MITOS ISLÂMICOS

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segunda-feira, 8 de junho de 2015

A corrosiva hagiografia da Espanha muçulmana

Por Andrew G. Bostom

Anúncios comemorativos do dia 10 de Julho de 2003, falando dum "regresso do islão à Espanha", marcaram a finalização da nova mesquita de Granada. (1) Infelizmente, e numa conferência com o título de "O islão na Europa" que acompanhou a abertura da mesquita, foram feitas algumas declarações alarmantes por parte dos líderes muçulmanos Europeus.

Por exemplo, o orador principal deste conferência, Umar Ibrahim Vadillo, um líder muçulmano Espanhol, implorou ao muçulmanos que causassem o colapso económico do Ocidente (passado a usar o dinar de ouro, e parando de usar as moedas Europeias), ao mesmo tempo que o líder muçulmano Alemão Abu Bakr Rieger disse aos atendentes para não se adaptarem as suas prácticas religiosas islâmicas aos valores Europeus (do Iluminismo Ocidental?). (2)

Embora o editorialista do Wall Street Journal tenha repreendido as autoridades Espanholas pela sua aparente falta de "...influência ou conhecimento em relação à direcção da nova mesquita", o autor do op-ed prosseguiu, minando a base factual das suas preocupações com uma sinopse romantizada e não-histórica da Espanha muçulmana, salientando  o quele deu o nome de “humanismo pan-confessional” do islão Andalusiano, chegando até a afirmar que, “ …pode-se até alegar que a frequentemente lamentada "reforma" do islão estava a caminho até que ela foi abortada pela Inquisição” (3).

Na sua hagiografia de 2002 da Espanha muçulmana com o nome de “The Ornament of the World” (4), María Rosa Menocal, Professora de Espanhol e de Português em Yale, alegou:

O novo governo islâmico não só permitiu aos Cristãos e as Judeus sobreviver, mas, e seguindo ordem alcorânica, esse governo protegeu-os.

Eu mantenho que reiterar estas alegações exageradas e historicamente erradas em relação à Espanha muçulmana ajuda a actual agenda islamita, e atrasa a evolução dum "Euro-Islão" liberal, reformado e totalmente compatível com os valores Europeus pós-Iluminismo.

As conquistas jihadistas foram levadas a cabo século após século, desde o subcontinente atè a Península Ibérica, porque a jihad, que significa "lutar nos caminhos de Alá", incorpora uma ideologia e uma jurisdição. O padrão básico da guerra jihadista encontra-se claramente revelado no registo do grande historiador muçulmano al-Tabari das recomendações dadas por Umar b. al-Khattab ao comandante das tropas enviadas a al-Basrah (636 AD), durante a conquista do Iraque. Umar (o segundo “Califa Correctamente Orientado”) alegadamente disse:

Convoquem o povo de Deus; aqueles que responderem ao vosso apelo, aceitem isso da sua parte. (Isto é, aceitem a sua conversão como genuína e abstenham-se de lutar contra eles) mas aqueles que se recusarem, têm que pagar o imposto [jiziyah] com humilhação e com humildade. (Alcorão 9:29) Se eles se recusarem a fazer isso, então é a espada sem clemência. Temam a Alá em relação ao que vos foi confiado. (5)

(por exemplo, A jihad foi formalmente concebida pelos jurisconsultos e teólogos muçulmanos desde o século 8º ao século 9º tendo como base a sua interpretação de versos do Alcorão (6) (por exemplo, 9:5,6; 9:29; 4:76-79; 2: 214-15; 8:39-42), e tendo também por base longos capítulos das Tradições (i.e., “hadith”, actos e ditados de Maomé, especialmente aqueles registados por al-Bukhari [d. 869] (7) e Muslim [d. 874] (8)).

Em relação à natureza da jihad, o consenso entre as 4 escolas de jurisprudência islâmica  (isto é, Maliki, Hanbali,  Hanafi, e Shafi’i) é claro. Ibn Khaldun (morreu em 1406), jurista, filósofo renomeado, historiador, e sociólogo, resumiu estas opiniões consensuais em relação à instituição unicamente islâmica da jihad tendo como base os cinco séculos prévios de jurisprudência:

Dentro da comunidade islâmica, a guerra santa é um dever religioso visto que a universalidade da missão [islâmica] e [obrigação de] converter todos aos islão quer seja por persuasão quer seja à força..... As outras religiões não tiveram uma missão universal, e a guerra santa não era um dever religioso para eles, excepto com propósitos de defesa. O islão tem a obrigação de obter poder sobe as outras nações. (9)

A Espanha muçulmana era um país em constante estado de jihad quando se encontrava sob a jurisdição Maliki visto que esta disponibilizava uma interpretação severa e repressiva da lei islâmica (10). Por exemplo, o jurista Maliki com o nome de Ibn Abi Zayd al-Qayrawani (d. 996), caracterizou a jihad da seguinte forma:

A jihad é um preceito de instituição Divina. A sua performance por parte de certos indivíduos pode dispensar outros da mesma. Nós, os Malikis, mantemos que é preferível não dar início às hostilidades com o inimigo antes de o ter convidado a abraçar a religião de Alá, excepto se o inimigo tiver atacado primeiro. Eles têm a alternativa de ou se converterem ao islão ou pagar o imposto [jizyah], ou então será declarada guerra contra eles. (11)

E o jurista Maliki Ibn Abdun disponibilizou estas opiniões reveladoras em relação aos Judeus e aos Cristãos que viviam em Sevilha por volta de 1100 Era Cristã:

Nenhum...Judeu ou Cristão pode receber permissão para usar as roupas dum aristocrata, nem dum jurista, nem duma pessoa rica; pelo contrário, eles têm que ser detestado e evitados. É proibido abordá-los com a saudação "Que a paz esteja contigo". De facto, "Satanás tomou posse dele, e causou a que eles se esquecessem do aviso de Deus. Eles são os confederados do partido de Satanás; Certamente que os confederados de Satanás serão os perdedores!" (Qur’an 58:19). Um sinal distintivo deve ser imposto a ele como forma deles serem reconhecidos, e isto será para eles uma forma de desgraça. (12)

Os Cristãos e Judeus indígenos de Espanha, conquistados através das guerras jihadistas dos Arabes muçulmanos, foram submetidos ao domínio islâmico sob um "Pacto" - ou "Dhimma" - que impunha regulamentos degradantes e discriminadores, mas consistentes com prescrição alcorânica presente em 9:29. Os princípios centrais desta  “dhimmitude”  eram:
(i) A desigualdade de direitos (em todos os domínios) entre os muçulmanos e is dhimmis;
(ii) Discriminação social e económica contra os dhimmis;
(iii) Humilhação e vulnerabilização dos dhimmis. (13)
E havia consequências terríveis para os dhimmis infiéis da Espanha muçulmana que se revoltassem contra a opressora Dhimma: matança dos rebeldes, e escravatura para as suas mulheres e crianças. (14)

Para além da pequena minoria de Cristãos privilegiados e notáveis, a Espanha muçulmana estava populada por dezenas de milhares de Cristãos escravos, e Cristãos humilhados e oprimidos. Os muwallads (neo-convertidos) estavam num estado perpétuo de revolta contra os imigrantes Árabes que haviam tomado para si grandes espaços latifúndios, cultivados por servos ou escravos Cristãos.

As expropriações e as extorsões fiscais deram início a chamas de rebelião permanentes por parte dos muwallads e dos mozarabs (dhimmis Cristãos) por toda a península Ibéria. Os líderes destas rebeliões eram crucificados, e os seguidores insurgentes eram mortos à espada. Estes conflictos sangrentos, que ocorreram por todo o emirato Hispânico-Umayyad até aos 10º século, um endémico ódio religioso.

