MITOS ISLÂMICOS

Mostrar mensagens com a etiqueta Mitos em torno de Maomé (Medina). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mitos em torno de Maomé (Medina). Mostrar todas as mensagens

sábado, 4 de fevereiro de 2012

MITO: Maomé viveu em paz com os Judeus (3) - Banu Qurayza

Os versos 5:45-48 do Alcorão afirmam a regra da Bíblia Hebraica onde se lê "olho por olho, dente por dente" (DEUTERONÓMIO 19:21) ao mesmo que acrescenta o princípio Cristão do perdão ser mais nobre que a retaliação. No entanto, se precisássemos de evidências que estas palavras não se aplicam à forma como os maometanos tratam os não-muçulmanos, bastava analisar a conduta de Maomé em relação aos judeus em geral - a tribo de Qurayza em particular.

Maomé e o seu bando de imigrantes chegaram a Medina no ano de 622. Durante algum tempo os maometanos encontraram-se numa posição de dependência completa da hospitalidade dos judeus locais, principalmente das 3 tribos que já lá viviam lado a lado com os árabes.

Em menos de 2 anos, e mal Maomé e os maometanos ficaram suficientemente poderosos, duas das tribos judaicas que haviam recebido Maomé, Banu Qaynuqa e Banu Nadir, foram expulsas das suas terras e os seus bens confiscados e acrescentados à riqueza dos muçulmanos.

Maomé levou isto a cabo explorando as divisões que havia entre as tribos, e escolhendo a ordem de ataque às tribos de forma cuidadosa. Ele sabia que as outras duas tribos não viriam em assistência da primeira visto que haviam estado recentemente envolvidas num conflito. Paralelamente a isto, ele sabia que a terceira tribo não viria em socorro da segundo devido a uma disputa existente entre ambas em torno de "dinheiro de sangue".

A última tribo a sobreviver foi a tribo Banu Qurayza. Tal como as outras duas tribos judaicas a quem Maomé atacou e roubou as possessões, os Qurayza eram uma comunidade de agricultores e mercadores que mais tarde, e sem resistência, se renderam aos exército de Maomé.

Embora Maomé tivesse sido suficientemente sábio ao não ordenar a matança geral das duas primeiras tribos - o que, sem dúvida, tornaria a resistência dos Qurayza maior - não havia qualquer tipo de motivo práctico para Maomé reprimir os seus impulsos genocidas mal a última tribo tivesse rendido as suas posses e poder.

Demonstrando mais uma vez o quão nobre e exemplar era, Maomé mandou que mais de 800 homens e rapazes judeus (e pelo menos uma mulher) fossem decapitados de forma sistemática, num evento que até hoje é um embaraço para os apologistas islâmicos.

Não só este episódio está em clara oposição à noção do islão ser uma religião pacífica, como também se encontra em oposição directa à noção do islão ser uma continuação lógica do Cristianismo. Mesmo os críticos mais acérrimos do Cristianismo teriam dificuldades em harmonizar um evento desta brutalidade com a Mensagem de paz que o Senhor Jesus e os Seus Discípulos anunciaram na Terra de Israel e no mundo greco-romano.

O embaraço islâmico em torno deste evento tem sido trazido a luz nos dias actuais à medida que o islão se encontra em posição de competição com outras religiões. Devido ao debate aberto que o ocidente defende, esta história de massacre e intolerância tornou-se controversa entre os maometanos. Por motivos de conveniência, alguns negam de todo que este episódio alguma vez tenha ocorrido. Outros encontram-se totalmente ignorantes do evento.

Mas os maometanos não têm muita margem de manobra no que toca a historicidade do evento, visto que não só o mesmo está bem suportado nas biografias do "profeta", como há até uma referência ao mesmo no Alcorão (33:26).

Uma vez que o islão não esconde este evento de forma alguma, especialmente as coisas que Maomé fez pessoalmente, os muçulmanos contemporâneos tentam-se convencer de que as vítimas "mereciam" o destino que lhes calhou.

Infelizmente para os muçulmanos, a descrição do que ocorreu aos judeus desta tribo, tal como reportado pelos historiadores maometanos a partir de alegadas testemunhas oculares, não suporta os actuais revisionismos históricos. De facto, foram os judeus de Qurayza que se depararam com uma situação impossível: dum lado tinha os muçulmanos e do outro tinham os adversários de Meca.

. . . .

Pouco depois de ter chegado a Medina no ano AD de 622, e aparentemente seguindo ordens do espírito que ele erradamente identificou como o anjo Gabriel, Maomé deu início a ataques organizados às caravanas comerciais dos habitantes de Meca. Ele roubava as mercadorias e matava quem quer que as defendia (Ibn Ishaq/Hisham 424-425).

Os judeus de Qurayza não tinham nada a ver com estes eventos. Eles, tal como os habitantes de Meca, eram também comerciantes e, como tal, valorizavam a segurança aquando das transacções comerciais. De maneira nenhuma eles encorajaram ou tomaram parte dos saques que Maomé levou a cabo contra as caravanas de Meca.

Após alguns anos, os habitantes de Meca aperceberam-se que eles teriam que tentar capturar Medina visto a mesma estar a ser usada como base de operação por parte de Maomé e dos seus piratas do deserto. No ano de 627 os habitantes de Meca enviaram um exército para as zonas circundantes da cidade num gesto que demonstrava intenção de conquistar a mesma.

A batalha que se seguiu ficou conhecida como a Batalha da Trincheira devido ao facto dos maometanos, e devido à exposição destas áreas, terem cavado uma vala na zona norte e na zona oeste da cidade.

A tribo Qurayza, que vivia na parte Este da cidade de Medina, foi portanto encurralada numa péssima situação. Sem serem responsáveis pelos furtos levados a cabo por Maomé, os judeus viram-se envolvidos no conflito, especialmente quando contactados por um dos líderes de Meca. Este enviado pediu-lhes que não assistissem Maomé durante o cerco à cidade.

Até essa altura, os judeus haviam ajudado os maometanos fornecendo-lhes utensílios de escavação mas não lhes tinham fornecido qualquer tipo de ajuda militar activa.

O líder do agrupamento de Qurayza nem sequer queria receber os enviados de Meca, mas ele foi enganado e forçado a aceitar os enviados na sua casa (Ishaq/Hisham 674).

