MITOS ISLÂMICOS

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segunda-feira, 26 de maio de 2014

A linha do haram

Por Carlos J. F. Sampaio

Se há dramas sem final feliz, o mínimo que se pode desejar é que tenham visibilidade, provoquem reflexões e acções para evitar a sua repetição. Pode ser o caso do rapto das estudantes nigerianas pelo Boko Haram, organização para a qual o ensino ocidental é pecado e, por isso, têm como alvos principais dos seus ataques criminosos escolas e estudantes. 

Convém recordar que este caso chegou à opinião pública mundial pela dimensão, mas não foi o primeiro nem será o último. São dramas recorrentes, assim como o caso de Malala, alvejada por taliban no Paquistão, é apenas um, “felizmente” visível.

Dificilmente alguém poderá concordar ou desculpar minimamente estes energúmenos criminosos que presumem falar e agir em nome do Islão. Conheço muitos muçulmanos que não têm a mínima hesitação em condenar e repudiar frontal e publicamente tais propósitos. 

Apesar de não existir um líder equivalente ao Papa nem uma instituição reguladora como o Vaticano, era importante que as figuras públicas muçulmanas relevantes e influentes viessem a público proactivamente marcar uma linha e deixar claro onde começa o real haram (pecado).

Relativamente ao papel de lideranças influentes neste campo, não podemos deixar de pensar nas monarquias do golfo. A ligação passada entre a Arábia Saudita e o Al-Qaeda de Bin Laden e o apoio actual do Qatar a vários grupos armados, por exemplo na Síria, é incontestável. Também é do Qatar a cadeia de televisão Al Jazira, que teve um papel fundamental na mobilização da rua árabe durante as famosas Primaveras. 

Existe uma fortíssima acção de promoção do “seu islão” por parte destes protagonistas, com patrocínios de muitas formas e feitios. 

Ultrapassam a “linha” do direito internacional e do respeito dos direitos humanos? Quando esses altos dignatários aterram em Paris, ou noutra capital, com a carteira cheia para comprar activos e vontades, e se lhes desenrola a passadeira vermelha, era importante saber que outros terrenos pisam esses mesmos pés.


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Claro que nem o Carlos Sampaio nem qualquer outro escritor ocidental pode demonstrar como é que o grupo Boko Haram opera de maneira contrária aos ensinamentos de Maomé.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Vídeo de mulher esfaqueada no Egipto [Gráfico]



Com a Primavera Árabe, tão querida pela Esquerda, pelos liberais e pelos “progressistas” — incluindo as feministas, os gueis, etc. — os chamados “crimes de honra” islâmicos, perpetrados em público, tornaram-se legais no Egipto, resultado da validação da lei islâmica (Sharia). Neste vídeo vemos o assassinato público de uma mulher por esfaqueamento.


¡ Tudo legal ! A Esquerda e os liberais devem estar muito orgulhosos.



quarta-feira, 28 de março de 2012

"Atacar judeus é cool há muito tempo"

Não se pode colocar o assassino de Toulouse num quadro isolado, num cenário de loucura e maldade extra-humana, qual anjo da morte. Aquele homem era um fruto da cultura anti-semita que existe nas comunidades muçulmanas de França e da Europa em geral.

Basta olhar para um facto esquecido: a partir do 11 de Setembro, jovens islamistas nascidos na Europa começaram a atacar as comunidade judaicas aqui na Europa. Tal como Efraim Karsch tem salientado, os ataques a sinagogas e cemitérios judaicos passaram a ser o passatempo cool da juventude jihadista dos subúrbios de Paris ou Berlim. Alguns até queimaram sinagogas.

Consequência? Milhares e milhares de judeus europeus fugiram dos seus países de origem. Mohamed Merah não veio do nada.

Agora, repare-se num ponto: ao longo da última década, estes ataques a judeus nunca abriram telejornais. Porquê? Porque os tolerantes, os progressistas e os bonzinhos não têm uma narrativa para encaixar esta violência muçulmana. No nosso ar do tempo, o muçulmano é sempre a vítima.

Os média ingleses, por exemplo, diziam que os ataques às comunidade judaicas eram feitos por neonazis . Mas a intrínseca desonestidade intelectual do politicamente correcto não fica por aqui. Enquanto se escondeu esta efectiva violência anti-semita e esta efectiva fuga de judeus, criou-se a ilusão de uma toda-poderosa islamofobia, que, supostamente, estava a oprimir os muçulmanos da Europa.

Perdão? Quantas mesquitas foram queimadas na Europa? Devem contar-se pelos dedos de um maneta. E quantos muçulmanos tiveram de emigrar por medo? A entrada de muçulmanos na Europa continuou a aumentar. E ainda bem.

Mas o dado mais grave nem sequer está nas narrativas mediáticas do costume. Perante a violência já assinalada, muitas autoridades europeias aconselharam os judeus a esconder os sinais da sua condição judaica. Repito: na primeira década do século XXI, autoridades europeias aconselheram judeus a viver a sua religião numa espécie de clandestinidade marcada pelo medo.

E, atenção, esta atitude não traiu apenas o judeu. Também traiu o muçulmano reformador. Ao fazerem tudo para apaziguar os islamistas radicais, os líderes europeus traíram os esforços do muçulmano que é um cidadão europeu como qualquer outro.

É bom não esquecer que Mohamed Merah matou muçulmanos que serviam no exército da França. Aos olhos de Merah, aqueles soldados eram blasfemos, porque estavam a servir um Estado ímpio. O assassínio destes cidadãos franceses de origem muçulmana às mãos de um jihadista é, porventura, o ponto mais importante desta história.

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