No ano de 828 da Era Cristã. uma carta de Louis o Pio para os Cristãos de Mérida resumiu o seu sofrimento sob Abd al-Rahman II, e durante os reinados que se seguiram: confisco da sua propriedade, aumento injusto do seu tributo, remoção da sua liberdade (o que provavelmente significava escravatura), e opressão através de impostos excessivos. (15)

Em Granada, os vizires Judeus Samuel Ibn Naghrela, e o seu filho Joseph, que haviam protegido uma outrora florescente comunidade Judaica, foram ambos assassinados entre 1056 to 1066, a que se seguiu uma aniquilação da população Judaica por parte da comunidade muçulmana local. Pelo menos 3,000 Judeus morreram só no levantamento que se seguiu ao assassinato de 1066. (16).

Os Almoádas muçulmanos Berberes na Espanha e no Norte de África (1130-1232) causaram uma destruição enorme tanto nas populações Judaicas como na Cristã. Este processo de devastação, massacre, cativeiro e conversão forçada foi descrito pelo cronista Judeu Abraham Ibn Daud, e pelo poeta Abraham Ibn Ezra. Desconfiados da sinceridade dos convertidos Judeus para o islão, os "inquisidores" muçulmanos (isto é, antecedendo os inquisidores ristãos Espanhóis em três séculos)  removeram as crianças de tais famílias, e colocaram-nas sob os cuidados educadores muçulmanos. (17)

Maimonides, o conhecido filósofo e médico, sofreu as perseguições levadas a cabo pelos Almoádas, e em 1148 teve que fugir de Córdoba com toda a sua família, vivendo temporariamente em Fez - disfaraçado de muçulmano - antes de encontrar asilo no Egipto Fatimida. De facto, embora Maimonides seja frequentemente referenciado como  um exemplo de sucesso Judaico facilitado pela domínio muçulmano da Espanha, as suas próprias palavras refutam este mito utópico do tratamento que os muçulmanos deram aos Judeus:

...os Árabes perseguiram-nos [aos Judeus] de modo severo, e aprovaram legislação prejudicial e discriminatória contra nós. Nunca houve nação que nos tivesse afligido, degradado, rebaixado e odiado tanto como eles [os muçulmanos]. (18)

Bernard Lewis, eminente historiador do islão, observou há 35 anos que os Judeus "Pro-islâmicos" do século 19 haviam promovido uma visão utópica da natureza igualitária do domínio islâmico, especialmente na Espanha islâmica. Sem surpresa alguma, os muçulmanos eventualmente aperceberam-se deste romântico mito Judaico em relação ao islão, e ela passou a fazer parte integral da sua imagem própria. No entanto, Lewis conclui:

A Idade de Ouro de direitos iguais era um mito, e a crença nela foi o resultado, mais do que a causa, da simpatia Judaica pelo islão. (19)

Uma descrição acertada do relacionamento inter-confessional na Espanha muçulmana, e ds correntes contemporâneas responsáveis pela distorção da história, pode ser encontrada no envolvente livro de Richard Fletcher com o nome de “Moorish Spain”, onde ele disponibiliza estas observações inatacáveis:

O testemunho daqueles que viveram durante os horrores da conquista Berbere, da fitnah Andalusa do início do século 11, da invasão Almorávida - só para mencionar alguns episódios disruptivos - tem que classificar isso [isto é, a visão rosada da Espanha islâmica] como uma mentira. A simples e verificável verdade histórica é que a Espanha Moura era muito mais uma terra de tumulto do que de tranquilidade...

Tolerância? Perguntem as Judeus de Granada que foram massacrados em 1066, ou aos Cristãos que foram deportados pelos Almorávidas para Marrocos em 1126 (tal como os Mouriscos cinco séculos mais tarde)..

Na segunda metade do século 20 um novo agente de obfuscação faz a sua aparência: a culpa da consciência liberal, que vê os males do colonialismo - assumidos mais do que demonstrados - prenunciados na conquista Cristã de al-Andalus e na perseguição dos Mouricos (mas não, curiosamente, na conquista e colonização mourisca).

Agitem bem a mistura, e emitam-no de maneira livre a académicos crédulos e pessoas mediáticas por todo o mundo ocidental. Depois disso, derramem-no de maneira generosa sobre a verdade....Dentro das condições culturais que existem no Ocidente de hoje, o passado tem que ser comercializado e para ser comercializado de maneira bem sucedida, ele tem que ser empacotado de maneira atraente.

A Espanha num estado natural não tem apelo geral. Fantasias auto-indulgente de glamour....fazem milagres na melhoria dessa imagem. Mas a Espanha Mourisca não era uma sociedade tolerante e ilminade, nem mesmo nas suas épocas mais cultas. (20)

Por fim, mesmo que seja classificada de "tolerante" segundo padrões medievais, a dhimmitude é totalmente incompatível com as noções modernas de igualdade entre os indivíduos, independentemente da fé religiosa. Agora que estamos no início do século 21, temos que insistir que os muçulmanos do Ocidente adoptem padrões sociais pós-Iluministas de igualdade, e não de "tolerância", abandonado de vez a hagiografia dos padrões  repressivos e discriminatórios practicados pelos clássicos juristas Maliki dda "iluminada" Espanha muçulmana.

- http://bit.ly/1H1Mn5J

* * * * * * *

Embora  o texto do Dr Bostom esteja essencialmente correcto, convém ressalvar que os mesmos Judeus que criaram o mito da "Espanha tolerante", traindo deste forma os muitos Judeus que foram chacinados pelos "tolerantes" muçulmanos da Ibéria, operaram dentro da filosofia iluminista que o Bostom quer que os muçulmanos adoptem.

Dito de outra forma, os "valores iluministas" não são a alternativa ao islão no Ocidente visto que foram esses valores que 1) criaram um mito da Espanha muçulmana "tolerante", e 2) eles estão na base do ódio ao Ocidente que abriu as portas à imigração em massa de muçulmanos não-assimiláveis .

Para se saber qual é a ideologia a adoptar para se combater o avanço muçulmano na Europa, basta saber qual era a ideologia de Jan Sobieski, Carlos Martel, e dos cavaleiros de combateram os maometanos em Lepanto.

Notas:

1. http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/europe/3055377.stm “Mosque signals Muslims return to Spain” BBC July 10, 2003.
2. http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/europe/3061833.stm “Muslim call to thwart capitalism” BBC July 12, 2003.
3. http://www.opinionjournal.com/taste/?id=110003764 Melik Keylan. “Back again after 500 years” Opinion Journal July 18, 2003
4. Gloria Rosa Menocal, “The Ornament of the World” (Boston: Little Brown and Company, 2002. p. 28)
5. Al-Tabari, “The History of al-Tabari (Ta’rikh al rusul wa’l-muluk)”, vol. 12, The Battle of Qadissiyah and the Conquest of Syria and Palestine, translated by Yohanan Friedman, (Albany, NY.: State University of New York Press, 1992).
6. The Noble Qur’an http://www.usc.edu/dept/MSA/quran/
7. Translation of Sahih Bukhari http://www.usc.edu/dept/MSA/fundamentals/hadithsunnah/bukhari/
8. Translation of Sahih Muslim: http://www.usc.edu/dept/MSA/fundamentals/hadithsunnah/muslim/
9. Ibn Khaldun, “The Muqudimmah. An Introduction to History”, Translated by Franz Rosenthal. (New York, NY.: Pantheon, 1958, vol. 1, p. 473).
10  Evariste Levi-Provencal. “Histoire De L’Espagne Musulmane” Vol. 3 (Paris G-P Maisonneuve, 1953, Pp. 131-33; 470-76); Bat Ye’or. “Islam and Dhimmitude: Where Civilizations Collide” Translated by Miriam Kochan and David Littman, (Cranbury, NJ.: Associated University Presses, 2001, Pp. 62-63).
11. Ibn Abi Zayd al-Qayrawani, La Risala (Epitre sur les elements du dogme et de la loi de l'Islam selon le rite malikite.) Translated from Arabic by Leon Bercher. 5th ed. Algiers, 1960, p. 165.
12. Evariste Levi-Provencal. “Seville musulmane au debut du 12e siecle” (Traite sur la vie urbaine et les coprs de métiers d’Ibn Abdun). In “Islam d’hier et diaujourd’hui.” (Vol. 2 Paris, 1947, p. 114)
13. Bat Ye’or, “The Dhimmi: Jews and Christians Under Islam”, Translated by David Maisel, Paul Fenton, and David Littman. (Cranbury, NJ.: Associated University Presses, 1985, Pp.51-77).
14. Richard Fletcher. “Moorish Spain” (Berkeley, CA: University of California Press, 1992, Pp. 44-49; 120-21); Bat Ye’or. “Islam and Dhimmitude”, Pp. 62-63;
15. Evariste Levi-Provencal. “Histoire De L’Espagne Musulmane” Vol. 1 (Paris: G-P Maisonneuve, 1950; for  Letter, see p. 228)
16. Moshe Perlmann. “Eleventh Century Andalusian Authors on the Jews of Granada”, Proceedings of the American Academy of Jewish Research, Vol. 18 (1949), Pp. 269-70.
17. H. Z. Hirschberg. “A History of the Jews of North Africa” (Leiden: E.J. Brill, 1974, Vol. 1. Pp. 123-139).
18. Bat Ye’or, “The Dhimmi” Documents III- Aspects of the dhimmis existence as experienced, #94, Forced conversions and degradation (12th century), p. 351.
19. Bernard Lewis. "The Pro-Islamic Jews," Judaism, (Fall 1968), p. 401.
20. Richard Fletcher. “Moorish Spain”, Pp. 171-73..