Mal se encontrou dentro das suas instalações, o enviado de Meca começou a alegar que a batalha contra Maomé seria vitoriosa e que havia já sinais da sua eminente queda. A angustia sentida pelo líder dos Qurayza foi tanta que até os historiadores muçulmanos a registaram:

Quando Ka'b ouviu que Huyayy [enviado de Meca] estava a chegar, fechou a porta do forte na sua cara. Quando este pediu permissão para entrar, Ka'b recusou-se a vê-lo, acusando-o de ser um homem com mau presságio.

Foi então que Huyayy acusou-o de não ser hospitaleiro. Ka'b ficou tão enervado com isto que abriu a porta. Huyayy disse então:

"Céus, Ka'b, trago-te fama imortal e um grande exército. Eles fizeram um acordo firme comigo e comprometeram-se a não partir enquanto não tivermos destruído Maomé e os seus homens."

Ka'b respondeu:

"Por Alá, trouxeste-me vergonha imortal, uma nuvem vazia enquanto troveja, e trovões sem nada neles. Ai de ti, Huyayy, deixa-me em paz."

(Ishaq/Hisham 674)

No entanto, e depois de muita adulação por parte dos enviados de Meca, o líder dos Qurayza finalmente cedeu e concordou em permanecer-se neutral durante o conflito. Ele não iria contribuir com tropas para a defesa da cidade e nem para a sua eminente captura por parte dum exército em maior número.

Os maometanos teriam, portanto, que lidar sozinhos com o conflito que eles mesmos haviam dado início contra os habitantes de Meca.

A "batalha"

Para além de algumas trocas de flechas através das valas cavadas previamente, os primeiros 20 dias passaram-se "sem qualquer tipo de conflito" (Ibn Ishaq/Hisham 676).

Um esforço tímido durante o 20º dia provou-se fatal para o exército de Meca, demonstrando que eles não poderiam vencer a batalha sem o apoio dos Qurayza do outro lado da cidade. No entanto, os Qurayza recusaram-se a entrar na guerra, o que causou a que o exército de Meca abandonasse o cerco.

Cerca de seis maometanos foram mortos durante esta "batalha" e os seus nomes foram cuidadosamente registados (Ibn Ishaq/Hisham 699). Nenhuma destas mortes entre os muçulmanos foi causada directa ou indirectamente por algo que a tribo Qurayza havia feito. Isto é muito importante visto que demonstra o carácter (ou a falta dele) do "profeta" Maomé.

Com a batalha terminada, o líder dos muçulmanos surpreendeu-os voltando o exército contra a fortaleza dos Qurayza, alegando que a sua neutralidade havia sido uma "violação" da constituição que o próprio Maomé havia estabelecido 5 anos antes.

O conteúdo original deste "tratado" é, no entanto, desconhecido. Aquilo que apologistas posteriores afirmam ter estado presente nesta "constituição" parece ser algo artificialmente criado tendo em vista um propósito apologético.

É muito pouco provável, por exemplo, que as tribos de Medina conferissem aos muçulmanos o "direito" de os matar só por estes falarem mal de Maomé. Alguns líderes judeus haviam sido já assassinados por Maomé antes do incidente de Qurayza. Pelo menos um mercador inocente foi assassinado pelo seu sócio de negócios depois de Maomé dar a ordem matem qualquer judeu que esteja sob o vosso poder (al-Tabari 7:97).

Para além disso, Maomé havia já atacado duas outras tribos judaicas (1 , 2) - assinantes do mesmo "tratado" - e ficado com as suas posses depois destas terem sido expulsas das suas terras.

Não há muitas dúvidas que os problemas que Maomé trouxe a Medina, através da sua atitude genocida contra os judeus e através do seu apego pelas mercadorias dos habitantes de Meca, fizeram parte das negociações entre Ka'b e os enviados de Meca - para além da ameaça de destruição se o exército de Meca vencesse a guerra.

Segundo o ponto de vista dos judeus de Qurayza, era só uma questão de tempo até Maomé arranjar uma desculpa para atacar a tribo e ficar com as suas posses - tal como havia feito com sucesso com as outras duas tribos judaicas.

Ao contrário do que erradamente se pensa hoje em dia, os Qurayza não atacaram os maometanos. Se os judeus tivessem de facto atacado Maomé e o seu bando de piratas do deserto, isto significaria o fim do exército muçulmano visto o sul da cidade estar totalmente exposto.

Numa ironia terrível, foi a decisão de não dar início a actos de violência que selou o destino dos judeus de Medina.

Estes judeus foram os primeiros numa longa linha de vítimas que sobrestimou o valor que os adoradores de Alá, o deus árabe, dão à vida dos não-maometanos.

O fim dos Qurayza.

Segundo Maomé, o "anjo Gabriel" (visto apenas por Maomé, claro) ordenou-o que sitiasse os Qurayza. Passados que estavam 20 dias, os judeus renderam-se ao "profeta" do islão. Como reportado por Ibn Ishaq/Hisham eles "submeteram-se ao julgamento do apóstolo" (Ishaq/Hisham 688).

Outra má concepção ocorre quando se julga que Maomé não emitiu a sentença de morte contra os Qurayza e como tal, não foi responsável por ela. Há um cerne de verdade nesta declaração uma vez Maomé claramente tentou descarregar sobre outro esta responsabilidade. No entanto, e após análise à narrativa, podemos constatar que Maomé claramente apoiou o massacre subsequente - facto verificado pela escolha do "arbitrador" e pela sua (Maomé) reacção.

Primeiro, o "profeta" enganou os Qurayza ao fazê-los concordar que a sentença fosse dada por "um deles". Na verdade, o homem que "era um deles", era um judeu que havia convertido ao islamismo e havia combatido na batalha Batalha da Trincheira.

O que os Qurayza não sabiam é que Sa’d bin Muadh havia sido também um dos poucos muçulmanos fatalmente feridos na batalha (Ishaq/Hisham 689). Isto, obviamente, influenciou o seu julgamento. Segundo as Hadith, ele estava desejoso de continuar a matar os "descrentes" mesmo enquanto se encontrava a morrer na sua tenda (Bukhari 59:448).

Segundo, quando Sa’d decretou que os homens da tribo Qurayza fossem mortos e as suas mulheres e crianças tomados como escravos, Maomé não expressou qualquer tipo de desaprovação. Pior, Maomé confirmou esta sentença bárbara afirmando que a mesma era um "julgamento de Alá" (Bukhari 58:148).

Lembrem-se que esta matança foi levada a cabo contra uma tribo que nada havia feito contra Maomé.

