Volta a sobressair a face mais negra dos protestos no Egipto. Caroline Sinz, jornalista gaulesa da France 3, revelou ter sido atacada e abusada sexualmente na quinta-feira, quando foi rodeada por um grupo de jovens egípcios entre a multidão que enchia a Praça Tahir, berço dos protestos no Cairo, capital do país.
Os protestos sociais voltaram a irromper no Egipto, e com eles voltaram igualmente as agressões sexuais. Na praça Tahir, berço simbólico da revolução no país, milhares de egípcios voltaram em massa às ruas face às eleições marcadas para segunda-feira, voltando assim a puxar a atenção mediática da imprensa internacional.
Entre os jornalistas e repórteres presentes no Cairo para noticiar o movimento social, estava Caroline Sinz, da televisão France 3. A jornalista gaulesa, acompanhada por um repórter de imagem, entrou na quinta-feira pelo meio da multidão que enchia a praça, e o resultado voltou a ser lamentável.
VEJA o vídeo do momento em que a jornalista francesa terá começado a ser rodeado pelo grupo de jovens.
Absorvidos pela multidão, os jornalistas gauleses não tardaram a ser separados. De acordo com os relatos de Caroline Sinz, um grupo de jovens entre os 14 e os 16 anos acabaria por rodeá-la e assediá-la sexualmente. «[Fui] sujeita a agressões sexuais à frente de toda a gente e em plena luz do dia», começou por descrever, de acordo com o diário Le Monde.
«Pensava que ia morrer», disse, depois, ao relembrar os cerca de 45 minutos em que esteve sozinha no meio dos assédios e ataques dos jovens egípcios, que iam rasgando as suas roupas e tentando despir a jornalista da sua roupa interior.
O caso faz relembrar um episódio semelhante que ocorreu em Fevereiro, durante os protestos que conduziram à queda do regime de Hosni Mubarak. Na altura, a jornalista da CBS, Lara Logan, revelou ter sido atacada e agredida sexualmente por dezenas de egípcios que a engolirem no meio da multidão.
A jornalista revelou depois a sua experiência no famoso programa '60 minutos', produzida pela mesma estação televisiva.
Na quinta-feira, já El-Tahawy, uma blogger e activista egípcia alegou também ter sido alvo de agressões sexuais por parte das autoridades, que a detiveram no meio das manifestações que decorreram também na praça Tahir.
Fonte