MITOS ISLÂMICOS

domingo, 26 de julho de 2015

O ódio islâmico contra a Cruz

Por Raymond Ibrahim

Durante o passado mês de Maio, um rapaz muçulmano de origem Africana espancou uma rapariga durante o período escolar só porque ela usava uma cruz em volta do seu pescoço. O estudante Africano, que havia começado a frequentar a escola há cerca de três semanas antes dessa altura, começou a intimidar a rapariga Cristã, "insultando-a e metendo-se com ela só porque ela estava a usar uma cruz", antes de finalmente a agredir "esmurrando-a violentamente nas costas.”

O que é que faz com que alguns muçulmanos tenham este tipo de reacção quando estão perante uma cruz Cristã? A realidade dos factos é que a hostilidade islâmica para com a cruz é um inabalável facto da vida - um que atravessa continentes e séculos, um que é bem indicativo da hostilidade inata do islão para com o Cristianismo.

Doutrina e História.

Visto que a cruz Cristã é o símbolo por excelência do Cristianismo - para todas as denomiações, incluindo para a maioria das iconoclastas denominações Protestantes  - ela tem sido um símbolo desprezado pelo islão. Segundo as Condições de Omar - um texto Medieval que estabelece as muitas estipulações humilhantes que os Cristãos conquistados têm que aceitar como forma de preservar as suas vidas, texto esse que a história islâmica atribui ao segundo "califa justo" Omar al-Khattab - os Cristãos "Não podem exibir uma cruz [nas igrejas]"....e "Não podem exibir uma cruz ou livros [Cristãos] nos mercados para muçulmanos."

O motivo para esta animosidade prende-se no facto da cruz simbolizar o desacordo fundamental entre os Cristãos e os muçulmanos. Segundo o Dr. Sidney Griffith, autor do livro "The Church in the Shadow of the Mosque", "A cruz e os ícones declaram publicamente precisamente os pontos da  Fé Cristã que o Alcorão, segundo os muçulmanos, negam de forma explícita: que Cristo era o Filho de Deus e que Ele morreu na cruz.” Logo, "A práctica Cristã de venerar a cruz e os ícones de Cristo e dos santos frequentemente despertava a raiva dos muçulmanos," de tal modo que havia uma "campanha decorrente que tinha como propósito erradicar os símbolos públicos do Cristianismo, especialmente o anteriormente omnipresente sinal da cruz.”

A hostilidade islâmica para com a cruz, tal como todas as hostilidades islâmicas, teve início com o profeta islâmico Maomé. Alegadamente ele "tinha uma repugnância tão grande para com a forma da cruz que ele partia tudo que era trazido para a sua casa com essa figura sobre ela." A certa altura ele ordenou que uma pessoa que usava a cruz “que tirasse esse pedaço de idolatria ” e alegou que no final dos tempos, o Próprio Jesus iria "partir a cruz" - uma alegação que o Estado Islâmico profere com regularidade.

A história islâmica depois de Maomé encontra-se repleta de anedotas sobre muçulmanos a amaldiçoar e a partir cruzes. Antes da Batalha de Yarmuk em 636, que colocou frente a frente os mais antigos exércitos islâmicos invasores contra o Império Bizantino, Khalid bin al-Walid, o selvagem “Espada de Alá,” disse que se o Cristãos quisessem paz, eles teriam que "partir a cruz" e aceitar o islão, ou pagar o jizya e viver uma vida de subjugação - tal como os sucessores do Estado Islâmico estão a faaer actualmente, emulando o passado. Os Bizantinos optaram pela guerra.

No Egipto, e segundo as palavras do "History of the Patriarchate of the Egyptian Church", Saladino (morreu em 1193) - regularmente apregoado no Ocidente pela sua "magnanimidade" - ordenou a "remoção de todas as cruzes do topo da cúpula de todas as igrejas nas províncias do Egipto".

Europa: Aumenta a Violência contra a Cruz

Passados que estão vários séculos, nada mudou em relação à posição islâmica em torno da cruz, embora muito tenha mudado em relação às percepções Ocidentais. Dito de outra forma, umz rapa Africano que esmurra uma rapariga Cristã na Itália devido ao seu crucifixo faz parte dum longo continuum de hostilidade islâmica para com a cruz. Será que ele aprendeu esse ódio na mesquita, as mesmas mesquitas Europeias onde os representantes do Estado Islâmico apelam os muçulmanos para a jihad?

Afinal de contas, no início deste ano na Itália, outro crucifixo foi destruído junto a uma mesquita altamente populada. O Conselheiro municipal, Giuseppe Berlin, não poupou palavras quando falou na identidade do(s) culpado(s):
Antes de levarmos a cabo uma fachada de unidade com os muçulmanos, eles têm que começar por respeitar a nossa civilização e a nossa cultura. Não podemos minimizar a importância de certos sinais; temos que despertar hoje, ou então os nossos filhos irão sofrer as consequências desta perigosas e incontrolável invasão islâmica.
E este fenómeno é experimentado por outros países Europeus. Na vizinha França, um "jovem muçulmano" cometeu actos de vandalismo consideráveis em duas igrejas. Para além de ter torcido uma enorme cruz de brone, ele derrubou e partiu dois altares, os candelabros, os atris, destruiu estátuas, rasgou um tabernáculo, derrubou uma porta da sacristia, e chegou até a partir alguns vitrais. (Clique para as imagens.)

Na Alemanha, um homem Turco que deu entrada num hospital sozinho (para tratamento), começou a fazer um frenesim porque haviam "demasiadas cruzes na parede.”  Ele chamou uma das enfermeiras de "p--a" e "fascista", e tornou-se fisicamente agressivo.

Claro que em outras situações os Europeus capitulam de livre vontade perante a hostilidade islâmica para com a cruz. O Real Madrid, uma equipa de futebol profissional Espanhola, alegadamente modificou a cruz tradicional do seu logotipo como parte dum acordo com o National Bank de Abu Dhabi - "como forma de não ofender as sensibilidades muçulmanas nos Emiratos Árabes Unidos." E no Reino Unido, crucifixos ofensivos estão a ser removidos das prisões como forma de não ofender os presos  muçulmanos (que para além disso, recebem comida e instalações sanitárias para os rituais islâmicos).

Mundo Islâmico: Cristãos mortos por causa da Cruz.

Se é desta forma que os muçulmanos reagem à cruz Cristã - onde os muçulmanos estão cientes do seu estatuto minoritário - de que forma é que os outros muçulmanos reagem no mundo islâmico, onde os vastamente minoritários e ostracizados Cristãos "infiéis" são presas fáceis? A resposta é: reagem de forma assassina - literalmente; os Cristãos estão a ser mortos por muçulmanos mal estes vêem uma cruz.

Durante o ano passado, no Egipto, uma jovem mulher Cristã Copta chamada Maria, foi agredida até à morte simplesmente porque a sua cruz a identificava como Cristã perante os manifestantes da Irmandade Muçulmana. Segundo uma testemunha ocular que falou sobre o episódio, Mary Sameh George estava a estacionar o carro junto à igreja para entregar medicamento a uma mulher idosa:

Mal eles [os muçulmanos] viram que ela era Cristã [devido à cruz que se encontrava no seu espelho retrovisor], saltaram para cima do carro de tal modo que o mesmo deixou de ser visível. O tejadilho do carro entortou-se para dentro. Quando eles se aperceberam que ela estava a começar a morrer, eles arrancaram-na para fora do carro, e começaram a agredi--la e a puxar o seu cabelo - de tal forma que partes do cabeço e do couro cabeludo foram arrancados.

Eles continuaram a agredi-la, dando-lhe pontapés, esfaqueando-a com o que quer que pudessem encontrar. Durante todo este episódio, ela tentou proteger a sua cara, dando as suas costas aos atacantes até que um deles chegou e esfaqueou-a pelas costas, juntoo ao coração, acabando com a sua vida.

Depois disto, outro muçulmano veio e agarrou-lhe pelos cabeços, agitando a sua cabeça, e com a outra mão cortou-lhe o pescoço. Outro muçulmano puxou as suas calças de tal modo que ela ficou totalmente nua.

Em resposta, a Igreja Cristã Copta emitiu a seguinte declaração:

Ó, quão afortunada és tu, Mary, que és amada de Cristo. Eles rasgaram o teu corpo por causa da Cruz. No entanto, eles fizeram-te o maior serviço e deram-te um nome de honra como alguém que obteve a coroa do martírio.

A declaração citou também o aviso do Senhor Jesus para os crentes:

Vem mesmo a hora em que, qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus. - João 16:2

Em Outubro de 2011, Ayman Nabil Labib, de 17 anos e um Cristão Copta, foi estrangulado até à morte por parte do seu professor muçulmano e dos seus colegas estudantes simplesmente por se recusar a obedecer a ordem do professor de remover a sua cruz. Testemunhas do evento (e também estudantes) disseram que enquanto Ayman se encontrasse dentro da aula era-lhe ordenado que cobrisse o seu pulso tatuado com uma cruz, algo que muitos Coptas fazem.

Não só ele se recusou, como desafiadoramente apresentou a cruz peitoral que ele usava por baixo da sua camisa que rapidamente causou a que o enraivecido professor muçulmano e os estudantes lhe espancassem até à morte.

Antes disso, um polícia muçulmano (fora de serviço) que se encontrava dentro dum comboio de Asyut para Cairo gritou "Allahu Akbar!", e disparou contra seis Cristãos, matando um homem com 71 anos e ferindo gravemente os outros. Antes de abrir fogo, ele verificou os passageiros que tinham o pulso tatuado com uma cruz Cóptica. (Há alguns dias atrás, outra mulher Copta foi "morta à tiro por um polícia Egípcio. Embora oficialmente tenha sido um "acidente", o polícia muçulmano é conhecido por odiar os Cristãos.)

No Paquistão, quando um homem muçulmano viu Julie Aftab, uma mulher, com uma cruz à volta do seu pescoço

O homem tornou-se abusivo, gritando para ela que ela vivia na sarjeta e que iria para o inferno por desprezar o islão. Ele foi-se embora mas regressou uma hora e meia mais tarde, agarrado a uma garrafa de ácido de bateria que ele selvaticamente atirou para cima da sua cabeça.

