidos há uma década. Mas essa diferença acabou por se esbater.

Fábio chamava-lhes irmãos. E recebia deles companhia, apoio, alimentação, até dinheiro. As conversas passavam muito pelo Islão e o futebolista começou a interessar-se. Nunca fora religioso, mas convenceram-no a ler o Corão, a perceber o Islão. A geografia ajudou à mudança. Moravam todos perto de uma mesquita há muito referenciada pelas autoridades britânicas por incitar ao extremismo e apoiar financeiramente o conflito na Síria. Foi aí que os três irmãos se tornaram muçulmanos. E rapidamente, também Fábio começou a falar em conversão. O fim de um namoro e a desilusão do futebol deixaram-no sem rumo. Fez treinos de captação em vários clubes e até integrou um clube britânico amador, de caça-talentos, mas sem sucesso. Voltar para Portugal não era opção. Recrutá-lo para a Jihad (guerra santa) foi só mais um passo.

Os amigos e familiares não-muçulmanos começaram a estranhar as conversas. Denegria a religião católica, citava versículos do Corão, rezava e até elogiava quem ia lutar como mujahid para a Síria. "O miúdo rebelde tornou-se um miúdo radical", lamenta uma pessoa próxima de Fábio.

De Fábio para Abdu

Março de 2013 foi o mês da mudança. No início o ego estava em alta. Dia 3, no Twitter, escrevia: "Talento? Eu tenho... Herdei-o das minhas raízes. Plantei a semente, agora colho os frutos". A cada jogo um novo tweet: "A maratona para me tornar uma lenda continua". Mas a meio do mês começou o desânimo: "Preciso de uma mudança". Dia 31, escreve pela última vez nesta rede social: "Tomei a decisão da minha vida". Em Outubro surge no Facebook já na Síria, e com um novo nome árabe: Abdu. "Cheguei há duas semanas a Shaam [Grande Síria], Alhamdulillah, este país é maravilhoso. A Jihad é a única solução para a Humanidade."

Dois dos três irmãos da linha de Sintra viajaram com ele. Continuam todos lá. Ao grupo juntou-se outro português, algarvio, 28 anos, actualmente afastado da frente de combate: foi ferido com gravidade nas pernas. Todos eles fazem parte do contingente de 10 a 15 jihadistas com passaporte português que têm combatido nas fileiras do Estado Islâmico (EI), na Síria e no Iraque (ver texto ao lado).

Até ao início deste ano, a família não sabia do paradeiro de Fábio. Descobriram, por acaso, a sua página de mujahid nas redes sociais. O rapaz da linha de Sintra que queria ser estrela de futebol integrava agora a brigada Kataub al Muhajireen do EI, constituída por combatentes de países ocidentais, como a Grã-Bretanha, França, Espanha e Alemanha. Abdu aparece de cara descoberta, sorridente, armado, a bandeira preta e branca do EI a surgir em quase todas as fotografias.

Foi um choque para quem o viu crescer. "Estamos muito preocupados com a vida dele. Queremos que ele volte para casa", desabafou ao Expresso um familiar. Contactá-lo não tem sido fácil. O Facebook tem sido a única janela de acesso. Entre comentários de extremistas islâmicos a exaltar os feitos de Abdu na frente de guerra, surgem lamentos em português da mãe e da tia: "Responde à minha mensagem Fábio" ou "Estou muito preocupada meu sobrinho. Bj saudades".

Em Abril deste ano, o Expresso conseguiu conversar com ele através do chat do Facebook. Nunca confirmou ser português. "Não se trata de nacionalidades. A partir do momento em que se aceita o Islão seguimos os desígnios de Alá. Nessa altura percebemos que não há razão para não vir [para a Síria]". Sempre em inglês fluente, quis apenas falar do Islão, da guerra santa e da decadência do Ocidente, sempre em tom de censura, de acusação. "Alá sabe o que vai no coração de todas as criaturas. Ele criou-nos a todos. Portanto, se pretendem mentir sobre os homens que abandonam as suas casas e famílias para dar as suas vidas em nome das pessoas oprimidas, por favor mudem as vossas intenções."

Durante a conversa, o jovem combatente respondeu várias vezes com excertos do Corão. Sobre ele e sobre o local onde se encontrava nada disse: "Isso é confidencial". Mas o acompanhamento da sua actividade nas redes sociais desde Outubro de 2013 permite traçar o percurso do português no Médio Oriente: ficou primeiro em Damasco, depois foi para Alepo, agora está em Raqqa, no norte da Síria, entre a Turquia e o Iraque, a primeira cidade que os radicais islâmicos tomaram a Bashar al-Assad.

A cada post - e são muitos e frequentes - revela o seu radicalismo: exalta o atentado do 11 de Setembro ("Lembramos à América o que aconteceu às suas preciosas torres"), exibe as suas armas de guerra ("Fui ao toys'r'us e arranjei um novo brinquedo") e deixa-se fotografar ao lado dos companheiros de combate, como o rapper alemão Deso Dog, que se transformou na estrela da Jihad Abu Talha al-Almani: ou Abu, um dos irmãos portugueses que o converteram ao Islão.

Há menos de um mês, Abdu subiu mais um degrau na sua vida consagrada ao Islão: aos 22 anos casou-se com uma mulher muçulmana. Umm, 19 anos, chegou à Síria no início de Agosto, o rosto coberto por um niqab preto, que só deixa a descoberto os olhos escuros. Nunca se tinham visto antes. O namoro e o noivado fizeram-se online, ela em frente a um computador na Holanda, nos arredores de Utrech; ele em Raqqa. Em comum descobriram o radicalismo islâmico, a oposição ao Ocidente e a nacionalidade portuguesa. Umm nasceu Ângela, filha de um casal de emigrantes alentejanos, também ela a única muçulmana da família, também ela convertida em tempo recorde influenciada pelos amigos.

A 10 de Agosto, a lusodescendente aproveitou a ausência da mãe e fugiu. Agora vive com Abdu numa zona residencial juntamente com vários casais ocidentais, da Holanda, Inglaterra e Alemanha. Só sai de casa com autorização do marido e vai às compras, ao mercado, armada com uma pistola de 9mm. A sua página do Facebook é uma janela para o dia a dia do casal de jihadistas portugueses: desmente o cenário da guerra, descreve ruas cheias de gente e crianças que brincam, exalta a felicidade de viver de acordo com a lei islâmica. Não há medo, as bombas são oportunidades para serem mártires por Alá. E confessa o desejo de ser mãe quanto antes.

Esse passo poderá ter de esperar. Na foto que Abdu pôs esta semana na sua página pessoal, o muhajid surge de corpo inteiro, ar sério, a segurar uma bebida energética. Em jeito de legenda, alguém o localiza em Mossul. Fábio foi para o Iraque lutar pelo califado.

Fonte

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terça-feira, 14 de Outubro de 2014

A noiva portuguesa da jihad

Por Raquel Moleiro e Hugo Franco

Em Menbij, no nordeste da Síria, junto à fronteira com a Turquia, ninguém a conhece por Ângela. Ali chama-se Umm. O marido também não é Fábio. É Abdu. Ele cresceu na linha de Sintra, nos arredores de Lisboa. Ela na Holanda, para onde os pais alentejanos emigraram. Ele já está na Síria há mais de um ano. É jihadista, combatente nas fileiras do exército radical do Estado Islâmico (EI). Ela chegou lá este mês. Nunca se tinham visto, mas já estavam noivos há vários meses no Facebook. Através da rede social partilharam radicalismos e ambições de vida: são ambos muçulmanos convertidos, extremistas, defensores do califado islâmico, adversários do Ocidente e dos países "infiéis". E são ambos portugueses.

