MITOS ISLÂMICOS

sábado, 4 de fevereiro de 2012

MITO: Maomé viveu em paz com os Judeus (3) - Banu Qurayza

Os versos 5:45-48 do Alcorão afirmam a regra da Bíblia Hebraica onde se lê "olho por olho, dente por dente" (DEUTERONÓMIO 19:21) ao mesmo que acrescenta o princípio Cristão do perdão ser mais nobre que a retaliação. No entanto, se precisássemos de evidências que estas palavras não se aplicam à forma como os maometanos tratam os não-muçulmanos, bastava analisar a conduta de Maomé em relação aos judeus em geral - a tribo de Qurayza em particular.

Maomé e o seu bando de imigrantes chegaram a Medina no ano de 622. Durante algum tempo os maometanos encontraram-se numa posição de dependência completa da hospitalidade dos judeus locais, principalmente das 3 tribos que já lá viviam lado a lado com os árabes.

Em menos de 2 anos, e mal Maomé e os maometanos ficaram suficientemente poderosos, duas das tribos judaicas que haviam recebido Maomé, Banu Qaynuqa e Banu Nadir, foram expulsas das suas terras e os seus bens confiscados e acrescentados à riqueza dos muçulmanos.

Maomé levou isto a cabo explorando as divisões que havia entre as tribos, e escolhendo a ordem de ataque às tribos de forma cuidadosa. Ele sabia que as outras duas tribos não viriam em assistência da primeira visto que haviam estado recentemente envolvidas num conflito. Paralelamente a isto, ele sabia que a terceira tribo não viria em socorro da segundo devido a uma disputa existente entre ambas em torno de "dinheiro de sangue".

A última tribo a sobreviver foi a tribo Banu Qurayza. Tal como as outras duas tribos judaicas a quem Maomé atacou e roubou as possessões, os Qurayza eram uma comunidade de agricultores e mercadores que mais tarde, e sem resistência, se renderam aos exército de Maomé.

Embora Maomé tivesse sido suficientemente sábio ao não ordenar a matança geral das duas primeiras tribos - o que, sem dúvida, tornaria a resistência dos Qurayza maior - não havia qualquer tipo de motivo práctico para Maomé reprimir os seus impulsos genocidas mal a última tribo tivesse rendido as suas posses e poder.

Demonstrando mais uma vez o quão nobre e exemplar era, Maomé mandou que mais de 800 homens e rapazes judeus (e pelo menos uma mulher) fossem decapitados de forma sistemática, num evento que até hoje é um embaraço para os apologistas islâmicos.

Não só este episódio está em clara oposição à noção do islão ser uma religião pacífica, como também se encontra em oposição directa à noção do islão ser uma continuação lógica do Cristianismo. Mesmo os críticos mais acérrimos do Cristianismo teriam dificuldades em harmonizar um evento desta brutalidade com a Mensagem de paz que o Senhor Jesus e os Seus Discípulos anunciaram na Terra de Israel e no mundo greco-romano.

O embaraço islâmico em torno deste evento tem sido trazido a luz nos dias actuais à medida que o islão se encontra em posição de competição com outras religiões. Devido ao debate aberto que o ocidente defende, esta história de massacre e intolerância tornou-se controversa entre os maometanos. Por motivos de conveniência, alguns negam de todo que este episódio alguma vez tenha ocorrido. Outros encontram-se totalmente ignorantes do evento.

Mas os maometanos não têm muita margem de manobra no que toca a historicidade do evento, visto que não só o mesmo está bem suportado nas biografias do "profeta", como há até uma referência ao mesmo no Alcorão (33:26).

Uma vez que o islão não esconde este evento de forma alguma, especialmente as coisas que Maomé fez pessoalmente, os muçulmanos contemporâneos tentam-se convencer de que as vítimas "mereciam" o destino que lhes calhou.

Infelizmente para os muçulmanos, a descrição do que ocorreu aos judeus desta tribo, tal como reportado pelos historiadores maometanos a partir de alegadas testemunhas oculares, não suporta os actuais revisionismos históricos. De facto, foram os judeus de Qurayza que se depararam com uma situação impossível: dum lado tinha os muçulmanos e do outro tinham os adversários de Meca.

. . . .