À medida que ela corria pela porta fora, um segundo homem agarrou-a pelo cabelo e forçou mais líquido para dentro da sua garganta, queimando o seu esófago. À medida que ela desesperadamente pedia ajuda, dentes caíram da sua boca, cambaleando pela estrada.

Uma mulher ouviu o seu clamor e trouxe-a para casa, despejando água sobre a sua cabeça e levando-a para o hospital. Inicialmente, os médicos recusaram-se a tratá-la visto que ela era Cristã. "Todos eles viraram-se contra mim....até as pessoas que me levaram para o hospital. Eles disseram ao médico que iriam pegar fogo ao hospital se eles me tratassem"....

67% do seu esófago foi queimado e ela perdeu um olho e ambas as pálpebras. O que restou dos seus dentes podem ser visto através do buraco que se encontra no lugar onde antes estava a sua bochecha. Os médicos previram que ela haveria de morrer  qualquer momento, mas apesar das probabilidades, ela conseguiu superar.

Tudo isto só porque ela estava a usar uma cruz.

Até mesmo em países muçulmanos "considerados", a violência provocada pela cruz é algo comum. Em 2012, um rapaz de 12 anos que se conveteu ao Cristianismo e tomou a decião de professar publicamente a sua nova fé usando uma cruz prateada durante as aulas, foi cuspido e espancado com regularidade pelos colegas e pelos professores.

Nas Maldivas, em Outubro de 2013, as autoridades tiveram que salvar Geethamma George, uma professora Cristã da Índia, depois de pais "muçulmanos terem ameaçado amarrá-la e arrastá-la para fora da ilha" por "pregar o Cristianismo." O seu crime foi o de desenhar uma bússula como parte da lição de geografia, e este mesmo compasso foi erradamente confundido com uma cruz Cristã.

Cristãos "mortos" outra pela vez devido à Cruz.

Se alguns muçulmanos matam as pessoas que usam cruzes, elas também perturbam o sono daqueles que já se encontram mortos por estes terem uma cruz nas suas lápides. Seguem-se alguns exemplos:
  • Líbia, Março de 2102: Um video duma turba islâmica a atacar um cemitério comunitário perto de Benghazi apareceu na internet. À medida que os muçulmanos chutavam e destruíam as pedras tumulares, o homem que gravava o incidente apelava para que eles "Partissem a cruz dos cães!" ao mesmo tempo que ele e outros gritavam "Allahu Akbar!" Mais para o final do video, a turba congregou-se em torno da enorme Cruz do Sacrifício, o monumento cenotáfico do cemitério, e começaram a martelá-la ao mesmo tempo que se ouviam mais gritos de “Allahu Akbar.” Outros cemitérios Cristãos da Líbia pós-"Primavera Árabe" sofreram de igual modo.

  • França, Abril de 2015: Cruzes e lápides Cristãs dum cemitério foram danificadas e profanadas por um muçulmano. Depois de ter sido apanhado, ele foi descrito da seguinte forma: "O homem repete orações muçulmanas vez após vez, baba e não se consegue comunicar com ele: a sua condição foi declarada como incompatível com uma detenção preliminar.” Ele foi hospitalizado como "mentalmente desequilibrado." (Vejam a sua obra.)

  • Malásia, Fevereiro de 2014: Um cemitério Cristão foi atacado e profanado durante a noite por pessoas desconhecidas neste país de maioria islâmica. Várias cruzes foram destruídas, incluindo através do uso de "uma ferrramenta pesada para levar a cabo a destruição".

  • Alemanha, Junho de 2014: Depois dos muçulmanos terem recebido a sua própria secção no cemitério em Seligenstadt, e depois de terem recebido permissão para levarem a cabo as suas distintas cerimónias islâmicas, estes mesmos muçulmanos começaram a exigir que a simbologia e as cruzes Cristãs do cemitério fossem removidas ou cobertas durante os funerais islâmicos.
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Pode-se continuar com muitos exemplos recentes da hostilidade islâmica para com a cruz. Em Abril último, na Malásia "moderada", uma turba muçulmana manifestou-se contra uma pequena igreja Protestante devido à cru visível que se encontrava no topo do edifício de oração. Ela foi rapidamente removida.

E no Paquistão, nação onde a mera acusação de ofender o islão por levar a que os Cristãos sejam queimados vivos, um lojista muçulmano tem permissão para vender sapatos com cruzes Cristãs na sola so sapato::

Na cultura Paquistanesa, mostrar a sola dos sapatos ou dos pés é ofensivo porque colocar algo no chão é considerado um insulto para o objecto. Logo, algo que se encontre na sola dos sapatos vai ser constantemente insultado à medida que a pessoa caminha.

À luz do que se viu em cima, não pode ser surpresa alguma o facto do Estado Islâmico - "ISIS" - também exibir o mesmo tipo de violência contra a cruz Cristã. Nas suas  comunidades Ocidentais, referências hostis à cruz são feitas com frequência:

Vamos conquistar Roma, partir a cruz, escravizar as vossas mulheres, com a permissão de Alá..... [Vamos lançar] medo nos corações dos adoradores da cruz.

Depois de decapitar os Cristãos Coptas na Líbia, o executor chefe agitou a sua faca para a câmera e dissse
Ó povos, vocês viram-nos recentemente nas montanhas das planíces de as-Sham e de Dabiq plain [regiões Sírias], a cortar as cabeças que há já muito tempo carregavam a cruz. E hoje, estamos a sul de Roma, na terra do islao, Líbia, a enviar outra mensagem.... Vamos lutar contra vocês [Cristãos Ocidentais] até que Cristo desça, parta a cruz e mate o porco.
(Tudo isto são acções atribuídas ao "Cristo" escatológico muçulmano, Isa).

Mais ainda, o Estado Islâmico tem levado a cabo inúmeras atrocidades contra e devido à cruz: eles fizeram e propagaram um vídeo onde se viam membros seus a partir cruzes que se encontravam dentro e no topo das igrejas que estão em territórios sob o seu controle; eles decapitaram e esfaquearam um homem com o seu próprio crucifixo depois dele ter sido exposto como Cristão, e publicaram fotos de membros seus a destruíram cruzes e lápides Cristãs em cemitérios sob a sua jurisdiçâo - e citaram as escrituras islâmicas como justificação para as suas acções.

Os leitores mais atentos irão notar nos paralelos similares: destruir cruzes que se encontram dentro de igrejas e destruir cemitérios e até matar "infiéis" Cristãos por usar cruzes, tal como documentado em cima, não se limita ao Estado Islâmico, mas está a acontecer em todo o mundo muçulmano - e até na Europa.

Resumidamente, o ódio islâmico antigo pela cruz Cristã - e tudo o que ela representa - não é um produto do Estado Islâmico, mas so islão.


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Claro que o ódio islâmico pela cruz só revela quem está por trás desta "religião".


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sábado, 18 de julho de 2015

A crescente onda de muçulmanos que troca Maomé pelo Senhor Jesus

Por Warren Cole Smith

Se por acaso passas tempo a ler as notícias, é bem provável que saibas que o islão radical é uma força significante e destrutiva no mundo actual. David Garrison não discorda com esta declaração, mas ele defende que isto é apenas parte da história. Há também um avivamento do mundo islâmico, defende Garrison.

Ele acredita que entre 2 a 7 milhões de antigos muçulmanos converteram-se ao Cristianismo nas últimas duas décadas, e ele tem pesquisas impressionantes que confirmam a aua alegação. Ele documento os dados por ele apurados no seu livro "A Wind in the House of Islam."

Garrison tem um Ph.D. através da Universidade do Chicago, e passou mais de 25 anos como missionário com a "International Missions Board" da "Southern Baptist Convention". Tive esta conversa com Garrison em Atlanta no mais recente "International Christian Retail Show".

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Muitas pessoas, quando pensam no mundo islâmico, ficam desencorajadas com o islão radical. O seu livro tem  um tipo de mensagem mais encorajadora. Qual é ela?

Há alguns dias atrás houve uma pessoa que me perguntou, "Como é que você interpreta o que está a acontecer actualmente no mundo à luz da Palavra de Deus?" Eu penso que Romanos 8:22 é uma peça-chave para nós vermos as coisas, e essa é a passagem onde Paulo nos diz que sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto.

Esse doloroso levantamento, todas as tribulações, a violência que vemos no mundo islâmico são, espero eu,  o prenuncio duma nova vida que  está a tomar lugar. É nisso que a minha vida se foca, e não nas coisas que vemos todos os dias nas notícias, que são todas elas verdadeiras e válidas. Não quero de maneira nenhuma minimizar nada disso.

Tudo isso que está a acontecer é horrível, mas eu também quero dar testemunho do facto de Deus estar a operar no mundo islâmico, e, francamente, de formas que nós nunca vimos no passado. Há muito mais muçulmanos a converterem-se a Cristo no dias de hoje do que em qualquer outro momento da história.

Pode-nos dar alguns exemplos específicos do que está a acontecer?

A coisa mais impressionante que nós descobrimos é que existem movimentos de muçulmanos rumo a Cristo, e quando falo nisso, eu não estou a falar de indivíduos, mas de movimentos de pelo menos 1000 pessoas dentro duma comunidade, que foram baptizados, ou 100 igrejas que foram plantadas nas últimas duas décadas.

Estamos observar, actualmente, 69 destes movimentos que foram formados nas últimas duas décadas que se estão a  mover......dum ponto do mundo islâmico para o outro  - portanto, desde o Oeste de África até à Indonésia e todos os lugares pelo meio.

Acho que um dos exemplos mais notáveis é o que está a acontecer actualmente no Irão. Estamos a observar que o Ayatollah Khomeini está a provar ser o maior evangelista da história do Irão porque tantas pessoas estão a votar com os seus pés, e essas pessoas estão a abandonar o islão e estão a caminhar rumo a todo o tipo de coisas. Não é só rumo ao Cristianismo, mas certamente que dezenas de milhares, talvez centenas de milhares de Iranianos durante as últimas décadas passaram a ter fé no Senhor Jesus Cristo, e seguiram-No até ao baptismo.

Você disse "Estamos a observar." Quem é que está a observar, e como é que podemos saber que o que você disse é verdade?

Isso foi muito importante para mim. Certamente que ninguém pode saber tudo o que se está a passar, e a bênção maravilhosa que eu tive foi a bênção de ter um conjunto enorme de colaboradores. Em todos os lugares onde estive, descobri que eu fui capaz de trabalhar com missionários que me apresentaram mais tarde aos parceiros nacionais, e devido a isto, nas páginas iniciais do meu livro eu falo desta enorme rede.