Em três anos, a guerra síria atraiu cerca de 2800 combatentes estrangeiros. Nos últimos meses começaram a chegar as noivas da guerra santa. Em Al-Bab, a norte de Alepo, os rebeldes abriram em Julho um posto onde se registam as mulheres solteiras e viúvas que querem casar com os mujahedin. A notícia foi avançada pela agência Reuters, mas Ângela, 19 anos, não precisou dessa informação. Como qualquer adolescente combinou tudo pela internet. Fugiu a 9 de Agosto, casou a 10.

"Sim, sim, são os olhos dela. Não há dúvida de que é ela". O pai - que pediu para não ser identificado - vê pela primeira vez o perfil que a filha mais velha criou no Facebook com o nome árabe que adotou, onde junta à dela a identidade do marido. Nas fotos, Umm surge de niqab, um véu preto que lhe cobre o rosto, só deixando de fora os olhos escuros. No estado civil lê-se: casada. O pai não sabe bem o que pensar, o que dizer. Quando o Expresso falou com ele tinham passado poucas horas desde que a ex-mulher lhe contara da fuga, da Síria, do casamento. A internet estava agora a confirmar o que lhe parece "inacreditável, irreal".

Os pais de Ângela estão separados. O pai vive no Alentejo, onde nasceu. Ela morava com a mãe e a irmã mais nova nos arredores de Utrecht, na Holanda, para onde o casal tinha emigrado há largos anos. "No fim de semana em que fugiu a mãe tinha ido à Bélgica. Ela ficou em casa sozinha, o que era absolutamente normal. Ninguém suspeitou de nada. Porventura já estava tudo combinado há muito tempo. Já lá falou com a mãe pela internet a contar o que tinha feito. Que nojo. Nem sei com quem casou, não sei nada".

O Facebook volta a dar uma ajuda ao pai de Ângela. Como a  maioria dos mujahedin, Abdu também tem uma página pessoal onde promove a guerra santa. Aparece de cara descoberta, sorridente, com várias armas, a bandeira preta e branca do Exército Islâmico a surgir em quase todas as fotografias. "A Guerra Santa é a única solução para a Humanidade", escreve.

O que falta no seu perfil online consta seguramente dos registos dos serviços secretos portugueses e internacionais: Fábio é um dos dez radicais islâmicos portugueses monitorizados por suspeita de actividade terrorista, e um dos mais ativos, na rede e na guerra. A família tem raízes em Benguela (Angola), mas ele nasceu e cresceu nos subúrbios de Lisboa, onde a mãe ainda vive. Apaixonado por futebol, emigrou para os arredores de Londres, converteu-se ao islamismo e desde outubro de 2013 que combate na Síria contra o regime de Bashar al-Assad.

A história de Ângela é contada pelo pai (a mãe não quis falar). "Tornou-se muçulmana radical há cerca de um ano, foi tudo extremamente rápido. Por isso é que fiquei surpreendido, não consigo entender". Nasceu na Holanda, numa família de tradição católica mas não praticante. Só por azar não foi baptizada: uma tia, destinada para madrinha, morreu no ano em que estava agendada a cerimónia. Foi adiada para nunca mais. "Era uma miúda liberal em todos os sentidos: fumava, gostava de se divertir, de beber uma cerveja ou duas ou três. Era sociável, não tinha nada a ver com burqas, com os fatos dessas loucas. De um momento para o outro começou com estas ideias".

Pai proibiu burqa no Alentejo

Pai e mãe conversaram então sobre o assunto. Concluíram que "era só para chamar a atenção. Andar de cara e corpo cobertos num meio pequeno como aquele onde ela vivia punha toda a gente a falar". Ângela vinha todos os anos a Portugal passar férias. Em 2013 fez a viagem pela última vez: "Já havia essa questão do islamismo, já não comia carne de porco, queria respeitar o Ramadão", conta o pai. "Este ano veio a mãe e a irmã e ela ficou na Holanda. Proibi-a de usar burqa aqui. 'Vens a Portugal mas a burqa não metes', disse-lhe. Ela não viajou".

Ângela estava desempregada. "Não quis estudar. A mãe tentou tudo, escolas especiais mas nunca chegou a bom porto. Ela só queria computador, computador, computador". No computador era Umm, fundadora e administradora do grupo Islão no Coração (assim mesmo em português - entretanto desactivado), defensora acérrima da guerra santa na Síria e no Iraque e frequentadora de vários grupos radicais islâmicos holandeses e ingleses. Por tudo isto começou então a ser monitorizada pela secreta portuguesa. Identificava-se como alentejana, e foi assim que, em maio, o Expresso a descobriu na rede e falou com ela.

"Os jihadistas estão na Síria e no Iraque para que o regime não mate todo um povo. A Jihad é uma coisa boa, não é má como dizem na televisão", justificou por telefone. Revelou que gostaria também ela de ir para Síria - "tenho lá uns dez, quinze amigos, e também amigas holandesas. Os meus pais estão assustados com essa possibilidade. É normal, sou a única muçulmana da família, mas já lhes expliquei que não vou, não posso ir, só se tivesse marido. A minha jihad é na internet. Tenho de cuidar da minha mãe, que esteve muito doente, e da minha irmã mais nova. Se partisse agora iria contra as regras do Islão", explicou Umm.

O impedimento terminou três meses depois. A decisão foi comunicada já em solo sírio, num cibercafé. "Alhamdoulilah, cheguei em segurança ao Sham [grande Síria]. Irmãs, não hesitem. Sinto-me tão bem, como se tivesse sempre vivido aqui, sinto-me em casa. Insha'Allah, Alá irá reunir-nos a todos em breve!".

O pai leu todos os posts das páginas de Ângela e de Fábio à procura de informações e explicações. Em nenhum lado se lê como a filha chegou ali, mas a pausa declarada por Abdu no início do mês - "há 30 dias sob disfarce, a frente de guerra espera por mim" - poderá indicar que o jihadista português foi buscar a noiva algures no caminho que a levou da Holanda à Turquia e depois à Síria.

"Sinto-me acabado, infeliz, atraiçoado, sinto-me perdido. Se pudesse ir buscá-la ia já, mas é impossível, ela já tem 19 anos, fez este mês. Vou fazer tudo para conseguir trazê-la de volta à Holanda ou a Portugal. Mas conhecendo-a como conheço não vai querer regressar". As mensagens com que Umm alimenta o novo perfil no Facebook indiciam isso mesmo - "Antes chamava alegria a momentos temporários de felicidade. Só agora que vim para um estado islâmico percebi que todos os ingredientes da felicidade estão aqui, pois estou no paraíso".

Ângela e Fábio moram numa zona residencial, juntamente com vários casais ocidentais, da Holanda, Inglaterra e Alemanha. "Todos aqui vivem sob o estado islâmico, sob as regras do Alcorão e da Sunnah", escreve Umm. As mulheres têm de usar o niqab e só saem de casa com a permissão do marido. "É para nossa segurança. Os homens sabem a que horas os aviões vêm e quando podem cair bombas. Nesses dias é melhor ficar em casa", explica a uma amiga que vive na Holanda e que lhe pergunta sobre as restrições impostas às mulheres.

De dia, a portuguesa vai às compras no centro da cidade "com as irmãs", ao mercado buscar "coisas saborosas", há crianças a brincar, as ruas estão cheias de pessoas e carros, relata. As fotografias que publica mostram edifícios pintados a preto e branco (as cores do EI) e os produtos que lhes enchem a despensa: muita comida empacotada, batatas fritas, molho satay, frango e arroz, a Pepsi e a Nutella que ela não dispensa ao pequeno-almoço.

