MITOS ISLÂMICOS

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Mais de 4300 cristãos foram mortos em 2018 devido às suas crenças

Até Outubro de 2018, pelo menos 4305 cristãos foram assassinados em todo o mundo devido às suas crenças, mais 40% que no mesmo período de 2017.

Uma organização não-governamental indicou hoje que mais de 4300 cristãos foram mortos no ano passado, a grande maioria na Nigéria, o que representa um aumento expressivo pelo sexto ano consecutivo.

Até Outubro de 2018, pelo menos 4305 cristãos tinham sido assassinados em todo o mundo devido às suas crenças, o que representa um aumento de 40% em comparação com os 3066 mortos registados nos primeiros 11 meses de 2017, indicou a Missão Portas Abertas francesa.

A ONG publicou o seu relatório "índex 2019", no qual lista os "50 países onde os cristãos são mais perseguidos".

Cerca de 90% das mortes ocorreram na Nigéria (3731 mortes em solo nigeriano, contra 2000 em 2017). Neste país, "os cristãos enfrentam uma dupla ameaça", observou a ONG, referindo-se ao grupo jihadista Boko Haram e aos pastores Fulani.

Um total de 245 milhões de cristãos - católicos, ortodoxos, protestantes, batistas, evangélicos, pentecostais, cristãos expatriados, convertidos - são perseguidos, ou "um em cada nove cristãos", contra 1 em 12 no ano passado, acrescentou a organização.

Por "perseguição", entende-se tanto a violência cometida como a opressão diária mais discreta.

"O índice revela uma perseguição contra as minorias cristãs que aumenta de ano para ano. Em 2018 isto continua", escreveu o diretor da Missão Portas Abertas, Michel Varton, no preâmbulo do texto.

Num ano, "o número de igrejas visadas (fechadas, atacadas, danificadas, incendiadas...) quase duplicou, passando de 793 para 1847". "O número de cristãos detidos aumentou de 1905 para 3150" no mesmo período, sublinhou a organização.

A Coreia do Norte está novamente no topo deste ranking anual, tal como nos anos anteriores, embora não seja possível saber o número de mortes neste país devido à falta de "dados fiáveis".

A ONG observa, no entanto, que "dezenas de milhares de cristãos (...) estão presos em campos de trabalhos forçados" naquele país.

Seguem-se o Afeganistão, a Somália, a Líbia, o Paquistão, o Sudão, a Eritreia, o Iémen, o Irão, a Índia e a Síria.

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domingo, 16 de agosto de 2015

Três homens que salvaram o Ocidente da invasão islâmica

Por Robert Beckman

Nem sempre a Civilização Ocidental teve o poder militar e científico que tem tido nos últimos 500 anos. Isto só foi possível devido às acções de um grupo de elite de homens a lutar através das gerações. Isto só foi possível através da ponta dos machados, das espadas e dos rifles. Apresento-vos 3 homens assim, que definiram as fronteiras da Civilização Ocidental e demarcaram um futuro para que o Ocidente se tornasse próspero.

1. Charles Martel (O Martelo) e a Batalha de Tours.

A Europa de 732 AD , tal como a de hoje, encontrava-se sitiada por invasores islâmicos. Os Mouros haviam avançado através da Península Ibérica e tinham os seus olhos focados no coração da Europa. Charles não tinha um exército profissional ao seu comando, mas sim agricultores normalmente habituados a lutar entre o plantio a colheita.

O seu grupo-ralé de guerreiros-agricultores encontrava-se excedido em número na ordem de 3:1, e estavam a lutar contra soldados profissionais endurecidos pela guerra. Usando tácticas defensivas, formações unidas, e tendo o terreno como vantagem sua, Martel foi capaz de parar a invasão islâmica da Europa.

2. Jean De Valette e o Cerco de Malta

No ano de 1565 AD, o Império Otomano estava a expandir-se rapidamente para o oeste, havendo já tomado conta da maior parte da zona costeira do Norte de África e dos Balcãs. Tudo o que se encontrava no seu caminho, a impedir mais conquistas, era uma pequena ilha do Mediterrâneo ocupada por uma pequena ordem de 700 cavaleiros. Se os Otomanos tivessem conquistado a ilha, passariam a ter um trampolim para a Sicília, Itália e mais para dentro da Europa.

A Ordem dos Cavaleiros Hospitalários foi reforçada com nativos Malteses, um pequeno número de guerreiros Italianos, Gregos e Espanhóis, bem como os seus serventes. Mesmo com este reforço, as forças dos Cavaleiros encontrava-se excedida em número na ordem dos 8:1. No espaço de um mês, a força de 50,000 guerreiros Otomanos, juntamente com 70 canhões de cerco, capturaram o Forte de São Elmo.

Os corpos dos cavaleiros mortos foram decapitados, amarrados de modo a formar uma cruz, e colocados a flutuar rumo ao Forte São Angelo. De Valette respondeu ao insulto ordenando os seus homens que disparassem, com canhões, cabeças de soldados Otomanos em direcção aos acampamentos dos Otomanos.

O cerco continuou, e cerca de dois meses mais tarde, os Otomanos conseguiram fazer uma brecha nas paredes da ilha principal, e passaram a contar com uma vitória. Mas não foi isso que aconteceu. O próprio De Valette pegou no seu pique e avançou contra a brecha, inspirando os seus homens. Os Otomanos que entravam pela brecha foram cortados e abatidos ao mesmo tempo que eram empurrados para frente pela massa de corpos atrás deles.

Os homens de De Valette resistiram corajosamente durante mais um mês até que uma força de socorro de 28 barcos contendo 10,000 guerreiros provenientes de toda a Europa Cristã expulsou os Otomanos.

3. Jan III Sobieski e Cerco de Viena

No ano de 1683, o Turcos Otomanos estavam a preparar uma ofensiva gigantesca a Viena, um importante ponto estratégico que, se tomado, deixaria as portas da Europa abertas para ao domínio islâmico. Mais uma vez, as forças Europeias encontravam-se numericamente severamente excedidas. Uma coligação de nobres Germânicos, o Santo Império Romano, e a Commonwealth Polaco-Lituana levantou-se contra 300,000 invasores islâmicos.

As fortificações de Viana era as mais fortes e as mais avançadas da altura, com centenas de canhões de ponta colocados estrategicamente por todas as paredes. Sapadores Turcos cavaram túneis por baixo das paredes e colocaram barris de pólvora em locais estratégicos. Durante dois meses, Viena viu-se isolada e passou fome. As paredes estavam a ser destruídas em pedaços e os abastecimentos tinham acabado. No preciso momento em que a cidade estava quase a ser tomada, 80,000 dos melhores soldados da Europa, sob o comando do Rei Sobieski, vieram em defesa de Viena.

O Rei Sobieski, um génio da táctica, colocou cerca de 60,000 homens da infantaria a lutar logo no início do dia. Depois de horas de combate, os Turcos estavam desgastados e cansados. O Rei Sobieski liderou então o maior ataque de cavalaria da História; cerca de 20,000 cavaleiros avançaram ao mesmo tempo pela encosta abaixo rumo aos Turcos desgastados. À frente do ataque encontravam-se 3,000 Hussardos Polacos, a cavalaria pesada mais bem treinada, melhor equipada, mais implacável de sempre.

O resultado foi uma carnificina. Até à moderna política de imigração, nunca o mundo islâmico havia tentado invadir o Ocidente a esta escala. (...)

- http://goo.gl/RY8VNo

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Muçulmano argelino quer transformar igrejas em mesquitas

Segundo Abdel Fattah Zarawi, o líder maometano do partido Salafista, também conhecido como "Frente Livre da Argélia", todas as igrejas Cristãs que ainda existem nesta nação do norte de África têm que ser fechadas e re-abertas como mesquitas.

Embora o encerramento, destruição ou transformação de igrejas Cristãs em mesquitas seja uma práctica tão antiga como o islão - a Argélia era de maioria Cristã quando o islão invadiu e conquistou o país durante o século 7 - o líder Salafista tentou enquadrar a sua proposta como uma "reacção"ou uma "queixa" contra o crescente sentimento anti-muçulmano na Europa (especialmente na França).

Iniciada nas redes sociais, a campanha Salafista contra as igrejas Argelinas chega até a apelar para a transformação das igrejas mais importantes do país em mesquitas - incluindo a Igreja Nossa Senhora de África em Argel, a Igreja de Santo Agostinho em Annaba, e a Igreja de Santa Cruz em Oran - porque "elas não têm qualquer relação com a religião dos muçulmanos Argelinos."