Acho que tenho cerca de 150 pessoas listadas que me ajudaram em todas as regiões do mundo. Fiz questão de documentar por escrito não só tudo o que diz, mas também de registar tanto quanto possível essas entrevistas reais; arrumá-las antes de - como se diz - sanitizá-las. Mudei os nomes de modo que ninguém fosse prejudicado e por motivos de segurança.

De que forma é que você enveredou pelo caminho de documentar este fenómeno?

Eu tive um percurso longo e sinuoso. Passei 29 anos junto da "International Missions Board" e vive em locais e e estudei línguas tais como o Japonês e o Chinês, para além de ter aprendido três tipo de Arábico.

Por volta de 1992, a minha esposa, os meus dois filhos e eu fomos destacados para trabalhar junto dos Árabes Líbios. E durante os anos que se seguiram aprendemos, sei lá, 100 ou 200 formas de como não ganhar Líbios para Cristo. Durante esse percurso, ficamos a saber que é difícil, e que não é algo que se resolve facilmente.

Portanto, em 2002, quando a nossa família se mudou para a Índia, começamos a ouvir relatos de muçulmanos a converterem-se a Cristo no Sul da Ásia, e então começamos a ouvir relatos do Centro da Ásia e alguns poucos do Oeste e do Este da África. Tomamos nota porque sabíamos que isto não era normal, e começamos a fazer listas de movimentos sobre os quais havíamos ouvido falar mas que não tínhamos verificado pessoalmente. Em pouco tempo, tínhamos cerca de 25 na nossa lista.

Então, em 2011, fui contactado por uma fundação que dizia:

Temos estado a ouvir os mesmos rumores de anjos e de coisas que estão a acontecer no mundo muçulmano. Se por acaso nós o financiássemos, será que você estaria disposto a ir e a verificar o que está a acontecer?

Neste livro você fala de experiências verdadeiramente sobrenaturais que os muçulmanos estão a ter, e que lhes estão a levar até a Cristo, Será que ouvi bem?

Em muitos casos, sim. Em alguns casos, é muito comum, muito rotineiro, quase mundano, mas, obviamente, sempre que alguém é transformado das trevas para a luz, isso é um milagre. Sempre que o Senhor Jesus Cristo salva alguém, é um milagre. Mas certamente que estamos a ouvir notícias de coisas que são fora do comum, e eu sou um Baptista, e como tal, digo estas coisas com uma certa dose de cepticismo.

Queria saber mais, e as notícias que eu ouvia eram simplesmente maravilhosas, particularmente aquelas que falavam de sonhos e visões. Quase ninguém nega que, qualquer que seja o motivo, dum canto do mundo muçulmano até ao outros, os muçulmanos estão a ter o seu sono perturbado por visitações e também por orações respondidas.

Falamos com um certo número de pessoas que nos disseram da forma como haviam testado Deus. Eles disseram, "Se isto é real, vou orar, e se Tu estás aí, Senhor, quero que oiças isto," e então o Senhor Jesus começou a revelar-Se através da Sua fidelidade, e eles aperceberam-se que seguir a Cristo não era seguir um Profeta com 2000 anos, mas sim seguir o Senhor Vivo. Isso, para eles, foi o ponto de viragem.

O que foi que o levou ao ponto de verdadeiramente começar a acreditar que realmente está a acontecer um movimento do Espírito Santo no mundo islâmico?

Foi quando eu mesmo fui para estes locais. Viajei mais de 1/4 de um milhão de milhas durante os dois anos que se seguiram pelo mundo islâmico, e em todos os cantos entrevistei pessoas que nunca teria imaginado - desde xeques, imãs e mullahs, líderes da comunidade islâmica - que me deram testemunho de terem sido baptizados depois de se terem encontrado com o Senhor Jesus, e saberem que, ao agirem assim, eles estavam a dizer "Estou disposto a morrer" porque eles sabiam muito bem que a lei islâmica não permite a conversão do islão para outra fé.

Durante os cerca de dois anos seguintes, à medida que comecei a compilar listas e a investigar a verdade, o que descobri foi que, durante todo o percurso da interacção muçulmana-Cristão, existiam 82 instâncias, 82 movimentos, de muçulmanos por Cristo com pelo menos 1,000 baptismos ou 100 estabelecimentos de igrejas durante duas décadas. Oitenta e duas vezes. Isto é que é espantoso: 69 dessas instâncias ocorreram depois do ano 2000.

Estamos a atravessar o maior ponto de viragem de muçulmanos a converterem-se a Cristo da história, mas acho que a igreja não está ciente disto. Embora isto seja minúsculo se olharmos para os 1,6 mil milhões de muçulmanos que há no mundo - até hoje, menos de 1,5% de muçulmanos foram tocados com o Evangelho - mesmo assim, estamos a testemunhar que, 84% de todos os movimentos que alguma vez aconteceram, estão a acontecer agora.

Os Cristãos aqui nos Estados Unidos estão a ler este livro. O que é que você tem esperança que aconteça quando eles terminarem de ler?

Essa é uma boa pergunta. Na verdade, neste livro eu descrevo aqueles que são 4 resultados desejados. O primeiro é que seja historicamente correcto, que capture a documente com clarea real estes movimentos de modo a que não existam dúvidas em torno do registo deste momento da história.

O segundo resultado desejado é que o livro seja uma palavra de encorajamento para os Cristãos - que têm medo dos muçulmanos, que estão zangados com os muçulmanos, e que olham para eles como uma ameaça - para que eles se apercebam que este o seu [dos muçulmanos] Dia da Salvação. Deus pode querer que amemos os muçulmanos, que lhes ministremos, que lhes levemos o Evangelho, porque isto está bem no centro do Coração de Deus.

O terceiro propósito deste livro é o de mostrar a forma como Deus está a operar no mundo muçulmano porque, claramente, as coisas hoje estão diferentes, e é algo que nunca tínhamos visto no passado. Se o corpo de Cristo pode aprender as formas eficientes através das quais o corpo de Cristo está a operar, então todos nós podemos fazer a obra de Cristo de forma muito mais eficaz.

O quarto propósito, e encontra-se bem no centro da sua questão, é que eu espero que isto seja um encorajamento para os muçulmanos que estão a pensar noutras formas, que eles possam saber o quão perto do Coração de Deus eles estão.

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segunda-feira, 8 de junho de 2015

A corrosiva hagiografia da Espanha muçulmana

Por Andrew G. Bostom

Anúncios comemorativos do dia 10 de Julho de 2003, falando dum "regresso do islão à Espanha", marcaram a finalização da nova mesquita de Granada. (1) Infelizmente, e numa conferência com o título de "O islão na Europa" que acompanhou a abertura da mesquita, foram feitas algumas declarações alarmantes por parte dos líderes muçulmanos Europeus.

Por exemplo, o orador principal deste conferência, Umar Ibrahim Vadillo, um líder muçulmano Espanhol, implorou ao muçulmanos que causassem o colapso económico do Ocidente (passado a usar o dinar de ouro, e parando de usar as moedas Europeias), ao mesmo tempo que o líder muçulmano Alemão Abu Bakr Rieger disse aos atendentes para não se adaptarem as suas prácticas religiosas islâmicas aos valores Europeus (do Iluminismo Ocidental?). (2)

Embora o editorialista do Wall Street Journal tenha repreendido as autoridades Espanholas pela sua aparente falta de "...influência ou conhecimento em relação à direcção da nova mesquita", o autor do op-ed prosseguiu, minando a base factual das suas preocupações com uma sinopse romantizada e não-histórica da Espanha muçulmana, salientando  o quele deu o nome de “humanismo pan-confessional” do islão Andalusiano, chegando até a afirmar que, “ …pode-se até alegar que a frequentemente lamentada "reforma" do islão estava a caminho até que ela foi abortada pela Inquisição” (3).

Na sua hagiografia de 2002 da Espanha muçulmana com o nome de “The Ornament of the World” (4), María Rosa Menocal, Professora de Espanhol e de Português em Yale, alegou:

O novo governo islâmico não só permitiu aos Cristãos e as Judeus sobreviver, mas, e seguindo ordem alcorânica, esse governo protegeu-os.

Eu mantenho que reiterar estas alegações exageradas e historicamente erradas em relação à Espanha muçulmana ajuda a actual agenda islamita, e atrasa a evolução dum "Euro-Islão" liberal, reformado e totalmente compatível com os valores Europeus pós-Iluminismo.

As conquistas jihadistas foram levadas a cabo século após século, desde o subcontinente atè a Península Ibérica, porque a jihad, que significa "lutar nos caminhos de Alá", incorpora uma ideologia e uma jurisdição. O padrão básico da guerra jihadista encontra-se claramente revelado no registo do grande historiador muçulmano al-Tabari das recomendações dadas por Umar b. al-Khattab ao comandante das tropas enviadas a al-Basrah (636 AD), durante a conquista do Iraque. Umar (o segundo “Califa Correctamente Orientado”) alegadamente disse:

Convoquem o povo de Deus; aqueles que responderem ao vosso apelo, aceitem isso da sua parte. (Isto é, aceitem a sua conversão como genuína e abstenham-se de lutar contra eles) mas aqueles que se recusarem, têm que pagar o imposto [jiziyah] com humilhação e com humildade. (Alcorão 9:29) Se eles se recusarem a fazer isso, então é a espada sem clemência. Temam a Alá em relação ao que vos foi confiado. (5)

(por exemplo, A jihad foi formalmente concebida pelos jurisconsultos e teólogos muçulmanos desde o século 8º ao século 9º tendo como base a sua interpretação de versos do Alcorão (6) (por exemplo, 9:5,6; 9:29; 4:76-79; 2: 214-15; 8:39-42), e tendo também por base longos capítulos das Tradições (i.e., “hadith”, actos e ditados de Maomé, especialmente aqueles registados por al-Bukhari [d. 869] (7) e Muslim [d. 874] (8)).