sábado, 26 de julho de 2014

O profeta iletrado

O Alcorão diz em 7:156-158:

Concede-nos uma graça, tanto neste mundo como no outro, porque a Ti nos voltamos contritos. Disse: Com Meu castigo açoito quem quero e Minha clemência abrange tudo, e a concederei aos tementes (a Deus) que pagam o zakat, e crêem nos Nossos versículos.

São aqueles que seguem o Mensageiro, o Profeta iletrado, o qual encontram mencionado em sua Tora e no Evangelho, o qual lhes recomenda o bem e que proíbe o ilícito, prescreve-lhes todo o bem e veda-lhes o imundo, alivia-os dos seus fardos e livra-os dos grilhões que o deprimem. Aqueles que nele creram, honraram-no, defenderam-no e seguiram a Luz que com ele foi enviada, são os bem-aventurados.

"Dize: Ó humanos, sou o Mensageiro de Deus, para todos vós; Seu é o reino dos céus e da terra. Não há mais divindades além d’Ele. Ele é Quem dá a vida e a morte! Crede, pois, em Deus e em Seu Mensageiro, o Profeta iletrado, que crê em Deus e nas Suas palavras; segui-o, para que vos encaminheis."

Em nenhuma outra parte o Alcorão menciona "o profeta iletrado", que foi erradamente entendido como "o profeta que não sabia ler". No entanto, o Alcorão vangloria-se da forma da sua narrativa, que é caracterizada por repetições de várias frases e ideias como forma de estampar de modo permanente a história na mente dos ouvintes; pelo menos isto é o que os maometanos alegam.

O "profeta iletrado" na sura al-A`raf 7 está escrito em contraste com Moisés e o seu povo. Moisés e o seu povo, no seu tempo, foram capturados por uma trepidação e começaram a orar, afirmando:

Concede-nos uma graça, tanto neste mundo como no outro, porque a Ti nos voltamos contritos.

Segundo os linguístas Árabes dessa altura, os Judeus derivavam o seu nome da palavra "huda" (que significa "orientação"), que era também o epíteto do Torah. Foi um brilhante jogo de palavras no verso 156 dizer "a Ti nos voltamos contritos" visto que o verbo usado aqui (haad, yahuud) tem uma semelhança impressionante com a palavra Árabe para Judeus (yahuud).

Moisés e o seu povo, orando na altura para que Deus olhasse para o seu Judaísmo como justiça da sua parte, receberam a resposta de Deus onde Ele alegadamente disse:

Com Meu castigo açoito quem quero e Minha clemência abrange tudo, e a concederei aos tementes (a Deus) que pagam o zakat, e crêem nos Nossos versículos. São aqueles que seguem o Mensageiro, o Profeta iletrado, o qual encontram mencionado em sua Tora e no Evangelho,

Portanto, Moisés e o seu povo teriam que esperar mais de mil anos de modo a que recebessem o que o Alcorão lhes diz que receberiam, através da fé me Maomé!

Será razoável da parte de Deus responder à oração de Moisés e do seu povo dizendo que a sua orientação não seria encontrada na Lei Mosaica mas na adopção de Maomé como "o profeta iletrado", que significa que ele seria o profeta do Gentios para os Judeus, que ainda estava para chegar? Como é que "Deus" pôde responder à oração de Moisés afirmando que Maomé se encontra mencionado no Torah e nos Evangelhos? Onde é que estavam os Evangelhos durante a altura de Moisés de modo a que Deus pudesse falar deles para Moisés e para o seu povo?

O significado de "Iletrado" no Alcorão.

Segundo o Alcorão, a palavra ummi que ocorre no texto em questão não significa não saber ler nem escrever, mas sim aquele que não tinha um Livro revelado por Deus,

Os Judeus, que precediam de Isaque, filho de Abraão, eram o Povo do Livro, enquanto que os Árabes, que se consideravam descendentes de Abraão através de Ismael, eram o povo "comum" (ummiyoon) ou Gentios (umam)

O Alcorão revelou claramente e abertamente esta distinção em muitas passagens, quando convidou tanto o povo do Livro como os comuns ["iletrados"] para que seguissem o islão:

E se eles discutirem contigo (ó Mohammad), dize-lhes: Submeto-me a Deus, assim como aqueles que me seguem! Pergunta aos adeptos do Livro e aos iletrados: Tornai-vos-ei muçulmanos? Se se tornarem encaminhar-se-ão; se negarem, sabe que a ti só compete a proclamação da Mensagem. E Deus é observador dos Seus servos. (3:20)

Esta ayah revela a frma como o povo comum desejava conhecer o Livro, tal como revela a sura 2:78:

Entre eles há iletrados que não compreendem o Livro, a não ser segundo os seus desejos, e não fazem mais do que conjecturar.

O Alcorão orgulha-se (na sura 62:2) de que Deus enviou um mensageiro que não fazia parte do povo do Livro.

Ele foi Quem escolheu, entre os iletrados, um Mensageiro da sua estirpe, para ditar-lhes os Seus versículos, consagrá-los e ensinar-lhes o Livro e a sabedoria, porque antes estavam em evidente erro.

Se "iletrados" significa que "não sabe ler nem escrever", isso significa que Alá escolheu um profeta que não sabia ler nem escrever, do meio de um povo não que não sabia ler nem escrever (o que é ridículo). Se, por outro lado, o termo "iletrado" significa "aquele que não faz parte do Povo do Livro", então já se entendes melhor seu significado da palavra "iletrado" dentro do contexto Alcorânico.