Pouco depois de ter chegado a Medina no ano AD de 622, e aparentemente seguindo ordens do espírito que ele erradamente identificou como o anjo Gabriel, Maomé deu início a ataques organizados às caravanas comerciais dos habitantes de Meca. Ele roubava as mercadorias e matava quem quer que as defendia (Ibn Ishaq/Hisham 424-425).

Os judeus de Qurayza não tinham nada a ver com estes eventos. Eles, tal como os habitantes de Meca, eram também comerciantes e, como tal, valorizavam a segurança aquando das transacções comerciais. De maneira nenhuma eles encorajaram ou tomaram parte dos saques que Maomé levou a cabo contra as caravanas de Meca.

Após alguns anos, os habitantes de Meca aperceberam-se que eles teriam que tentar capturar Medina visto a mesma estar a ser usada como base de operação por parte de Maomé e dos seus piratas do deserto. No ano de 627 os habitantes de Meca enviaram um exército para as zonas circundantes da cidade num gesto que demonstrava intenção de conquistar a mesma.

A batalha que se seguiu ficou conhecida como a Batalha da Trincheira devido ao facto dos maometanos, e devido à exposição destas áreas, terem cavado uma vala na zona norte e na zona oeste da cidade.

A tribo Qurayza, que vivia na parte Este da cidade de Medina, foi portanto encurralada numa péssima situação. Sem serem responsáveis pelos furtos levados a cabo por Maomé, os judeus viram-se envolvidos no conflito, especialmente quando contactados por um dos líderes de Meca. Este enviado pediu-lhes que não assistissem Maomé durante o cerco à cidade.

Até essa altura, os judeus haviam ajudado os maometanos fornecendo-lhes utensílios de escavação mas não lhes tinham fornecido qualquer tipo de ajuda militar activa.

O líder do agrupamento de Qurayza nem sequer queria receber os enviados de Meca, mas ele foi enganado e forçado a aceitar os enviados na sua casa (Ishaq/Hisham 674).

Mal se encontrou dentro das suas instalações, o enviado de Meca começou a alegar que a batalha contra Maomé seria vitoriosa e que havia já sinais da sua eminente queda. A angustia sentida pelo líder dos Qurayza foi tanta que até os historiadores muçulmanos a registaram:

Quando Ka'b ouviu que Huyayy [enviado de Meca] estava a chegar, fechou a porta do forte na sua cara. Quando este pediu permissão para entrar, Ka'b recusou-se a vê-lo, acusando-o de ser um homem com mau presságio.

Foi então que Huyayy acusou-o de não ser hospitaleiro. Ka'b ficou tão enervado com isto que abriu a porta. Huyayy disse então:

"Céus, Ka'b, trago-te fama imortal e um grande exército. Eles fizeram um acordo firme comigo e comprometeram-se a não partir enquanto não tivermos destruído Maomé e os seus homens."

Ka'b respondeu:

"Por Alá, trouxeste-me vergonha imortal, uma nuvem vazia enquanto troveja, e trovões sem nada neles. Ai de ti, Huyayy, deixa-me em paz."

(Ishaq/Hisham 674)

No entanto, e depois de muita adulação por parte dos enviados de Meca, o líder dos Qurayza finalmente cedeu e concordou em permanecer-se neutral durante o conflito. Ele não iria contribuir com tropas para a defesa da cidade e nem para a sua eminente captura por parte dum exército em maior número.

Os maometanos teriam, portanto, que lidar sozinhos com o conflito que eles mesmos haviam dado início contra os habitantes de Meca.

A "batalha"

Para além de algumas trocas de flechas através das valas cavadas previamente, os primeiros 20 dias passaram-se "sem qualquer tipo de conflito" (Ibn Ishaq/Hisham 676).

Um esforço tímido durante o 20º dia provou-se fatal para o exército de Meca, demonstrando que eles não poderiam vencer a batalha sem o apoio dos Qurayza do outro lado da cidade. No entanto, os Qurayza recusaram-se a entrar na guerra, o que causou a que o exército de Meca abandonasse o cerco.

Cerca de seis maometanos foram mortos durante esta "batalha" e os seus nomes foram cuidadosamente registados (Ibn Ishaq/Hisham 699). Nenhuma destas mortes entre os muçulmanos foi causada directa ou indirectamente por algo que a tribo Qurayza havia feito. Isto é muito importante visto que demonstra o carácter (ou a falta dele) do "profeta" Maomé.