Contraponham o que os registos islâmicos nos dizem sobre Maomé com o que os maometanos contemporâneos nos dizem sobre o mesmo. É-nos dito que Maomé era um "homem de paz". Tendo em conta que os Qurayza não haviam morto nenhum muçulmano, não seria de esperar que um genuíno homem pacífico buscasse formas de dialogar com eles de modo a chegarem a um consenso?

Em vez disso, Maomé, o último e mais exaltado profeta de Deus e o exemplo para toda a humanidade, ordenou que os homens fossem todos amarrados. Depois disto, cavou calas e deu início à decapitação sistemática dos judeus.

Numa cena que certamente possui semelhanças com os esquadrões da morte da nacional-socialista alemã, pequenos grupos de judeus que não haviam feito qualquer tipo de mal a Maomé foram trazidos a ele e forçados a ajoelhar. Olhando para os corpos de judeus já decapitados, estes pobres judeus submeteram-se eles mesmos à decapitação antes de serem empurrados para a vala onde já se encontravam muitos dos seus familiares.

Tudo isto com a aprovação de Maomé.

Não há forma de negar que Maomé sentiu algum tipo de satisfação com a matança de judeus, particularmente depois de ter tomado posse duma bonita rapariga judia "recentemente enviuvada" e, portanto, disponível para ser a sua serva sexual (Ishaq/Hisham 693).

Outras mulheres não se submeteram de forma tão complacente. "Historiadores" muçulmanos registam a reacção duma mulher que perdeu a sua sanidade mental quando a sua família foi morta. Os executores aparentemente encontraram-na a rir-se de um modo descontrolado e enervante e como tal, decapitaram-na também. Como regista Aisha:

Nunca mais me esqueço que ela se ria de uma forma extrema embora soubesse que seria morta.
(Abu Dawud 2665)
(Pode-se perdoar a obtusidade de Aisha visto que, na altura em que o seu marido Maomé levava a cabo a matança dos judeus, ela tinha só 12 anos).

Rapazes com idades iguais ou superiores a 13/14 anos foram também executados se se confirmasse terem atingido a puberdade. Os muçulmanos ordenaram que os rapazes baixassem as calças; aqueles que possuíssem pêlos púbicos tiveram os seus pescoços cortados (Abu Dawud 4390).

Não havia necessidade de se determinar quem é que tinha ou não combatido visto que NINGUÉM tinha combatido. Maomé matou-os a todos, mesmo verificando-se o caso de nenhum deles ter sido uma ameaça para si.

Depois de ter saciado o seu desejo de morte, Maomé dividiu as viúvas e as crianças e entregou-os aos seus homens como servas sexuais e escravos. A riqueza acumulada pelos Qurayza foi também dividida.

Uma vez que os Qurayza eram uma tribo pacífica que se dedicava à agricultura e ao comércio, não havia armas e cavalos suficientes para o gosto de Maomé. Como tal, ele obteve armas e cavalos vendendo as mulheres Qurayza num distante mercado (Ishaq 693).

Contradições morais internas.

Embora o Alcorão diga que ninguém pode carregar os fardos de outro (53:38), todos os homens da tribo foram mortos devido à decisão que foi forçada a um dos membros.

E que dizer das partes que ordenam o término da violência se o adversário parar de lutar? Os Qurayza nunca haviam iniciado qualquer tipo de luta contra Maomé.

. . . . . . . . . .

Embora os apologistas islâmicos se encontrem literalmente num nó cego quando se trata de justificar este massacre, este incidente foi apenas o primeiro de muitos massacres levados a cabo pelos escravos de Alá.

Quer sejam os 4,000 Judeus de Granada em 1066, os 100,000 Hindus num único dia de 1399, ou o milhão de Arménios Cristãos no início do século 20, a verdade dos factos é que muitos milhões foram mortos nas execuções em massa levadas a cabo pelos discípulos de Maomé.

No entanto, apesar deste registo histórico horrível, nenhum membro da religião islâmica alguma vez emitiu ou emitirá um pedido de desculpas pelos massacres levados pelos muçulmanos visto que os mesmos apenas seguiam o padrão e o exemplo deixado por Maomé aquando da matança dos Qurayza.

Fonte

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

MITO: Maomé viveu em paz com os Judeus de Medina (2) - Banu Nadir

Maomé expulsou a segunda tribo Judaica, os Banu Nadir, menos de um ano depois de ter expulso a primeira tribo. As circunstâncias através das quais esta segunda expulsão foi levada a cabo são um testemunho muito forte em favor da dualidade de critérios usada pelos maometanos na forma como eles lidavam com os demais. Esta dualidade de critérios, pasme-se, está expressa no Alcorão 48:29.

No ano de 625, um dos soldados de Maomé assassinou dois homens durante o seu sono. Estes homens pertenciam a uma tribo com quem Maomé tinha "um acordo de amizade" (Ibn Ishaq/Hisham 650).

Ficou determinado então que dinheiro de sangue seria oferecido como forma de satisfazer a dívida. Embora Maomé lidasse com os não-maometanos de forma mais severa, ele nunca ordenou a morte de homens seus por estes terem morto um não-muçulmano.

No entanto, em vez de Maomé lidar com a dívida ele mesmo, e visto que ele possuía uma riqueza substancial adquirida através dos assaltos às caravanas de Meca e através da confiscação das posses Judaicas, Maomé decidiu que o dinheiro que iria ser usado para pagar uma morte causada por um muçulmano deveria vir dos bolsos duma tribo . . . Judaica.

Embora eles nada tivessem a ver com esta questão, Maomé dirigiu-se à tribo Banu Nadir e exigiu uma contribuição (Ibn Ishaq/Hisham 652). Mal ele e os seus assassinos se apresentaram perante a tribo, Maomé iniciou as exigências e esperou do lado de fora pelo dinheiro.

Mais tarde ele alegou que Alá falou com ele durante o tempo em que ele esteve do lado de fora dos muros, e que supostamente os judeus tencionavam matá-lo, atirando uma pedra sobre a sua cabeça a partir dum telhado duma das casas:

Enquanto o apóstolo se encontrava com um certo número dos seus companheiros . . . . chegaram notícias do céu sobre as intenções destas pessoas.
(Ibn Ishaq/Hisham 652)

Devido as estas "notícias do céu", Maomé abandonou o local e voltou mais tarde com um exército militar. Posteriormente ele sitiou a comunidade e forçou-os a renderem-se sem oferecer qualquer tipo de luta. Tal como havia feito à tribo Qaynuqa, os judeus foram expulsos levando com eles apenas as roupas que poderiam transportar e tudo o que conseguiram colocar sobre os camelos.