Entre os adeptos do Livro há alguns a quem podes confiar um quintal de ouro, que te devolverão intacto; também há os que, se lhes confiares um só dinar, não te restituirão, a menos que a isso os obrigues. Isto, porque dizem: Nada devemos aos iletrados. E forjam mentiras acerca de Deus, conscientemente." (3:75)

À luz desta ayah temos que entender que o Alcorão qualifica Maomé de ummi. O povo Gentio/Iletrado ("ummi") do Alcorão são os Árabes que descendem de Ismael, e o povo do Livro são os Judeus que descendem de Isaque. Consequentemente, a palavra ummi não significa um homem iletrado (analfabeto) mas alguém que pertencia ao povo Árabe, os descendentes de Ismael que não tinham um Livro revelado. Al-Shahristaani escreve:

O povo do Livro mantinha a religião das Tribos (de Israel) e viviam como os Filhos de Israel. O povo comum mantinha a religião tribal e viviam como os filhos de Ismael.
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sábado, 28 de junho de 2014

Medina era uma cidade judaica antes da ocupação islâmica

Embora seja um facto pouco publicitado, mais do que um historiador já afirmou que a segunda cidade mais santa do islão, Medina, era uma das cidades "puramente árabes" que na verdade era povoada por tribos Judaicas. (1) E tal como os Protestantes Ingleses do século 16 que financiaram os seus empreendimentos assaltando os mosteiros Católicos Ingleses, as raízes do anti-semitismo islâmico podem ser encontradas na pilhagem de colónias Judaicas, e na imposição de "impostos" [jiziyah] como forma de financiar as campanhas Árabes. Bernard Lewis escreve:

A cidade de Medina, que se encontra a cerca de 280 milhas à norte de Meca, havia sido originalmente colonizada por tribos Judaicas provenientes do norte, especialmente Banu Nadir e Banu Quraiza. A riqueza comparativa da cidade atraiu a infiltração dos Árabes pagãos que, inicialmente, vieram como clientes dos Judeus mas por fim foram bem sucedidos em dominá-los. Medina, ou, como era conhecida antes do islão, Yathrib, não tinha qualquer tipo de governo estável.

A cidade encontrava-se dividida por feudos das tribos Árabes rivais Aus e Khazraj, com os Judeus a manterem um desconfortável equilíbrio de poder. Estes últimos, envolvidos maioritariamente na agricultura e no artesanato, eram economicamente e culturalmente superiores aos Árabes, e eram consequentemente olhados com desdém.... Mas os Árabes conseguiram conquistar uma unidade através das actividades de Maomé, eles atacaram e eliminaram os Judeus. (2)

Na última metade do 5º século, muitos Judeus Persas fugiram da perseguição para a Arábia, aumentando ainda mais o número de Judeus que lá vivia. (3) Mas por volta do 6º século, os escritores Cristãos reportaram a importância contínua da comunidade Judaica que permaneceu na Terra Santa. Para os colonos Judeus dispersos, Tiberíades e Judeia era central. No Reino de Himyar, na costa Este do Mar Vermelho da Arábia, "as conversões para o Judaísmo em círculos influentes" era algo popular, e o domínio do Reino estendeu-se através de "porções consideráveis da parte sul da Arábia".

Os cidadãos comuns bem como a família real adoptaram o Judaísmo, e um dos escritores revela que "sacerdotes Judeus (presumivelmente rabinos) provenientes de Tebaríades ... faziam parte da corte do Rei Du Noas, e serviam como enviados seus nas negociações com as cidades Cristãs." (4) Segundo Guillaume,

No alvorecer do islão, os Judeus dominavam a vida económica de Hijaz [Arábia]. Eles controlavam as melhores terras ... ; em Medina eles eram provavelmente pelo menos metade da população. Existiam também colónias Judaicas à norte do Golfo de Aqaba....  O que é importante ressalvar é que os Judeus de Hijaz haviam feito muitos prosélitos [ou convertidos] junto das tribos Árabes. (5)

Os primeiros refugiados "Palestinos" ou provenientes da Judeia - os Judeus - haviam-se restabelecido e haviam-se tornado em colonos Arábicos prósperos e influentes.

A prosperidade dos Judeus devia-se  ao seu superior conhecimento da agricultura e da irrigação, bem como a sua energia e a sua indústria. Com o passar de algumas gerações, refugiados [Judeus] sem casa haviam-se tornado em grandes proprietários de terra no país,....controlando a sua finança e o seu comércio.... Devido a isto, pode-se ver claramente que a prosperidade Judaica era uma desafio para os Árabes, especialmente para os Quraish em Meca e .... [para outras tribos] Medina.

O "profeta" Maomé era ele mesmo membro da tribo Quraish, que cobiçava as posses Judaica, e

quando os muçulmanos pegaram e armas, eles foram muito mais severos com os Judeus do que com os Cristãos, que, até ao final do primeiro Califado puramente Árabe, não foram mal tratados. (6)

Um dos motivos para "esta discriminação" contra os Judeus é o que Guillaume chamou de "as palavras de desprezo do Alcorão" relativas aos Judeus. (7) A actividade dos Judeus em relação ao desenvolvimento das terras, bem como a sua cultura, era uma fonte primária de saque na deserto peninsular da Arábia. Começando com o "profeta" Maomé e o islão (8) - desde as expulsões, a depredações, extorsões, conversões forçadas e assassinatos de Judeus Árabes estabelecidos em Media, até à matança em massa dos Judeus de Khaibar - o precedente foi estabelecido entre os muçulmanos Árabes para que estes expropriassem aquilo que pertencia aos Judeus. As relações entre o "profeta" Maomé e os Judeus "nunca foram . . . fáceis":

Eles [os Judeus] haviam-no irritado por não o terem reconhecido como profeta, por o terem ridicularizado, por terem disputado a suas alegações; e, claro, a sua supremacia económica . . .  era algo que causava permanente irritação. (9)

Parece que a primeira "instigação" feita por Maomé contra os Judeus foi um incidente onde ele causou a que "um dois dois Judeus fossem assassinados e nenhum dinheiro de sangue foi pago aos seus parentes mais próximos."

... Os seus líderes colocaram em causa as suas alegações de que ele era um apóstolo enviado por Deus, e embora eles tenha ficado satisfeitos com a sua aceitação da missão divina de Abraão, Moisés e os profetas, eles dificilmente se poderia esperar que eles recebessem de bom grado a inclusão de Jesus e de Ismael como mensageiros de Deus. (10)

... a existência de grupos de Judeus insatisfeitos dentro e em redor da sua base era algo que deixava-o pouco à vontade, e eles tinham que ser eliminados se ele [Maomé] quisesse levar a cabo campanhas militares sem ansiedade. (11)

Visto que os Judeus preferiram manter as suas crenças,

uma tribo na vizinhança de Medina caiu sob suspeitas de traição e foram forçados a deixar as suas armas e abandonar a colónia. Terras valiosas e muito espólio caiu nas mãos dos muçulmanos. A tribo vizinha de Qurayza, que pouco depois iriam sofrer aniquilação, nada fizeram para ajudar os seus correlegionários, e os seus aliados - a tribo de Aus - tinham receio de lhes dar apoio activo. (12)

Maomé proclamou, "Não podem existir duas religiões juntas na Península Árabe." (13) Este édito foi levado a cabo por Abu Bakr e por Omar 1 - os sucessores de Maomé; toda a comunidade de colónias Judaicas por todo o norte da Arábia foi sistematicamente aniquilada.

Segundo Bernard Lewis, o extermínio da tribo Judaica de Quraiza foi seguido por "um ataque ao oásis Judaico de Khaibar"(14). Mensageiros enviados por Maomé foram enviados aos Judeus que haviam escapado para a segurança e conforto de Khaibar, "convidando" Usayr - o "chefe de guerra" Judeu - para visitar Medina com fins de mediação.

Usayr colocou-se a caminho com 30 companheiros e uma escolta muçulmana. Não suspeitando qualquer tipo de jogada suja, os Judeus não levaram consigo armas. Durante o caminho, os maometanos voltaram-se contra a delegação indefesa, matando todos menos um que conseguiu escapar. "A guerra baseia-se na decepção," (15) segundo um ditado frequentemente citado de Maomé (16).