"Os media criam a ideia de que se vive no meio de uma guerra, mas não é tão inseguro como dizem. É verdade que às vezes cai uma bomba, mas não se sente medo. E se a bomba tiver escrito o nosso nome, tornamo-nos mártires, Insha'Allah". Numa das últimas fotos que colocou no Facebook mostra o interior da sua mala de mão: "Sempre me perguntei o que uma mulher tem dentro da bolsa: bem, tenho uma [pistola de] 9 mm", graceja.

O pai de Ângela recorda as últimas conversas com a filha, diálogos meio crispados, opostos. "Às vezes ficava mesmo revoltado. Sabendo o que se está a passar na Síria, o genocídio praticado por esses radicais que querem acabar com os cristãos, os vídeos que vi no YouTube a matarem pessoas, a queimá-las vivas, e ela a defender tudo, a justificar".

O radicalismo de Umm mantém-se. No dia 22, publicou nas redes sociais a fotografia tirada antes da decapitação do repórter James Foley, e escreveu: "Para aqueles que dizem que era um jornalista, supostamente inofensivo, ele não era mais do que um soldado americano que mata o nosso povo. Quantas pessoas foram mortas por este tipo de palavras? São mortes inúteis? Uma morte americana fica muitos milhares atrás de quanto eles nos têm matado". Noutro post comenta os placards publicitários, que ali enaltecem a luta do Estado Islâmico: "Quem vai ganhar? Os nossos outdoors ou aquelas mulheres seminuas a vender desodorizantes?"

Quatro portugueses no EI

Ângela comenta a Jihad nas redes sociais, Fábio vai para a frente de combate. Fonte ligada aos serviços de informação portugueses coloca-o na brigada Kataub al Muhajireen do EI, constituída apenas por combatentes de países ocidentais, como a Grã-Bretanha, Alemanha, França ou Dinamarca. Ao seu lado há pelo menos mais três portugueses: dois irmãos, de 26 e 30 anos, que como Fábio, cresceram na linha de Sintra; e um jovem de Quarteira, de 28 anos. São amigos no Facebook e irmãos de armas na frente de guerra. Os quatro converteram-se ao islamismo quando estavam emigrados nos arredores de Londres e daí partiram para a Síria. O algarvio terá sido ferido com gravidade nas pernas há alguns meses e ainda não regressou ao combate. Os restantes mantêm-se activos.

O Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) confirmou em Abril ao Expresso que se encontram "referenciados alguns cidadãos nacionais que integram esses grupos de combatentes", sendo que alguns "detinham um estatuto de residência temporária em outros países europeus, embora apresentem conexões sociais e familiares ao território nacional". O recrutamento é feito "através da Internet" e de "estruturas logísticas formais e informais que actuam à escala regional e global", adiantou a secreta.

Na semana passada, os Estados Unidos consideraram que o Estado Islâmico representa uma ameaça terrorista "para lá" de qualquer outra conhecida até hoje, "junta ideologia, uma estratégia sofisticada, habilidade militar e táctica e está tremendamente bem financiado. É preciso estar preparados para tudo". No Facebook, Ângela usa outras palavras para descrever a luta jihadista na Síria, mas o sentido é o mesmo: "Quando olhamos para o cano de uma arma vemos o paraíso, quando um avião sobrevoa as nossas casas estamos prontos para receber a bomba, quando um pai cai mártir o filho está pronto para substituí-lo. Faremos tudo para manter e expandir o nosso estado islâmico. Como se pode ganhar a um povo que não teme a morte?"

Fonte: http://bit.ly/1v8ou84


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sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

Multiculturalismo, Islão e a Guerra ao Ocidente

Por Bill Muehlenberg

Por algum motivo estranho, o mundo Ocidental abraçou uma ideia estúpida a seguir a outra, a maioria das quais está a contribuir para o seu declínio. Muitas ideias poderiam ser mencionadas, mas a brigada multiculti [multicultural] tem que estar no topo da lista. O multiculturalismo pode ter tido boas intenções no início - tais como a coexistência pacífica, feliz e harmoniosa entre as pessoas - mas as intenções têm que se ajustar à realidade, e a realidade é que 1) nem todas as culturas são iguais, 2) nem todas as culturas são compatíveis, e 3) algumas culturas encontram-se dedicadas a destruir as outras.

O multiculturalismo tem sido especialmente desastroso quando tenta negar estas realidades no que toca ao islão. A cultura islâmica não é idêntica à Ocidental; o islão não é compatível com o Ocidente livre e democrático; o islão tem como intenção destruir o Ocidente. No entanto, as maravilhas desmioladas que lideram o Ocidente pensam que podemos ignorar estas verdades inconvenientes, e avançar a todo o gás com políticas multiculturalistas falhadas. Mas com o islão a causar todo o tipo de problemas no Ocidente - incluindo inúmeros casos de mortes e caos - algumas nações Ocidentais estão lentamente a despertar.

Alguns países estão a repensar profundamente as suas políticas em torno disto. Quatro artigos recentes provenientes de 3 nações distintas ressalvaram estas verdades e vale a pena partilhar algumas partes. Comecemos pelo comentador Americano Walter Williams. Ele não pouca nas palavras e diz, “O multiculturalismo é um falhanço”. Ele começa o artigo dizendo:

A chanceler Alemá Angela Merkel declarou que na Alemanha, o multiculturalismo foi "um falhanço total." Tanto o ex-primeiro ministro Australiano como o ex.primeiro ministro Espanhol  José Maria Aznar chegaram à mesma conclusão em torno do multiculturalismo nos seus países. O primeiro-ministro Britânico  David Cameron avisou que o multiculturalismo está a fomentar uma ideologia extremista e a contribuir de forma directa para o terrorismo islâmico doméstico.

O líder do partido inglês UK Independence Party Nigel Farage disse que o impulso do Reino Unido rumo ao multiculturalismo não uniu os Britânicos mas afastou-os uns dos outros, fazendo com que o islão emergisse apesar da cultura Judaico-Cristã da Grã-Bretanha. O antigo primeiro-ministro Britânico Tony Blair disse que as raízes do islão violento não são "superficiais mas profundas" e elas podem ser encontradas "na minoria extremista que actualmente prega o ódio contra o Ocidente e contra o nosso estilo de vida por toda a Europa."

O ponto principal é que a maior parte do mundo islâmico está em guerra contra a civilização Ocidental. Não existem dúvidas de que o Ocidente tem a força militar para contrariar a agenda islâmica. A pergunta é se temos a inteligência para reconhecer o ataque, e a vontade de nos defendermos da aniquilação. O multiculturalismo é o pé islâmico na nossa porta. No centro do multiculturalismo encontra-se um ataque a o Ocidente e aos valores Cristãos.

O multiculturalismo alega que os distintos valores culturais são moralmente equivalentes. Isto não faz sentido nenhum. A cultura Ocidental e os valores Ocidentais são superiores. Para aqueles que me acusam de Eurocentrismo, eu pergunto: é a mutilação genital feminina, tal como practicada em quase 30 países Africanos sub-saharanos bem como no Médio Oriente, um valor cultural moralmente equivalente?

A escravatura é practicada na Mauritânia, no Mali, no Níger, no Chade e no Sudão; é isto moralmente equivalente? Na maior parte do Médio Oriente existem várias limitações impostas às mulheres, tais como proibições em torno da condução, emprego e educação. Segundo a leu islâmica, em alguns países a mulher adúltera pode ser apedrejada, e os ladrões enfrentam castigos tais como ter a sua mão cortada. Em alguns países  o homossexualismo é punido com a morte. Serão estes valores culturais moralmente equivalentes, superiores on inferiores aos valores Ocidentais?