- - http://bit.ly/1zX2Nze

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Uma forma clara e directa de lidar com os muçulmanos é dar-lhes o mesmo tratamento que eles dão às Cristãos. A sorte [temporária] dos maometanos é que os líderes ocidentais os estão a usar como soldados rasos na guerra que a elite está a levar a cabo contra a superior civilização Cristã.

Mas mal esta elite seja substituída por líderes mais patrióticos, a "vantagem" maometana chega ao fim, e eles muito provavelmente serão tratados exactamente da mesma forma como eles tratam os Cristãos.

terça-feira, 12 de maio de 2015

"Parem de construir igrejas, convertam-se ao islão" ou "faremos um exemplo horrível de vocês"

Raymond Ibrahim

Devido ao seu envolvimento nos esforços de construção de igrejas para as empobrecidas comunidades Cristãos do Paquistão, Javed David, lider do "Hope for the Light Ministries" em Lahore, bem como os seus colaboradores, têm estado a receber ameaças de morte desde Fevereiro deste ano.

O mais recente incidente ocorreu no dia 4 de Abril (embora só se tenha tornado público em Maio). Segundo David:

Eu estava numa igreja, em Sheikhupura, para uma reunião com colegas. Eram 8 horas da noite quando a reunião acabou e voltamos para Lahore.

Estávamos quase a chegar à via principal quando uma mota passou por nós, e bloqueou o nosso caminho. Um dos homens da moto veio ter comigo e disse:

"Sabemos o que tu andas a fazer aqui," disse ele. "Pára de construir igrejas. Converte-te ao islão, que é a verdadeira religião., senão nós iremos fazer um exemplo horrível de ti." 

No dia 22 de Fevereiro, um incidente semelhante ocorreu depois dele ter visitado outra igreja que se encontra em construção.

Também noutra ocasião, eu estava a dirigir-me para casa quando uma moto parou à minha frente. O motorista bateu na janela, e atirou para dentro um pedaço de papel. Não abri o papel até que cheguei à minha casa. O mesmo dizia:

"Esta é uma nação islâmica e nós não podemos permitir a construção de igrejas. Ou tu te convertes ao islão ou sais do país! Pára de construir igrejas ou então irás sofrer as consequências. "

- http://bit.ly/1cLTXdm

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Enquanto o mundo está concentrado nas atrocidades  do Estado Islâmico, os muçulmanos do resto do mundo continuam a seguir os ensinamentos de Maomé e a atacar a liberdade religiosa dos Cristãos. 

Para quem acha que este tipo de comportamento são "distorções" dos ensinamentos de Maomé, convém lembrar que o próprio fundador do islamismo ordenou que os Cristãos fossem expulsos da Península, e afirmou que não podem existir duas religiões nessa região.

Os muçulmanos no ocidente exigem uma coisa que eles nunca dariam aos Cristãos nos seus países islâmicos: liberdade. Que pena que os apologistas islâmicos do ocidente nunca tenham tempo para criticar as acções levadas a cabo pelos seus irmãos na fé contra os Cristãos.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Cristãos da Turquia à beira da extinção

Por Uzay Bulut,

Ao mesmo tempo que os Cristãos Ortodoxos celebravam a sua semana Santa de Páscoa, uma igreja histórica em Istambul - a outrora magnífica cidade Cristã de Constantinopla - está a testemunhar mais um abuso por parte das autoridades actuais. "No Sábado passado, a histórica catedral e museu de Istanbul, Hagia Sofia, testemunhou a primeira recitação do Alcorão sob o seu telhado em 85 anos," reportou a Anatolian News Agency of Turkey (controlada pelo governo). "O Religious Affairs Directorate deu início à exibição "Love of Prophet,” como parte das comemorações do nascimento do profeta islâmico Maomé .”

Embora os Cristãos sejam uma pequena minoria na Turquia actual, o Cristianismo tem uma longa história na Ásia Menor - local de nascimento de muitos Apóstolos e Santos tais como o Apóstolo Paulo de Tarso, Timóteo, Nicolau de Myra, e Policarpo de Smyrna. Os primeiros sete Concílios Ecuménicos foram levados a cabo na região que hoje é a Turquia.

Dois dos cinco centros (Patriarcados) da antiga Pentarquia - Constantinopla (Istanbul) e Antióquia (Antakya) - também se encontravam localizadas aqui. Antióquia foi o local onde, pela primeira vez, os seguidores de Jesus foram identificados como "Cristãos". A Turquia é também o local onde se encontravam a Sete Igrejas da Ásia, para onde foram enviadas as Revelações de João.

Durante os séculos que se seguiram, inúmeras igrejas foram estabelecidas na região. Uma delas, a Hagia Sofia, chegou a ser a mais grandiosa catedral do mundo Cristão - até à queda de Constantinopla por parte dos Otomanos no dia 29 de Maio de 1453, seguidos de 3 dias de pilhagem desenfreada (Runciman, Steven (1965). The Fall of Constantinople, 1453. Cambridge: Cambridge University Press).

A Hagia Sofia não escapou à pilhagem; os pilhadores caminharam até à Hagia Sofia e destruíram as portas. Encurralados no seu interior, os congregantes e os refugiados tornaram-se em espólios a serem partilhados pelos invasores Otomanos. O historiador Steven Runciman escreve no seu livro "The Fall of Constantinople, 1453":

Eles mataram todas as pessoas que encontraram nas estradas, homem, mulheres e crianças sem discriminação. O sangue escorreu em forma de rio pelas estradas íngremes desde os pontos elevados da Petra rumo ao Golden Horn. Mas pouco depois a vontade de matar acalmou. Os soldados aperceberam-se que os cativos eram muitos mais preciosos como objectos que iriam dar muito mais lucro dessa forma. (Runcimam, 1965)

Depois da queda da cidade, a Igreja Hagia Sofia foi convertida numa mesquita. Uma mesquita com o nome de Hagia Sofia (em Grego Ἁγία Σοφία, “Sabedoria Santa”) só é possível se a igreja estiver sob o controle duma teocracia islâmica. É como ter uma mesquita com o nome de "Mesquita Arménia da Santa Cruz". Por volta dos ano 1930, o governo Turco transformou a igreja num museu, mas transformar uma igreja em museu também não é uma característica dum estado realmente democrático.

Um dos traços comuns do Império Otomano e da Turquia moderna é a sua intolerância para com as igrejas [ed: na verdade, isto é um traço islâmico e não Turco]. Em 2013, o Vice-Primeiro-Ministro Turco Bulent Arinc, expressou a sua esperança do Museu Hagia Sophia vir a ser usado como uma mesquita, chegando até a identificá-lo de "Mesquita Hagia Sophia". Em relação a esta tendência, Constantine Tzanos escreveu:

A Turquia não está a converter as igrejas em mesquitas devido a uma necessidade real de mais mesquitas e nem devido a um falta de recursos para as construir. A mensagem emitida por aqueles que se encontram na Turquia, que conseguiram converter igrejas Cristãs em mesquitas e exigem que a Hagia Sofia seja também convertida, é que a Turquia é um estado islâmico, e nenhuma outra religião será tolerada.

Em Novembro de 2014, o Papa Francisco fez a quarta visita dum Papa para a Turquia. O porta-voz dos Negócios Estrangeiros Turco, Tanju Bilgic, disse aos repórteres que durante a sua visita, "a aliança de civilizações, o diálogo entre as culturas, a xenofobia, a luta contra o racismo e o desenvolvimento na região" estaria na agenda.  Na verdade, a agenda o Papa Francisco deveria ter incluído as igrejas da Turquia, que foram destruídas, danificadas ou convertidas em muitas coisas - incluindo estábulos, tal como a histórica Igreja Gregoriana Arménia na província de Izmir (Smyrna). O jornal Milliyet reporta:

Alguns cidadãos colocaram as suas vacas e os seus cavalos dentro da igreja, enquanto os habitantes da vizinhança se queixam de que a igreja foi transformada num local para drogados e alcoólicos.

Outra vítima da intolerância Turca para com as igrejas, a Agios Theodoros Byzantine Church em Istambul, foi inicialmente convertida numa mesquita durante o reinado Otomano de Sultan Mehmed II; foi nomeada após Mollah Gurani, o quarto Sheikh-ul-Islam (a autoridade que governava os assuntos religiosos dos muçulmanos no Império Otomano). Foi reportado que em Março de 2014 uma área de entrada da antiga igreja-mesquita havia-se tornado numa "casa", e que a parte superior se havia tornado num "apartamento". Foi feito um barraco dentro dos seus jardins. O quarto do clérigo é hoje uma casa de banho.