Em relação à natureza da jihad, o consenso entre as 4 escolas de jurisprudência islâmica  (isto é, Maliki, Hanbali,  Hanafi, e Shafi’i) é claro. Ibn Khaldun (morreu em 1406), jurista, filósofo renomeado, historiador, e sociólogo, resumiu estas opiniões consensuais em relação à instituição unicamente islâmica da jihad tendo como base os cinco séculos prévios de jurisprudência:

Dentro da comunidade islâmica, a guerra santa é um dever religioso visto que a universalidade da missão [islâmica] e [obrigação de] converter todos aos islão quer seja por persuasão quer seja à força..... As outras religiões não tiveram uma missão universal, e a guerra santa não era um dever religioso para eles, excepto com propósitos de defesa. O islão tem a obrigação de obter poder sobe as outras nações. (9)

A Espanha muçulmana era um país em constante estado de jihad quando se encontrava sob a jurisdição Maliki visto que esta disponibilizava uma interpretação severa e repressiva da lei islâmica (10). Por exemplo, o jurista Maliki com o nome de Ibn Abi Zayd al-Qayrawani (d. 996), caracterizou a jihad da seguinte forma:

A jihad é um preceito de instituição Divina. A sua performance por parte de certos indivíduos pode dispensar outros da mesma. Nós, os Malikis, mantemos que é preferível não dar início às hostilidades com o inimigo antes de o ter convidado a abraçar a religião de Alá, excepto se o inimigo tiver atacado primeiro. Eles têm a alternativa de ou se converterem ao islão ou pagar o imposto [jizyah], ou então será declarada guerra contra eles. (11)

E o jurista Maliki Ibn Abdun disponibilizou estas opiniões reveladoras em relação aos Judeus e aos Cristãos que viviam em Sevilha por volta de 1100 Era Cristã:

Nenhum...Judeu ou Cristão pode receber permissão para usar as roupas dum aristocrata, nem dum jurista, nem duma pessoa rica; pelo contrário, eles têm que ser detestado e evitados. É proibido abordá-los com a saudação "Que a paz esteja contigo". De facto, "Satanás tomou posse dele, e causou a que eles se esquecessem do aviso de Deus. Eles são os confederados do partido de Satanás; Certamente que os confederados de Satanás serão os perdedores!" (Qur’an 58:19). Um sinal distintivo deve ser imposto a ele como forma deles serem reconhecidos, e isto será para eles uma forma de desgraça. (12)

Os Cristãos e Judeus indígenos de Espanha, conquistados através das guerras jihadistas dos Arabes muçulmanos, foram submetidos ao domínio islâmico sob um "Pacto" - ou "Dhimma" - que impunha regulamentos degradantes e discriminadores, mas consistentes com prescrição alcorânica presente em 9:29. Os princípios centrais desta  “dhimmitude”  eram:
(i) A desigualdade de direitos (em todos os domínios) entre os muçulmanos e is dhimmis;
(ii) Discriminação social e económica contra os dhimmis;
(iii) Humilhação e vulnerabilização dos dhimmis. (13)
E havia consequências terríveis para os dhimmis infiéis da Espanha muçulmana que se revoltassem contra a opressora Dhimma: matança dos rebeldes, e escravatura para as suas mulheres e crianças. (14)

Para além da pequena minoria de Cristãos privilegiados e notáveis, a Espanha muçulmana estava populada por dezenas de milhares de Cristãos escravos, e Cristãos humilhados e oprimidos. Os muwallads (neo-convertidos) estavam num estado perpétuo de revolta contra os imigrantes Árabes que haviam tomado para si grandes espaços latifúndios, cultivados por servos ou escravos Cristãos.

As expropriações e as extorsões fiscais deram início a chamas de rebelião permanentes por parte dos muwallads e dos mozarabs (dhimmis Cristãos) por toda a península Ibéria. Os líderes destas rebeliões eram crucificados, e os seguidores insurgentes eram mortos à espada. Estes conflictos sangrentos, que ocorreram por todo o emirato Hispânico-Umayyad até aos 10º século, um endémico ódio religioso.

No ano de 828 da Era Cristã. uma carta de Louis o Pio para os Cristãos de Mérida resumiu o seu sofrimento sob Abd al-Rahman II, e durante os reinados que se seguiram: confisco da sua propriedade, aumento injusto do seu tributo, remoção da sua liberdade (o que provavelmente significava escravatura), e opressão através de impostos excessivos. (15)

Em Granada, os vizires Judeus Samuel Ibn Naghrela, e o seu filho Joseph, que haviam protegido uma outrora florescente comunidade Judaica, foram ambos assassinados entre 1056 to 1066, a que se seguiu uma aniquilação da população Judaica por parte da comunidade muçulmana local. Pelo menos 3,000 Judeus morreram só no levantamento que se seguiu ao assassinato de 1066. (16).

Os Almoádas muçulmanos Berberes na Espanha e no Norte de África (1130-1232) causaram uma destruição enorme tanto nas populações Judaicas como na Cristã. Este processo de devastação, massacre, cativeiro e conversão forçada foi descrito pelo cronista Judeu Abraham Ibn Daud, e pelo poeta Abraham Ibn Ezra. Desconfiados da sinceridade dos convertidos Judeus para o islão, os "inquisidores" muçulmanos (isto é, antecedendo os inquisidores ristãos Espanhóis em três séculos)  removeram as crianças de tais famílias, e colocaram-nas sob os cuidados educadores muçulmanos. (17)

Maimonides, o conhecido filósofo e médico, sofreu as perseguições levadas a cabo pelos Almoádas, e em 1148 teve que fugir de Córdoba com toda a sua família, vivendo temporariamente em Fez - disfaraçado de muçulmano - antes de encontrar asilo no Egipto Fatimida. De facto, embora Maimonides seja frequentemente referenciado como  um exemplo de sucesso Judaico facilitado pela domínio muçulmano da Espanha, as suas próprias palavras refutam este mito utópico do tratamento que os muçulmanos deram aos Judeus:

...os Árabes perseguiram-nos [aos Judeus] de modo severo, e aprovaram legislação prejudicial e discriminatória contra nós. Nunca houve nação que nos tivesse afligido, degradado, rebaixado e odiado tanto como eles [os muçulmanos]. (18)

Bernard Lewis, eminente historiador do islão, observou há 35 anos que os Judeus "Pro-islâmicos" do século 19 haviam promovido uma visão utópica da natureza igualitária do domínio islâmico, especialmente na Espanha islâmica. Sem surpresa alguma, os muçulmanos eventualmente aperceberam-se deste romântico mito Judaico em relação ao islão, e ela passou a fazer parte integral da sua imagem própria. No entanto, Lewis conclui:

A Idade de Ouro de direitos iguais era um mito, e a crença nela foi o resultado, mais do que a causa, da simpatia Judaica pelo islão. (19)

Uma descrição acertada do relacionamento inter-confessional na Espanha muçulmana, e ds correntes contemporâneas responsáveis pela distorção da história, pode ser encontrada no envolvente livro de Richard Fletcher com o nome de “Moorish Spain”, onde ele disponibiliza estas observações inatacáveis:

O testemunho daqueles que viveram durante os horrores da conquista Berbere, da fitnah Andalusa do início do século 11, da invasão Almorávida - só para mencionar alguns episódios disruptivos - tem que classificar isso [isto é, a visão rosada da Espanha islâmica] como uma mentira. A simples e verificável verdade histórica é que a Espanha Moura era muito mais uma terra de tumulto do que de tranquilidade...

Tolerância? Perguntem as Judeus de Granada que foram massacrados em 1066, ou aos Cristãos que foram deportados pelos Almorávidas para Marrocos em 1126 (tal como os Mouriscos cinco séculos mais tarde)..

Na segunda metade do século 20 um novo agente de obfuscação faz a sua aparência: a culpa da consciência liberal, que vê os males do colonialismo - assumidos mais do que demonstrados - prenunciados na conquista Cristã de al-Andalus e na perseguição dos Mouricos (mas não, curiosamente, na conquista e colonização mourisca).

Agitem bem a mistura, e emitam-no de maneira livre a académicos crédulos e pessoas mediáticas por todo o mundo ocidental. Depois disso, derramem-no de maneira generosa sobre a verdade....Dentro das condições culturais que existem no Ocidente de hoje, o passado tem que ser comercializado e para ser comercializado de maneira bem sucedida, ele tem que ser empacotado de maneira atraente.

A Espanha num estado natural não tem apelo geral. Fantasias auto-indulgente de glamour....fazem milagres na melhoria dessa imagem. Mas a Espanha Mourisca não era uma sociedade tolerante e ilminade, nem mesmo nas suas épocas mais cultas. (20)

Por fim, mesmo que seja classificada de "tolerante" segundo padrões medievais, a dhimmitude é totalmente incompatível com as noções modernas de igualdade entre os indivíduos, independentemente da fé religiosa. Agora que estamos no início do século 21, temos que insistir que os muçulmanos do Ocidente adoptem padrões sociais pós-Iluministas de igualdade, e não de "tolerância", abandonado de vez a hagiografia dos padrões  repressivos e discriminatórios practicados pelos clássicos juristas Maliki dda "iluminada" Espanha muçulmana.

- http://bit.ly/1H1Mn5J

* * * * * * *

Embora  o texto do Dr Bostom esteja essencialmente correcto, convém ressalvar que os mesmos Judeus que criaram o mito da "Espanha tolerante", traindo deste forma os muitos Judeus que foram chacinados pelos "tolerantes" muçulmanos da Ibéria, operaram dentro da filosofia iluminista que o Bostom quer que os muçulmanos adoptem.

Dito de outra forma, os "valores iluministas" não são a alternativa ao islão no Ocidente visto que foram esses valores que 1) criaram um mito da Espanha muçulmana "tolerante", e 2) eles estão na base do ódio ao Ocidente que abriu as portas à imigração em massa de muçulmanos não-assimiláveis .

Para se saber qual é a ideologia a adoptar para se combater o avanço muçulmano na Europa, basta saber qual era a ideologia de Jan Sobieski, Carlos Martel, e dos cavaleiros de combateram os maometanos em Lepanto.

