MITOS ISLÂMICOS

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

MITO: Maomé viveu em paz com os Judeus de Medina (2) - Banu Nadir

Maomé expulsou a segunda tribo Judaica, os Banu Nadir, menos de um ano depois de ter expulso a primeira tribo. As circunstâncias através das quais esta segunda expulsão foi levada a cabo são um testemunho muito forte em favor da dualidade de critérios usada pelos maometanos na forma como eles lidavam com os demais. Esta dualidade de critérios, pasme-se, está expressa no Alcorão 48:29.

No ano de 625, um dos soldados de Maomé assassinou dois homens durante o seu sono. Estes homens pertenciam a uma tribo com quem Maomé tinha "um acordo de amizade" (Ibn Ishaq/Hisham 650).

Ficou determinado então que dinheiro de sangue seria oferecido como forma de satisfazer a dívida. Embora Maomé lidasse com os não-maometanos de forma mais severa, ele nunca ordenou a morte de homens seus por estes terem morto um não-muçulmano.

No entanto, em vez de Maomé lidar com a dívida ele mesmo, e visto que ele possuía uma riqueza substancial adquirida através dos assaltos às caravanas de Meca e através da confiscação das posses Judaicas, Maomé decidiu que o dinheiro que iria ser usado para pagar uma morte causada por um muçulmano deveria vir dos bolsos duma tribo . . . Judaica.

Embora eles nada tivessem a ver com esta questão, Maomé dirigiu-se à tribo Banu Nadir e exigiu uma contribuição (Ibn Ishaq/Hisham 652). Mal ele e os seus assassinos se apresentaram perante a tribo, Maomé iniciou as exigências e esperou do lado de fora pelo dinheiro.

Mais tarde ele alegou que Alá falou com ele durante o tempo em que ele esteve do lado de fora dos muros, e que supostamente os judeus tencionavam matá-lo, atirando uma pedra sobre a sua cabeça a partir dum telhado duma das casas:

Enquanto o apóstolo se encontrava com um certo número dos seus companheiros . . . . chegaram notícias do céu sobre as intenções destas pessoas.
(Ibn Ishaq/Hisham 652)

Devido as estas "notícias do céu", Maomé abandonou o local e voltou mais tarde com um exército militar. Posteriormente ele sitiou a comunidade e forçou-os a renderem-se sem oferecer qualquer tipo de luta. Tal como havia feito à tribo Qaynuqa, os judeus foram expulsos levando com eles apenas as roupas que poderiam transportar e tudo o que conseguiram colocar sobre os camelos.

Outra revelação conveniente, proveniente do deus árabe Alá e audível apenas para Maomé, permitiu que o "profeta" confiscasse pessoalmente todos os bens restantes para si (Bukhari 52:153). Alá é mesmo bom!

Para qualquer pessoa mais céptica em relação às alegações islâmicas, existem alguns problemas em torno da justificação maometana para a expulsão duma tribo inteira por motivos que nada tinham a ver com ela.

Em primeiro lugar, certamente que é suspeito que ele tenha exigido que outra tribo pagasse por algo que os seus homens haviam feito. Ainda mais suspeito é que ele tenha ido recolher o pagamento pessoalmente. Se Alá, o deus árabe, tem a capacidade de ver o futuro, então ele supostamente saberia que o seu profeta seria vítima de um atentado contra a sua vida.

Na Bíblia, o Verdadeiro Deus, o Deus de Israel, avisou o seu precioso Apóstolo e Profeta Paulo do que haveria de acontecer com ele em Jerusalém:

E, demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judeia um profeta, por nome Ágabo; E, vindo ter connosco, tomou a cinta de Paulo, e ligando os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim ligarão os judeus, em Jerusalém, o varão de quem é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios.
(Actos 21:10-11)
No caso de Maomé, o seu deus aparentemente não sabia o que haveria de acontecer ao seu profeta.

É mais fácil acreditar que Maomé já buscava motivos para atacar esta tribo do que acreditar que ele recebeu uma revelação enquanto se encontrava nas imediações da comunidade.

