MITOS ISLÂMICOS

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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Último Cristão de Mosul é expulso pelos membros da religião pacífica

Muçulmanos fazem história no Iraque, mas não duma forma que orgulhe o mundo civilizado. Os Cristãos, que segundo registos históricos já vivem em Mosul há quase 2000 anos, viram-se forçados a acreditar nas ameaças do ISIS, que prometeu seguir as ordens de Maomé e matar todos os Cristãos que ficassem na cidade.

O grupo islâmico ISIS forçou oficialmente o último Cristão a viver em Mosul a abandonar a cidade, colocando um fim à presença contínua de Cristãos nessa cidade que já dura há quase dois milénios, e que começou com a referência Bíblica duma das Cartas de São Pedro para a igreja na Babilónia.

A Assyrian International News Agency reportou:

O último Cristão a viver na segunda maior cidade Iraquiana de Mosul alegadamente abandonou a cidade às 12:00 PM de Sábado, colocando um fim a mais de 6,000 anos de história Assíria na mesma. Os Assírios viveram em Mosul por mais de 6,000 anos, convertendo-se ao Cristianismo há mais de 2,000 anos atrás. Tudo isto chegou ao fim no Sábado, quando o último Cristão Assírio deixou a cidade.

No dia 17 de Julho, Quinta-Feira, o "Estado Islâmico" - previamente conhecidos como "Estado Islâmico do Iraque e da Síria" ["Islamic State of Iraq and al-Sham" = ISIS] - emitiu uma declaração exigindo aos Cristãos de Mosul que se convertem-se ao islão, pagassem o jizya (imposto infligido aos não-maometanos), abandonassem a cidade ou fossem mortos. A ameaça seria colocada em práctica no Sábado. É reportado localmente que por volta do meio-dia de ontem, todos os Cristãos haviam escolhido partir.

Aqui em Erbil, há cerca de meia-hora de distância de Mosul (de carro), falei com famílias que foram forçadas a fugir. Eles descrevem a forma como membros do grupo ISIS invadiram as suas casas, levando o que queriam, e tendo ameaçado matá-los. Eles estimam que mais de 500,000 refugiados fugiram de Mosul depois dos islamitas terem tomado conta da cidade, no dia 10 de Junho, e os poucos Cristãos que ainda restavam, foram forçados a abandonar a cidade ontem.

Inicialmente, o ISIS fez os cidadãos acreditar que estavam ali para os proteger, mas imediatamente começaram a impor as opressoras medidas a lei Sharia, que forçou até muitos cidadãos maometanos a obedecer.

A notícia da expulsão de Mosul veio depois dos maometanos marcarem as casas Cristãs como forma de identificar onde era que eles viviam. Por fim, os Cristãos decidiram que não tinham formas de se proteger das autoridades islâmicas, e consequentemente fizeram as malas (levando o que podiam) e abandonaram as suas casas poucas horas depois do aviso do ISIS.

Todas as pessoas com quem falei expressaram a sua frustração com a falta de resposta da comunidade internacional em relação à crise que aflige o povo do Iraque. Eles culpam os Estados Unidos [isto é, Obama] por criarem a situação actual e por deixarem o país tão rapidamente, gerando o vácuo que o ISIS explorou. Muitos pensam também que foi um erro gigantesco os EUA "darem o Iraque ao Irão", permitindo que Teerão tivesse uma influência considerável no Parlamento Iraquiano.

Outro local disse-me que era estranho e sem-sentido os EUA e os países Europeus serem contra o ISIS no Iraque ao mesmo tempo que dão o seu apoio aos grupos ISIS na Síria, bem como a outros grupos violentos contra os governos locais. Eles avisaram o perigo que esses grupos são para o Ocidente. "Estes jihadistas eventualmente voltarão para os seus países, para o Canadá, Inglaterra e os Estados Unidos" disse um dos locais.

Os Cristãos temem também que o Iraque se possa fragmentar em países pequenos, criando um efeito dominó no Médio Oriente, incluindo o Líbano, a Síria, a Jordânia, a Turquia, Israel e o Egipto.

Desde 2003 que mais de 1 milhão de Cristãos foram exilados para fora doo Iraque. Actualmente, só 300,000 ainda permanecem no país.

Fonte: http://bit.ly/1nWCa5l

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A comunidade internacional que é tão rápida a condenar as ofensivas israelitas em Gaza, permanece em silêncio sepulcral ao bem maior genocídio e à limpeza étnica grotesca  que os maometanos estão a levar a cabo um pouco por todo o Médio Oriente. Parece que qualquer que seja a situação, os Cristãos nunca podem ser vistos como vítimas e os muçulmanos como violentos (apesar das evidências nesse sentido).

Convém lembrar que expulsar minorias religiosas para fora dos "seus" domínios é algo que o grupo ISIS aprendeu directamente com o profeta do islão; foi ele que declarou que os não-maometanos deveriam ser expulsos das zonas sob controle islâmico, ou então forçados a viver uma vida de qualidade inferior, comparativamente aos invasores maometanos.

Portanto, os militantes do ISIS não são "extremistas" mas sim muçulmanos devotos que estão a seguir os ensinamentos ortodoxos da fé islâmica. O problema não são os militantes do ISIS mas sim aquilo que Maomé ensinou..

sábado, 2 de agosto de 2014

ISIS e o sinal do Profeta Jonas

Durante as últimas semanas as conquistas do ISIS por todo o norte do Iraque têm sido compreensivas. Tomando controle de largas partes da região, eles declararam no mês  passado um Califado, e um dos grupos que têm sofrido de modo especial a sua violência têm sido, como sempre, os Cristãos (que já vivem nessas áreas há quase 2,000 anos).