Daniel Greenfield alega que "Islão Moderado é Multuculturalismo Mal Escrito":

Desde o 11 de Setembro que procuro pelo islão moderado, e tal como a peúga perdida no secador, esse islão estava no lugar onde eu menos esperava que ele estivesse Não existe islão moderado nas mesquitas ou em Meca. Não o encontrarás no Alcorão ou nas Hadiths. Se queres encontrar o islão moderado, folheia os editoriais  jornalísticos depois dum ataque terrorista, ou toma parte dum curso de teologia islâmica ensinado por um Sociólogo Unitarista a usar jóias falsas.

Não encontrarás o islão moderado na Arábia Saudita ou no Irão, mas podes encontrar esse mesmo islão nas redes de notícias extra, nos artigos e nos livros que falam dos dois países e dos seus tipos respectivos de islão. Não encontrarás essa fábula do muçulmanos moderados no Oriente, e nem o no Ocidente. Tal como todos os mitos, o islão moderado existe na imaginação daquels que contam as histórias.

Não encontrarás o islão moderado no Alcorão mas o encontrarás nos imensos livros Ocidentais que falam do islão. O islão moderado não é o que a maior parte dos muçulmanos acredita, mas sim o que a maior parte dos esquerdistas acredita que os muçulmanos acreditam. A nova teologia multicultural do Ocidente é o islão moderado. O islão moderado é a religião perfeita para a era secular visto que nem chega a ser uma religião.

Os muçulmanos moderados genuínos são esquerdistas seculares com persuasões vagamente Cristãs e Judaicas que inventaram e acreditam num islão moderado que não existe fora das suas cabeças. Este islão secular, que confere valor a toda vida e se dedica à justiça social e à tolerância universal, é uma contrapartida às suas religiões degradadas, e eles estão demasiado assustados para acordar e ver que ele não existe.

Quando os líderes Americanos e Europeus insistem que o islão de maneira nenhuma está relacionado com a mais recente atrocidade islâmica, eles não estão a falar duma religião practicada pelos muçulmanos, mas sim a falar duma religião que eles imaginam que os muçulmanos devem practicat visto que a alternativa é o ponto final do que eles acreditam.

O seu islão moderado é vazio de detalhes - para além da justiça social, de combater o Aquecimento Global e de apoiar dos direitos dos homossexuais - uma vez que ele é, na verdade, o multiculturalismo com uma barba falsa. Quando um líder Ocidental alega que o mais recente lote de terroristas islâmicos não fala em nome do islão, ele não está a defender o islão mas sim o multiculturalismo. Ele assume que os muçulmanos acreditam no multiculturalismo só porque ele acredita. O islão moderado nada mais é que o multiculturalismo mal escrito. A sua existência é um firme artigo de fé para aqueles que acreditam no multiculturalismo.

Voltando para o Reino Unido, citemos uma passagem que fala do líder do Independence Party, Nigel Farage:

Segundo Farage, a maior parte disso pode ser associado ao impulso do Reino Unido em favor do multiculturalismo, que não uniu os Britânicos mas dividiu-os. Tal como ele explicou, o multiculturalismo permitiu que o islão emergisse, apesar da cultura Judaico-Cristã da nação.

"Temos visto uma radicalização crescente dentro do Reino Unido, e a maior parte disso, sinto muito em dizer isto, é uma ferida auto-infligida. Nós tivemos q décadas de multiculturalismo apoiado pelo estado. Nós chegamos a encorajar as pessoas a não se unirem ao resto da sociedade, mas a permanecerem e a viverem de forma distinta.... Existem semelhanças [com os Estados Unidos]. Tivemos o último Arcebispo de Canterbury a sugerir que a lei Sharia fosse aceite nas cidades Britânicas, e como tal, temo que tenhamos sido fracos e não tenhamos sido mais musculares na nossa defesa, dizendo às pessoas, "Somos um país Cristão. Temos uma Constituição Cristã, e uma cultura Judaico-Cristã. Permitimos que as nossas escolas fossem infiltradas. Actualmente, as nossas prisões, como se sabe, são provavelmente o lugar onde o jihadismo se encontra a crescer mais rapidamente que em qualquer outro lugar. A maior parte disto nós fizemos a nós próprios."

Finalmente, o jornalista Australiano Piers Akerman explica o porquê de ter chegado a hora de abandonar o multiculturalismo:

A guerra contra o terror na Austrália de nada servirá a menos que se faça acompanhar com uma guerra à cultura que permite que o terrorismo se fixe no nossos país. E estou a falar da injusta política com o nome de multiculturalismo promovido pelo notório ministro da imigração de Whitlam, Al Grassby…. O multiculturalismo é um grande exemplo duma decisão política da elite que tem que ser abandonado.

Desde a altura em que a intelligentsia Esquerdista deu início à Revolução Francesa que as elites Esquerdistas têm dado início a revoluções cima-abaixo, com resultados na Rússia, na China, na Sudeste da Ásia e na América Central. Grassby e outros dentro do Partido Trabalhista e dentro do mundo académico têm promovido políticas  culturalmente destrutivas de equivalência moral, sendo o multiculturalismo apenas uma das manifestações.

Infelizmente para os Australianos Aborígenes, a ambição de criar uma forma de reconhecimento constitucional, quer seja através dum  preâmbulo, ou através de alterações na constituição, estão condenadas ao fracasso visto que a maior parte dos Australianos olharão para qualquer tentativa de gerar distinções entre os cidadãos Australianos com suspeição.justificada. No entanto, o multiculturalismo faz exactamente isso, e os contribuintes são obrigados a aceitar uma política injusta que encoraja a divisão e repele a integração.

A maior ironia disto tudo é que as revoluções da juventude dos anos 60 eram todas anti-autoritárias. Os jovens de então queriam políticas que acabavam com os fortes tabus culturais - e eles foram bem sucedidos. No entanto os jovens terroristas que caminham rumo à bandeira negra da seita da morte querem-se submeter à mais severa  forma de autoritarismo religioso.

Todos estes artigos valem uma leitura plena. Alguns comentadores e líderes Ocidentais estão a começar a ver as coisas tal como elas são, mas se nós não queremos que os sonhos falhados e perigosos da elite multiculti se materializem, precisamos que mais dos nossos líderes despertem, e despertem rapidamente.

Fonte: http://bit.ly/1tTPgCZ

* * * * * * *

A frase mais importante do texto é: "Quando um líder Ocidental alega que o mais recente lote de terroristas islâmicos não fala em nome do islão, ele não está a defender o islão mas sim o multiculturalismo." O esquerdista comum pouco ou nada e importa com a vida que os maometanos levam ou podem vir a levar no Ocidente. O que lhe interessa é ter uma cultura com a qual ele pode atacar a civilização Cristã.  Por isso, quando o esquerdista "defende" o islão, ele está a defender o que ele acredita (multiculturalismo) e não o que os maometanos realmente acreditam.

A batalha da superior civilização Cristã não é tanto assim contra pessoas mas sim contra uma ideologia (Marxismo Cultural) que tem como propósito maior destruir tudo de bom que a Civilização Cristã produziu (família, ordem social, artes, sistema legal justo, etc), fazendo assim que as pessoas alienadas se tornem mais susceptíveis de se submeterem às invasivas políticas estatais.

