Na última metade do 5º século, muitos Judeus Persas fugiram da perseguição para a Arábia, aumentando ainda mais o número de Judeus que lá vivia. (3) Mas por volta do 6º século, os escritores Cristãos reportaram a importância contínua da comunidade Judaica que permaneceu na Terra Santa. Para os colonos Judeus dispersos, Tiberíades e Judeia era central. No Reino de Himyar, na costa Este do Mar Vermelho da Arábia, "as conversões para o Judaísmo em círculos influentes" era algo popular, e o domínio do Reino estendeu-se através de "porções consideráveis da parte sul da Arábia".
Os cidadãos comuns bem como a família real adoptaram o Judaísmo, e um dos escritores revela que "sacerdotes Judeus (presumivelmente rabinos) provenientes de Tebaríades ... faziam parte da corte do Rei Du Noas, e serviam como enviados seus nas negociações com as cidades Cristãs." (4) Segundo Guillaume,
Um dos motivos para "esta discriminação" contra os Judeus é o que Guillaume chamou de "as palavras de desprezo do Alcorão" relativas aos Judeus. (7) A actividade dos Judeus em relação ao desenvolvimento das terras, bem como a sua cultura, era uma fonte primária de saque na deserto peninsular da Arábia. Começando com o "profeta" Maomé e o islão (8) - desde as expulsões, a depredações, extorsões, conversões forçadas e assassinatos de Judeus Árabes estabelecidos em Media, até à matança em massa dos Judeus de Khaibar - o precedente foi estabelecido entre os muçulmanos Árabes para que estes expropriassem aquilo que pertencia aos Judeus. As relações entre o "profeta" Maomé e os Judeus "nunca foram . . . fáceis":
Parece que a primeira "instigação" feita por Maomé contra os Judeus foi um incidente onde ele causou a que "um dois dois Judeus fossem assassinados e nenhum dinheiro de sangue foi pago aos seus parentes mais próximos."
... a existência de grupos de Judeus insatisfeitos dentro e em redor da sua base era algo que deixava-o pouco à vontade, e eles tinham que ser eliminados se ele [Maomé] quisesse levar a cabo campanhas militares sem ansiedade. (11)
Visto que os Judeus preferiram manter as suas crenças,
Maomé proclamou, "Não podem existir duas religiões juntas na Península Árabe." (13) Este édito foi levado a cabo por Abu Bakr e por Omar 1 - os sucessores de Maomé; toda a comunidade de colónias Judaicas por todo o norte da Arábia foi sistematicamente aniquilada.
Segundo Bernard Lewis, o extermínio da tribo Judaica de Quraiza foi seguido por "um ataque ao oásis Judaico de Khaibar"(14). Mensageiros enviados por Maomé foram enviados aos Judeus que haviam escapado para a segurança e conforto de Khaibar, "convidando" Usayr - o "chefe de guerra" Judeu - para visitar Medina com fins de mediação.
O falecido historiador e antigo presidente Itzhak Ben-Zvi qualificou as "atrocidades desumanas" das comunidades Árabes como sem paralelo desde então:
Segundo o Alcorão, a matança dos Judeus Árabes e a sua expropriação da suas possas foi vontade de Alá:
... alguns vocês mataram, e outros vocês levaram cativos. Ele [Alá] tornou-vos senhores das suas vidas [dos Judeus], das suas terras, das suas casas e dos seus bens, para além de outra terra [Khaibar] sobre a qual sua vocês nunca tinham firmado a planta dos vossos pés. Certamente, Alá tem o domínio sobre todas as coisas. (18)
Guillaume relata que o ataque anti-Judaico de Khaibar foi bravamente resistido, mas "embora os habitantes tenham lutado de uma forma mais valente aqui que em qualquer outro lugar, em inferioridade numérica e apanhados de surpresa, eles foram derrotados." (19).