Outra revelação conveniente, proveniente do deus árabe Alá e audível apenas para Maomé, permitiu que o "profeta" confiscasse pessoalmente todos os bens restantes para si (Bukhari 52:153). Alá é mesmo bom!

Para qualquer pessoa mais céptica em relação às alegações islâmicas, existem alguns problemas em torno da justificação maometana para a expulsão duma tribo inteira por motivos que nada tinham a ver com ela.

Em primeiro lugar, certamente que é suspeito que ele tenha exigido que outra tribo pagasse por algo que os seus homens haviam feito. Ainda mais suspeito é que ele tenha ido recolher o pagamento pessoalmente. Se Alá, o deus árabe, tem a capacidade de ver o futuro, então ele supostamente saberia que o seu profeta seria vítima de um atentado contra a sua vida.

Na Bíblia, o Verdadeiro Deus, o Deus de Israel, avisou o seu precioso Apóstolo e Profeta Paulo do que haveria de acontecer com ele em Jerusalém:

E, demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judeia um profeta, por nome Ágabo; E, vindo ter connosco, tomou a cinta de Paulo, e ligando os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim ligarão os judeus, em Jerusalém, o varão de quem é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios.
(Actos 21:10-11)
No caso de Maomé, o seu deus aparentemente não sabia o que haveria de acontecer ao seu profeta.

É mais fácil acreditar que Maomé já buscava motivos para atacar esta tribo do que acreditar que ele recebeu uma revelação enquanto se encontrava nas imediações da comunidade.

Claro que só a noção de que Alá falou com Maomé, conferindo-lhe "permissão" para ficar com todas as riquezas da tribo judaica, é suficientemente suspeita. Revelações convenientes (para Maomé) são o pão-nosso-de-cada-dia no Alcorão. Isto é tanto assim que a sua esposa Aisha chegou a um ponto onde disse:

Vejo que o teu Senhor apressa-se a satisfazer os teus desejos e vontades, ó Maomé.
Mas o problema mais grave deste evento é o de Maomé justificar o ataque a uma tribo inocente segundo teorias da conspiração em torno de alegadas tentativas de assassinato dirigidas a ele. Mas mesmo se fosse verdade que os judeus da Bani Nadir tencionavam matar Maomé, e usando os padrões que o próprio usou, eles estariam plenamente no seu direito visto que Maomé levou a cabo pelo menos um assassinato contra um membro desta comunidade judaica.

Um judeu de Banu Nadir chamado Ka’b al-Ashraf foi assassinado a mando de Maomé meses antes da tribo em si ter sido atacada. A desculpa que Maomé usou para matar este judeu foi o de ele ter composto poemas dirigido às mulheres muçulmanas depois de Maomé e o seu bando de assaltantes ter vencido a Batalha de Badr.

Foi então que ele [Ka’b al-Ashraf] compôs versos amatórios de natureza insultuosa contra as muçulmanas. O apóstolo disse . . . . "Quem é que me livra do al-Ashraf?"

[Outro muçulmano] disse: "Eu lido com ele, ó apostolo de Alá. Eu vou lá e mato-o."

Ele [Maomé] disse "Faz isso, se fores capaz." - (Ibn Ishaq/Hisham 550)

Maomé deu permissão ao assassino para prosseguir com os passos necessários para o assassinato do poeta, incluindo o recurso à mentira. O assassino juntou ao seu redor um grupo de outros muçulmanos, e mentiu ao poeta como forma de obrigá-lo a sair da sua casa, sozinho e desarmado.

Apesar do homem estar sozinho e desarmado, o assassinato, que decorreu pela calada da noite, não foi algo pacífico. Enquanto lutava pela sua vida, al-Ashraf emitiu vários gritos à medida que era esfaqueado pelos muçulmanos:

O inimigo de Alá fez tanto barulho que em todos os fortes ao nosso redor começaram-se a ver luzes a serem acendidas. Inseri [a faca] nas partes inferiores do seu corpo e forcei a abertura até chegar aos seus genitais. Foi então que o inimigo de Alá caiu no chão.
(Ibn Ishaq/Hisham 552)

Fonte

. . . . . . . .

Estes dois eventos demonstram que os muçulmanos de Medina operavam segundo um padrão distinto daquele na base do qual julgavam o resto da comunidade. Aos maometanos era permitido assassinar quem quer que lhes insultasse mas aos outros não era permitido agir em legítima defesa como forma de proteger a sua própria vida.

Devido ao controle que ele havia estabelecido durante os primeiros dois anos da sua estadia em Medina, Maomé estava agora numa posição em que lhe era permitido negar aos outros a mesma simpatia e tolerância que ele exigia para si.

Ele usou este novo poder não como forma de trazer as pessoas ao conhecimento do Verdadeiro Deus, mas sim como forma de levar a cabo assassinatos e expulsões a pessoas e grupos com os quais ele pessoalmente não estava de acordo.

Este é o "último" profeta de Deus? Este é o homem que é suposto ser o "exemplo" para toda a humanidade? Dificilmente.

Para os maometanos actuais, que preferem acreditar que Maomé era um homem abnegado, o destino da tribo Banu Nadir foi apenas um inconveniente. Muitos muçulmanos actuais provavelmente defendem que os culpados são os judeus de Nadir.

Não lhes incomoda nem um bocado que uma tribo inteira de judeus tenha sido expulsa da sua terra tendo como base uma alegada tentativa de assassinato que só Maomé sabia.

Também não lhes preocupa nem um bocado que, se a tentativa de assassinato fosse verídica, os judeus de Nadir estivessem no seu direito visto Maomé ter já assassinado um dos seus pelo terrível "crime" de escrever um poema.

Mais mitos em torno de Maomé

sábado, 7 de janeiro de 2012

MITO: Maomé viveu em paz com os Judeus - (1) - Banu Qaynuqa

A parte inicial do Alcorão foi "revelada" durante o tempo em que Maomé se encontrava em Meca. zona onde havia muito poucos Judeus e onde não existiam tribos judaicas.

Durante essa altura, e baseando o seu "conhecimento" Bíblico nas histórias que ele ouvira de outros Judeus e do seu primo Waraqa, um convertido do Judaísmo para o Cristianismo, ele apresentou-se como um "profeta" na mesma linha dos profetas israelitas de outrora.

Quando Maomé se mudou para Medina, já viviam por lá pelo menos 3 tribos judaicas em cujas boas graças ele inicialmente precisava de estar visto ele e o seu pequeno grupo de imigrantes se encontrarem numa posição de relativa fraqueza.