Notas:

1. http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/europe/3055377.stm “Mosque signals Muslims return to Spain” BBC July 10, 2003.
2. http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/europe/3061833.stm “Muslim call to thwart capitalism” BBC July 12, 2003.
3. http://www.opinionjournal.com/taste/?id=110003764 Melik Keylan. “Back again after 500 years” Opinion Journal July 18, 2003
4. Gloria Rosa Menocal, “The Ornament of the World” (Boston: Little Brown and Company, 2002. p. 28)
5. Al-Tabari, “The History of al-Tabari (Ta’rikh al rusul wa’l-muluk)”, vol. 12, The Battle of Qadissiyah and the Conquest of Syria and Palestine, translated by Yohanan Friedman, (Albany, NY.: State University of New York Press, 1992).
6. The Noble Qur’an http://www.usc.edu/dept/MSA/quran/
7. Translation of Sahih Bukhari http://www.usc.edu/dept/MSA/fundamentals/hadithsunnah/bukhari/
8. Translation of Sahih Muslim: http://www.usc.edu/dept/MSA/fundamentals/hadithsunnah/muslim/
9. Ibn Khaldun, “The Muqudimmah. An Introduction to History”, Translated by Franz Rosenthal. (New York, NY.: Pantheon, 1958, vol. 1, p. 473).
10  Evariste Levi-Provencal. “Histoire De L’Espagne Musulmane” Vol. 3 (Paris G-P Maisonneuve, 1953, Pp. 131-33; 470-76); Bat Ye’or. “Islam and Dhimmitude: Where Civilizations Collide” Translated by Miriam Kochan and David Littman, (Cranbury, NJ.: Associated University Presses, 2001, Pp. 62-63).
11. Ibn Abi Zayd al-Qayrawani, La Risala (Epitre sur les elements du dogme et de la loi de l'Islam selon le rite malikite.) Translated from Arabic by Leon Bercher. 5th ed. Algiers, 1960, p. 165.
12. Evariste Levi-Provencal. “Seville musulmane au debut du 12e siecle” (Traite sur la vie urbaine et les coprs de métiers d’Ibn Abdun). In “Islam d’hier et diaujourd’hui.” (Vol. 2 Paris, 1947, p. 114)
13. Bat Ye’or, “The Dhimmi: Jews and Christians Under Islam”, Translated by David Maisel, Paul Fenton, and David Littman. (Cranbury, NJ.: Associated University Presses, 1985, Pp.51-77).
14. Richard Fletcher. “Moorish Spain” (Berkeley, CA: University of California Press, 1992, Pp. 44-49; 120-21); Bat Ye’or. “Islam and Dhimmitude”, Pp. 62-63;
15. Evariste Levi-Provencal. “Histoire De L’Espagne Musulmane” Vol. 1 (Paris: G-P Maisonneuve, 1950; for  Letter, see p. 228)
16. Moshe Perlmann. “Eleventh Century Andalusian Authors on the Jews of Granada”, Proceedings of the American Academy of Jewish Research, Vol. 18 (1949), Pp. 269-70.
17. H. Z. Hirschberg. “A History of the Jews of North Africa” (Leiden: E.J. Brill, 1974, Vol. 1. Pp. 123-139).
18. Bat Ye’or, “The Dhimmi” Documents III- Aspects of the dhimmis existence as experienced, #94, Forced conversions and degradation (12th century), p. 351.
19. Bernard Lewis. "The Pro-Islamic Jews," Judaism, (Fall 1968), p. 401.
20. Richard Fletcher. “Moorish Spain”, Pp. 171-73..

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O holocausto de Hindu Kush

Por Francois Gautier

(...)
Os Hindus também sofreram um terrível holocausto, e um provavelmente sem paralelo na história da humanidade. Tomemos como exemplo Hindu Kush, que é muito provavelmente um dos maiores genocídios de Hindus. Practicamente não existe pesquisa séria em relação a ele, e nenhuma menção é feita nos livros de História.

Hindu Kush é um conjunto montanhoso com quase 1000 milhas de comprimento e 200 milhas de largura, percorrendo do nordeste ao sudoeste e dividindo o Amu Darya River Valley e o Indus River Valley. O Hindu Kush tem mais de duas dúzias de cumes com mais de 23,000 pés em altura, e historicamente esta passagem, especialmente a Passagem Khyber, tem sido duma imensa importância militar visto que eles dão acesso às planícies nortenhas da Índia.

A maior parte dos invasores estrangeiros usaram a Passagem de Khyber: Alexandre o Grande em 327 BC, Mahmud de Ghazni, em 1001 AD, Tamerlão em 1398 AD, ou Nader Shah em 1739 AD. No entanto, no primeiro milénio antes de Cristo, dois importantes reinos Hindus - Gandhaar (Kandahar) e Vaahic Pradesh (Balkh of Bactria) - tinham fronteiras que se estendiam para além do Hindu Kush.

O reino de Gandhaar, por exemplo, foi estabelecido por Taksha, neto de Bharat de Ayodhya e as suas fronteiras iam desde Takshashila (Taxila) até Tashkent (palavra que é uma corrupção de ‘Taksha Khand’), que hoje é o Uzbequistão. No período mais avançado, o Mahabharat, um dos grandes épicos da Índia fala de Gaandhaari como uma princesa de Gandhaar e do irmão dela, Shakuni como príncipe e mais tarde como governante de Gandhaar (o último rei Hindu Shahiya de Kabul, Bhimapal, foi morto 1026 AD).

Depois disto, veio o imperador Budista do 3º século antes de Cristo chamado Kanishka, cujo império se estendia desde Mathura até Aral Sea (para além do que é hoje o  Uzbequistão, Tajiquistão, e Krygzystão), e sob a sua influência, o Budismo prosperou em Gandhaar. Os dois Budas gigantes de arenito esculpidos nos penhascos de Bamian, que foram destruídos pelos Talibãs, datam do período Kanishka.

Em Persa, a palavra "Kush" deriva do verbo Kushtar – matar ou carnificina. A Encyclopaedia Americana diz o seguinte em relação ao Hindu Kush:

Literalmente, o nome significa "Mata o Hindu", um lembrete dos dias em que os escravos Hindus do subcontinente Indiano morriam sob as condições adversas das montanhas Afegãs quando eram transportados para os átrios muçulmanos  da Ásia Central.

A Encyclopaedia Britannica, por seu lado, menciona "que o nome Hindu Kush aparece pela primeira vez em 1333 AD nos escritos de Ibn Battutah, o viajante Berbere medieval, que disse que o nome significava "Matador de Hindus", um significado ainda usado pelos moradores das montanhas afegãs. (...)

O número exacto do genocídio Hindu sugerido pelo nome Hindu Kush não se encontra disponível. "No entanto," escreve o especialista do Hindu Kush Srinandan Vyas, "o número facilmente e provavelmente se centra na ordem dos milhões”.

Alguns dados históricos podem ser usados para se justificar essa estimativa. A Encyclopaedia Britannica relembra que em Dezembro de 1398 AD, Tamerlão ordenou a execução de pelo menos 50,000 cativos antes da batalha por Deli; semelhantemente, o número de cativos massacrados pelo exército de Tamerlão era de cerca de 100,000.

Mais uma vez, a Encyclopaedia Britannica menciona que o imperador Mughal Akbar ‘ordenou, no dia 24 de Fevereiro de 1568, o massacre de cerca de 30,000 Hindus Rajput, depois da batalha por Chitod (número confirmado por Abul Fazl, historiador da corte de Akbar).

O historiador Afegão Khondamir saliente que durante uma das muitas e repetidas invasões da cidade de Hera, na parte ocidental do Afeganistão e que era parte dos reinos Hindus Shahiya, “1,500,000 residentes morreram”. "Logo" escreve Vyas, "é evidente que a cadeia de montanhas recebeu o nome de 'Hindu Kush' como um lembrete para as futuras gerações de Hindus, da matança e da escravização de Hindus durante as conquistas muçulmanas".

Visto que os conquistadores muçulmanos tomaram os habitantes da planície como escravos, surge uma pergunta: o que foi que aconteceu com esta população de escravos?  A resposta surpreendente chega-nos do New York Times (edições de Maio e Junho de 1993).

Os Ciganos, que costumavam ser um povo errante na Ásia Central e na Europa desde pelo menos o século 12, têm sido perseguidos em quase todos os países.(...) Até agora, o seu país de origem não foi identificado visto que a sua língua tem muito pouco em comum com as outras línguas Europeias.

No entanto, estudos recentes mostraram que a sua língua é parecida com o Punjabi e, embora com um grau inferior, com o Sânscrito. Portanto, os Ciganos muito provavelmente são oriundos do Punjab alargado. O período temporal das andanças dos Ciganos também coincide com as conquistas islâmicas iniciais; consequentemente, é bem provável que os seus antepassados tenham sido expulsos das suas casas no Punjab e tomados como escravos para além d Hindu Kush

O que é que o governo Indiano diz às crianças sobre o genocídio de Hindu Kush? (...) Em 1982 o National Council of Educational Research and Training emitiu uma directriz para a reescrição dos livros escolares. Entre outras coisas, ela estipulava que:

É expressamente proibido a caracterização do período medieval como um tempo de conflicto entre Hindus e muçulmanos.

A negação da história, ou o Negacionismo, tornou-se na política "educacional" oficial da Índia. Felizmente que o governo actual dará início, como se espera, duma reescrição da História que se encontra nos seus livros escolares, embora esta política muito certamente venha a ser alvo de ataque sob acusação de ser uma "perigosa saffronização" da História.

É por isso que a Foundation Against Continuing Terrorism (FACT), que eu fundei, abriu o "Chhatrapati Shivaji Maharaj Museum of Indian History" em Pune, que revela a História da Índia TAL COMO ACONTECEU, e não como foi escrita. 

Ela regista não só a perseguição feita aos Hindus por parte dos muçulmanos, mas também as terríveis perseguições levadas a cabo pelos Portugueses (algo que também raramente mencionado pelos livros de História da Índia)

Também incluímos os Britânicos - ninguém sabe dos 20 milhões de Indianos que morreram devido à fome entre 1815 e 1920 (um genocídio) à medida que os Ingleses quebravam a espinha dorsal da Índia como forma de obter o matéria-prima que eles precisavam: algodão, juta, etc. (...)

~ ~ http://bit.ly/1BEaYMk.

terça-feira, 19 de maio de 2015

O lamento amargo da mulher muçulmana

Por Jahanara Begum

"Allah Amader Kandte Dao!" Alá, por favor, Deixa-nos chorar em paz! - Jahanara Begum 

Por favor, Alá, deixa-nos sozinhas para podermos chorar em paz. Por trás do véu, longe do olhar público, queremos chorar até não podermos mais. Este é o único direito que  tu nos deste, por todo o mundo islâmico, onde as tuas leis são seguidos à risca.  O mundo está a passar por tantas mudanças, com tantas evoluções com o passar dos anos; ano após ano, novas descobertas são feitas tanto na ciência como nas filosofias no resto do mundo, melhorando em cima de ideias e crenças antigas. Mas nós estamos amarradas para sempre às tuas rígidas e imutáveis leis, Alá. Nunca houve alguém que tivesse vindo em favor da nossa emancipação.