Enquanto isso, os Judeus Arábicos passaram a pagar 50% do seu rendimento em "imposto" ou taxa, como forma de terem "protecção" contra os novos pilhadores. Como o professor Lewis escreve:
1.Salo W. Baron, A Social and Religious History of the Jews, 3 vols. (New York: Columbia University Press, 1937), 1, pp. 308T
2. Lewis, Arabs in History, p. 40.
3. S. Safrai, "The Lands of the Diaspora," in A History ofthe Jewish People, Ben-Sasson, ed., p. 380.
4. S. Safrai, "From the Abolition of the Patriarchate to the Arab Conquest (425-W)," in History of the Jewish People, Ben-Sasson, ed., pp. 358-359. Of this little-known history Safrai writes: "Twice the Jews of Himyar succeeded in throwing off Ethiopian domination; even in the eyes of Byzantium it was a Jewish kingdom, small but occupying a strategic position. The king of Himyar prevented Byzantine traders from passing through to India on the grounds that Jews were being persecuted in Roman lands. Byzantium was reluctant to risk a war so far away in South Arabia, but was able to persuade Ethiopia to take up its quarrel. The king of Himyar hoped for Persian aid, but there was a lull in the fighting between Rome and Persia at the time, and the Persians did not appreciate the importance of this outlet from the Red Sea being controlled by an ally of Byzantium. Du Noas fell in a battle against an invading Ethiopian army, and the Jewish Kingdom came to an end."
5. Guillaume, Islam, pp. 11-12.
6. Ibid., p. 12.
7. Ibid. See examples in Chapter 4.
8. For details of the Prophet Muhammad-Ab-u al-Qasim Muhammad ibn'Abd Alla ibn 'Abd al-Muttal-ib ibn Hashim-see Guillaume, Islam, pp. 20-54; the "tradi-
tional" biography of Muhammad (Arabic) is Ibn Hisham's recension of Ibn Ishaq's
al-Sira al-Nabawiyya, 2 vols. (Cairo, 1955); The Life of Muhammad, abridged
English trans. by A. Guillaume (Karachi, 1955). Cited by Norman A. Stillman, Jews of Arab Lands, A History and Source Book (Philadelphia, 1979), p. 6, n. 9. See also Lewis, Arabs in History.
9. Guillaume, Islam, p. 43.
10. Ibid., pp. 43-44.
11. Ibid., p. 44.
12. The Nadir tribe. Ibid., p. 46. Also see Stillman, Jews of Arab Lands, pp. 8-10, for a study of "exclusively Muslim" sources, tracing Muhammad's "face-to-face contact with a large, organized Jewish Community," an "encounter" that "did not prove to be an auspicious one." The Nadir tribe in Medina went to Khaibar in "exile," Stillman, Jews~ p. 14.
13. Salo W. Baron, Social and Religious History, Vol. 1, p. 311. He cites Muwatta, in Al-Zurkani's commentary IV, p. 71.
14. Lewis, The Arabs in History, p. 45.
15. Al-Bukhari, al-Jami al-Sahih, bk. 56 (Kitab al-Jihad, Bab 157), ed. M. Ludolf Krehl (Leiden, 1864), Vol. 2, p. 254, cited by Stillman, Jews, p. 17. According to Stillman, "This hadith appears in several other canonical collections."
16. Stillman, Jews~ p. 17, citing Ibd Sa'd, Kitab al-Tabaqat al-Kabir, ed. by Edvard Sachau et al. (Leiden, 1909), Vol. 2, pt. 1, pp. 66-67; al-Waqidi, Kitab al-MaghaZ4 Vol. 2, pp. 566-68; Ibn Hisham, al-Sira al-Nabawiyya, Vol. 2, pp. 618-619.
17. Itzhak Ben-Zvi, The Exiled and the Redeemed (Philadelphia, 1961), p. 144. Also see Stillman, Jews, p. 14ff.
18. The Koran, Surah 33, v. 26-32, Dawood translation.
19. Guillaume, Islam, p. 49.