Ele tentou convencer os Judeus de que ele era o último profeta enviado Pelo Deus de Israel - chegando até a alterar a qibla (direcção para onde os maometanos rezam ao deus Alá) para Jerusalém, a Cidade Santa dos Judeus e dos Cristãos. Infelizmente para Maomé, os Judeus de Medina não estavam particularmente impressionados com as alegações esotéricas do profeta árabe.

Como se não fosse suficientemente problemático o facto deste suposto "último profeta" não descender da linhagem de Isaac, tal como o Senhor havia profetizado em Génesis 17:19, 17:21, existiam também as óbvias discrepâncias entre a mensagem de Maomé e a Mensagem presente no Torah.

No Alcorão, os eventos Bíblicos são apresentados de uma forma imatura e confusa, soando a uma longa série de histórias com a mesma redundância moral - acreditem nas alegações que Maomé faz de si próprio ou enfrentem destruição terrena e tormento eterno.

Quando os Judeus correctamente lhe questionaram sobre ausência de qualquer tipo de evidências que suportassem as suas alegações proféticas, tais como milagres ou . . profecias, Maomé inventou uma desculpa inteligente. Ele disse que "não havia necessidade" de fazer milagres uma vez que os Judeus haviam rejeitado os profetas de outrora que haviam feito o tipo de milagres que eles agora lhe exigiam (Alcorão 3:183-184).

Dito de outra forma, "para quê fazer milagres se vocês me irão rejeitar tal como rejeitaram os verdadeiros profetas de outrora?" Com esta desculpa esfarrapada, Maomé confirmou que, para além das suas palavras, ele não tinha mais nada a oferecer como evidência para a sua vida pseudo-profética. Obviamente, os Judeus rejeitaram-no.

Esta rejeição afectou o frágil ego do profeta do islão particularmente se levarmos em conta que o seu povo dependia de forma irresponsável das suas muitas alegações de ser um profeta tal como Moisés Servo do Senhor, Abraão, e o Senhor Jesus Cristo.

Maomé "resolveu" esta rejeição alegando que os Judeus de Medina eram "heréticos" e que eles haviam "corrompido" o Torah e "escondido" os supostos versos que suportavam as suas alegações proféticas.

(Curioso é que, mesmo depois de alguns Judeus terem "convertido" ao islão - à força ou de livre vontade - nenhum deles foi capaz de apresentar o Torah "não-corrompido" que supostamente existiu.)

Depois da vitória na Batalha de Badr, o poder e a riqueza de Maomé cresceram de tal forma que ele encontrou-se em posição de levar a cabo a sua versão de "Solução Final" contra os Judeus locais. Durante a estadia em Medina, as palavras alcorânicas tornaram-se mais duras contra o "Povo do Livro", e a conduta de Maomé tornou-se mais confrontacional. Agora que ele tinha poder, riqueza e homens de guerra, o seu deus Alá já não precisava de manter a máscara.

Embora muito se tenha escrito em torno da "Constituição" de Medina, o tratado que Maomé criou para todas as tribos locais quando chegou a Medida, os maometanos actuais ficam relutantes em admitir a injunção que cancelou o tratado menos de dois anos após ter sido feito.

Enquanto estávamos na mesquita, o profeta saiu e disse: "Vamos ter com os Judeus".

Fomos andando até chegarmos a Bait-ul-Midras. Ele (Maomé) disse então a eles: "Se vocês abraçarem o islão, estarão seguros. Fiquem sabendo que a Terra pertence a Alá e ao seu apóstolo, e que eu quero-vos expulsar desta terra. Se algum de vocês possui possessões, ele tem permissão para as vender. De outro modo, fiquem sabendo que a Terra pertence a Alá e ao seu apóstolo."
(Bukhari 53:392)

Note-se como o tom de voz de Maomé mudou mal ele se tornou suficientemente poderoso para fazer exigências. Este padrão ainda serve de modelo para os maometanos actuais: enquanto estão em posição fragilizada, eles falam em "tolerância" e "liberdade de religião" e outras coisas às quais nós no ocidente temos garantidas à nascença. No entanto, mal eles se encontrem em posição de poder, o seu discurso muda da noite para o dia. Em caso de dúvidas, falem com qualquer Cristão libanês.

Continuando: havendo anunciado as suas intenções, Maomé buscou uma desculpa para tomar posse das terras dos Judeus que se recusaram a "converter" à religião maometana.

O seu primeiro alvo foi uma tribo que havia estado recentemente envolvida num conflito com outras duas tribos. Maomé correctamente previu que as outras tribos não viriam em socorro da tribo Banu Qaynuqa caso ele a sitiasse.

A desculpa de Maomé para atacar esta tribo foi um incidente onde um maometano foi morto por uma turba judaica enfurecida. O facto desta turba estar enfurecida devido ao facto do maometano em questão ter assassinado um mercador Judeu por motivos de honra duma mulher é convenientemente esquecido pelos apologistas contemporâneos. No entanto, estes apologistas admitem que Maomé escolheu sitiar a tribo Banu Qaynuqa em vez de servir de mediador do conflito.

Ou seja, na primeira ocasião que Maomé teve para se mostrar como um homem de honra e um genuíno líder, ele escolheu agir como um homem ganancioso. Ele não pensou em formas de mediar o incidente, mas sim em formas de erradicar a tribo - ficando posteriormente com as suas riquezas.

Segundo os maometanos, este é o "último profeta" de Deus.

Este é um ponto importaste. De acordo com os historiadores maometanos (uso a palavra "historiador" de uma forma muito solta), o primeiro sangue foi derramado quando um Judeu foi assassinado por um maometano por ter feito uma partida a uma mulher maometana (levantar o seu vestido). O maometano foi morto em retaliação por aqueles que haviam acabado de assistir ao assassínio.

Desde quando é que a violência física - e muito menos um assassínio - se justifica por uma partida deste tipo? Pior ainda: se Maomé realmente acreditava na Lei de Moisés (como ele disse acreditar), então ele deveria levar a sério a parte onde se lê:

Mas, se houver morte, então darás vida por vida,
Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé,

Êxodo 21:23-24

Porque é que ele não reconheceu a legitimidade da segunda matança devido à disparidade da primeira?

. . . .

Em todo esta situação, o auto-proclamado "profeta" de Deus respondeu aos eventos de uma forma egoísta, usando força física contra pessoas que o haviam recebido na sua comunidade há menos de 2 anos. Sem preparação alguma para a batalha, a tribo Banu Qaynuqa rendeu-se sem resistência.