Seguindo-se à consolidação do poder na região por parte do ISIS, estas comunidades ancestrais têm sofrido um tratamento brutal. No que pode ser considerado como perseguição e discriminação ao mais alto nível, o ISIS tem atacado os Cristãos de Mosul manchando as suas casas com a letra N, marcando-os como Nasarah, Cristãos.

Num esforço concertado e deliberado tendo em vista a limpeza étnica, o ISIS  "ofereceu" aos Cristãos três escolhas: converter ao islão, pagar o imposto jizya . . . ou abandonar as suas casas. Quem quer que se recusasse a pagar ou a se converter ao islão, era ameaçado de morte.

Nestas circunstâncias, e temendo o pior, a área de Mosul - que até bem pouco era casa de milhares de Cristãos - tem sido esvaziada desta comunidade antiga. Roubados das suas possessões, até medicamentos, muitos foram forçados a andar 70 quilômetros até atingir um local seguro - eventualmente dirigindo-se para Dohuk na região Curda do país. As 15 famílias Cristãs que escolheram ficar em Mosul fizeram-no convertendo-se ao islão como forma de reter as suas possessões, mas as casas daqueles que abandonaram a cidade foram confiscadas como propriedade do recém-formado "Estado Islãmico".

Este êxodo forçado acabou com a significante presença Cristã em Mosul que antecede em vários séculos a vinda do islão. Numa região que tem testemunhado a ascenção e a  queda de muitos poderes políticos, as políticas do ISIS debilitam a longa co-existência de maometanos e não-maometanos na região.

Em Mosul, os militantes do ISIS começaram a profanar a cidade, representando de forma bem gráfica a sua interpretaçâo extrema e minimalista do islão. As suas acções não se têm focado exclusivamente nos edifícios Cristãos, visto que o antigo túmulo do Profeta Jonas (um ponto de referência importante na cidade de Mosul, venerado por Cristãos, Judeus e maometanos) foi arrasado e muitas mesquitas e templos Xiitas foram também destruídos.

Nos seus esforços em favor da "pureza islâmica", os militantes do ISIS têm atacado de modo particular os edificios Cristãos. A sede diocesana dos Católicos Sírios em Mosul foi incendiada - ela que já existia desde o século 19. Todas as cruzes de 22 igrejas de Mosul form removidas e as igrejas foram convertidas em mesquitas ou destruídas.

Morte duma comunidade antiga

Com as comunidades Cristãs a estenderem-se para fora de Mosul e através das planícies de Nineve, o ISIS alargou o seu foco para as zonas circundantes. Os militantes   tomaram posse do antigo Mosteiro Mar Behnam, alegadamente fundado no local onde os irmãos Sassânidas Behnam e Sara foram martirizados durante o 4º século, que, até a chegada do ISIS, era casa dos monges Católicos Sírios.

Estes mesmos monges foram expulsos de lá, e foi-lhes negado o acesso ao mosteiro como forma de levar qualquer relíquia sagrada que ainda lá se encontrasse. Isto faz com que se tema que os items históricos, juntamente com as colecções manuscritas que lá se encontram, sejam destruídos. Há também a probabilidade de que o mosteiro, com partes que datam do século 13 e que faz parte dos poucos edifícios Iraquianos que sobreviveram ao período Mongol Ilkhanato, seja profanado e destruído.

Os Cristãos já vivem no Iraque virtualmente desde que a sua religião foi fundada - havendo começado a estabelecer-se na região por volta do século 2 e sendo entre as primeiras testemunhas da fé Cristã. As suas igrejas e os seus mosteiros têm sido parte integral do panorama há séculos, produzindo alguns dos mais sofisticados exemplos de arquitectura. Estas comunidades viveram em acordo relativo com os seus vizinhos maometanos através dos séculos, cada comunidade contribuindo para a cultura da outra.

Depois da ofensiva Aliada de 2003, os Cristãos do Iraque começaram a sofrer muitas atrocidades, a mais notável entre elas o massacre do dia 31 de Outubro de 2010 na Igreja Nossa Senhora da Salvação, em Karrada - Bagdad. Agora, os Cristãos, que contribuíram das mais variadas formas para a cultura e para a economia do Iraque, não estão dentro do que o ISIS qualifica de aceitável.

A sua perseguição levanta a possibilidade real de que esta comunidade antiga seja eliminada da sua pátria no Iraque. Para além disso, isto marca o final da noção do "diálogo civilizado", um pilar que já dura deste o período Abássida onde os maometanos e os não-maometanos viveram lado a lado. Não deixa de ser um paradoxo que o ISIS, que tenta emular o Califado de tempos idos, adopte tácticas que só podem ser descritas de brutais e dignas de bárbaros rudes.


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As "tácticas brutais e dignas de bárbaros rudes" seguem o exemplo do fundador da fé islânica, visto que tudo aquilo que o ISIS está a fazer no Iraque está em perfeito acordo com a sunnah, o Alcorão e as sirats de Maomé.

A noção de que o ISIS está a "perverter" o "verdadeiro islão" segue na mesma linha de pensamento que, contrariando a própria história descrita nos textos islâmicos tidos como autoritários, propõe que o islão é uma "religião pacífica" e que só uma "pequena minoria de extremistas" é que a pervertem.


Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, deixando-os, retirou-Se.
Mateus 16:4


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