Passados que estão alguns séculos, os hábitos dos Otomanos não mudaram.

Actualmente, a Turquia tem menos Cristãos em termos de percentagem que os os seus vizinhos - menos que a Síria, que o Iraque e menos que o Irão.

A maior causa disto foram os genocídios de Assírios, Arménios e Gregos que ocorreram entre 1915 e 1923. Pelo menos 2,5 milhões de Cristãos indígenas da Ásia Menor foram mortos - massacrados, vítimas de deportações, de trabalho de escravo, ou de marchas da morte. 

Muitos deles morreram em campos de concentração com doenças ou esfomeados.

Muitos Gregos que sobreviveram à matança foram lançados para fora das suas casas na Ásia Menor, em 1923, depois da troca forçada de população entre a Turquia e a Grécia. Depois da devastação física seguiu-se a devastação cultural. Por toda a história da República Turca, incontáveis igrejas Cristãs e escolas foram destruídas ou transformadas em armazéns e estábulos (entre outras coisas).

Falando para o Armenian Weekly, o colunista Raffi Bedrosyan reportou:

Actualmente, só restam 34 igrejas e 18 escolas na Turquia, a maior parte delas em Istambul, e tendo menos de 3,000 estudantes nessas escolas. (...) Pesquisas recentes coloca em 2,300 o número de igrejas Arménias em 1915, ao mesmo tempo que se estimam que tivessem existido quase 700 escolas contendo 82,000 alunos durante o mesmo período. Estes números são só das igrejas e das escolas sob a jurisdição do Patriarcado Arménio de Istambul e da Igreja Apostólica, e como tal, não inclui as numerosas igrejas e escolas que pertencem às paróquias Protestantes e Católicas Arménias.

Walter Flick, académico que membro do grupo International Society for Human Rights na Alemanha, afirma que a minoria Cristã na Turquia não desfruta dos mesmos  direitos que a maioria muçulmana:

A Turquia tem quase 80 milhões de habitantes. Só há cerca de 120,000 Cristãos, o que é menos de 1% da população. Certamente que os Cristãos são vistos como cidadãos de segunda. O cidadão genuíno é muçulmano, e aqueles que não são muçulmanos são olhados com suspeição.

Segundo uma pesquisa levada a cabo em 2014, 89% da população Turca disse que o que define uma nação é pertencer a uma certa religião. Entre os 38 países que participaram na questão se pertencer a uma religião específica [islão] é importante para se definir o conceito de nação, a Turquia, com os seus 89% da população, ficou no topo da lista no mundial. [1]

A cientista política Drª Eliabeth H. Prodromou e o historiador Dr. Alexandros K. Kyrou escreveram:

De alguma forma, as políticas de Ankara contra os Cristãos que actualmente vivem na Turquia adicionaram um verniz moderno e uma brutalidade sofisticada às normas e prácticas Otomanas. (...) Na palavras dum anónimo hierarquia da Igreja na Turquia, que teme pela sua vida e pela vida do seu rebanho, os Cristãos da Turquia são uma espécie em vias de extinção.

 No dia 4 de Abril de 1949, os signatários do Organização Do Tratado Do Atlântico Norte [North Atlantic Treaty Organization (NATO)] em Washington D.C. anunciaram:

As partes deste Tratado reafirmam a sua fé nos propósitos e nos princípios da Carta das Nações Unidas, e no seu desejo de viver em paz com todos os povos e todos os governos. Eles estão determinados em garantir a liberdade, a herança comum. e a civilização de todos os povos, fundamentados nos princípios da democracia, liberdade individual e estado de direito. Eles buscam promover a estabilidade e o bem-estar nas zonas do Atlântico Norte. Eles estão determinados em unir os seus esforços em favor duma defesa colectiva e em favor da preservação da paz e da segurança.

Fazer parte da União Europeia e da NATO exige que se respeitem os valores Judaicos, Cristãos, Helénicos e humanistas seculares que têm caracterizado a Civilização Ocidental. e têm contribuído para os direitos civis, democracia, filosofia, e ciência - das quais todos podem ser beneficiados. Infelizmente, a Turquia, membro da NATO desde 1952 e supostamente candidato a membro da União Europeia, tem sido bem sucedida na destruição de toda a herança cultural Cristã da Ásia Menor

Tudo isto faz-nos lembrar o que o Estado Islâmico e o que outros grupos jihadistas estão actualmente a levar a cabo no Médio Oriente. Na Turquia, a população Cristã que ainda existe, netos dos sobreviventes de genocídios, ainda se encontram expostos à discriminação. Os antigos hábitos dos Turcos Otomanos não parecem morrer.

- http://bit.ly/1Ics0XN
 
[1] Em 2014, o Professor Ersin Kalaycioglu da Sabanci University e Professor Ali ‎Carkoglu da Koc University levaram a cabo uma pesquisa com o nome de “O Nacionalismo na Turquia e no Mundo,” tendo como base entrevistas levadas a cabo junto de cidadãos Turcos com idades compreendidas entre os 18 e os 64 um pouco por toda a Turquia. “Portanto, segundo o comum cidadão [Turco], um Turco é aquele que é muçulmano,” disse o Prof. Carkoglu.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Jihad no Quénia: Muçulmanos decapitam Cristãos no pior ataque dos últimos 17 anos

Mais de 150 pessoas foram assassinadas por membros mascarados do grupo muçulmano com o nome de al-Shabaab, depois destes terem invadido uma universidade Queniana e ter disparado e decapitado Cristãos naquele que é tido como o pior ataque dos últimos 17 anos.

O grupo islâmico invadiu a "Garissa University College" pouco depois das 5 da manhã, sobrepujando os guardas e assassinando as pessoas que eles desconfiavam serem Cristãs.

A contagem de mortos subiu para 147 e o cerco de 13 horas terminou. Um total de 79 pessoas foram feridas e 587 foram transportadas para a sua segurança. A maior parte dos mortos eram estudantes, mas dois oficiais da polícia, um soldado e dois vigias encontram-se entre os mortos.

O ministro do Interior Queniano, Joseph Nkaissery, disse que os 4 terroristas se haviam amarrado com explosivos. Quando os oficiais disparavam contra eles, eles "explodiam como bombas" e os estilhaços feriam os oficiais. Foi dito pelos oficiais que se encontravam no local que os reféns foram libertos e os 4 muçulmanos, que se acreditava estarem armados com AK-47s, foram mortos.

Acredita-se que o ataque foi o pior que alguma vez ocorreu em solo Queniano desde o bombardeamento da Embaixada dos Estados Unidos em Nairobi (1998) que matou mais de 200 pessoas. 


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Eventos como este marcam o fim eminente da liberdade religiosa no Ocidente. Esqueçam o anti-Cristão e infestado de maçónicos Charlie Hebdo. O que o Ocidente precisa é de um novo Charlie Martel. É bem provável que ele apareça em cena mal coisas como esta ocorram numa Universidade Americana. Se houver alguma justiça no universo, isso irá ocorrer numa universidade cheia de estudantes que estão sempre dispostos a insistir que grupos como o Estado Islâmico ou o al-Shabaab não estão cheios de muçulmanos de verdade.

Os Cristãos estão a ser decapitados por todo o lado, desde o Médio Oriente a África ao Reino Unido. Quanto mais tempo teremos que aceitar isto? E, vocês ateus, reparem que não ser Cristão não vos vai salvar. Uma mera suspeição de não ser muçulmano é o suficiente para vos condenar.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Muçulmanos Paquistaneses atacam Duas Igrejas

Por Raymond Ibrahim

No dia 15 de Março (Domingo), no momento em que as igrejas um pouco por todo o mundo celebravam a missa dominical, duas igrejas Paquistanesas foram atacadas por suicidas bombistas islâmicos, matando pelo menos 17 pessoas e ferindo outras 70. As duas igrejas (localizadas Youhanabad, a zona Cristã de Lahore) eram a "St. John’s Catholic Church" e a "Christ Church" (Protestante). Os Talibãs alegaram responsabilidade, e acredita-se que o grupo esperava uma contagem de mortos maior visto que  no momento das explosões encontravam-se cerca de 2,000 pessoas nas duas igrejas.