Com a batalha terminada, o líder dos muçulmanos surpreendeu-os voltando o exército contra a fortaleza dos Qurayza, alegando que a sua neutralidade havia sido uma "violação" da constituição que o próprio Maomé havia estabelecido 5 anos antes.

O conteúdo original deste "tratado" é, no entanto, desconhecido. Aquilo que apologistas posteriores afirmam ter estado presente nesta "constituição" parece ser algo artificialmente criado tendo em vista um propósito apologético.

É muito pouco provável, por exemplo, que as tribos de Medina conferissem aos muçulmanos o "direito" de os matar só por estes falarem mal de Maomé. Alguns líderes judeus haviam sido já assassinados por Maomé antes do incidente de Qurayza. Pelo menos um mercador inocente foi assassinado pelo seu sócio de negócios depois de Maomé dar a ordem matem qualquer judeu que esteja sob o vosso poder (al-Tabari 7:97).

Para além disso, Maomé havia já atacado duas outras tribos judaicas (1 , 2) - assinantes do mesmo "tratado" - e ficado com as suas posses depois destas terem sido expulsas das suas terras.

Não há muitas dúvidas que os problemas que Maomé trouxe a Medina, através da sua atitude genocida contra os judeus e através do seu apego pelas mercadorias dos habitantes de Meca, fizeram parte das negociações entre Ka'b e os enviados de Meca - para além da ameaça de destruição se o exército de Meca vencesse a guerra.

Segundo o ponto de vista dos judeus de Qurayza, era só uma questão de tempo até Maomé arranjar uma desculpa para atacar a tribo e ficar com as suas posses - tal como havia feito com sucesso com as outras duas tribos judaicas.

Ao contrário do que erradamente se pensa hoje em dia, os Qurayza não atacaram os maometanos. Se os judeus tivessem de facto atacado Maomé e o seu bando de piratas do deserto, isto significaria o fim do exército muçulmano visto o sul da cidade estar totalmente exposto.

Numa ironia terrível, foi a decisão de não dar início a actos de violência que selou o destino dos judeus de Medina.

Estes judeus foram os primeiros numa longa linha de vítimas que sobrestimou o valor que os adoradores de Alá, o deus árabe, dão à vida dos não-maometanos.

O fim dos Qurayza.

Segundo Maomé, o "anjo Gabriel" (visto apenas por Maomé, claro) ordenou-o que sitiasse os Qurayza. Passados que estavam 20 dias, os judeus renderam-se ao "profeta" do islão. Como reportado por Ibn Ishaq/Hisham eles "submeteram-se ao julgamento do apóstolo" (Ishaq/Hisham 688).

Outra má concepção ocorre quando se julga que Maomé não emitiu a sentença de morte contra os Qurayza e como tal, não foi responsável por ela. Há um cerne de verdade nesta declaração uma vez Maomé claramente tentou descarregar sobre outro esta responsabilidade. No entanto, e após análise à narrativa, podemos constatar que Maomé claramente apoiou o massacre subsequente - facto verificado pela escolha do "arbitrador" e pela sua (Maomé) reacção.

Primeiro, o "profeta" enganou os Qurayza ao fazê-los concordar que a sentença fosse dada por "um deles". Na verdade, o homem que "era um deles", era um judeu que havia convertido ao islamismo e havia combatido na batalha Batalha da Trincheira.

O que os Qurayza não sabiam é que Sa’d bin Muadh havia sido também um dos poucos muçulmanos fatalmente feridos na batalha (Ishaq/Hisham 689). Isto, obviamente, influenciou o seu julgamento. Segundo as Hadith, ele estava desejoso de continuar a matar os "descrentes" mesmo enquanto se encontrava a morrer na sua tenda (Bukhari 59:448).

Segundo, quando Sa’d decretou que os homens da tribo Qurayza fossem mortos e as suas mulheres e crianças tomados como escravos, Maomé não expressou qualquer tipo de desaprovação. Pior, Maomé confirmou esta sentença bárbara afirmando que a mesma era um "julgamento de Alá" (Bukhari 58:148).