A nossa sociedade é única. Homens tais como Raja Ram Mohun Roy ou Swami Vivekananda  não nascem na nossa sociedade. Nenhum Sharat Chandra avança na nossa sociedade, e escreve sobre o volume de lágrimas que corre nos nossos olhos. Muçulmanos educados tais como Badruddin Tyebji, Hamid Dalwai e outros tais como eles escreveram sobre as medidas que visam parar com a matança de vacas, mas falharam ao não dizer uma única palavra simpatética em nossos favor, mulheres muçulmanas.

Abdut Jabbar consegue escrever um volume enorme sobre os eunucos - e sobre os castrados das diferentes sociedades muçulmanas - mas não tem nada a dizer em nosso favor. Pelo menos Syed Mustafa Siraj foi honesto quando disse que os Hindus podem escrever sem medo sobre as injustiças e as imperfeições do seu sistema social, mas nós, muçulmanos, temos medo de criticar os defeitos da sociedade islâmica.

Nargis Sattar começou a escrever alguns artigos relativos às leis matrimoniais islâmicas e nós ficamos esperançosas. Mas essa esperança foi, mais uma vez, retirado de nós. Mais de 100 advogadas exigiram a emancipação das mulheres nas estradas de Lahore no Paquistão islâmico. Os "heróicos" polícias Paquistaneses atacaram as mulheres advogadas com paus e cassetetes.

Uma mulher que fazia parte do partido ADMK da Índia levantou o assunto da emancipação das mulheres Indianas muçulmanas no parlamento nacional, mas todos os membros progressistas do parlamento permaneceram calados em torno do assunto visto que ninguém queria ofender os mullahs fundamentalistas e perder os voto muçulmano.

Ó Alá! Os líderes políticos e os seus apoiantes que estão nesta terra são peculiares. Eles são tal como os eunucos que viviam entre as inumeráveis, belas e jovens mulheres dos haréns. Toda a luxúria, paixão e desejo sexual que tomava conta deles não lhes valia de nada visto que eles eram eunucos e, desde logo, totalmente desamparados. Os nossos líderes políticos são tais como esses eunucos.

Estes líderes usam palavras de alta sonoridade e nobres tais como "liberdade", "anti-discriminação", "secularismo" e muitas outras palavras bonitas, mas eles não têm os meios de colocar em práctica uma única destas palavra no dia-a-dia da nossa sociedade muçulmana. Devido a isto, o choro e o lamento das mulheres muçulmanas avança; e duma era para a outra.

As lágrimas são simbolizadas pelas águas que cobrem três quartos do planeta. Que existência horrível, desumana e ilógica que nós temos. Deixando para trás as suas centenas de concubinas, o octogenário sheik da Arábia vem para a Índia para se "casar" com uma adolescente muçulmana. O evento foi notificado em todos os jornais mas, note-se, nenhum líder político chega a registar um protesto. Nenhum mullah ou maulvi declara "jihad" ou guerra santa a tais ocorrências. Pelo contrário, o mullah preside tais "casamentos mutah" que têm a duração de apenas um curto período de tempo.

Que existência insuportável é para nós viver entre as co-esposas. Inúmeras crianças, ambiente pouco saudável, pobreza e falta de educação transformam as nossas vidas sociais em algo digno de chacota. Até as cabras e as vacas têm melhores vidas que nós.

As lutas frequentes entre as co-esposas, o puxar de cabelo uma da outra é tão degradante! E, queira Deus que não, se o miyan ou o marido se envolve na discussão, nós somos então espancadas como um animal até não podermos mais. E depois do espancamento, para tornar as coisas ainda mais degradantes, o miyan leva a outra esposa para o quarto e fecha a porta na nossa cara.

Se por acaso há o mais leve defeito na atenção da esposa às necessidades físicas do miyan ou do marido, então aí ela. Ela passa a sofrer continuamente uma incerteza viva, e uma ansiedade intensa. A palavra "talaq" ou divórcio pode-se abater sobre ela a qualquer momento. A mais pequena falta de atenção pode provocar um divórcio e tudo encontra-se nas mãos do marido muçulmano. Basta que a palavra "talaq" seja dita três vezes para que o mundo sob os pés da mulher muçulmana seja agitado. A consequência? Mão-de-obra barata ou prostituição.

As crianças sofrem com a falta de amor materno, com a falta dum sentido imenso de insegurança e com a presença dum ambiente pouco saudável. Se a criança conseguir sobreviver, então a sociedade é sobrecarregada com mais pedintes e mais criminosos. Claro que isto também acontece noutras sociedades, mas ocorre em número menor e, mais importante ainda, nas outras sociedades tais eventos não têm a permissão para ocorrer em nome da sua "religião", embora na nossa sociedade os mullahs preguem tal tratamento a nós mulheres em nome do "islão".

O lema entre nós é "reproduzam-se e lucrem" - apoderem-se da terra através da maior taxa de natalidade. E nós, as mulheres muçulmanas casadas, temos que carregar todo o peso de toda a operação. É por isso que nunca encontramos uma mulher muçulmana que não esteja a cuidar dum bebé ou não esteja grávida. Eles estão sempre com uma criança, e elas morrem jovens.

Nós observamos a vida das mulheres Hindus que vivem perto de nós. Que sentido de pureza,  que segurança e que confiança que rodeia as suas vidas. Onde está a esperança da castidade e de pureza nas nossas vidas?

Se o homem muçulmano se arrepende de se ter divorciado da sua esposa, se por acaso isso chegar a acontecer, ele não pode fazer nada em relação a isso. Alá, as tuas leis da "shariat" impedem o re-casamento com o ex-marido.

Por esta altura, o mullah entra em acção e faz com que a mulher se "case" com outro homem, e ela tem que consumar o "casamento" durante 3 dias e 3 noites, e então, e só então, ela pode voltar a ser "pura e virgem". Se por acaso o novo marido se divorcia da mulher tal como era suposto, só o antigo e arrependido marido se pode casar com ela.

Por outro lado, se a noiva se revela uma boa esposa, o novo marido pode não quer o divórcio, e é então que os problemas entre os dois homens começam. Têm início lutas que em muitos casos acabam em assassinatos.

Assim é a nossa vida, Alá! A quem iremos nós recorrer com as nossas queixas e com as nossas tristezas? Se nós nos revoltarmos, seremos agredidas fisicamente e punidas segundo as leis que tu nos deixaste, Alá. Se nós nos queixarmos, seremos acusadas de hipócritas, ou "munafiq". Em todas as outras religiões, o respeito é conferido de acordo com a castidade, com o auto-controle e com a pureza. Mas isto não acontece na tua religião, Alá. O único privilégio que nós temos é o de chorar.

Existem muitos muçulmanos "educados" que estão cientes disto, mas eles não protestam porque também eles estão determinados a divertirem-se à nossa custa. Esses muçulmanos que estão realmente emancipados, abandonam-nos e não se querem preocupar com os nossos problemas. Foi connosco em mente que Kazi Abdul Oclud disse a dada altura que, durante os últimos 1400 anos, o islão foi incapaz de acender a mais pequena vela como forma de erradicar as trevas da civilização humana.

Abu Syed Ayub passou todo o seu tempo a cantar canções Tagore, casou-se com a mulher Hindu Gouri Dutta e viveu uma vida livre e saudável como qualquer outro Hindu. Mohamnled Ali Karim Chagla fez mesmo. O Vice-Presidente Hidayetullah, líderes políticos tais como Sikandar Bakht, Dr. Jeelany, Syed Mujtaba Ali também fizeram o mesmo. De facto, todas as pessoas da nossa sociedade que ascenderam e passaram a ter uma vida civilizada longe das nossas misérias, dores e problemas, moveram-se mais próximas da sociedade dos Hindus (...).

Só nós, as abandonadas, é que ficamos para trás dentro da prisão sombria controlada pelos mullahs e pelos maulvis. Nós nada mais fazemos que chorar uma dor eterna. Nenhum escritor ou repórter escreve uma história sobre nós ou tenta entender a profundeza da nossa tristeza. O Governo Indiano deu-nos o direito de voto mas negou-nos uma vida matrimonial saudável e pacífica ao perpetuar o "Código de Casamento Pessoal Muçulmano". O "Projecto de Lei do Código Hindu" emancipou as mulheres Hindus mas nós ainda somos vítimas de prácticas poligamicas, e nenhum remédio foi avançado como forma de impedir os divórcios frívolos que existem dentro da nossa sociedade islâmica.

Em relação a isto, no passado, nós costumávamos confiar nos Marxistas. As mulheres muçulmanas do Tazaquistão, Uzbequistão, Turcomenistão encontraram a sua liberdade na Rússia Soviética. Nenhum sheik da Arábia as pode comprar e estas mulheres não passam as suas vidas entre crianças inumeráveis, gravidezes sem fim e lutas degradantes com as co-esposas. Elas vivem vidas com sentido e os mullahs não têm controle sobre elas.

Mas aqui, nas nossas terras, até os Marxistas estão sob o controle dos mullahs. Um Marxista como Mansur Habibullah foi para Meca, tornou-se num ‘Haji’ só para agradar os mullahs. E toda a gente sabe que na sua vida pessoal, Habibullah não se preocupa com a sua religião. A sua vida é como a vida dum Hindu lógico.

E devido a isto, Alá, nós estávamos a dizer que tu não deste a mais pequena oportunidade de termos uma pequena paz, uma pequena felicidade. A tua falta de preocupação por nós é eterna. Durante a Idade Média, era frequente os nawabs e os sultões terem milhares de mulheres nos seus haréns. A maior parte dos nossos dias de então eram passados a chorar. Algumas passavam os seus dias planeando conspirações, outras em libertinagem e outras passavam o seu tempo levando a cabo prácticas perversas. Nós éramos o combustível para a luxuria destes sultões. Lutas sem fim ocorreram entre irmãos, entre pai e filho, e mesmo entre os próprios devido a nós mulheres.