É bem provável que um significativo número de pessoas ainda olhe para os seus líderes como agentes de protecção da sua cultura, mas o que eles não se apercebem é que quem fomenta a destruição da sua cultura é precisamente essa elite em quem ele depositou a sua fé. Não vão ser os líderes políticos que irão combater contra o multiculturalismo e contra o islamismo, mas sim a pessoa comum.


segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

Mulher iraniana pode ser executada por matar homem que lhe queria violar

A mãe da mulher Iraniana que foi condenada à morte por matar um homem que lhe tentou abusar sexualmente disse à Fox News que a sua execução foi adiada nos últimos instantes. Rayhaneh Jabbari, de 26 anos, era para ser executada na Terça-Feira, chegando até a despedir-se da sua mãe duma forma emocional antes de ser levada para as instalações prisionais onde ela seria enforcada.

Mas nas primeiras horas da Terça-Feira, Shole Pakravan disse que havia ficado a saber que a execução havia sido adiada. A notícia propagou-se depois de Pakravan e outros apoiantes de Jabbari se terem dirigido à prisão Rajaiy Shahr para protestar contra a execução eminente. Falando ao telefone com a mãe, Jabbari disse:

Neste preciso momento estou algemada e há um carro lá fora à espera de me levar para a execução da sentença. Adeus minha querida mãe. Todas as minhas dores terão terminado amanhã de manhã. Desculpa-me por não poder diminuir a tua dor. Sê paciente. Nós acreditamos na vida depois da morte. Irei ver-te no próximo mundo e nunca mais te irei abandonar outra vez uma vez que ser separada de ti é a coisa mais difícil de se fazer no mundo.

Em Abril último, um tribunal adiou a execução de Jabbari devido à forte pressão internacional, incluindo uma petição internacional com mais de 200,000 assinaturas, mas as terríveis notícias de que a sentença seria brevemente levada a cabo foi dada pelo Presidente Iraniano Hassan Rouhani, no preciso momento em que ele se encontrava em  New York para tomar parte da Assembleia Geral das Nações Unidas, tentando dar uma cara mais moderado ao regime.

Os apoiantes de Rouhani tinham esperança de que a sua eleição no ano passado fosse dar início a uma era mais tolerante que a do seu predecessor, Mahmoud Ahmadinejad, particularmente no que toca aos direitos humanos, mas os grupos dedicados a este área afirmaram que as execuções e as violações dos direitos humanos aumentaram. Hassiba Hadj Sahraoui, vice-directora da Amnistia Internacional para o Médio Oriente e para a África do Norte, disse o seguinte:

Esta repugnante execução não pode ocorrer, especialmente quando existem sérias dúvidas em relação às circunstâncias da matança. Em vez de continuar a executar as pessoas, as autoridades iranianas deveriam reformar o seu sistema judicial, que se encontra perigosamente dependente de processos que estão bem abaixo dos padrões juridicos da lei internacional.

Em 2007, Jabbari, que então trabalhava como decoradora, foi judicialmente condenada por esfaquear fatalmente Morteza Abdolali Sarbandi, antigo funcionário do Iranian Intelligence Ministry. Jabbari, que por essa altura tinha apenas 19 anos, sempre afirmou que Sarbandi a havia drogado e havia tentado abusá-la sexualmente depois dos dois se terem encontrado num café, e terem concordado ir para o escritório dele para discutir assuntos relativos a uma transacção comercial.

Segundo os apoiantes de Jabbari, em vez disso, Sarbandi levou Jabbari para um edifício em ruínas numa localização remota, e mal se encontraram por lá, ofereceu-lhe um sumo de fruta que os testes forenses levados a cabo pela polícia confirmaram ter dentro de si uma droga de violação. Segundo Jabbari, ela esfaqueou Sarbandi no ombro e fugiu, deixando que Sarbandi sangrasse até à morte.

Os defensores dos direitos humanos dizem que este caso revela a brutalidade e a intolerância do sistema penal iraniano. Shabnam Assadollahi, activista Iraniano sediado no Canadá, afirmou:

Ela foi torturada de muitas formas na prisão. Eles podem até tê-la pressionado a confessar. Este é o veredicto do "Ghessas" ["olho por olho"], mas os detalhes do caso não fazem sentido.

A família de Jabbari e os seus defensores, incluindo Assadollahi, ressalvaram o facto de que uma pequena faca de bolso e duas facadas no ombro nunca poderem resultar em consequências fatais para um homem de grande porte como Sarbandi (que é como ele foi fisicamente descrito). Eles dizem que a confissão de Jabbari foi forçada mediante tortura. Eles acreditam também que outra pessoa matou Sarbandi e que Jabbari foi armadilhada. Existem também especulações de que o caso pode ter sofrido interferência e que evidências cruciais que potencialmente salvariam a vida de Jabbir tenham sido adulteradas ou destruídas.

Fonte: http://fxn.ws/1sT7rdA

* * * * * * *

De modo a que uma mulher possa acusar um homem de violação, a sharia exige que ela produza 4 testemunhas masculinas. Uma vez que Rayhaneh Jabbari não foi capaz de encontrar tais testemunhas, ele foi condenada à morte por ter morto o homem que lhe tentou violar. Isto é o islão. Enquanto isso, o Presidente Iraniano Hassan Rouhani corre o mundo inteiro, palestrando os ouvintes em favor dos direitos humanos.

Ainda em relação à notícia em si, o mais provável é que os excessos sexuais de Sarbandi tenham chegado aos ouvidos de pessoas importantes, mas eles não quisessem despedi-lo (por ele saber demais) e nem matá-lo sem mais nem menos (o que faria com que outros funcionários do mesmo Ministério viessem a saber). A forma encontrada pode ter sido usar os apetites sexuais de Sarbandi contra ele, e encontrar uma vítima inocente que pudesse ser o bode expiatório de algo que já estava na mente dos superiores de Sarbandi.

Só que as pessoas que pensaram assim (se foi realmente isso que aconteceu) não contaram com a repercussão internacional, o que incidiu ainda mais luz sobre um evento que muito provavelmente eles queriam que fosse decidido rapidamente.

O que importante reter aqui são os factos que podem ser confirmados: Jabbiri está em vias de ser executada porque a lei islâmica dificulta ao máximo que uma mulher seja ilibada duma violação. Até parece que quem criou o islão queria que os homens tivessem liberdade para abusar sexualmente das mulheres. Mas não deve ser isso porque os nossos líderes nos dizem que o islão "respeita as mulheres".

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quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Decapitações: Quantas pessoas terão que morrer até que o Ocidente abra os olhos?

Ocorreu mais uma horrível decapitação, e não, não foi mais um episódio triste que nos chegou do Iraque ou de qualquer outra parte do Médio Oriente. Esta decapitação ocorreu nos confortáveis subúrbios de Londres. Sim, a mulher foi decapitada por um muçulmano armado com uma faca enquanto ela se encontrava no seu jardim. E a minha maior preocupação é: embora a decapitação da mulher idosa possa não agitar muitas penas, mais pessoas ficarão mais alertas para a barbárie islâmica devido aa facto de alguns gatos terem sido decapitados antes dela. Sim, parece que temos as nossas prioridades na ordem correcta.

Tal como o artigo do Sun começa, "Uma avó foi decapitada no seu jardim ontem por um maníaco com uma faca de mato. O perturbado homem, alegadamente um convertido ao islão, atacou Palmira Silva, de 82 anos, depois de ter decapitado gatos num massacre sangrento."