O falecido historiador e antigo presidente Itzhak Ben-Zvi qualificou as "atrocidades desumanas" das comunidades Árabes como sem paralelo desde então:

.... a total aniquilação de duas tribos Judaico-Árabes, os Nadhir e os Kainuka' - através do massacre em massa dos seus homens, mulheres e crianças, foi uma tragédia para a qual não pode ser encontrada outra paralela na história Judaica até aos nossos dias ..... (17)

Segundo o Alcorão, a matança dos Judeus Árabes e a sua expropriação da suas possas foi vontade de Alá:
... alguns vocês mataram, e outros vocês levaram cativos. Ele [Alá] tornou-vos senhores das suas vidas [dos Judeus], das suas terras, das suas casas e dos seus bens, para além de outra terra [Khaibar] sobre a qual sua vocês nunca tinham firmado a planta dos vossos pés. Certamente, Alá tem o domínio sobre todas as coisas. (18)

Guillaume relata que o ataque anti-Judaico de Khaibar foi bravamente resistido, mas "embora os habitantes tenham lutado de uma forma mais valente aqui que em qualquer outro lugar, em inferioridade numérica e apanhados de surpresa, eles foram derrotados." (19).

Aqueles que de alguma forma  sobreviveram, passaram a ser a fórmula para os futuros sucessos islâmicos. Alguns dos Judeus, "não-muçulmanos" ou infiéis, "mantiveram as suas terras," pelo menos até a altura em que os muçulmanos pudessem ser recrutados em número suficiente para substituir os Judeus.

Enquanto isso, os Judeus Arábicos passaram a pagar 50% do seu rendimento em "imposto" ou taxa, como forma de terem "protecção" contra os novos pilhadores. Como o professor Lewis escreve:

A vitória muçulmana em Khaibar marcou o primeiro contracto entre o estado muçulmano e os conquistados povos não-muçulmanos, e formou a base para a forma como esses povos seriam no futuro lidados em situações semelhantes. (20)

Portanto, os dhimmis [os "protegidos] Judeus evoluíram - o roubo da liberdade e da independência política, associado à extorsão e à eventual expropriação da sua propriedade. "Tolerados" entre ataques violentos, expulsões, e pilhagens por parte dos conquistadores Árabes muçulmanos,  os dhimmis predominantemente Judeus mas também Cristãos providenciaram uma fonte de receita religiosa através da taxa imposta aos "infiéis".

Para além disso, o dhimmi rapidamente passou a ser um conveniente bode de expiação e saco de pancada para os maometanos.


* * * * * * *
Resumindo, se não fosse a limpeza étnica, ocupação, massacre, atrocidade, destruição  e violação dos Judeus por parte dos maometanos, é bem provável que Medina ainda fosse uma cidade Judaica até aos dias de hoje Mas em vez disso, e ao mesmo tempo que os maometanos exigem ser tratados com "respeito" em Israel e em todo o mundo ocidental, os não-muçulmanos estão proibidos por lei de entrar em Medina.

A hipocrisia  islâmica não tem limites.


Referências:

1.Salo W. Baron, A Social and Religious History of the Jews, 3 vols. (New York: Columbia University Press, 1937), 1, pp. 308T
2. Lewis, Arabs in History, p. 40.
3. S. Safrai, "The Lands of the Diaspora," in A History ofthe Jewish People, Ben-Sasson, ed., p. 380.
4. S. Safrai, "From the Abolition of the Patriarchate to the Arab Conquest (425-W)," in History of the Jewish People, Ben-Sasson, ed., pp. 358-359. Of this little-known history Safrai writes: "Twice the Jews of Himyar succeeded in throwing off Ethiopian domination; even in the eyes of Byzantium it was a Jewish kingdom, small but occupying a strategic position. The king of Himyar prevented Byzantine traders from passing through to India on the grounds that Jews were being persecuted in Roman lands. Byzantium was reluctant to risk a war so far away in South Arabia, but was able to persuade Ethiopia to take up its quarrel. The king of Himyar hoped for Persian aid, but there was a lull in the fighting between Rome and Persia at the time, and the Persians did not appreciate the importance of this outlet from the Red Sea being controlled by an ally of Byzantium. Du Noas fell in a battle against an invading Ethiopian army, and the Jewish Kingdom came to an end."
5. Guillaume, Islam, pp. 11-12.
6. Ibid., p. 12.
7. Ibid. See examples in Chapter 4.
8. For details of the Prophet Muhammad-Ab-u al-Qasim Muhammad ibn'Abd  Alla ibn 'Abd al-Muttal-ib ibn Hashim-see Guillaume, Islam, pp. 20-54; the "tradi-
tional" biography of Muhammad (Arabic) is Ibn Hisham's recension of Ibn Ishaq's
al-Sira al-Nabawiyya, 2 vols. (Cairo, 1955); The Life of Muhammad, abridged
English trans. by A. Guillaume (Karachi, 1955). Cited by Norman A. Stillman, Jews of Arab Lands, A History and Source Book (Philadelphia, 1979), p. 6, n. 9. See also Lewis, Arabs in History.
9. Guillaume, Islam, p. 43.
10. Ibid., pp. 43-44.
11. Ibid., p. 44.
12. The Nadir tribe. Ibid., p. 46. Also see Stillman, Jews of Arab Lands, pp. 8-10, for a study of "exclusively Muslim" sources, tracing Muhammad's "face-to-face contact with a large, organized Jewish Community," an "encounter" that "did not prove to be an auspicious one." The Nadir tribe in Medina went to Khaibar in "exile," Stillman, Jews~ p. 14.
13. Salo W. Baron, Social and Religious History, Vol. 1, p. 311. He cites Muwatta, in Al-Zurkani's commentary IV, p. 71.
14. Lewis, The Arabs in History, p. 45.
15. Al-Bukhari, al-Jami al-Sahih, bk. 56 (Kitab al-Jihad, Bab 157), ed. M. Ludolf Krehl (Leiden, 1864), Vol. 2, p. 254, cited by Stillman, Jews, p. 17. According to Stillman, "This hadith appears in several other canonical collections."
16. Stillman, Jews~ p. 17, citing Ibd Sa'd, Kitab al-Tabaqat al-Kabir, ed. by Edvard Sachau et al. (Leiden, 1909), Vol. 2, pt. 1, pp. 66-67; al-Waqidi, Kitab al-MaghaZ4 Vol. 2, pp. 566-68; Ibn Hisham, al-Sira al-Nabawiyya, Vol. 2, pp. 618-619.
17. Itzhak Ben-Zvi, The Exiled and the Redeemed (Philadelphia, 1961), p. 144. Also see Stillman, Jews, p. 14ff.
18. The Koran, Surah 33, v. 26-32, Dawood translation.
19. Guillaume, Islam, p. 49.
20. Lewis, Arabs, p. 45..

sábado, 21 de dezembro de 2013

MITO: Maomé nunca aprovaria o assassinato.


"Matem qualquer Judeu que cair nas vossas mãos!"

Esta foi a ordem que Maomé deu ao seu povo depois do assassinato dum Judeu chamado Ka’b al-Ashraf. Começando no assassinato nocturno de Asma bint Marwan (uma poeta e mãe de cinco crianças) até ao assassinato dos Cristãos de Tabuk, este foi mais um dos muitos exemplos da Sira que refuta a ideia sem sentido de que o "profeta"  do islão nunca deu permissão para assassinatos.

Depois do sangrento assassinato de al-Ashraf, Maomé desejou exercer o seu domínio em Medina incutindo o terror nos corações da população Judaica local. Muitos dos locais estavam já a reconsiderar a sua decisão de permitir que os imigrantes maometanos se fixassem na sua comunidade, o que, em retrospectiva, pareceu ser algo pouco sensato dado o facto da Maomé ter começado a matar e a expulsar residentes locais apenas 18 meses depois de ter chegado.

A solução de Maomé foi a de intimidar a população local, particularmente as duas tribos Judaicas sobreviventes (Nazir e Qurayza). Exultando com a matança bem sucedida do líder dos Nadir, al-Ashraf, e como forma de reduzir a oposição com base no terror e na "conversão", o "profeta" do islão tratou logo de exortar os seus homens a matar de modo indiscriminado.