Segundo algumas testemunhas, os dois suicidas bombistas aproximaram-se dos portões das duas igrejas e tentaram entrar. Quando foram impedidos - inclusive por parte dum rapaz Cristão de 15 anos que os bloqueou com o seu corpo - eles auto-detonaram-se. Testemunhas viram “partes corporais a voar pelo ar.” Desta forma os jihadistas "mataram e foram mortos", seguindo as palavras do Alcorão 9:111, a ayah mais citada como justificação pelos ataques suicidas.

Segundo uma declaração oficial por parte dos "Justice and Peace Commission" da "Episcopal Conference" do Paquistão, apesar de todas as ameaças recebidas pelas igrejas, as autoridades apenas disponibilizaram uma segurança "mínima":
Os agentes presentes no momento do ataque estavam ocupados a ver o jogo de criquete que passava na TV em vez de levarem a cabo o seu dever de proteger as igrejas. Devido à sua negligência, muitos Cristãos perderam as suas vidas.

A declaração apelou também:
… ao governo que adoptasse medidas mais fortes como forma de proteger as igrejas e outras minorias religiosas do Paquistão visto que a comunidade Cristã que se encontra no Paquistão foi atacada por extremistas no passado.

Menos de um ano e meio antes, no dia 22 de Setembro de 2013, em Peshawar, bombistas suicidas entraram na "All Saints Church" pouco depois da missa de Domingo, e detonaram-se a eles mesmos no meio de 550 congregantes, matando quase 90 adoradores. Muitos eram crianças da escola dominical e membros do coro. Cerca de 120 pessoas ficaram feridas. Um paroquiano recontou como “restos humanos se encontravam espalhados por toda a igreja.” (Para se ter uma ideia do resultado dum ataque suicida numa igreja, vejam estas imagens gráficas.)

Em 2001, maometanos armados entraram na  Igreja St. Dominic, abrindo fogo sobre os congregantes e matando pelo menos 16 adoradores, na maior parte mulheres e crianças. Ataques menos dramáticos a igrejas ocorrem com maior frequência. Dias antes do ataque duplo de Domingo passado,, três homens armados entraram na  Igreja Católica "Our Lady Queen of Angels" no distrito de Kasur (Punjab), e tomaram o pessoal da igreja, o padre assistente da paróquia e um congregante como reféns. Antes de abandonaram as instalações, os terroristas roubaram telemóveis, câmaras e um computador.
Antes disto, o Padre Leopold, o padre assistente prejudicado, foi roubado pelos ladrões:
[Eles] fingiram ser membros normais da congregação querendo alistar algums crianças na escola da paróquia. Mas foi então que eles sacaram das suas armas.

A época do Natal é especialmente perigosa para os Cristãos que se encontram dentro das igrejas. No último 25 de Dezembro:
Fortes contingentes policiais foram colocados em torno das igrejas.....os cidadãos recebiam permissão para entrar depois de uma busca corporal exaustiva, ao mesmo tempo que pontos de entrada que levavam às igrejas foram fechadas, colocando blocos de cimento e arame farpado.

Durante outro Natal, o ataque que se seguiu veio como resposta a fatwas a condenarem as celebrações de Natal:
Quando adoradores Cristãos estavam a sair das diferentes igrejas, depois das orações de Natal, mais de cem extremistas muçulmanos equipados com espingardas automáticas, pistolas e paus, atacaram as mulheres, crianças e homens Cristãos.

Têm também ocorrido ataques gerais aos Cristãos, especialmente dentro do contexto de os acusar de "blasfemar" contra o islão. Em Novembro último, uma turba - e não os "Talibãs" e nem os "terroristas" - de pelo menos 1,200 muçulmanos torturou e queimou até à morte um jovem casal Cristão (a esposa estava grávida) num forno industrial no Paquistão. Houve pessoas que acusaram o casal de  profanar o Alcorão.

Mesmo quando não se encontram numa igreja, e mesmo quando não são acusados de blasfémia, as minorias Cristãs estão sempre em perigo. Em Dezembro último, Elisabeth Bibi, uma mulher Cristã, mãe de 4 crianças e grávida,espancada, desprezada, humilhada, e privada da sua dignidade [e] forçada a andar nua por toda a povoação por parte de dois irmãos muçulmanos - empregados da mulher grávida - logo após uma discussão.

Como consequência do trauma, a mulher Cristã perdeu o bebé que carregava no seu útero. Os activistas dos direitos humanos dizem que o ataque foi "motivado pela fé Cristã de Bibi.”

Falando no passado Domingo, o Papa Francisco disse:
É com dor, muita dor, que me foi dito do ataque terrorista contra as duas igrejas Cristãs em Lahore no Paquistão, que causou numerosas mortes e leões. Estas são igrejas Cristãs e estes são Cristãos a sofrer perseguição, os nossos irmãos Cristãos que estão a derramar o seu sangue simplesmente só porque são Cristãos. Eu imploro a Deus .... que esta perseguição contra os Cristãos - que o mundo tenta esconder - tenha um fim e que haja paz.
O Papa Francisco é frequentemente criticado pela sua abordagem apologética em relação ao islão. Mesmo aqui, ele não saliente quem é que está a perseguir os Cristãos, o que leva a declarações confusas ("os nossos irmãos Cristãos estão a derramar o seu sangue" soa como se os Cristãos se estivessem a matar uns aos outros). Mas o papa é directo ao dizer o porquê dos Cristãos estarem a ser mortos: "simplesmente só porque são Cristãos." 

Outros, incluindo o governo Americano, não chegará conceder assim tanto. Quando o mundo ficou a saber dos 21 Cristãos Coptas cujas cabeças foram decapitadas por parte do Estado Islâmico na Líbia, a Casa Branca emitiu uma declaração condenando as decapitações, mas referiu-se aos decapitados como "cidadãos Egípcios" - nem "Cristãos, e nem "Coptas", embora essa tenha sido o motivo único que levou à sua morte segundo declarações emitidas pelos seus executores.

Este tipo de obscuração garante que a perseguição muçulmana aos Cristãos "que o mundo tenta esconder" continue de forma indefinida.



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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A perseguição islâmica aos Cristãos é um fenómeno antigo

Por Raymond Ibrahim

Um facto flagrante relativo à perseguição de aproximadamente 100 milhões de Cristãos por todo o mundo é que a maior parte dela está a ser feita por maometanos de todas as raças, nacionalidades, línguas e circunstâncias socio-políticas: maometanos provenientes do "aliado" Americano (Arábia Saudita) e dos inimigos dos Americanos (Irão); maometanos de nações economicamente ricas (Qatar) e de países pobres (Somália, Iémen); maometanos de nações que são "repúblicas islâmicas" (Afeganistão) e de nações "moderadas" (Malásia e Indonésia); maometanos de nações que foram salvas pelos Americanos (Kuwait) e maometanos de nações que têm "ódios" antigos contra os Americanos (insira o nome:______).

Este facto é ressalvado pelo recente relatório da Open Doors - 2015 World Watch List - que salienta e lista as 50 piores nações que se encontram a perseguir os Cristãos. Esse relatório apurou que o "extremismo islâmico" é a principal fonte de perseguição em 40 dos 50 países da lista - isto é, 80% das nações onde os Cristãos vivem sob perseguição são países maometanos. Em relação aos 10 piores países onde há perseguição aos Cristãos, 9 de entre eles são países com maioria maometana - isto é, 90% das nações onde os Cristãos sofrem "perseguição extrema" são islâmicas.

Mas mesmo assim, levando em conta que a 2015 World Watch List tem a Coreia do Norte - um país comunista e não-islâmico - como o país mais perseguidor de Cristãos, porquê o ataque à identidade dos maometanos? Certamente que a perseguição aos Cristãos não é algo intrínseco do mundo maometano, mas sim um produto de regimes opressores e de outros factores socio-económicos - tal como o exemplo da Coreia do Norte sugere, e tal como muitos analistas e fontes mediáticas subscrevem, certo?

Neste ponto, temos que fazer distinções importantes e muitas vezes confundidas.