Obviamente que ambas as coisas são horríveis, mas porque é que temo que a única coisa que acordará o adormecido ocidental não é o facto dela ter sido decapitada mas sim o facto de alguns gatos terem sido decapitados antes dela? Como foi que chegamos a um lugar no nossa civilização onde podemos ficar adormecidos rodeados de maldade, e só acordar quando esse mal acontece à porta das nossas casas?

Ainda ontem escrevi sobre o horrível caso de abuso sexual que ocorreu na Inglaterra, levado a cabo maioritariamente por muçulmanos. Cerca de 1,400 crianças foram torturadas e abusadas sexualmente, e isto foi acontecendo ano após ano porque os falsos deuses do multiculturalismo e do politicamente correcto disseram que não poderíamos usar palavra que começa com um "M".

A Inglaterra, bem como a maior parte do mundo Ocidental, está mais preocupada em não ofender os muçulmanos do que proteger as crianças vítimas da violação e do abuso sexual. Tudo isto devido a esta horrível aliança com o multiculturalismo - um deus fracassado, se é que alguma vez existiu algum. Tal como Mark Steyn disse sobre isto:
Portanto, agora, na Grã-Bretanha multicultural, o negócio do sexo infantil voltou, como parte da rica e vibrante tapeçaria da diversidade - juntamente com o ódio aos Judeus, matanças de honra, e pornografia de decapitações. A solução para as contradições internas do multiculturalismo são:
1) Um estado segurança expandido por David Cameron
2) A prostração universal de Afsun Qureshi perante o islão.
3) Uma diminuição à imigração em massa muçulmana.
Esta última é demasiado óbvia para que qualquer político ocidental alguma vez chegue a propor.

Voltando para a história da decapitação, só recentemente me ocorreu que muitos órgãos dos médias se estão a recusar a usar a palavra "M". Eles estão a jogar pelo seguro, mas isso só significa que teremos mais do mesmo no futuro. Eis a forma como o Daily Mail dá início à sua cobertura:
Mulher que foi encontrada decapitada no jardim traseiro dum subúrbio, depois dum homem "munido com uma faca, ter perdido a cabeça", foi identificada como sendo Palmira Silva, de 82 anos. A vítima, que se crê ser de origem Italiana e ser também conhecida como "Palmela", foi encontrada morta do lado de fora da sua casa em Edmonton, norte de Londres. 
A polícia diz que a matança não está actualmente a ser associada a algum acto de terrorismo e que oficiais especialistas em armas de fogo foram chamados ao local devido a notícias dum homem munido com uma faca que estava a atacar animais... Testemunhas dizem que ele tinha estado a "cortar a cabeça dum gato" à medida que caminhava pela estrada. 
Quando os oficiais chegaram ao local, encontraram a vítima no chã e ela foi declarada morta no local. Os oficiais da polícia encurralaram o homem como forma de o impedir de atacar mais alguém, ao mesmo tempo que evacuavam as casas da Nightingale Road. O homem de 25 anos foi preso sob suspeita de assassinato e encontra-se sob custódia. Ele está também a receber tratamento médico depois de ter sofrido lesões aquando da sua prisão. 
Rickie Benson, um construtor que se encontrava a trabalhar um pouco mais acima na mesma rua, disse: "Ouvi que havia um homem a subir a rua a cortar a cabeça dum gato à medida que caminhava para dentro da casa."
Quando se está numa guerra, temos que identificar o inimigo de forma correcta visto que a nossa recusa em fazê-lo significa que estamos condenados a perder a dita guerra. Se as pessoas estão a fazer coisas totalmente diabólicas no nome do islão, então nós temos que identificar o culpado. Fingir que o islão é uma religião pacífica, e tratá-la como espécie protegida, não ajuda ninguém mas só torna as coisa piores.

Portanto, quer seja o desprezível abuso sexual de crianças ou a decapitação de avós, tudo isto irá continuar a acontecer e a piorar se nos recusarmos a chamar os bois pelos nomes. A verdade mais simples é que o islão não é uma religião pacífica mas sim um ideologia política assassina e uma seita da morte. Quando mais cedo nós pararmos de mentir a nós mesmos, melhor. 

Fonte: http://bit.ly/1rPwuxF.

sábado, 27 de Setembro de 2014

Recém-convertido ao maometanismo decapita mulher inocente

Oficiais do FBI estão a investigar uma decapitação que decorreu num centro de distribuição de comida no Oklahoma depois de colegas de trabalho terem afirmado que o suspeito os tentou converter ao islão depois da sua recente conversão. 

O suspeito, Alton Nolen, de 30 anos, foi recentemente despedido da  Vaughan Foods em Moore antes do ataque de Quinta-Feira passada. A polícia de Moore, representada na pessoa do Sargento Jeremy Lewis, disse ao KFOR que Nolen conduziu para a parte frontal da empresa, antes de atingir um veículo e entrar no edifício.

Depois disso, Nolen atacou Colleen Hufford, de 54 anos, esfaqueando-a várias vezes antes de lhe cortar a cabeça. Depois disso, ele esfaqueou também outra mulher, Traci Johnson, de 43 anos.

O Sgt Lewis disse que Mark Vaughan, o director de operações da companhia, disparou contra Nolan no preciso momento em que ele esfaqueava Johnson, quer permanece no hospital em situação estável. Lewis disse ainda:

Ele é o herói desta situação. As coisas poderiam ter sido bem piores.

Segundo se sabe, Nolan estava a atacar os empregados de modo indiscriminado; o motivo dos ataques ainda permanece uma incógnita, mas os oficiais do FBI confirmaram à Fox News que estavam a prestar assistência ao Departamento Policial de Moore na investigação da vida de Nolan, e se a sua recente conversão para o islão está de alguma forma relacionado com o crime.

O departamento policia emitiu um declaração onde se lê:

Depois de se levarem a cabo entrevistas com os ex-colegas de Nolan, foi obtida informação de que ele havia recentemente tentado converter vários funcionários à fé islâmica. Devido à maneira da morte e das declarações iniciais dos ex-colegas bem como outras informações iniciais, o Departamento Policial de Moore pediu a assistência do FBI para liderar a investigação da vida de Nolan.

Segundo, registos penitenciários estaduais, em Janeiro de 2011 Nolan foi condenado por múltiplos delitos criminais relacionados às drogas, ataque e agressão a um policial, e fuga dum centro de detenção. Ele foi liberto da prisão em 2013.

Fonte: http://fxn.ws/1omSuJm


quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

Como o politicamente correcto causou o abuso sexual de mais de 1400 meninas

Por Roger Scruton

Uma história de abuso sexual  desenfreado - ignorada e encorajada pela polícia - está a emergir d povoação Britânica de Rotherham. Até hoje, a sua dimensão e alcance seriam impensáveis num país civilizado, e os seus detalhes irão causar a que os vossos cabelos fiquem de pé.

Imaginem o seguinte caso: uma rapariga é levada para os cuidados dos serviços sociais da sua área porque os seus pais são tóxico-dependentes e porque ela tem sido negligenciada e tem faltado à escola.

Ela é uma de muitas, visto que isto é normal na Inglaterra actual. E as entidades governamentais locais - Concílios - podem ser ordenados pelos tribunais a ocupar o lugar dos pais perante a criança negligenciada. O Concílio coloca  rapariga numa casa, onde ela é mantida sob supervisão do departamento dos serviços sociais.

A casa é frequentemente visitada por homens jovens que tentam seduzir a jovem rapariga para dentro dos seus carros como forma de lhes dar drogas, álcool, e levá-las a ter sexo com elas. A rapariga, que se encontra solitária e sem ninguém que se preocupe com ela, encontra-se com os homens no exterior, que lhe prometem idas ao cinema e a festas onde estão crianças da sua idade.