Sedento de sangue, Maomé tencionava matar toda a tribo mas um amigo árabe comum conseguiu convencê-lo a não levar a cabo tais intenções horríficas.

Abdullah b. Ubayy b. Salul foi ter com ele [Maomé] quando Deus os tinha colocado debaixo do seu poder, e disse:

"Ó Maomé, lida de forma amena com os meus clientes" (eles eram aliados de Khazraj), mas o apóstolo ignorou-o. Ele repetiu as palavras mas o apóstolo afastou-se dele.

Foi então que ele colocou a sua mão no colar do robe dos apóstolo. Este ficou de tal modo zangado que a sua cara ficou quase totalmente preta.

Ele (Maomé) disse: ". . . Deixa-me."

Ele respondeu "Não, por Deus, não te deixo até que lides de forma amena com os meus clientes. Quatrocentos homens sem armadura e 300 com armadura protegeram-me de todos os meus inimigos; vais tu matá-los numa só manhã? Por Deus, eu sou um homem que teme que as circunstâncias possam mudar."

O apóstolo disse, "Podes ficar com eles."
(Ibn Ishaq/Hisham 546)

Foi daí então que Maomé "permitiu" que os Judeus de Qaynuqa escapassem apenas com algumas ferramentas e algumas roupas. Ele confiscou os seus bens e as suas terras, ficando com 1/5 para si e o resto para os muçulmanos. Segundo o Alcorão, este foi o "castigo" por não acreditarem que Maomé fosse um profeta (Alcorão 3:10-12).

O homem que salvou a vida dos Judeus foi mais tarde qualificado de "hipócrita" por Maomé, e tornou-se evidente que ele (Maomé) arrependeu-se da sua decisão de não matar a tribo por inteiro. Um dos 9 versos alcorânicos que proíbem os maometanos de terem amigos Judeus ou Cristãos foi "revelado" durante este período.

Desta forma, Maomé foi capaz de cumprir a sua promessa de que "aqueles que resistirem a Alá e ao seu mensageiro serão humilhados" (Alcorão 58:20), solidificando assim a sua credibilidade junto dos outros maometanos e inspirando 1400 anos de jihad violenta levada a cabo por muçulmanos desejosos de seguir o seu exemplo.

Fonte

Mais mitos em torno de Maomé.

domingo, 25 de dezembro de 2011

MITO: Maomé foi um guerreiro bravo que dependeu da protecção de Alá

O culto de personalidade dirigido a Maomé é tão forte que os maometanos nem notam a contradição entre as palavras e os actos do seu "profeta".

Há muitos sítios onde Maomé alega que ele confia no seu deus Alá para o proteger.

Ó Mensageiro, proclama o que te foi revelado por teu Senhor, porque se não o fizeres, não terás cumprido a Sua Missão. Deus te protegerá dos homens, porque Deus não ilumina os incrédulos. (Alcorão 5:67, e vêr também 8:30)

Não é dado a nenhum ser morrer, sem a vontade de Deus (Alcorão 3:145)
Paralelamente, Maomé encorajou os seus soldados a acreditar que estarão a salvo mesmo que sejam descuidados numa batalha:
[Auf bin Harith perguntou] “Ó apóstolo de Alá, o que é que faz com que Alá sorria de alegria perante o seu servo? Ele [Maomé] respondeu: Quando ele mergulha para o meio da batalha sem armadura. (Ibn Ishaq/Hisham 445)
Sem surpresa alguma, Auf acreditou no "conselho" de Maomé e fez isso mesmo: envolveu-se numa batalha sem se proteger:

Auf tirou a armadura que estava sobre ele, e lançou-a para longe de si; então ele pegou na sua espada e lutou com o inimigo até ser morto. (Ibn Ishaq/Hisham 445)
O destino de Auf durante a Batalha de Badr deve ter causado uma impressão muito forte em Maomé visto que na batalha seguinte, Maomé usou duas camadas de armadura protectora! (Ibn Ishaq/Hisham 560)

Outras partes da Batalha de Uhud parecem suportar a noção de que Maomé estava com dúvidas em relação à habilidade do seu deus Alá de enviar os seus anjos para o proteger. Não só ele se posicionou bem na retaguarda do seu exército, como se certificou de estar rodeado de guarda-costas.

Esta estratégia, na verdade, correu mal visto que o inimigo inesperadamente flanqueou os muçulmanos e avançou directamente para a sua área. Os anjos fizeram-se notar pela sua ausência e como resultado, Maomé, desesperado para salvar a sua pele, começou a vender a ideia do paraíso aos homens à sua volta em troca pelas suas vidas:

Foi reportado segundo a autoridade de Anas b. Malik que (quando o inimigo começou a ficar por cima ) na Batalha de Uhud, o mensageiro de Alá (que a paz esteja com ele) ficou com apenas 7 homens dos Ansar e 2 da tribo dos Quraish.

Quando o inimigo avançou rumo a ele e o sobrepujou, ele disse: "Quem desviá-los de nós irá obter o Paraíso ou será o meu Companheiro no Paraíso."

Um dos homens entre os Ansar avançou e lutou (o inimigo) até que foi morto.

Quando o inimigo avançou e sobrepujou-o outra vez. ele repetiu as palavras: "Quem desviá-los de nós irá obter o Paraíso ou será o meu Companheiro no Paraíso." Outro dos homens dos Ansar chegou-se à frente e lutou até que foi morto.

Isto repetiu-se até que os 7 Ansar foram mortos (um a seguir ao outro). (Muslim 19:4413)

Como se vê pela passagem, e tendo como base a promessa de que seriam seus "companheiros no paraíso", 7 homens avançaram, um após outro, para defenderem Maomé. (Nenhum deles aparentemente questionou Maomé do porquê ele estar tão ansioso em evitar um além tão maravilhoso).

Um homem chamado Abu Dujana fez do seu corpo um escudo para o apóstolo (Ibn Ishaq/Hisham 573). Segundo o relato, as suas costas foram trespassadas por várias setas até que ele caiu e morreu.

Enquanto isso, Maomé conseguiu fugir da batalha para o conforto duma montanha próxima.

O apóstolo dirigiu-se a uma montanha com o propósito de subi-la. Como ele se havia tornado pesado com à idade, e como tinha posto sobre si duas camadas armaduras protectoras, quando ele tentou ficar de pé não conseguiu. Talha ficou por trás dele e empurrou-o até que ele se acomodou confortavelmente na montanha. (Ibn Ishaq/Hisham 577)

Como seria de esperar, os momentos que se seguiram à Batalha de Uhud foram um bocado embaraçosos para o auto-proclamado "profeta". Muitos maometanos haviam sido mortos e mais tarde os seus corpos haviam sido mutilados.