Embora os Cristãos sejam de facto vítimas de perseguição extrema na Coreia do Norte, este tipo de perseguição engloba-se dentro da perseguição temporal e aberrante visto que um simples derrube do regime Norte-Coreano muito provavelmente iria colocar um ponto final à perseguição dum dia para o outro - tal como a queda da União Soviética Comunista testemunhou a perseguição religiosa a chegar ao fim rapidamente

No entanto, no mundo islâmico tal cenário não iria aliviar em nada o sofrimento do Cristãos. O mais provável é o contrário: sempre que os ditadores caem (frequentemente graças à intervenção dos Americanos) - Saddam no Iraque, Qaddafi na Líbia, uma tentativa em curso com Assad na Síria - a perseguição aos Cristãos aumenta de modo dramático. Actualmente, o Iraque é o 3º país que mais persegue os Cristãos, Síria o 4º e a Líbia o 13º.

O motivo para esta dicotomia é que a perseguição aos Cristãos feita pelos não-maometanos (na sua maioria, comunistas) está frequentemente enraizada num regime particular. Por outro lado, a perseguição aos Cristãos feita pelos maometanos não só é perene e existencial, transcendendo em muito este ou aquele regime, ou este ou aquele ditador, como faz parte da história, das doutrinas e da composição socio-política do islão; isto justifica a sua tenacidade e a sua ubiquidade.

Para além disso, o comunismo ateísta é um fenómeno relativamente novo - com cerca de 1 século - e, com o passar dos anos, o seu domínio (ou as variações da sua ideologia) tem diminuído muito, levando a que só um punhado de nações sejam hoje em dia comunistas.  Ao contrário disto, a perseguição islâmica aos Cristãos é tão antiga como o islão, e, apesar da supressão, sendo uma história bem documentada.

Para se compreender ainda mais as distinções entre a perseguição temporal e a perseguição existencial, levemos em conta a Rússia. Sob o comunismo, os Cristãos Russos foram fortemente perseguidos, no entanto hoje, depois da queda da União Soviética, a Rússia está a reclamar de volta a sua herança Cristã Ortodoxa (sendo proeminente entre as nações Ocidentais por revelar o seu apoio aos Cristãos vítimas de perseguição).

A Coreia do Norte - onde Kim Jong-Un é adorado como um deus e as pessoas encontram-se "protegidas" da realidade - parece estar a experimentar o que a Rússia sofreu sob a União Soviética. Mas se a até outrora-poderosa União Soviética  não conseguiu sobreviver, certamente que é uma questão de tempo até que as pequenas paredes da Coreia do Norte se desmoronem, com a consequente liberdade religiosa que as antigas nações comunistas têm experimentado. (De modo bem revelador, os únicos países da antiga União Soviética que ainda perseguem os Cristãos são países islâmicos, tais como o Uzbequistão, classificado como o 15º país que mais persegue os Cristãos, e o   Turcomenistão, o 20º - países onde há uma "perseguição severa" aos Cristãos.)

No entanto, o tempo não está do lado dos Cristãos que vivem entre os maometanos; é bem ao contrário. As histórias compiladas por maometanos medievais objectivos tornam bastante claro o facto de que, século após século de perseguição religiosa e discriminação são responsáveis por transformar um território que no século 7º era metade do mundo Cristão - Egipto, Síria, Turquia, Norte da África - no que é hoje casualmente chamado de o "mundo muçulmano".

Um exemplo: na autoritária história do Egipto escrita por Taqi al-Din al-Maqrizi’s (c. 1442) - Egipto que era um centro Cristão enorme antes da invasão maometana - são recordadas histórias após histórias de maometanos a queimar igrejas, matar Cristãos, e escravizar as suas mulheres e crianças. A única forma de evitar isto por essa altura, tal como o é hoje em dia - algo que grupos como o Estado Islâmico deixam bem claro - era a conversão ao islamismo. Depois de registar um ataque forte de perseguição, onde alegadamente mais de 30,000 igrejas na Síria e no Egipto foram destruídas, o piedoso historiador maometanos conclui:

Devido a estas circunstâncias, muitos Cristãos tornaram-se muçulmanos.

Resumidamente, a perseguição islâmica feita aos Cristãos existe actualmente em 40 países como algo que faz parte dum continuo - ou "tradição" - que teve início há 14 séculos atrás. Tal como eu documentei em Crucified Again: Exposing Islam’s New War on Christians (onde as histórias de al-Maqrizi são referenciadas entre as páginas 39 e 41), o mesmo padrão de perseguição que existe no mundo maometano de hoje é idêntico ao dos séculos passados.

Uma consideração final: a Coreia do Norte, o único país não-maometano que faz parte dos 10 países que mais perseguem os Cristãos, é governado por alguém que é visto como um megalomaníaco desequilibrado. Por outro lado, as outras 9 nações não não dominadas por qualquer "culto-de-personalidade", sendo, em vez disso, governadas de forma variada, incluindo democracias parlamentares (Iraque), repúblicas (Nigéria, Paquistão, Somália, Sudão, Síria), repúblicas islâmicas (Afeganistão, Irão), partidos-únicos (Eritreia), e monarquias (Arábia Saudita, classificado no 12º lugar). 

O denominador comum é que são todas nações islâmicas.

Portanto, a menos que haja um milagre (por parte da intervenção Ocidental ou reforma islâmica), muito depois do psicótico Kim Jong-Un já estar morto, dezenas de milhões de Cristãos e outros "infiéis" continuarão a sofrer perseguição extrema, até que o que teve início no 7º século atinja a sua plenitude e todo o mundo islâmico se torne "vazio de infiéis"

- http://goo.gl/Nq13r9

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O sofrimento de Hassan Muwanguzi depois de abandonar o islão

Por Raymond Ibrahim
"E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo" - Filipenses 3:8
Quando São Paulo escreveu a Carta citada em cima para os Cristãos de Philippi, ele e a igreja primitiva estavam a sofrer perseguições (Paulo foi eventualmente executado em Roma). Embora os Cristãos Ocidentais de hoje ainda citem as suas palavras em referência aos seus sacrifícios diários, um crescente número de Cristãos um pouco por todo o mundo, especialmente aqueles que se encontram no mundo islâmico, estão de facto a perder absolutamente tudo devido à sua fé.

No Uganda, e em apenas uma década, as coisas evoluíram de más para piores, e para sanguinárias. A situação em torno de Hassan Muwanguzi, por exemplo, um muçulmano que se converteu ao Cristianismo - cujos sacrifícios iniciais encontram-se registados no livro Crucified Again: Exposing Islam's New War on Christians (página 131) - longe de terem diminuído, só pioraram.

Depois de ter obtido qualificações universitárias em torno da lei islâmica, e depois de se ter convertido ao Cristianismo quando tinha 20 e poucos anos, a sua família imediatamente o expulsou de casa, e "muçulmanos furiosos" espancaram-no. Mais tarde, no mesmo ano, a sua esposa deixou-o e ele perdeu o seu emprego de professor na Nankodo Islamic School, perto de Pallisa.

Estes eventos foram só o início; pegando nos destroços da sua vida e avançando com ela, Hassan eventualmente fundou uma escola Cristã - Grace International Nursery and Primary School - perto de Mbale, que tem uma maioria muçulmana. Desde então, diz Hassan,
Os muçulmanos usaram todo o tipo de ameaças como forma de levar a que eu feche a escola - primeiro usaram feitiçaria. Isto não funcionou, e como tal, tentaram desencorajar outros muçulmanos a trazer os seus filhos para a escola. Eles disseram que a escola estava a converter as crianças muçulmanas ao Cristianismo ao lhes ensinar Educação Religiosa Cristã.
Quando tudo isto falhou, em 2011 um professor islâmico - Sheikh Hassan Abdalla - acusou Hassan de ter "contaminado" [sexualmente] a jovem filha do sheikh. Tendo ao seu lado os seus conterrâneos muçulmanos, o clérigo islâmico deu entrada a um processo legal junto do magistrado-chefe e consequentemente Hassan foi preso durante três semanas.

Visto que por diversas vezes o seu acusador, sheikh Abdalla, deixou de comparecer no tribunal para testemunhar, Hassan foi liberto. Usando as suas próprias palavras, "O juiz apurou que a falsa acusação era, e como tal, o caso foi arquivado. Eu havia sido sujeito à humilhação, mas perdoei-os em prol do meu ministério na região."