Logo após a ordem de Maomé para "matar qualquer Judeu que caísse nas suas mãos", um discípulo seu esfaqueou o seu parceiro comercial até a sua morte. O irmão deste maometano ficou, inicialmente, horrorizado com o crime visto que, não só não existia qualquer inimizade prévia, como parte da sua subsistência vinha da actividade comercial da vítima:

O apostolo disse, "Matem qualquer Judeu que cair nas vossas mãos." Consequentemente, Muhayyisa saltou sobre Ibn Sunayna, um mercador Judeu com quem eles tinham relações sociais e relações de negócios, e matou-o.

Huwayyisa não era ainda um muçulmano por esta altura, embora ele fosse o irmão mais velho. Quando Muhayyisa matou o Judeu, Huwayyisa começou a espancá-lo, dizendo, "És um inimigo de Deus. Mataste-o embora muita da gordura que tens na barriga venha da sua riqueza?”

Muhayyisa respondeu, "Se aquele que me mandou matá-lo me tivesse mandado matar-te, eu já te teria cortado a cabeça."

Foi por esta altura que Huwayyisa começou a aceitar o islão.... Ele [Huwayyisa] respondeu e exclamou, "Por Deus, a religião que te pode causar a fazer isto é maravilhosa!", e ele tornou-se num muçulmano (Ibn Ishaq/Hisham 554).

O irmão descrente ficou impressionado com a habilidade do islão de influenciar um homem para matar o seu próprio irmão após ordens de Maomé. Devido a isto, ele tornou-se imediantamente num maometano (assumindo que a sua conversão não foi feita como forma de auto-preservação).

De facto, converter ao islão era a única forma de garantir que não sofreria uma morte causada por um dos seguidores de Maomé.

O assassínio no islão é definido como a matança de alguém da sua própria classe (ver a Lei da Igualdade, Alcorão 2:178). Embora a matança de outro (verdadeiro) maometano seja proibida no islão, Maomé encontrou várias desculpas para matar não-maometanos por crimes não capitais - tal como o assassinato do mercador Judeu Ibn Sunayna o prova.

Fonte

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Mais Mitos em Torno de Maomé

MECA

1. MITO: Maomé foi perseguido em Meca por pregar o Islão

2. MITO: Maomé foi torturado em Meca.

3. MITO: os Muçulmanos foram perseguidos e sofreram muitas baixas em Meca

4. MITO: Os pagãos de Meca foram os primeiros a verter sangue no conflito contra os muçulmanos

5. MITO: Maomé viajou até Jerusalém numa noite

6. MITO: a perseguição forçou Maomé e os muçulmanos a fugirem de Meca


MEDINA


6. MITO: Maomé tornou a cidade de Meca mais tolerante..

sábado, 10 de agosto de 2013

MITO: Maomé tornou a cidade de Meca mais tolerante

A maior parte das pessoas concorda que, após 13 anos a pregar a sua nova religião em Meca, Maomé não teve muito sucesso e devido a isso, viu-se forçado a fugir de Meca com os seus 150 seguidores. Foi durante o tempo que ele esteve fora da cidade de Meca que ele formou um exército militar, e regressou 8 anos mais tarde (como conquistador) para a cidade que o havia rejeitado.

Os maometanos que não conhecem assim os registos deixados pelos historiadores islâmicos acreditam que Meca era uma cidade de perseguição religiosa extrema, onde era imperioso conquistar os malignos pagãos devido ao perigo que eles representavam. Supostamente, depois da conquista, Maomé perdoou toda a gente e todos passaram a viver em harmonia, desfrutando da nova era de paz e tolerância religiosa que o islão trouxe à cidade. 

Os maometanos actuais têm uma necessidade imensa de acreditar que a sua religião transformou a cidade de Meca numa cidade melhor, visto que se o islão não era melhor que o paganismo que havia dominado previamente, então o islão tem poucas hipóteses de ser melhor que a religião Ocidental, ou melhor que as outras alternativas que existem hoje.

Infelizmente para os maometanos, a imagem pintada pelos historiadores islâmicos está em total contraste com aquilo que os maometanos querem tão desesperadamente acreditar. A realidade dos factos é que o islão transformou uma cidade altamente tolerante, e religiosamente pluralista, numa das duas cidades do mundo onde só aqueles que professam a fé dominante têm permissão para entrar. (Sem surpresa alguma, a outra cidade onde só os membros da fé local podem entrar é Medina).

Antes de Maomé, Meca era uma das seis cidades da Arábia que continha uma Ka'ba - o edifício com a forma dum cubo que albergava centenas de ídolos e artefactos religiosos. Os habitantes de Meca eram, em larga escala, politeístas que adoravam cada um o seu deus preferido, respeitando os deuses venerados pelos demais. Meca era também o local da peregrinação religiosa anual, onde as pessoas das regiões circundantes visitavam a cidade e lá permaneciam por um período de 4 meses. Pessoas de terras distantes tinham permissão para guardar os seus deuses dentro da Ka'ba (incluindo Hindus). Havia também uma secção reservada aos Judeus e aos Cristãos, que adoravam lado a lado com os outros. 

Os habitantes permitiam a conversão para outras confissões religiosas, e como tal, não há registo de perseguição contra aqueles que practicavam a sua fé sem insultar os outros. Até a própria experiência de Maomé é evidência do desejo dos habitantes de Meca de viver paz. Segundo as fontes islâmicas, o povo de Meca não se importava que Maomé pregasse a sua nova religião, tal como ele começou a fazer em 610 quando tinha 40 anos. Eles apenas pediram que ele fosse tão tolerante com eles tal como eles o eram em relação a ele

O auto-proclamado "profeta" Maomé, no entanto, violou a tradição, insultou abertamente as religiões locais, e insultou os ancestrais das pessoas que as practicavam. (Ver  MITO: Maomé foi perseguido em Meca por pregar o Islão). 

Isto não só causou grande ofensa, mas colocou em causa a fonte de rendimento de muitos residentes. Mesmo assim, as pessoas permitiram que Maomé pregasse durante 13 anos, mesmo sabendo que a sua pregação era uma ofensa para os locais. Isto revela o quão tolerantes os habitantes de Meca eram. Na verdade, foram os maometanos os primeiros a verter o sangue do inimigo à medida que se foram tornando cada vez mais violentos e ao mesmo tempo que crescia o cepticismo geral da sociedade.

Para sermos totalmente justos, houve alguns habitantes de Meca que responderam de forma igualmente violenta depois dos maometanos passarem a ser violentos. No entanto, a Sira só regista a morte de uma pessoa (um escravo envelhecido e devido ao stress) e nenhuma morte é regista pelas Hadith. A presença de Maomé foi tolerada até ao momento em que ele se aliou a uma tribo estrangeira contra a cidade onde ele mesmo vivia. Quando as coisas chegaram a este ponto (em 622), Maomé foi expulso de Meca.

Embora os seus adversários tivessem ficado satisfeitos em deixá-lo em paz em Medina - para onde ele fugiu juntamente com os membros da sua seita - Maomé não superou a amargura da rejeição de que foi alvo em Meca. Ele perturbou constantemente os habitantes de Meca atacando as suas caravanas e forçando-os a conflitos armados. Eventualmente ele enganou-os a assinar um pacto de não-agressão com a validade de 10 anos, o que deixou Meca indefensável perante o exército de Maomé quando este tomou a decisão de quebrar o acordo que tinha feito, e atacar a cidade de surpresa menos de dois anos após a assinatura do acordo de paz. 

[ed: É precisamente devido a incidentes como este que a palavra de alguém que tem Maomé como exemplo moral não vale nada. Acordos com maometanos devotos não são vinculativos para ele porque, segundo o profeta do islão, é perfeitamente moral violar acordos com os não-maometanos.]