Ela cai na armadilha.

Depois de ter sido repetidamente abusada sexualmente por um grupo de cinco homens, é-lhe dito que, se ela disser a alguém o que ocorreu com ela, ela será retirada da casa e espancada. Quando, depois da repetição do episódio, ela ameaça ir à polícia, ela é levada para o campo, regada com gasolina, e ameaçada com fogo até que ela promete não ir para a polícia.

Entretanto, ela tem que aceitar ser abusada semanalmente em troca de drogas e álcool. Rapidamente ela dá por si a ser levada para outras áreas da povoação, e contratada para propósitos sexuais por parte de outros homens. Ela sente-se atormentada e deprimida, e quando chega ao ponto de já não conseguir mais aguentar, ela dirigi-se à polícia. Ela só consegue dizer atabalhoadamente algumas palavras e não consegue acusar alguém em especial. A sua queixa é rejeitada com base de que qualquer contacto sexual que tenha ocorrido foi consensual.

A assistente social a cargo do seu caso ouve a sua queixa, mas diz que ela nada pode fazer até que a rapariga identifica os abusadores. Mas quando a rapariga os identifica, a  assistente social rejeita as suas palavras e diz que ela nada pode fazer. O seu pai, apesar do vício das drogas, tentou manter o contacto com a filha e suspeita que algo está a acontecer. Mas quando ele se dirige à polícia, ele é preso por "obstrução de justiça" e acusado de fazer a polícia  perder o seu tempo.

Durante os dois anos que se seguem, por várias vezes ela tenta acabar com a sua vida, mas eventualmente acaba abandonada e sem-abrigo, sem uma educação formar e sem perspectiva de algum dia vir a ter uma vida normal.

"É Impossível", dirão vocês, "que tal coisa possa ocorrer na Grã-Bretanha". Na verdade, este é apenas um de 1,400 casos, todos eles materializados durante os últimos 15 anos na povoação South Yorkshire de Rotherham, e todos ele envolvendo raparigas vulneráveis que se encontravam ao cuidado do Concílio ou sem protecção adequada por parte da sua família (e totalmente à mercê de gangues de predadores sexuais).

Quase ninguém foi preso, nenhuma assistente social ou membro da polícia foi repreendido, e até recentemente, o assunto foi ignorado por todos os responsáveis e classificado de "insignificante". No entanto, um aumento do conhecimento público em relação ao caso levou a queixas, despoletando uma série de relatórios oficiais. O mais recente, do Professor Alexis Jay - antigo inspector-chefe de trabalho social na Escócia - e com 153 perturbadoras páginas, revela a verdade pela primeira vez. Um facto torna-se bem óbvio, e ele é que as vítimas eram brancas e os violadores eram Paquistaneses.

Os sociólogos convenceram o governo de que a polícia era racista.

Há quinze anos atrás, quando estes crimes estavam a começar, o Stephen Lawrence Inquiry na conduta da polícia Britânica foi feito pelo Sir William Macpherson - Juiz do Tribunal Supremo. A ocasião imediata havia sido o assassinato  onde a vítima era negra, os assassinos brancos, e o comportamento da polícia de investigação havia sido negligente e provavelmente preconceituoso. O relatório acusou a polícia - não só aqueles envolvidos no caso, mas toda a força policial do país - de "racismo institucionalizado". Esta propaganda sociológica foi, na altura, muito popular entre os sociólogos esquerdistas visto que fazia uma acusação que não poderia ser refutada por alguém que tivesse o azar de ser acusada dela.

Independentemente da forma como alguém se comportasse e da forma como alguém tratava as pessoas de raças distintas (sem levar em conta a sua identidade étnica ou a cor da sua pele), essa pessoa seria acusada de "racismo institucionalizado" pura e simplesmente devido a facto de se pertencer a uma dada instituição, e em nome de quem se falava. Sem surpresa alguma, os sociólogos e as assistentes sociais, maioritariamente dispostos a acreditar que a classe média é incuravelmente racista, agarrou-se à expressão.

Também MacPherson se juntou ao vagão na altura visto que, na altura, era a forma mais fácil e segura de lavar as mãos em público, e dizer que eu, pelo menos, não sou culpado do único crime que é universalmente reconhecido e cujas evidências estão por todo o lado.

A polícia estava mais preocupada com o politicamente correcto do que com o crime.

A consequência disto tem sido que as forças policiais têm-se desdobrado como forma de evitarem a acusação de racismo, ao mesmo tempo que as assistentes sociais  hesitam em intervir em casos onde podem ser acusadas de discriminação contra uma minoria étnica. As coisas ficam ainda piores com o aumento do islão militante, que acrescentou ao antigo crime de racismo um novo crime: a "islamofobia".

Actualmente, nenhuma assistente irá arriscar er acusada dum crime. Em Rotherham, uma assistente social teria que ser maluca, e a polícia ainda mais, para dar início a uma investigação de abuso sexual quando os criminosos são muçulmanos Asiáticos e as vítimas etnicamente Inglesas.  O melhor é varrer tudo isto para debaixo do tapete, encontrar formas de acusar as vítimas ou os seus pais (ou a cultura existente) de "racismo institucionalizado", e focar a atenção em assuntos muitos mais importantes tais como habitação para os recém-imigrantes, ou as infracções de trânsito cometidas pelos racistas da classe média.

Também os Americanos conhecem este síndrome. O politicamente correcto deriva de convicções sociológicas e das já-gastas teorias que as produziram, mas para as pessoas normais, ela deriva do medo. As pessoas de Rotherham sabem que não é seguro uma rapariga [branca] entrar num táxi com alguém com traços Asiáticos [ed: muçulmanos] eles sabem que, com relativa frequência, os muçulmanos não tratam as raparigas brancas com o mesmo respeito com que tratam as raparigas da sua comunidade. Eles sabem, e já sabem há 15 anos, que existem gangues de predadores que buscam raparigas vulneráveis, e que esses gangues são na sua maioria jovens homens Asiáticos que, na sua maioria, olham para a sociedade Inglesa não como uma comunidade a que pertencem, mas sim como uma campo de caça sexual.

Mas os habitantes de Rotherham não se atrevem a expressar este conhecimento - quer seja em palavras ou em actos. Menos ainda eles se atrevem a fazer isso se o seu emprego é o de uma assistente social ou um oficial da polícia. Se deixarem escapar a sugestão de que muçulmanos Paquistaneses são mais susceptíveis que os homens Ingleses  de levar a cabo crimes sexuais, serão classificados de racistas islamofóbicos, e serão ostracizados no local de trabalho e, de agora em diante, colocados sob monitorização.

Ninguém perderá o emprego

Isto seria menos importante se não houvessem consequências. Infelizmente, o politicamente correcto causa a que as pessoas não só disfarcem as suas crenças, mas se recusem a agir de acordo com elas, acusem os outros que confessam essas crenças, e, de modo geral, agir de acordo com as políticas que têm sido forçadas aos Ingleses por parte duma minoria de activistas.

O propósito dos activistas é perturbar e desmantelar as antigas formas de ordem social. Eles acreditam que a nossa sociedade não só é racista, como demasiado confortável, demasiado desigual, demasiado limitada a uma forma de estar antiquada que é tida pelas pessoas na base da nossa sociedade - a classe operária, os imigrantes, os sem-abrigo, os imigrantes ilegais - como opressiva e exigente. Eles [os activistas] propagam de modo entusiasta doutrinas do politicamente correcto como uma forma de vingança contra a nossa ordem social (da qual eles se sentem alienados).