O ataque islâmico seguinte veio apenas alguns meses depois de Hassan ter sido absolvido. Primeiro, o dono da terra onde Hassan havia construído a escola Cristã disse que ele nunca a havia vendido a Hassan. Esta alegação levou a que uma ordem jurídica fechasse a escola em Maio de 2012. No mês seguinte, a casa de Hassan foi incendiada por três muçulmanos:
Eu e a minha família escapamos de casa pela graça de Deus porque se não tivesse sido assim, nós teríamos morrido..... Este ataque foi mobilizado pelos sheikhs muçulmanos, pelos imãs e pelos membros familiares depois de terem ficado a saber que eu me havia convertido ao Cristianismo depois de ter estudado e me ter licenciado na universidade estudando a lei islâmica.
Menos de um ano depois, em Março de 2013, Hassan foi hospitalizado em Mbale depois duma tia que havia "reunido a família" ter colocado insecticida no seu chá sem que este soubesse. Hassan diz:
Depois de ter comido e ter bebido o chá, comecei a sentir dores de barriga e apercebi-me que ela era a responsável pela dor - e acredito que ela não agiu sozinha visto que há já algum tempo todos eles que andavam atrás de mim, directamente ou indirectamente, porque, quando eu os deixei e me converti ao Cristianismo, isso magou-os profundamente.... O motivo que os levava a querer acabar com a minha vida é bem claro: eu havia convertido ao Cristianismo. Acima de tudo, para eles isto era como se eu tivesse trazido vergonha à família por me ter convertido e por ser um antigo sheikh. Mas para Deus, o Pai Todo Poderoso, tudo isto fazia parte do Seu plano para expandir o Seu Reino.
Quando Hassan chegou ao hospital, ele já havia vomitado, "estava confuso e com uma forma de falar arrastada", e a sua "visão estava a ficar cada vez mais fraca," levando a que "ele nem conseguisse reconhecer o amigo que o havia trazido ao hospital", disse o médico que o tratou.

Durante a reunião familiar onde ele havia começado a sentir-se mal, Hassan telefonou a um líder Cristão local que o aconselhou a sair sorrateiramente. O Bispo Kinyewa disse:

Eu sabia que se disse a eles que Hassan se estava a sentir mal, eles haveriam de lhe causar ainda mais males.

Mais recentemente, no dia 16 de Junho de 2014, quatro muçulmanos invadiram a sua casa ao mesmo tempo que um deles gritava:

Hoje, vamos-te matar! Tu tens sido um causador de problemas e não estás a respeitar a religião do nosso profeta!

O "apóstata" fugiu do seu quarto, pensando que eles não haveriam de magoar a sua filha de 12 anos, chamada Grace Baruka, mas foi então que ele a ouviu a chorar à medida que os muçulmanos lhe estrangulavam. Quando ele saiu do quarto, eles pegaram-no:

Eles atingiram-me com um objecto contundente e eu caí no chão. Acordei e vi os meus vizinhos à minha volta dizendo que a minha filha se encontrava em estado crítico.

Os vizinhos levaram Grace até ao hospital onde ela foi declarada morta no momento de chegada.

Arrependo-me de ter sobrevivido ao envenenamento. Deus poderia ter permitido que eu morresse. A minha filha morreu e eu estou agora a lamentar a sua morte ao mesmo tempo que estou cheio de dores no corpo.

Embora a experiência contínua de Hassan com o implacável "Cão de Caça da Jihad" fale por si, a realidade dos factos e que um incontável número de Cristãos espalhados um pouco por todo o mundo - tanto convertidos do islão bem como Cristãos por nascença - estão silenciosamente a "perder tudo" às mãos de muçulmanos - muçulmanos esses que podem ser membros familiares, "muçulmanos locais", ou organizações terroristas muçulmanas.

Segundo um activista dos direitos humanos que visitou recentemente os Cristãos que estão a fugir ao avanço do Estado Islâmico em Mosul,

As pessoas estão traumatizadas: eles perderam tudo. Frequentemente, eles estão em fuga pela segunda, terceira ou quarta vez.

Um Cristão iraquiano, lamentando as tribulações recorrentes e soando um pouco como Hassan, disse:
Por vezes desejo que os meus pais nunca me tivessem trazido ao mundo.

Não passa um mês sem que ocorram ataques a igrejas Cristãs que se encontram no mundo islâmico. Muitos destes ataques - tais como aqueles que ocorrem na Nigéria e no Quénia - resultam num largo número de casualidades. Não passa um mês sem que ocorram ataques a Cristãos que são acusados, frequentemente sem evidências, de "blasfémia" ou de terem deixado o islão.

Durante esta semana, no Paquistão, uma mulher Cristã grávida, mãe de quatro crianças, e o seu marido, falsamente acusados de terem queimado páginas do Alcorão, foram espancados por uma turba de muçulmanos e lançados para dentro dum forno duma fábrica de tijolos, onde eles foram queimados vivos; e há apenas alguns meses atrás, Meriam Ibrahim, outra mãe Cristã grávida, foi presa no Sudão e condenada a receber 100 chicotadas e condenada a ser executada por ter abandonado a religião de Maomé.

Embora ela tenha sido eventualmente liberta, o Pastor Saeed Abedini, um Americano, ainda se encontra preso numa prisão Iraniana por "apostasia" e por practicar a sua fé Cristã. Aparentemente o seu caso nem foi mencionado pelos Americanos no preciso momento em que negoceiam com o Irão o seu (dos Iranianos) programa de armas nucleares.

Em Maio último, mais de 200 raparigas Cristãs da Nigéria foram capturadas pelo grupo islâmico Boko Haram. "Raptei as vossas raparigas", disse o seu líder Abubakar Shekau em Maio. "Por Alá, irei vendê-las no mercado como escravas." Em Setembro passado, os Cristãos que fugiam ao Estado Islâmico receberam a "opção" de se converter ao islão ou serem mortos.

A história de Hassan Muwanguzi do Uganda é apenas uma das muitas histórias de Cristãos e outras minorias que perdem tudo enquanto vivem sob o islão.

Fonte: http://ow.ly/E1CaZ

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Quando chegamos ao ponto de Cristãos serem queimados vivos sem que as organizações mundiais vejam nisso algo digno de ser combatido de forma frontal e sem reservas, podemos ter a certeza que quem manda no mundo tem planos para fazer as mesmas coisas aqui no Ocidente. Dito de outra forma, quem controla os média e o mundo político Ocidental nutre pelos Cristãos um desprezo assassino igual ao desprezo que os muçulmanos nutrem pelos Cristãos. A diferença é que, por enquanto, os Ocidentais ainda não nos podem lançar nos fornos. Mas esse dia chegará.

Os muçulmanos, esses, ao seguirem as ordens do seu "profeta" e ao matarem de forma bárbara os seguidores do Senhor Jesus, só estão a garantir (ainda mais) o seu lugar no inferno, o fogo que arde sem fim. Ao contrário dos Cristãos que foram queimados vivos no Paquistão, os muçulmanos que forem lançados no inferno - o fogo eterno - nunca mais terão paz.

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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O povo mais perseguido do mundo

Por Paul Vallely

Pelo menos uma mulher está segura; ao longo da sua gravidez, ela esteve presa em Cartum, capital da República do Sudão, vivendo com a terrível expectativa de ser enforcada mal o bebé nasça. O seu crime foi o de ter casado com um homem Cristão, e ter sido acusada de apostasia - renúncia da fé islâmica - embora ela mantenha que  nunca tenha sido muçulmana. Na Quinta-Feira, o calvário de oito meses de Meriam Ibrahim finalmente chegou ao fim quando ela saiu do país para em direcção a Roma, onde ela e o seu bebé conheceram o Papa e o Vaticano.

Mas o que aconteceu aos cerca de 3,000 Cristãos de Mosul foi uma história completamente diferente, visto que muçulmanos fanáticos expulsaram-nos das suas casas no norte do Iraque depois de ter sido anunciada uma fatwa nas mesquitas locais a ordená-los a converterem-se ao islão, submeterem-se ao seu domínio, pagar o imposto religioso (jiziyah), ou arriscarem-se a serem mortos se por acaso resolvessem ficar. A última Cristã a abandonar a cidade foi uma senhora deficiente física que não conseguia movimentar-se. Os fanáticos chegaram à sua casa e disseram que eles iriam cortar a sua cabeça com uma espada.

A maior parte das pessoas do Ocidente ficariam surpreendidas pela resposta a esta questão: quem é o povo mais perseguido do mundo? Segundo a International Society for Human Rights, um grupo secular com membros de 38 países distintos, 80% de todos os actos de discriminação religiosa no mundo é dirigido aos Cristãos.

O Centre for the Study of Global Christianity dos Estados Unidos estima que 100,000 Cristãos morrem anualmente, atacados por motivos da sua fé - isto são, 11 Cristãos mortos por hora. O Pew Research Center disse que a hostilidade atingiu o ponto mais alto em 2012, quando os Cristãos enfrentaram algum tipo de discriminação em 139 países, quase três quartos das nações do mundo.