A violenta história do islão primitivo deixa pouca margem de manobra para os apologistas islâmicos na sua vã tentativa de defender a tese de que a sua religião é pacífica e tolerante. A ocupação de Meca após a vitória de Maomé é normalmente o seu exemplo primário uma vez que a conquista de Maomé não precedeu um massacre em larga escala dos residentes locais (excepto a aniquilação de quem quer que tentasse defender a sua casa da ocupação estrangeira, o que foi feito por alguns). 

No entanto, é fascinante a forma como os próprios defensores do maometanismo colocam o nível de exigências num patamar bem baixo. 

Segundo as narrativas de Ibn Ishaq/Hisham, e as narrativas de outros historiados maometanos, era absurdamente óbvio que os habitantes de Meca não queriam qualquer tipo de conflito, não estavam preparados para um conflito e não contavam que Maomé marchasse contra a sua cidade com um exército de 10,000 homens. Não há qualquer razão para esperar que estas pessoas inocentes fossem chacinadas (para além do facto de Maomé já ter ordenado a morte de outras pessoas no passado).

Sem surpresa alguma, houve algumas pessoas que foram de facto condenadas à morte por Maomé ("um pequeno número de pessoas que foram mortas mesmo que se fossem encontradas por baixo das cortinas da Ka'ba" Ishaq/Hisham 818, ver também Abu Dawud 2677). Entre estas pessoas encontravam-se antigos inimigos de Maomé que o haviam ridicularizado e o haviam rejeitado no passado, incluindo duas raparigas escravas que haviam cantado músicas sobre ele:

Ele tinha duas raparigas cantoras, Fartana e a sua amiga, que costumavam cantar músicas de sátira emrealção oa aóstolo, e devido a isso, ele ordenou a sua execução.  (Ibn Ishaq/Hisham 819)

O dono delas, Ibn Khatal, um apóstata do islão, foi também morto por Maomé mesmo quando se tentou refugiar no que era considerado o lugar mais sagrado:

O Apóstolo de Alá entrou em Meca no ano da sua Conquista usando um capacete Árabe na sua cabeça; quando ele o tirou da cabeça, uma pessoa aproximou-se dele e disse "Ibn Khatal agarrou-se à cobertura da Ka'ba (buscando refúgio na Ka'ba)." O Profeta disse, "Matem--no." (Bukhari 29:72, Muslim 7:3145)

Um antigo escriba de Maomé, com o nome de Abdullah, fez também parte da lista de pessoas a serem executadas devido ao facto dele ter abandonado o islão depois de se ter apercebido que as "revelações" de Alá eram arbitrárias, coisa que ele notou quando sugeriu a Maomé mudanças em torno das palavras "reveladas" - palavras essas que deveriam ser "revelações imutáveis". 

Tal como muitos outros, Abdullah conseguiu preservar a sua vida "convertendo-se" ao islão pouco antes da sua execução. Em vez de ridicularizar aqueles que o haviam ridicularizado, ou oferecer a outra face (como Um Outro "Profeta" Jesus havia pregado previamente), Maomé matou aqueles que não se arrependeram do "crime" de o terem rejeitado. 

Foi por esta altura que Meca, uma das cidades mais tolerantes do mundo, se tornou numa das mais opressivas e intolerantes cidades da altura (e actuais). A primeira ordem de serviço de Maomé foi destruir os ídolos do povo que permitiu que ele pregasse a sua religião na sua cidade durante 13 anos:

O Profeta entrou em Meca e (por essa altura) existiam por lá 360 ídolos em volta da Ka'ba. Ele começou a esfaquear os ídolos com o pedaço de pau que tinha na sua mão recitando: "A Verdade (islão) chegou e a Falsidade (descrença) foi erradicada." (Bukhari 43:658)

Depois disto, o profeta do islão mandou os seus homens destruir os templos das outras tribos, tanto em redor de Meca (Ibn Ishaq/Hisham 840) como em localizações tão remotas como o Iêmen (Bukhari 59:643).

Com o fim violento da sua religião, a maior parte dos habitantes de Meca não teve outra escolha senão "abraçar" (na sua aparência exterior) a religião exacta que eles haviam rejeitado de forma assertiva durante os 21 anos prévios, antes de terem uma espada colada aos seus pescoços. Afirmar que esta conversão foi genuína (como alegado por alguns apologistas islâmicos) é esticar a credulidade para além dos limites do imaginável.

Antes de expulsar aqueles que se recusaram a converter ao islão, Maomé usou a força aliada dos habitantes de Meca para conquistar a cidade vizinha de al-Taif como vingança pela sua rejeição de Maomé (e, ironicamente, por estes se recusarem a formar uma aliança com Maomé contra Meca). 

Passados que estavam alguns meses, Maomé encontrava-se em posição de poder violar todos os seus pactos e expulsar os não-maometanos que ainda se encontravam na sua cidade.

Mas quanto os meses sagrados houverem transcorrido, matai os idólatras, onde quer que os acheis; capturai-os, acossai-os e espreitai-os; porém, caso se arrependam, observem a oração e paguem o zakat, abri-lhes o caminho. Sabei que Deus é Indulgente, Misericordiosíssimo. - Alcorão 9:5







As rezas e as "ofertas para os pobres encontram-se entre os pilares do islão - a salat e o zakat, respectivamente. Segundo o texto mais sagrado do islamismo, portanto, a única forma dos politeístas evitarem a morte era a conversão para o islão ou a fuga da cidade. Considere-se o destino dum idoso que preferiu rezar à sua maneira:

O Profeta recitou a Suratan-Najm (103) em Meca e prostrou-se enquanto a recitava, do mesmo modo que quem se encontrava com ele também se prostrou excepto um idoso que pegou em pedras pequenas ou areia, levantou a mão até a sua teste e disse, "Isto é suficiente para mim." Mais tarde, viu-o a ser morto como um descrente.  (Sahih Muslim 19:173)

Escusado será dizer isto, mas aqueles que, depois dos 4 meses de graça, não professavam fé nas palavras de Maomé, eram impedidos de voltar a Meca e de levar a cabo a peregrinação - tradição que já ocorria há séculos. Segundo o Alcorão, isto era assim não porque eles constituíssem algum tipo de perigo físico, mas sim porque eles eram "impuros" (Alcorão 9:28).

A história da expulsão violenta de não-maometanos das suas cidades pode também ser encontrada em Ibn Ishaq/Hisham 920-923. 

Os apologistas maometanos frequentemente alegam que Maomé apenas ordenou a matança dos pagãos que haviam "violado o acordo", mas o contexto histórico revela que o mandamento de lutar aplicava-se "aos politeístas que haviam violado o acordo, bem como aqueles que tinham um acordo geral passados que estivessem os 4 meses que lhes haviam sido conferidos como período fixo" (Ishaq/Hisham 922). Por outras palavras, os descrentes tinham 4 meses para abandonar as suas casas, quer eles tivessem feito algo de errado ou não.