As pessoas normais encontram-se tão intimidadas com isto que repetem estas doutrinas, como se elas fossem mantras religiosos com os quais eles esperam ficar protegidos dentro dum território hostil. Consequentemente, as pessoas Britânicas aceitaram sem resistência a enorme transformação com a qual foram afligidos durante os últimos 30 anos - transformação essa levada a cabo maioritariamente por activistas a operar através do Partido Trabalhista. Eles aceitaram políticas de imigração que encheram as nossas cidades com muçulmanos descontentes, muitos dos quais foram agora lutar contra nós na Síria e no Iraque.

Eles aceitaram o crescimento de escolas islâmicas dentro das quais as crianças são ensinadas a ficarem prontas para a jihad contra a ordem que os rodeia. Eles aceitaram a constante difamação do seu país, das suas instituições e da sua religião herdada, pelo simples motivo de que estas coisas são delas e, portanto, manchadas com lealdades proibidas [ed: Deus, patriotismo e família].

E quando finalmente a verdade é expressa, ninguém perde o seu emprego, ninguém é preso, e a Polícia eleita e o Comissário Comunitário para Rotherham, embora forçado a sair do Partido Trabalhista, recusa-se a apresentar a sua demissão. Depois de algumas semanas, tudo isto estará sob a tapete, e o trabalho de destruição poderá prosseguir como normal.

Fonte: http://onforb.es/Y2QcsA


terça-feira, 23 de Setembro de 2014

Comunidade islâmica de Lisboa atribui texto jihadista a ataque informático

A comunidade islâmica de Lisboa atribuiu este domingo a um ataque informático o texto jihadista apelando à violência, publicado no seu site com a data de quarta-feira.

Numa mensagem publicada no site da comunidade islâmica de Lisboa, pode ler-se que aquela página da Internet foi alvo de um “ataque de hackers com introdução de um texto jihadista apelando à violência”.

“Não conheço ninguém da nossa comunidade ou qualquer muçulmano residente em Portugal que possa ter esse tipo de atitude, parecendo mais uma acção de um agente provocador”, afirma o presidente da direcção da comunidade islâmica, Abdool Vakil, numa mensagem divulgada no referido site.

Abdool Vakil salienta que “o que se está a passar [referindo-se aos actos de violência do autodenominado Estado Islâmico] nada tem a ver com os muçulmanos portugueses e apenas traz uma ideia errada do que de facto é o Islão”.

“Não passa de uma tentativa de provocar reacções contra muçulmanos e de denegrir a imagem da sua religião”, observa. Na mesma mensagem, Abdool Vakil sublinha ainda que os muçulmanos estão “todos bem integrados na sociedade portuguesa” e defendem “uma harmonia e respeito mútuo entre todas as religiões”, promovendo até “frequentes diálogos entre todas elas”.

O dirigente muçulmano recorda ainda que “todos os supostos jihadistas portugueses mencionados nos jornais já viviam fora de Portugal há algum tempo, antes de serem aliciados por esses movimentos”.

A mensagem alegadamente publicada por piratas informáticos no site da comunidade islâmica de Lisboa, e entretanto retirada, dizia que “está na hora de demonstrar ao mundo a força do islamismo e de combater os infiéis”.

“O plano está traçado e preparado. Iremos tomar conta de Portugal e deste povo fraco e levaremos o nosso Islão ao mais elevado patamar do desejo do Senhor!”, podia ler-se no texto datado de quarta-feira, e que esteve disponível até cerca das 19h deste domingo...

PÚBLICO http://bit.ly/1x5X32Q

sábado, 20 de Setembro de 2014

Estado Islâmico: Terror de exportação

O porto de Cardiff foi no século XIX e princípios do XX o principal exportador de carvão do mundo. Agora a capital do País de Gales, como tantas outras cidades britânicas, vê sair algo mais negro que o carvão: jovens radicalizados a caminho da Síria e do Iraque para se juntarem aos terroristas do autodenominado Estado Islâmico (EI).

É o caso de Reyaad Khan, de 20 anos, cujo passado de estudante exemplar e de jovem moderado e integrado na sociedade - dizia aos amigos que iria ser o primeiro chefe de Governo britânico de ascendência asiática - nunca faria desconfiar que descambasse num fundamentalista que 'tuita' imagens de decapitações e as comenta como se se tratasse da maior banalidade.

Também de Cardiff foram para o Médio Oriente os irmãos Nasser e Aseel Muthana, de 20 e 17 anos. O primeiro trocou o curso de Medicina pela ilusão do califado e deu a cara por um vídeo de promoção e de recrutamento do ainda então denominado ISIL. “Tu precisas de lutar por Alá. Sacrifica-te por Alá, a cura para a depressão é a jihad” ou “Vais morrer de qualquer modo” são algumas das tiradas de Nasser, agora conhecido como Abu Muthana al-Yemeni.

A falta de riqueza argumentativa do vídeo não travou a popularidade do grupo, pelo menos antes da decapitação do jornalista James Foley. O EI explora com habilidade as redes sociais. No Twitter conseguiu campanhas com milhares de apoiantes. O número de muçulmanos britânicos que aderiram ao grupo extremista é equivalente ao que presta serviço militar: pelo menos 500 estarão na Síria e no Iraque, uns 600 no exército britânico.

Mas tão ou mais preocupante que a ida dos recrutas é o regresso. Só na região de Londres estarão uns 200 jihadistas, aponta o chefe da Scotland Yard Bernard Hogan-Howe. “É um privilégio ter um passaporte, ser cidadão britânico. E se uma pessoa vai lutar para outro país em nome de outros, isso dá uma ideia do sítio onde quer estar”, disse, defendendo que as leis sejam alteradas e que os combatentes percam o passaporte.

No total, estima-se que o EI tenha nas suas fileiras entre 2 mil e 4 mil europeus. O outro país da União Europeia que mais alimenta o “cancro” a que Barack Obama alude é a França. Em Janeiro, o Presidente François Hollande mostrou-se “inquieto” com o número de franceses e estrangeiros - 700 - que tinham partido de território gaulês para a Síria. 

Se no Reino Unido o recrutamento e a radicalização dos jovens se faz em mesquitas como em Cardiff (o pai dos irmãos Nasser e Aseel veio a público dizer que nos últimos tempos os jovens tinham mudado de mesquita e deixado crescer a barba e não faltam imagens na internet a documentar o desfraldar da bandeira negra do agora EI naquela cidade), em França a propaganda fez-se sobretudo através das redes sociais, como está documentado no livro Les Français Jihadistes, de David Thomson.

Mas há mais ocidentais de arma em punho. Nas últimas horas foi noticiada a morte de dois norte-americanos (John McCain e outro não identificado) numa batalha do EI contra os rebeldes ditos moderados.

Culto apocalíptico, rede terrorista e cartel

O Estado Islâmico financia-se através do rapto de europeus (franceses em primeiro lugar), através de apoios não expressos de Estados do Golfo - o Qatar rejeitou as acusações de um político alemão de que patrocina o EI -, com o contrabando de crude e com dinheiro saqueado do Banco Central do Iraque em Mossul.

Nascido após o desmembramento do regime iraquiano, ganhou nova força com o fim de outra ditadura que não dava tréguas aos islamistas - a Líbia de Kadhafi - e com a guerra civil na Síria, outra ditadura secular. Onde falhou a implantação de democracias, floresceu o extremismo. 

Como questiona no britânico Guardian o escritor Peter Gray, o que é o EI? Um culto milenarista violento, um Estado totalitário, uma rede terrorista ou um cartel criminoso? “A resposta é nenhuma delas e todas”.

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