Certamente que a carruagem da civilização tem, lentamente, atravessado muitos caminhos. Mudanças radicais ocorreram noutras sociedade e noutros países. Até a queima da ‘suttee’, uma terrível práctica Hindu, foi erradicada devido ao progresso social. O casamento de homens muito velhos com noivas muito novas que eram comum ocorrer entre alguns Hindus, seguindo o sistema ‘Kaulinya’, foi abolido com o passar do tempo.

Muitos costumes e práticas sociais maus desapareceram nas outras sociedades. Até nas nossas sociedades islâmicas algumas boas mudanças têm ocorrido, mas elas têm sido sempre em benefício dos homens muçulmanos.

Existe uma pequena povoação perto de Basra no Iraque, que era bem conhecida por fornecer eunucos para os haréns dos nawabs. Quase 60% dos jovens rapazes que eram castrados lá, morriam. Esta carnificina hoje em dia acabou. Existem muitos muçulmanos tais como Idi Amin que têm numerosas esposas mas que já não têm eunucos para olharem por elas.

Mas para nós [mulheres muçulmanas] nada mudou. Os homens da nossa sociedade não têm preocupação alguma pelas mulheres.

Ao conferir alguns direitos de posse, eles pensa que foi feito muito em favor de nós mulheres muçulmanas. De que valem estes direitos de propriedade se os nossos casamentos encontram-se marcados por uma longa linha de divórcios e re-casamentos? A lei muçulmana tem, por outro lado, ajudado a que ocorra uma maior perseguição às mulheres muçulmanas. Se a mulher muçulmana dá entrada a um processo em favor das suas posses e dos seus direitos de pensão, então o tribunal muçulmano move-se muito devagar. Durante esse tempo, o marido pode voltar a casar sem que a lei islâmica lhe cause algum tipo de impedimento.

A lei local que ajuda as mulheres de todas as outras comunidades sob condições semelhantes não são de uso algum para nós mulheres muçulmanas porque é suposto nós seguirmos as leis do islão e nada mais. Foi Abdul Rauf quem escreveu no jornal Bengali ‘Jugaantar’ a descrever as tristezas das mulheres muçulmanas por todo o país, mas, ai de nós, não houve reacção. Apareceram algumas cartas a dar o seu apoio ao artigo e nada mais.

Mas os nossos líderes muçulmanos são muito sensíveis quando as questões centram-se nos seus interesses próprios. Muzaffar Hussain escreveu a partir do norte da Índia que o filme Hindi ‘Talaq, talaq, talaq’ foi renomeado para ‘Nikaah’ sob aconselhamento dos mullahs porque estes disseram que ao afirmarem o nome do filme às suas esposas, os maridos muçulmanos estariam a pronunciar as três palavras mágicas que iriam colocar imediatamente um ponto final no casamento.

Estes homens são curiosos porque têm medo de pronunciar a palavra "talaq" mas nada fazem para erradicar os divórcios frívolos. Um grande número de mulheres muçulmanas leva uma vida desamparada e miserável devido a abominável práctica do "talaq", mas os "piedosos" muçulmanos não se preocupam com isto.

Os soldados islâmicos do Paquistão de Yahya Khan violaram centenas de milhares de mulheres do Bangladesh e mais de 200,000 mulheres engravidaram. Mais tarde, um grande número destas mulheres enlouqueceu, e enquanto o mundo islâmico manteve um silêncio total, só Mujibur Rahman as tentou ajudar.

O Irão de Khomeini está, actualmente, a matar centenas de mulheres devido ao facto delas não darem o seu apoio ao seu regime. Consequentemente, e em nome do islão, estas mulheres estão a ser chacinadas. Vishnu Upadhyay já escreveu sobre o incidente no jornal ‘Aaj Kal’, mas ninguém disse uma única palavra; o mundo islâmico continua em silêncio.

Em qualquer outra sociedade, se a mulher é violada. os jornais causam um tumulto geral, gerando uma corrente de protestos dentro da comunidade. O islão significa paz. Observar em silêncio a perseguição de mulheres talvez seja esta paz. Tal falta de preocupação para com as as mulheres tem impedido a melhoria das nossas condições.

Nenhum bênção ou demonstração de benevolência dos teus anjos foi conferida a nós e como tal, Alá, estamos-te a revelar uma vez mais a nossa tristeza. Tu és o dono deste mundo e do universo. É a ti que estamos a dirigir as nossas queixas. Tu tens-nos negado uma vida feliz.

Se por acaso nós somos uma das muitas mulheres dum muçulmano rico, então passamos os nossos dias com ciúmes, rivalidades e gravidezes sem fim. Se, por outro lado, nós pertencemos a um marido pobre, então existe o trabalho forçado durante o dia todo, e uma gravidez a seguir a outra. Onde quer que nós andemos, a espada do "Talaq" ou divórcio paira sobre as nossa cabeças. A incerteza e a insegurança das nossas vidas não só nos afecta a nós, como também afecta as nossas crianças. Elas não tê escolha senão levar uma vida de pedinte ou de crime.

Já viste [ó Alá] as multidões de mulheres muçulmanas e dos seus numerosos filhos a vaguear pela estação de Howrah em Calcutá. Podemos saber que elas são muçulmanas pela presença próxima dos mullahs barbudos. A única preocupação destes mullahs é garantir que estas mulheres continuem a ser muçulmanas. Eles não estão preocupados com a sua saúde, com o seu bem-estar, com a sua segurança, e nem nutrem por elas algum sentido de preocupação humana.

E devido a isto, as mulheres muçulmanas não têm nada por que esperar mas existem muitas lágrimas para derramar, e muito choro que não tem remédio. E por isto, nós falamos a ti, ó Alá, que tu só nos deste um único privilégio e ele é o de chorar. Por isso, deixa-nos chorar em paz e deixa-nos em paz.



- http://bit.ly/1L0kC1b

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Muçulmano argelino quer transformar igrejas em mesquitas

Segundo Abdel Fattah Zarawi, o líder maometano do partido Salafista, também conhecido como "Frente Livre da Argélia", todas as igrejas Cristãs que ainda existem nesta nação do norte de África têm que ser fechadas e re-abertas como mesquitas.

Embora o encerramento, destruição ou transformação de igrejas Cristãs em mesquitas seja uma práctica tão antiga como o islão - a Argélia era de maioria Cristã quando o islão invadiu e conquistou o país durante o século 7 - o líder Salafista tentou enquadrar a sua proposta como uma "reacção"ou uma "queixa" contra o crescente sentimento anti-muçulmano na Europa (especialmente na França).

Iniciada nas redes sociais, a campanha Salafista contra as igrejas Argelinas chega até a apelar para a transformação das igrejas mais importantes do país em mesquitas - incluindo a Igreja Nossa Senhora de África em Argel, a Igreja de Santo Agostinho em Annaba, e a Igreja de Santa Cruz em Oran - porque "elas não têm qualquer relação com a religião dos muçulmanos Argelinos."


- - http://bit.ly/1zX2Nze

* * * * * * *

Uma forma clara e directa de lidar com os muçulmanos é dar-lhes o mesmo tratamento que eles dão às Cristãos. A sorte [temporária] dos maometanos é que os líderes ocidentais os estão a usar como soldados rasos na guerra que a elite está a levar a cabo contra a superior civilização Cristã.

Mas mal esta elite seja substituída por líderes mais patrióticos, a "vantagem" maometana chega ao fim, e eles muito provavelmente serão tratados exactamente da mesma forma como eles tratam os Cristãos.

terça-feira, 12 de maio de 2015

"Parem de construir igrejas, convertam-se ao islão" ou "faremos um exemplo horrível de vocês"

Raymond Ibrahim

Devido ao seu envolvimento nos esforços de construção de igrejas para as empobrecidas comunidades Cristãos do Paquistão, Javed David, lider do "Hope for the Light Ministries" em Lahore, bem como os seus colaboradores, têm estado a receber ameaças de morte desde Fevereiro deste ano.

O mais recente incidente ocorreu no dia 4 de Abril (embora só se tenha tornado público em Maio). Segundo David:

Eu estava numa igreja, em Sheikhupura, para uma reunião com colegas. Eram 8 horas da noite quando a reunião acabou e voltamos para Lahore.

Estávamos quase a chegar à via principal quando uma mota passou por nós, e bloqueou o nosso caminho. Um dos homens da moto veio ter comigo e disse:

"Sabemos o que tu andas a fazer aqui," disse ele. "Pára de construir igrejas. Converte-te ao islão, que é a verdadeira religião., senão nós iremos fazer um exemplo horrível de ti." 

No dia 22 de Fevereiro, um incidente semelhante ocorreu depois dele ter visitado outra igreja que se encontra em construção.

Também noutra ocasião, eu estava a dirigir-me para casa quando uma moto parou à minha frente. O motorista bateu na janela, e atirou para dentro um pedaço de papel. Não abri o papel até que cheguei à minha casa. O mesmo dizia:

"Esta é uma nação islâmica e nós não podemos permitir a construção de igrejas. Ou tu te convertes ao islão ou sais do país! Pára de construir igrejas ou então irás sofrer as consequências. "

- http://bit.ly/1cLTXdm

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Enquanto o mundo está concentrado nas atrocidades  do Estado Islâmico, os muçulmanos do resto do mundo continuam a seguir os ensinamentos de Maomé e a atacar a liberdade religiosa dos Cristãos. 

Para quem acha que este tipo de comportamento são "distorções" dos ensinamentos de Maomé, convém lembrar que o próprio fundador do islamismo ordenou que os Cristãos fossem expulsos da Península, e afirmou que não podem existir duas religiões nessa região.

Os muçulmanos no ocidente exigem uma coisa que eles nunca dariam aos Cristãos nos seus países islâmicos: liberdade. Que pena que os apologistas islâmicos do ocidente nunca tenham tempo para criticar as acções levadas a cabo pelos seus irmãos na fé contra os Cristãos.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Cristãos da Turquia à beira da extinção

Por Uzay Bulut,

Ao mesmo tempo que os Cristãos Ortodoxos celebravam a sua semana Santa de Páscoa, uma igreja histórica em Istambul - a outrora magnífica cidade Cristã de Constantinopla - está a testemunhar mais um abuso por parte das autoridades actuais. "No Sábado passado, a histórica catedral e museu de Istanbul, Hagia Sofia, testemunhou a primeira recitação do Alcorão sob o seu telhado em 85 anos," reportou a Anatolian News Agency of Turkey (controlada pelo governo). "O Religious Affairs Directorate deu início à exibição "Love of Prophet,” como parte das comemorações do nascimento do profeta islâmico Maomé .”