Aqueles que ficaram na outrora tolerante cidade de Meca passaram a viver sob uma teocracia draconiana onde uma demonstração externa de religiosidade era exigida por Maomé como um teste à lealdade pessoal. Aqueles que se recusavam a agir em conformidade eram, literalmente, queimados vivos:

O Profeta disse 'Nenhuma reza é mais difícil que a reza Fajr e a reza Isha', mas eles soubessem as recompensas que são obtidas mediante estas rezas feitas no tempo certo, eles certamente que se apresentariam (nas mesquitas) mesmo que tivessem que rastejar.'  O Profeta acrescentou 'Certamente que ordenei que o Mu'adh-dhin (o homem que faz o chamamento para as rezas)  anunciasse o Iqama e ordenasse um homem para liderar as rezas, e posteriormente, pegasse em fogo de modo a queimar todos aqueles que não haviam abandonado as suas casas (para vir rezar), bem como para queimar as suas habitações.' Bukhari 11:626

Os Judeus e os Cristãos não foram poupados da intolerância religiosa. De facto, eles foram eventualmente perseguidos e expulsos da Península Arábica segundo os mandamentos finais de Maomé, quando este se encontrava no seu leito de morte:
Vou expulsar os Judeus e os Cristãos da Península Arábica e não vou deixar mais ninguém a não ser muçulmanos. (Sahih Muslim 4366)
Portanto, não só Maomé expulsou os não-muçulmanos de Meca, como os baniu de todo de se aproximarem da Ka'ba. Este foi um extraordinário exemplo de hipocrisia por parte do "profeta" do islão uma vez que, de acordo com a Surah 2, prevenir as pessoas de adorarem na Ka'ba era uma"perseguição", e era algo tão sério que Alá permitiu a chacina como forma de acabar com ela.

O isláo tornou-se, então, um sistema com padrões distintos onde "a força determina o que está certo" [inglês: "might makes right"], e onde a moralidade da acção é julgada pelos seus efeitos prácticos - especificamente, se ajuda os muçulmanos e o islão ou não - e não pela natureza do acto em si.

Esta forma de pensar perdura até aos dias de hoje: os maometanos exigem liberdade para pregar a sua fé nos países não-muçulmanos mas trabalham de modo activo para negar às outras confissões religiosas essa mesma liberdade nos seus países (ou em zonas onde eles se encontram em número suficiente para modificar as leis e os costumes).

Semelhantemente, eles insistem que as pessoas devem ser livres para se converterem ao islão, mas ninguém não têm liberdade para abandonar o islão ("Quem abandonar a fé islâmica deve ser morto" - Volume 9, Livro 84, Número 5).

Conclusão:

Os efeitos da remoção do paganismo pré-islâmico em favor do intolerante sistema de Maomé são manifestos. Cinquenta anos depois da morte de Maomé, a Ka'ba, que se havia mantido durante séculos sob a bandeira da liberdade religiosa e do respeito pela fé alheia, encontrava-se em ruínas devido a mais uma das muitas guerras entre os maometanos que se geraram após a morte do "profeta".

Actualmente, os maometanos continuam a lutar uns contra os outros e não há país islâmico no mundo que permite de modo real a liberdade para se pregar outras confissões, ou recrutar jovens maometanos para fora da fé islâmica - algo que Maomé teve a liberdade para fazer em Meca em favor da sua religião. 

Em contraste com a sua história pré-islâmica, a cidade de Meca tem hoje a "honra" de ser, em termos de liberdade religiosa, a cidade mais intolerante do mundo, visto que os não-maometanos não têm sequer a permissão para a visitar. Como é normal, os apologistas maometanos não falam disto.

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Mitos em torno de Maomé

MECA



















MEDINA






















MAOMÉ - O CONQUISTADOR














sábado, 30 de março de 2013

Activistas pró-Palestina violadas na Líbia

Duas mulheres de origem paquistanesa foram "brutalmente violadas em frente ao pai", reporta Awadh al-Barassi na sua conta de Facebook, condenando "o terrível acto." 

Barassi afirmou que havia visto as duas vítimas em Benghazi na Terça-Feira, e que a família "se encontrava num estado psicológico muito mau."

As mulheres acompanharam o pai numa iniciativa organizada pela ONG Turca "NGO IHH", e dirigiam-se ao conclave palestino que se encontra numa zona bloqueada por Israel quando foram barradas de abandonar a Líbka e entrar no Egipto.

Os três determinaram então voltar a Benghazi acompanhados por mais dois britânicos, com o expresso propósito de apanharem um avião e voarem para casa. No entanto, quando chegaram à segunda maior cidade da Líbia, foram raptados por 5 homens não identificados. 

Outras fontes afirmam que a família encontra-se agora sobn os cuidados do consulado turco em Benghazi.


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Isto é o tipo de coisa que acontece com muito mais frequência mas que pouco é reportada. Mulheres (muçulmanos ou não) que têm o azar de cair nas mãos de terroristas muçulmanos, podem contar com várias horas de abuso sexual. 

O mais horrível é que este tipo de comportamento tem suporte na teologia islâmica uma vez que Maomé, o "profeta" do maometanismo, abusou sexualmemte de uma criança (Aisha) e de uma judia. A judia foi sexualmente abusada quando Maomé invadiu Khaybar, matou muitos homens, torturou um deles para obter o seu ouro, e "casou-se" com uma judia cujo marido tinha sido assassinado por ele e pelos seus fiéis devotos.

Portanto, criticar este tipo de comportamento sem fazer a ligação com o comportamento do fundador da religião islâmica é insuficiente.
O apóstolo de Alá (que a paz esteja com ele) enviou uma expedição militar até Awtas por ocasião da batalha de Hunain. Eles depararam-se com o inimigo e combateram-no. Depois de os terem vencido, levaram consigo os cativos.
Alguns dos Companheiros do apóstolo de Alá (que a paz esteja com ele) estavam relutantes em ter relações sexuais com as cativas na presença dos seus esposos, que eram descrentes. Então Alá, o exaltado, enviou o verso alcorânico onde se lê:
"Também vos está vedado desposar as mulheres casadas, salvo as que tendes à mão." (4:24)  Abu Dawud 2150 e Muslim 3433

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

"Adormeço como membro da Fatah, acordo como membro do Hamas"


Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não existe uma divisão profunda entre a Fatah e o Hamas. Os "palestinos" frequentemente trocam entre um e outro e membros da mesma família pertencem a grupos diferentes. Jibril Rajoub, por exemplo, é frequentemente entrevistado pelos média israelitas como representante da Fatah (AP) enquanto o seu irmão, Naif, foi um ministro da administração do Hamas.

Antes de 2007, altura em que o Hamas tomou conta da Faixa de Gaza e suprimiu a presença local da Fatah, havia uma considerável troca entre as organizações. Numa ocasião, umaprisionado militante da Fatah sorriu e disse que era difícil para ele dizer a qual das organizações ele pertencia. " Às vezes acontece," diz ele, "eu adormecer como membro da Fatah e acordar como membro do Hamas . . ."

Durante a semana passada várias pessoas marcharam pelas estradas da Judeia e Samaria ("West Bank") munidas de cartazes aprovadas pelo Hamas, e abençoadas pela Fatah, gritando coisas como "morte aos Judeus!" e "morte a Israel!". Tal como afirmou um membro veterano da Fatah, "Nos nossos corações, todos nós somos membros do Hamas."

O suposto "pragmatismo" de Mahmoud Abbas é música para os ouvidos ocidentais mas não tanto para os ouvidos árabes. Devido a isto, quando ele voltou da ONU com título de "Presidente da Palestina" no seu bolso, permitiu que o Hamas e outros levassem a cabo desfiles e comícios, libertou prisioneiros do Hamas, e deu instruções para que fossem deixados em paz aqueles que tencionassem levar a cabo ataques contra Israel.

Actualmente, a Autoridade Palestina [AP] mal pode manter-se à tona, e todas as grandes marchas organizadas para desculpar ou suavizar a imagem do Hamas podem levar a violência faccionária palestina e a ataques terroristas contra Israel.

Hamas, com a recentemente recebida ajuda e aprovação de Mahmoud Abbas, obterá o poder, tal como o obteve em Gaza. Israel nunca poderá aceitar a existência dum emirato radical islâmico na Judeia e Samaria ("West Bank"), da mesma forma que Paris, Londres ou Washington nunca poderiam aceitar a  al-Qaeda ou os Talibás no Mónaco, País de Gales ou Virginia.

Desta vez, ninguém pode prometer que os soldados israelitas continuarão a agir como guarda-costas dos líderes 2palestinos" quando as suas vidas estiverem em risco.  Esse filme, como todos nós já vimos, já acabou.
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