Lembrem-se que esta matança foi levada a cabo contra uma tribo que nada havia feito contra Maomé.

Contraponham o que os registos islâmicos nos dizem sobre Maomé com o que os maometanos contemporâneos nos dizem sobre o mesmo. É-nos dito que Maomé era um "homem de paz". Tendo em conta que os Qurayza não haviam morto nenhum muçulmano, não seria de esperar que um genuíno homem pacífico buscasse formas de dialogar com eles de modo a chegarem a um consenso?

Em vez disso, Maomé, o último e mais exaltado profeta de Deus e o exemplo para toda a humanidade, ordenou que os homens fossem todos amarrados. Depois disto, cavou calas e deu início à decapitação sistemática dos judeus.

Numa cena que certamente possui semelhanças com os esquadrões da morte da nacional-socialista alemã, pequenos grupos de judeus que não haviam feito qualquer tipo de mal a Maomé foram trazidos a ele e forçados a ajoelhar. Olhando para os corpos de judeus já decapitados, estes pobres judeus submeteram-se eles mesmos à decapitação antes de serem empurrados para a vala onde já se encontravam muitos dos seus familiares.

Tudo isto com a aprovação de Maomé.

Não há forma de negar que Maomé sentiu algum tipo de satisfação com a matança de judeus, particularmente depois de ter tomado posse duma bonita rapariga judia "recentemente enviuvada" e, portanto, disponível para ser a sua serva sexual (Ishaq/Hisham 693).

Outras mulheres não se submeteram de forma tão complacente. "Historiadores" muçulmanos registam a reacção duma mulher que perdeu a sua sanidade mental quando a sua família foi morta. Os executores aparentemente encontraram-na a rir-se de um modo descontrolado e enervante e como tal, decapitaram-na também. Como regista Aisha:

Nunca mais me esqueço que ela se ria de uma forma extrema embora soubesse que seria morta.
(Abu Dawud 2665)
(Pode-se perdoar a obtusidade de Aisha visto que, na altura em que o seu marido Maomé levava a cabo a matança dos judeus, ela tinha só 12 anos).

Rapazes com idades iguais ou superiores a 13/14 anos foram também executados se se confirmasse terem atingido a puberdade. Os muçulmanos ordenaram que os rapazes baixassem as calças; aqueles que possuíssem pêlos púbicos tiveram os seus pescoços cortados (Abu Dawud 4390).

Não havia necessidade de se determinar quem é que tinha ou não combatido visto que NINGUÉM tinha combatido. Maomé matou-os a todos, mesmo verificando-se o caso de nenhum deles ter sido uma ameaça para si.

Depois de ter saciado o seu desejo de morte, Maomé dividiu as viúvas e as crianças e entregou-os aos seus homens como servas sexuais e escravos. A riqueza acumulada pelos Qurayza foi também dividida.

Uma vez que os Qurayza eram uma tribo pacífica que se dedicava à agricultura e ao comércio, não havia armas e cavalos suficientes para o gosto de Maomé. Como tal, ele obteve armas e cavalos vendendo as mulheres Qurayza num distante mercado (Ishaq 693).

Contradições morais internas.

Embora o Alcorão diga que ninguém pode carregar os fardos de outro (53:38), todos os homens da tribo foram mortos devido à decisão que foi forçada a um dos membros.

E que dizer das partes que ordenam o término da violência se o adversário parar de lutar? Os Qurayza nunca haviam iniciado qualquer tipo de luta contra Maomé.

. . . . . . . . . .

Embora os apologistas islâmicos se encontrem literalmente num nó cego quando se trata de justificar este massacre, este incidente foi apenas o primeiro de muitos massacres levados a cabo pelos escravos de Alá.

Quer sejam os 4,000 Judeus de Granada em 1066, os 100,000 Hindus num único dia de 1399, ou o milhão de Arménios Cristãos no início do século 20, a verdade dos factos é que muitos milhões foram mortos nas execuções em massa levadas a cabo pelos discípulos de Maomé.

No entanto, apesar deste registo histórico horrível, nenhum membro da religião islâmica alguma vez emitiu ou emitirá um pedido de desculpas pelos massacres levados pelos muçulmanos visto que os mesmos apenas seguiam o padrão e o exemplo deixado por Maomé aquando da matança dos Qurayza.

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