Embora os Cristãos sejam uma pequena minoria na Turquia actual, o Cristianismo tem uma longa história na Ásia Menor - local de nascimento de muitos Apóstolos e Santos tais como o Apóstolo Paulo de Tarso, Timóteo, Nicolau de Myra, e Policarpo de Smyrna. Os primeiros sete Concílios Ecuménicos foram levados a cabo na região que hoje é a Turquia.

Dois dos cinco centros (Patriarcados) da antiga Pentarquia - Constantinopla (Istanbul) e Antióquia (Antakya) - também se encontravam localizadas aqui. Antióquia foi o local onde, pela primeira vez, os seguidores de Jesus foram identificados como "Cristãos". A Turquia é também o local onde se encontravam a Sete Igrejas da Ásia, para onde foram enviadas as Revelações de João.

Durante os séculos que se seguiram, inúmeras igrejas foram estabelecidas na região. Uma delas, a Hagia Sofia, chegou a ser a mais grandiosa catedral do mundo Cristão - até à queda de Constantinopla por parte dos Otomanos no dia 29 de Maio de 1453, seguidos de 3 dias de pilhagem desenfreada (Runciman, Steven (1965). The Fall of Constantinople, 1453. Cambridge: Cambridge University Press).

A Hagia Sofia não escapou à pilhagem; os pilhadores caminharam até à Hagia Sofia e destruíram as portas. Encurralados no seu interior, os congregantes e os refugiados tornaram-se em espólios a serem partilhados pelos invasores Otomanos. O historiador Steven Runciman escreve no seu livro "The Fall of Constantinople, 1453":

Eles mataram todas as pessoas que encontraram nas estradas, homem, mulheres e crianças sem discriminação. O sangue escorreu em forma de rio pelas estradas íngremes desde os pontos elevados da Petra rumo ao Golden Horn. Mas pouco depois a vontade de matar acalmou. Os soldados aperceberam-se que os cativos eram muitos mais preciosos como objectos que iriam dar muito mais lucro dessa forma. (Runcimam, 1965)

Depois da queda da cidade, a Igreja Hagia Sofia foi convertida numa mesquita. Uma mesquita com o nome de Hagia Sofia (em Grego Ἁγία Σοφία, “Sabedoria Santa”) só é possível se a igreja estiver sob o controle duma teocracia islâmica. É como ter uma mesquita com o nome de "Mesquita Arménia da Santa Cruz". Por volta dos ano 1930, o governo Turco transformou a igreja num museu, mas transformar uma igreja em museu também não é uma característica dum estado realmente democrático.

Um dos traços comuns do Império Otomano e da Turquia moderna é a sua intolerância para com as igrejas [ed: na verdade, isto é um traço islâmico e não Turco]. Em 2013, o Vice-Primeiro-Ministro Turco Bulent Arinc, expressou a sua esperança do Museu Hagia Sophia vir a ser usado como uma mesquita, chegando até a identificá-lo de "Mesquita Hagia Sophia". Em relação a esta tendência, Constantine Tzanos escreveu:

A Turquia não está a converter as igrejas em mesquitas devido a uma necessidade real de mais mesquitas e nem devido a um falta de recursos para as construir. A mensagem emitida por aqueles que se encontram na Turquia, que conseguiram converter igrejas Cristãs em mesquitas e exigem que a Hagia Sofia seja também convertida, é que a Turquia é um estado islâmico, e nenhuma outra religião será tolerada.

Em Novembro de 2014, o Papa Francisco fez a quarta visita dum Papa para a Turquia. O porta-voz dos Negócios Estrangeiros Turco, Tanju Bilgic, disse aos repórteres que durante a sua visita, "a aliança de civilizações, o diálogo entre as culturas, a xenofobia, a luta contra o racismo e o desenvolvimento na região" estaria na agenda.  Na verdade, a agenda o Papa Francisco deveria ter incluído as igrejas da Turquia, que foram destruídas, danificadas ou convertidas em muitas coisas - incluindo estábulos, tal como a histórica Igreja Gregoriana Arménia na província de Izmir (Smyrna). O jornal Milliyet reporta:

Alguns cidadãos colocaram as suas vacas e os seus cavalos dentro da igreja, enquanto os habitantes da vizinhança se queixam de que a igreja foi transformada num local para drogados e alcoólicos.

Outra vítima da intolerância Turca para com as igrejas, a Agios Theodoros Byzantine Church em Istambul, foi inicialmente convertida numa mesquita durante o reinado Otomano de Sultan Mehmed II; foi nomeada após Mollah Gurani, o quarto Sheikh-ul-Islam (a autoridade que governava os assuntos religiosos dos muçulmanos no Império Otomano). Foi reportado que em Março de 2014 uma área de entrada da antiga igreja-mesquita havia-se tornado numa "casa", e que a parte superior se havia tornado num "apartamento". Foi feito um barraco dentro dos seus jardins. O quarto do clérigo é hoje uma casa de banho.

Passados que estão alguns séculos, os hábitos dos Otomanos não mudaram.

Actualmente, a Turquia tem menos Cristãos em termos de percentagem que os os seus vizinhos - menos que a Síria, que o Iraque e menos que o Irão.

A maior causa disto foram os genocídios de Assírios, Arménios e Gregos que ocorreram entre 1915 e 1923. Pelo menos 2,5 milhões de Cristãos indígenas da Ásia Menor foram mortos - massacrados, vítimas de deportações, de trabalho de escravo, ou de marchas da morte. 

Muitos deles morreram em campos de concentração com doenças ou esfomeados.

Muitos Gregos que sobreviveram à matança foram lançados para fora das suas casas na Ásia Menor, em 1923, depois da troca forçada de população entre a Turquia e a Grécia. Depois da devastação física seguiu-se a devastação cultural. Por toda a história da República Turca, incontáveis igrejas Cristãs e escolas foram destruídas ou transformadas em armazéns e estábulos (entre outras coisas).

Falando para o Armenian Weekly, o colunista Raffi Bedrosyan reportou:

Actualmente, só restam 34 igrejas e 18 escolas na Turquia, a maior parte delas em Istambul, e tendo menos de 3,000 estudantes nessas escolas. (...) Pesquisas recentes coloca em 2,300 o número de igrejas Arménias em 1915, ao mesmo tempo que se estimam que tivessem existido quase 700 escolas contendo 82,000 alunos durante o mesmo período. Estes números são só das igrejas e das escolas sob a jurisdição do Patriarcado Arménio de Istambul e da Igreja Apostólica, e como tal, não inclui as numerosas igrejas e escolas que pertencem às paróquias Protestantes e Católicas Arménias.

Walter Flick, académico que membro do grupo International Society for Human Rights na Alemanha, afirma que a minoria Cristã na Turquia não desfruta dos mesmos  direitos que a maioria muçulmana:

A Turquia tem quase 80 milhões de habitantes. Só há cerca de 120,000 Cristãos, o que é menos de 1% da população. Certamente que os Cristãos são vistos como cidadãos de segunda. O cidadão genuíno é muçulmano, e aqueles que não são muçulmanos são olhados com suspeição.

Segundo uma pesquisa levada a cabo em 2014, 89% da população Turca disse que o que define uma nação é pertencer a uma certa religião. Entre os 38 países que participaram na questão se pertencer a uma religião específica [islão] é importante para se definir o conceito de nação, a Turquia, com os seus 89% da população, ficou no topo da lista no mundial. [1]

A cientista política Drª Eliabeth H. Prodromou e o historiador Dr. Alexandros K. Kyrou escreveram:

De alguma forma, as políticas de Ankara contra os Cristãos que actualmente vivem na Turquia adicionaram um verniz moderno e uma brutalidade sofisticada às normas e prácticas Otomanas. (...) Na palavras dum anónimo hierarquia da Igreja na Turquia, que teme pela sua vida e pela vida do seu rebanho, os Cristãos da Turquia são uma espécie em vias de extinção.

 No dia 4 de Abril de 1949, os signatários do Organização Do Tratado Do Atlântico Norte [North Atlantic Treaty Organization (NATO)] em Washington D.C. anunciaram:

As partes deste Tratado reafirmam a sua fé nos propósitos e nos princípios da Carta das Nações Unidas, e no seu desejo de viver em paz com todos os povos e todos os governos. Eles estão determinados em garantir a liberdade, a herança comum. e a civilização de todos os povos, fundamentados nos princípios da democracia, liberdade individual e estado de direito. Eles buscam promover a estabilidade e o bem-estar nas zonas do Atlântico Norte. Eles estão determinados em unir os seus esforços em favor duma defesa colectiva e em favor da preservação da paz e da segurança.

Fazer parte da União Europeia e da NATO exige que se respeitem os valores Judaicos, Cristãos, Helénicos e humanistas seculares que têm caracterizado a Civilização Ocidental. e têm contribuído para os direitos civis, democracia, filosofia, e ciência - das quais todos podem ser beneficiados. Infelizmente, a Turquia, membro da NATO desde 1952 e supostamente candidato a membro da União Europeia, tem sido bem sucedida na destruição de toda a herança cultural Cristã da Ásia Menor

Tudo isto faz-nos lembrar o que o Estado Islâmico e o que outros grupos jihadistas estão actualmente a levar a cabo no Médio Oriente. Na Turquia, a população Cristã que ainda existe, netos dos sobreviventes de genocídios, ainda se encontram expostos à discriminação. Os antigos hábitos dos Turcos Otomanos não parecem morrer.

- http://bit.ly/1Ics0XN
 
[1] Em 2014, o Professor Ersin Kalaycioglu da Sabanci University e Professor Ali ‎Carkoglu da Koc University levaram a cabo uma pesquisa com o nome de “O Nacionalismo na Turquia e no Mundo,” tendo como base entrevistas levadas a cabo junto de cidadãos Turcos com idades compreendidas entre os 18 e os 64 um pouco por toda a Turquia. “Portanto, segundo o comum cidadão [Turco], um Turco é aquele que é muçulmano,” disse o Prof. Carkoglu.

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