Tudo isto parece ser contra-intuitivo aqui no Ocidente, onde a história do Cristianismo tem sido de domínio cultural e controle desde que o Imperador Constantino se converteu e fez o Império Romano adoptar o Cristianismo no século 4. No entanto, os factos óbvios é que os Cristãos estão a apodrecer nas cadeias do Paquistão por blasfémia, as suas igrejas estão a ser queimadas e os congregantes estão a ser regularmente assassinados na Nigéria e no Egipto, que viu recentemente a pior vaga de violência anti-Cristã em sete séculos.

O pogrom anti-Cristão mais violento do século 21 viu até 500 Cristãos mortos à machadada por radicais hindus de Orissa (Índia), com outros milhares de feridos, e mais de 50,000 a perderem as suas casas. Em Burma, Chin e Karem, os Cristãos são regularmente sujeitos à prisão, tortura, trabalho forçado e ao assassínio.

A perseguição está a crescer na China, e na Coreia do Norte um quarto dos Cristãos locais vivem em campos de trabalhos forçados depois de se terem recusado a fazer parte da seita nacional estatal, fundada por Kim Il-Sung. Somália, Síria, Iraque, Irão, Afeganistão, Arábia Saudita, Iémen e as Maldivas são países que se encontram entre os 10 primeiros na lista dos piores países para um Cristão viver.

Algumas poucas vozes fizeram-se ouvir no Ocidente em torno deste assunto. O historiador religioso Rupert Shortt escreveu um livro com o nome de Christianophobia. O mais conhecido jornalista da religião, John L Allen Jnr, publicou o livro The Global War on Christians. O antigo rabino-chefe Jonathan Sacks disse perante a Câmara dos Lordes que o sofrimento dos Cristãos do Médio Oriente "é um dos maiores crimes contra a humanidade do nosso tempo". Ele comparou esse crime aos pogroms Europeus contra os Judeus, e disse que se encontrava "chocado com a falta de protesto que [esse sofrimento] evocou".

Porque é que isto acontece numa cultura está pronta a fazer protestos públicos contra ferocidade do bombardeamento de Israel a Gaza ou contra o comportamento da Rússia na Ucrânia? Em parte, isto deve-se ao facto da nossa intelligentsia ainda se encontrar presa a formas antigas de pensar em relação ao Cristianismo, como força dominante na hegemónica história do Ocidente. (....)

Uma falsa dicotomia entre a religião e a igualdade foi erigida, e isso resultou numa sucessão de novas histórias, comparativamente triviais, de recepcionistas a serem proibidas de usar jóias religiosas ou enfermeiras a serem suspensas por se disponibilizarem para orar em favor da recuperação dum paciente. A adopção da retórica da perseguição em tais assuntos obscurece a verdadeira perseguição de Cristãos a serem mortos ou expulsos das suas casas em outras partes do mundo.

A maior parte dos Cristãos do mundo não se encontram num frente a frente com secularistas intolerantes em torno de assuntos tão pequenos. No Ocidente, o Cristianismo pode-se ter tornado com o passar do tempo numa fé abraçada pela classe média e colocada de parte pela classe operária, mas no resto do mundo, a esmagadora maioria da população é pobre, e muitos deles batalham contra maiorias culturais antagónicas, e têm prioridades distintas nas suas vidas.  O paradoxo que isto causa, tal como ressalva Allen, é que os Cristãos do mundo caem no meio da divisão esquerda-direita: eles são demasiado religiosos para os esquerdistas, e demasiado estrangeiros para os conservadores.

Junto da elite secular do Reino Unido é socialmente respeitável olhar para o Cristianismo como algo estranho, e é permitido intimidar um pouco os seus aderentes. Isto origina a realidade política surreal onde o Presidente Obama visita a Arábia Saudita mas "não tem tempo" para levantar a questão da supressão do Cristianismo neste país rico em petróleo, e onde o Primeiro-Ministro David Cameron recebe críticas por parte dos não-liberais secularistas devido à historicamente inquestionável afirmação de que a cultura Britânica foi formada segundo valores Cristãos.

A realidade de se ser Cristão na maior parte do mundo é muito diferente. Isto apenas aumenta a tragédia que o Ocidente tarda em compreender - ou tarda em ouvir o apelo de homens tais como o Patriarca Católico de Jerusalém Fouad Twal quando ele pergunta:

Será que alguém ouve o nosso clamor? Quantas atrocidades teremos que suportar até que alguém, em algum lugar, venha em nosso socorro?


Fonte:  http://ind.pn/112mXHm

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Os adoradores de Alá - o deus de meca - são os principais responsáveis pela tragédia que aflige os servos do Senhor Jesus Cristo, mas muito perto deles (em ódio anti-Cristão) encontram-se os seguidores de Karl Marx, Genrikh Yagoda (fundador do NKVD que matou milhões de Cristãos na Ucrânia), Lazar Kaganovich e muitos outros anti-Cristãos..

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

As vítimas Cristãs esquecidas de Aleppo

Andando pelas vizinhanças predominantemente Cristãs da cidade de Aleppo - Azizieh, Siryan, Sulaimaniyah e Midan - ainda se podem ver os cartazes dos dois bispos, raptados pelos militantes islâmicos no ano passado, pendurados sobre as janelas das lojas, sobre as paredes e até nos carros. As pessoas por aqui não os esqueceram visto que o evento ainda se encontra bem fresco e bem doloroso tal como se ele tivesse ocorrido ontem. O rapto dos bispos foi um evento simbólico, indicado o colapso generalizado das relações comunitárias inter-religiosas num países sob o reino duma guerra civil sectária, e marcou o fim duma longa era de paz e de segurança relativas para os Cristãos da Síria.

As próprias ruas exibem um tipo de "normalidade" enganadora e surreal, o tipo de "normalidade" onde edifícios esburacados, ruas com buracos, carros destruídos, e até calçadas manchadas de sangue são visões normais e esperadas à medida que as pessoas seguem a sua vida normal sem olhar duas vezes. Esta é a vida actual, e esta é a realidade aqui. Como as coisas eram antes da guerra é irrelevante, as memórias daqueles lindos e distantes dias não importam e nem são mais levados em consideração.

O medo é palpável na cidade; ele paira de modo pesado no ar e um pouco por todo os sítios onde se vai, semelhante a um potente e enjoativo perfume. Ainda é possivel ver o medo no olhar das pessoas, nas linhas profundas das suas faces; pode-se ouvir o medo através da forma como andam e nas suas conversas; só se fala nisso.

Mas um novo tipo de medo permeia esta antiga e profundamente enraizada comunidade. O genocídio e a limpeza étnica são ameaças reais que assombram a consciência colectiva dos Cristãos da Síria. O destino terrível que se abateu sobre os seus co-religionistas do outro lado da fronteira em Mosul fez com que esta realidade fosse assimilada duma forma brutal e assustadora. A genocida e niilista seita da morte conhecida como "Estado Islâmico" está determinada em destruir tudo o que não seja igual a ela, e tem estado envolvida numa violência imparável que deixou para trás um trilho de corpos decapitados e valas comuns, normalmente corpos de minorias étnicas e religiosas.

Os militantes não escondem as suas campanhas genocidas compostas por matanças em massa e violência medieval; pelo contrário, para além de se divertirem com elas, eles celebram-nas abertamente e com alegria. Para eles, a violência não é um meio para um fim, mas o próprio fim.


Yousef é um lojista na vizinhança predominantemente Cristã de Sulaimaniyah, que testemunhou bombardeamentos constantes por parte dos rebeldes desde que a guerra civil dividiu o país em Julho de 2012. O seu irmão serve no exército Sírio em Damasco. Durante uma conversa, ele falou-me das questões e ansiedades predominantes que estão a atravessar a sua comunidade:

Porque é que os muçulmanos moderados não fazem mais para parar os extremistas que se encontram no meio deles? Será que eles concordam com a sua ideologia e com o seu extremismo? Vimos centenas de milhares de protestantes nas ruas manifestando-se contra os abusos do regime, portanto, porque é que não estamos a ver milhares de protestantes contra o que o EIIL tem vindo a fazer? Pior, temos visto actualmente muitas pessoas e grupos rebeldes a juntarem-se a eles. Existem muitas centenas destes grupos rebeldes, mas eles são todos iguais, todos eles têm esta ideologia extremista contra nós. A minha conclusão é que estes grupos e o EIIL têm o apoio das forças anti-governamentais para o que estão a fazer.