Claro que só a noção de que Alá falou com Maomé, conferindo-lhe "permissão" para ficar com todas as riquezas da tribo judaica, é suficientemente suspeita. Revelações convenientes (para Maomé) são o pão-nosso-de-cada-dia no Alcorão. Isto é tanto assim que a sua esposa Aisha chegou a um ponto onde disse:

Vejo que o teu Senhor apressa-se a satisfazer os teus desejos e vontades, ó Maomé.
Mas o problema mais grave deste evento é o de Maomé justificar o ataque a uma tribo inocente segundo teorias da conspiração em torno de alegadas tentativas de assassinato dirigidas a ele. Mas mesmo se fosse verdade que os judeus da Bani Nadir tencionavam matar Maomé, e usando os padrões que o próprio usou, eles estariam plenamente no seu direito visto que Maomé levou a cabo pelo menos um assassinato contra um membro desta comunidade judaica.

Um judeu de Banu Nadir chamado Ka’b al-Ashraf foi assassinado a mando de Maomé meses antes da tribo em si ter sido atacada. A desculpa que Maomé usou para matar este judeu foi o de ele ter composto poemas dirigido às mulheres muçulmanas depois de Maomé e o seu bando de assaltantes ter vencido a Batalha de Badr.

Foi então que ele [Ka’b al-Ashraf] compôs versos amatórios de natureza insultuosa contra as muçulmanas. O apóstolo disse . . . . "Quem é que me livra do al-Ashraf?"

[Outro muçulmano] disse: "Eu lido com ele, ó apostolo de Alá. Eu vou lá e mato-o."

Ele [Maomé] disse "Faz isso, se fores capaz." - (Ibn Ishaq/Hisham 550)

Maomé deu permissão ao assassino para prosseguir com os passos necessários para o assassinato do poeta, incluindo o recurso à mentira. O assassino juntou ao seu redor um grupo de outros muçulmanos, e mentiu ao poeta como forma de obrigá-lo a sair da sua casa, sozinho e desarmado.

Apesar do homem estar sozinho e desarmado, o assassinato, que decorreu pela calada da noite, não foi algo pacífico. Enquanto lutava pela sua vida, al-Ashraf emitiu vários gritos à medida que era esfaqueado pelos muçulmanos:

O inimigo de Alá fez tanto barulho que em todos os fortes ao nosso redor começaram-se a ver luzes a serem acendidas. Inseri [a faca] nas partes inferiores do seu corpo e forcei a abertura até chegar aos seus genitais. Foi então que o inimigo de Alá caiu no chão.
(Ibn Ishaq/Hisham 552)

Fonte

. . . . . . . .

Estes dois eventos demonstram que os muçulmanos de Medina operavam segundo um padrão distinto daquele na base do qual julgavam o resto da comunidade. Aos maometanos era permitido assassinar quem quer que lhes insultasse mas aos outros não era permitido agir em legítima defesa como forma de proteger a sua própria vida.

Devido ao controle que ele havia estabelecido durante os primeiros dois anos da sua estadia em Medina, Maomé estava agora numa posição em que lhe era permitido negar aos outros a mesma simpatia e tolerância que ele exigia para si.

Ele usou este novo poder não como forma de trazer as pessoas ao conhecimento do Verdadeiro Deus, mas sim como forma de levar a cabo assassinatos e expulsões a pessoas e grupos com os quais ele pessoalmente não estava de acordo.

Este é o "último" profeta de Deus? Este é o homem que é suposto ser o "exemplo" para toda a humanidade? Dificilmente.

Para os maometanos actuais, que preferem acreditar que Maomé era um homem abnegado, o destino da tribo Banu Nadir foi apenas um inconveniente. Muitos muçulmanos actuais provavelmente defendem que os culpados são os judeus de Nadir.

Não lhes incomoda nem um bocado que uma tribo inteira de judeus tenha sido expulsa da sua terra tendo como base uma alegada tentativa de assassinato que só Maomé sabia.

Também não lhes preocupa nem um bocado que, se a tentativa de assassinato fosse verídica, os judeus de Nadir estivessem no seu direito visto Maomé ter já assassinado um dos seus pelo terrível "crime" de escrever um poema.

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