O próprio Maomé, o apóstolo do "poderoso Alá", havia sido ferido na cara com uma pedra atirada contra si. Isto provavelmente aconteceu durante um dos momentos em que ele, por detrás dos seus guarda-costas, espreitava por um lugar para onde fugir.

A princípio Maomé pareceu reconquistar a confiança do seu povo com uma arrogante história militar usada como forma de desviar a atenção das pessoas da sua lesão facial. Ele alegou que tinha "morto" o homem que lhe tinha ferido com a pedra:

[Maomé] usou água para lavar o sangue da sua cara e enquanto ele fazia isto, disse: "A ira de Alá é feroz contra ele que fez com que a cara de seu profeta sangrasse."
(Ibn Ishaq/Hisham 576).

Maomé impediu também que os mortos fossem trazidos a Medina para serem lá enterrados visto que isto aprofundaria a humilhação da sua periclitante religião e fragilizaria a confiança que as pessoas tinham nele. (Ibn Ishaq/Hisham 586).

O que se seguiu a isto foi uma série de desculpas como forma de explicar a derrota de Uhud - detalhada na terceira sura. A mais fraca das desculpas oferecidas foi a de que a derrocada ter sido um "teste" para que "Alá pudesse saber quais eram os que acreditavam" (3:140).

Provavelmente alguém lhe fez a pergunta óbvia em como é que um omnisciente Alá foi incapaz de saber quem é que realmente acreditava. Isto inspirou mais um rol de desculpas adicionais.

A tentativa seguinte de Maomé foi a de culpar os "hipócritas" que falharam ao não o acompanharem para a batalha (3:167). Mas isto também se verificou na Batalha de Badr onde os maometanos foram vitoriosos graças aos anjos de Alá (visíveis apenas por Maomé, claro).

Porque é que desta vez os anjos não vieram em seu socorro?

Finalmente, Maomé pura e simplesmente identificou o pecado do seu povo como a causa da derrota e declarou que eles deveriam implorar pelo seu perdão. Supostamente eles não só o haviam "forçado" para uma batalha que ele não desejava, como haviam lutado de forma muito pobre, chegando ao ponto de "abandonarem o mensageiro" (3:153) cuja presença havia sido uma bênção de Alá.

Claramente os outros haviam desiludido Maomé, mas ele e Alá comprometiam-se a ser magnânimos se os outros reconhecessem o seu erro. (3:152). Para não deixar pontas soltas, ele disse também que o diabo os havia levado a agir de forma como haviam agido (3:155).

O mestre de psicologia eventualmente reconquistou a confiança do seu povo, particularmente depois de uma série assaltos às caravanas dos habitantes de Meca - que garantiram um fluir de mercadoria roubada para a comunidade.

O sicofantismo muçulmano mantém até hoje. Compare-se a descrição histórica do desespero de Maomé, e a sua fuga, com o comentário do século 20 levado a cabo pelo tradutor Yusuf Ali. Este é um exemplo hilariante da ideologia a ser colocada acima das evidências.

Não houve derrota . . . . Se não fosse a sua [Maomé] firmeza, coragem e tranquilidade, tudo estaria perdido. (Yusuf Ali margin note #442).
Sem dúvida. O facto dos testemunhos mais próximos do evento afirmarem que Maomé teve que fugir em desespero de causa deve ser um erro histórico. De facto, parece que Maomé perdeu a fé na "protecção de Alá".

Pior do que isso, ele imortalizou a obrigação do seu povo em protegê-lo com as suas armas, mesmo que as tivessem que as levar quando ele fosse à mesquita:

Quando estiveres entre eles e os convocares a observarem a oração (ó Mensageiro), que uma parte deles tome de suas armas e a pratique contigo; e, quando se prostrarem, que a outra se poste na retaguarda; ao concluírem, que se retire e se ponha de guarda e suceda-lhe a parte que não tiver orado, ainda, e que reze contigo.

Que não precavenham e levem suas armas, porque os incrédulos ansiarão para que negligencieis as vossas armas e provisões, a fim de vos atacarem de surpresa. Tampouco sereis recriminados se depuserdes as armas quando a chuva a isso vos obriga, ou estiverdes enfermos; mas tomai vossas precauções. Sem dúvida, Deus destina aos incrédulos um castigo ignominioso." (Alcorão 4:102)

Embora faça parte da "eterna palavra de Alá" para os homens, estas instruções em torno da segurança pessoal de Maomé não possuem qualquer tipo de relevância para os dias de hoje - excepto para encorajar os maometanos actuais a esconder armas nas mesquitas (coisa que eles fazem frequentemente) e planear ataques terroristas nas mesquitas (outra coisa que eles também fazem com insistência).

Por fim, há evidências muito fortes de que Maomé morreu como consequência de ter sido envenenado por uma mulher Judia - ou pelo menos ele pensava assim. A sua morte não foi nada agradável ou pacífica. Segundo o seu biógrafo, "ele sofreu muitas dores" (Ibn Ishaq/Hisham 1006).

Talvez um dos motivos que leve a que os maometanos actuais rejeitem este incidente seja o de contradizer a noção da "protecção divina" que Maomé alegou ter. Mas até o Alcorão demonstra que o "apóstolo de Alá" teve que colocar de parte a noção da "protecção de Alá" e arranjar um corpo de segurança mais humano.

Se o Alcorão diz isto, então os maometanos actuais têm que rejeitar a noção de que Maomé dependia exclusivamente de protecção divina (ou angelical).

Fonte

. . . . .

Mais mitos em torno de Maomé.

sábado, 26 de novembro de 2011

MITO: A batalha de Badr foi em legítima defesa

Se é suposto os muçulmanos apenas lutarem em legítima defesa, então a Batalha de Badr teria que ser um incidente onde o inimigo estivesse a atacar ou a marchar em direcção a Medina (que era onde estavam sediados os muçulmanos). Claro que se é isto que queres acreditar, pára de ler aqui e tenta ficar longe dos livros de história.

Os historiadores muçulmanos da altura documentaram meticulosamente as circunstâncias que precederam a Batalha de Badr e não o menor espaço de manobra para quem quer acreditar que os muçulmanos fizeram uma luta de legítima defesa.