Os Cristãos da Síria tentaram, no seu todo, ficar de parte desta furiosa guerra civil mas frequentemente vêem-se envolvidos na confusão e nestes eventos sangrentos. Em mais do que uma ocasião, os Cristãos tornaram-se no ponto central da acção, tal como em Maaloula, Yabrud e Kassab, bem como em raptos altamente publicitados de freiras e sacerdotes.

Mas as vozes começam a questionar se eles devem continuar na sua neutralidade durante este conflito, que eles olham como um que se modificou para se tornar num conflito que os tem como alvo, e que está a ameaçar a sua comunidade com a aniquilação. Muitos acreditam que pegar em armas, pelo menos para auto-defesa, é uma escolha sábia, mas outros sentem que isto iria irritar e inflamar ainda mais os seus inimigos, fazendo com que eles venham a levar a cabo actos criminosos ainda mais horrendos.

Tal como muitos habitantes do Oeste de Aleppo, também alguns Cristãos tiveram que fugir à violência que rasgou a sua cidade; muitos nunca mais irão regressar. Mas ao contrário do êxodo em massa dos Cristãos em outros lugares, de modo geral, os Cristãos de Aleppo ficaram na sua cidade, sugerindo que a comunidade Cristã de Aleppo permanece ainda conectada com a sua casa ancestral, e são uma parte integral do diverso mosaico social, étnico e cultural da cidade.

Mas o medo duma limpeza étnica tal como aquela que está a ser observada no Iraque ainda causa medo. George, mecânico e dono duma garagem em Sulaimaniyah, afirmou:

Os Cristãos de Aleppo não irão ficar se o regime perder o controle da cidade. A sua estadia aqui será finalizada. Talvez para sempre. Os jihadis takfiri assegurar-se-ão disso. O seu plano é o de limpar a nação de pessoas não-sunitas. Por enquanto, eles estão a usar tácticas de medo e propaganda para intimidar as pessoas de modo a que elas abandonem a cidade antes deles chegarem; é assim tão fácil. É por isso que eles levam a cabo esses crimes macabros perante as câmaras, para vencer sem que tenham que disparar uma única bala. E quando eles invadem novas áreas, eles queimam as nossas igrejas e confiscam as nossas casas e os nossos negócios. Eles querem apagar todos os traços da nossa presença nas nossas terras. Que tipo de mensagem estão eles a emitir? Porque é que alguém haveria de querer juntar-se a tua religião sob ameaça?

George acusa o Ocidente de ser cúmplice da remoção de Cristãos do Médio Oriente:

Porque é que os Estados Unidos não levaram a cabo acções militares quando o EIIL perseguiu os Cristãos em Raqqa e Mosul? Porque é que só agora, quando são os Yazidis a serem atacados, é que eles levaram a cabo uma acção militar? Existe um plano de remoção de todos os Cristãos do Médio Oriente. É uma coisa de doidos. O Ocidente tem os mesmos planos que os terroristas têm para nós! E isto é claro: actualmente a França está a aceitar os refugiados Cristãos provenientes do Iraque, mas no Mali, a França enviou um exército para derrotar os terroristas. Será que eles são terroristas no Iraque e no Mali, mas revolucionários na Síria?

Muitos do argumentos que Yousef e George abordaram foram ecoados por toda a comunidade Cristã em Aleppo, indicando a sua partilhada situação e ansiedade, independentemente da sua afiliação política. Nem todos os Cristão de Aleppo apoiam o regime; de facto, uma larga percentagem deles não apoia, mas igualmente significante é que não se encontrará Cristão algum que dê o seu apoio aos rebeldes.

O bombardeamento recente e repetido da Igreja Católica Siríaca, um edifício enorme e icónico bem no centro da antiga comunidade Cristã de Azizeh, é visto por muitos como uma mensagem clara por parte dos rebeldes, revelando as suas verdadeiras intenções em relação à comunidade Cristã. Yousef afirma:

Já não há mais necessidade de manter a pretensão de libertação e liberdade. Eles [os rebeldes] foram bem sucedidos em vender essa imagem para o mundo exterior ao mesmo tempo que levavam a cabo as suas verdadeiras intenções na Síria em plena luz do dia.

sábado, 16 de agosto de 2014

Muçulmanos cortam ao meio criança Cristã de 5 anos

Uma criança Cristã de 5 anos, que era filho de um dos fundadores da "St. George's Anglican Church" em Bagdade, foi chacinada por muçulmanos membros do "Estado Islâmico", mais conhecido por ISIS ( "Islamic State of Iraq and Sham" ou em português "Estado Islâmico no Iraque e no Levante"), cortada ao meio durante um ataque à povoação Cristã de Qaraqosh. Andrew White, canône Anglicano da "St. George''s Church", disse o seguinte ao  Anglican Communion News Service:

Estou quase em lágrimas porque estive com alguém  na minha sala cuja pequena criança foi cortada ao meio. Fui eu que baptizei a criança na minha igreja em Bagdade, e este rapaz - que os pais colocaram o meu nome - chamava-se Andrew.

Refugiados Cristãos que fugiram de Qaraqosh buscando abrigo na povoação Cristã foram forçados a fugir mais uma vez à medida que as forças do Estado Islâmico começaram a invadir estas regiões do país. Os pais da criança morta, bem como o irmão George (que recebeu o mesmo nome da igreja em Bagdade), reportaram terem fugido com outros Cristãos para a cidade de Arbil onde se encontra o consulado dos Estados Unidos - local que o Presidente Barack Obama disse que estaria protegido pelos militares Americanos através de ataques aéreos contra as forças do Estado Islâmico.

Segundo a Reuters, os combatentes de Peshmerga controlavam largas zonas de território fora da zona autónoma, que servia de santuário contra os Cristãos em fuga, bem como para outras minorias religiosas, antes dos muçulmanos do Estado Islâmico terem chegado à região no mês passado. A Reuters reporta:

Mas a última semana viu Peshmerga desmoronar-se perante o avanço dos combatentes, que estão na posse de armas pesadas obtidas junto das tropas Iraquianas que abandonaram os seus postos em Junho último. Para além disso, os combatentes estão cheio de dinheiro roubado aos bancos.

Shamil Abu Madian, um Cristão de 45 anos, disse à Reuters que fugiu da cidade de Mosul quando ela caiu em Junho deste ano. Foi por essa altura que ele buscou refúgio na cidade protegida pelos peshmerga, "mas que foi forçado a fugir mais uma vez, em pânico e a meio da noite, quando as tropas Curdas Peshmerga desapareceram subitamente."

Não fomos capazes de trazer nada mais connosco para além de algumas roupas em malas de nylon. As pessoas estão a viver nos passeios, nos jardins públicos, em qualquer lugar.

White disse à ACNS que graças às contribuições financeiras de apoiantes estrangeiros, a igreja Anglicana no Iraque tem sido capaz de disponibilizar comida, água e mantimentos aos Cristãos bem como aos outros grupos religiosos que fugiram de Mosul e Níneve para as regiões nortenhas, como forma de escapar dos terroristas islâmicos do Estado Islâmico:

Precisamos de duas coisas: orações e dinheiro. Com essas duas coisas, podemos fazer qualquer coisa. Sem isso, nada podemos fazer. Eu tenho três P's que eu nunca deixo de mencionar: protecção, provisão e perseverança. Precisamos de protecção para aquelas pessoas de modo a que possamos avançar.

O "Christian Post" reportou na Segunda-Feira que protestos que ressalvam o apuro dos Cristãos Iraquianos estão a ser levados a cabo por todo o mundo, em parte graças à campanha #WeAreN que atraiu a atenção para a perseguição sem precedentes que os Cristãos do Iraque estão a sofrer.

Os líderes Ocidentais foram instados a colocar um fim ao genocídio através de demonstrações na França, Dinamarca, Alemanha, Inglaterra, Suécia, Austrália, Canadá e muitas outras cidades dos Estados Unidos, ao mesmo tempo que os apoiantes de todo o mundo a sua foto do Twitter para a imagem da letra Árabe ن or N, que significa Nazarenos ou Cristãos em Árabe.

Sabe-se que os terroristas muçulmanos do Estado Islâmico pintaram a letra árabe "N" nas casas de  Cristãos de Mosul antes de os forçarem a fugir da cidade, que se encontra actualmente sob o seu controle.

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