Primeiramente, é preciso notar que os habitantes de Meca não estavam a marchar em direcção a Maomé. Embora seja certo afirmar que eles enviaram um exército, é preciso vêr que o mesmo foi enviado para proteger as caravanas dos ladrões muçulmanos (que haviam recentemente morto condutores de caravanas e roubado as suas posses).

Os habitantes de Meca não estavam minimamente interessados em iniciar uma guerra mas sim garantir que a sua mercadoria e os condutores não eram perturbados pelos piratas de Maomé.

Seguindo os historiados contemporâneos:

Foi então que o apóstolo ouviu que Abu Safyan vinha da Síria com uma caravana enorme pertencente aos Quraish, contendo o seu dinheiro e a sua mercadoria.

Quando o apóstolo ouviu que Abu Safyan regressava da Síria, ele convocou os muçulmanos e disse:

'Esta é a caravana dos Quraish que contém a sua propriedade. Sigam no seu encontram e ataquem-na. Pode ser que Alá nos dê como presa.'

(Ibn Ishaq/Hisham 428).

A descrição do evento prossegue afirmando que alguns muçulmanos, aparente moralmente superiores a Maomé, estavam relutantes em participar do ataque uma vez que não queriam tomar parte duma guerra. Mais tarde, Maomé qualifica estes muçulmanos de "hipócritas" no seu Alcorão. Semelhantemente ele condena-os ao inferno e exige que os "verdadeiros muçulmanos" lidem com eles de forma ríspida (66:9).

Depois de Maomé enviar os seus homens para atacar a caravana, Abu Sufyan (o seu adversário de Meca) ficou a saber dos seus planos:

Depois de ter chegado perto de Hijaz, Abu Sufyan buscou notícias e questionou todos os viajantes ansiosamente. Até que alguns viajantes o informaram que Maomé havia reunido os seus companheiros contra ele e a sua caravana.
(Ibn Ishaq/Hisham 428)

A este ponto, e como forma de evitar uma batalha, Abu Sufyan fez duas coisas: mudou o seu plano de viagem, para evitar o exército de Maomé, e enviou mensageiros a pedir ajuda. Os habitantes de Meca enviaram uma força maior com cerca de 900 homens para salvar a caravana.

Um longo jogo de gato e rato entre Maomé e os habitantes de Meca tomou forma à medida que os últimos faziam todos os possíveis para evitar um conflito e viajar para casa em segurança (Ishaq/Hisham 433 to 443).

Eventualmente o exército de Maomé foi bem sucedido em forçar o exército de Meca a combater ao deliberadamente parar as fontes de água da qual eles dependiam para voltar para Meca. Paralelamente, ele posicionou o seu exército entre as restantes fontes e o sedento exército de Meca.

Que parte deste evento pode ser considerado um genuíno esforço de "legítima defesa" por parte de Maomé e os seus ladrões de caravanas?

Não é manifestamente óbvio que ele, Maomé, apenas queria ficar com os pertences dos habitantes de Meca, mesmo que para tal ele tivesse que matar à sede o exército que protegia mercadoria alheia? É este um comportamento dum "profeta" de Deus - o maior e o mais exaltado mensageiro do Deus de Abraão, Isaac e Jacob?

...

A este ponto, e embora fossem menores em número, os muçulmanos estavam claramente em vantagem sobre os enfraquecidos e relutantes soldados de Meca.

Inicialmente os muçulmanos divertiram-se matando os poucos homens suficientemente desesperados para tentar chegar à água:

Al-Aswad, que era um homem problemático e mal encarado, chegou-se à frente e disse:

"Juro por Alá que irei beber da sua cisterna, destruí-la ou morrer tentando chegar a ela."

Hamza [um muçulmano fisicamente poderoso] aproximou-se dele e quando os dois se encontraram frente a frente, Hamza atingiu-o, fazendo com o seu pé e metade da sua canela voassem quando ele estava perto da cisterna.

Ele caiu de costas e ficou aí, com sangue a escorrer do seu pé em direcção aos seus companheiros. Foi então que ele rastejou para a cisterna e atirou-se para dentro dela como forma de cumprir o seu juramento. Mas Hamza foi no seu encalço e feriu-o.

(Ibn Ishaq/Hisham 443)
Os muçulmanos continuaram a divertir-se mortalmente com outros soldados de Meca sedentos e enfraquecidos até que Maomé deu a ordem para atacar o "inimigo".

O período que se seguiu à vitória na batalha foi uma de celebração por parte dos ladrões muçulmanos. As cabeças decapitadas dos inimigos de Maomé de Meca foram-lhe apresentadas e os assassinos honrados. Cativos vivos foram trazidos perante ele, onde ele ordenou que alguns fossem resgatados e outros executados.

Num gesto que pareceu bizarro mesmo para os seus homens, Maomé andou entre os corpos dos soldados de Meca mortos e provocou-os, insistindo que eles o poderiam ouvir a partir do inferno (Bukhari 59:314).

A riqueza roubada aos habitantes de Meca foi dividida entre os vitoriosos. Hamza, o homem que havia morto o primeiro soldado a tentar chegar às cisternas, voltou a sua cruel diversão para animais indefesos, cortando as bossas dos camelos e desentranhando-os apenas para saborear a sua agonia (Bukhari 59:340).

Durante a carnificina eufórica, Alá "falou" com Maomé e disse-lhe para se assegurar que os outros muçulmanos lhe davam 1/5 do espólio. (Conveniente, sem dúvida.) Estas palavras ficaram permanentemente gravadas no Alcorão (8:1).

Maomé aproveitou a ocasião para informar os seus homens de que a sua vitória se devia a uma legião de anjos enviada por Alá (8:9). Escusado será dizer que só Maomé consegui ver os ditos anjos (8:50).

Por motivos ainda por descortinar, os anjos não apareceram na batalha seguinte, onde os maometanos foram expulsos de Uhud.

A maior parte da surah 8, um dos capítulos mais violentos do já-de-si violento Alcorão, foi "revelada" a seguir à Batalha de Badr. Muitos dos versículos fazem muito pouco sentido fora deste contexto histórico, provando que as siras (biografias) de Maomé são fundamentais para se compreender o Alcorão.

Neste caso, o contexto histórico está em total oposição com a interpretação moderna feita pelos muçulmanos modernos, isto é, de que a Batalha de Badr foi um conflito "defensivo". Nesse dia, apenas os soldados de Meca lutaram em defesa das suas vidas e das suas propriedades. E eles fizeram-no de um modo relutante depois de Maomé tomar passos monumentais para os forçar a entrar na batalha.

Conclusão:

A Batalha de Badr não foi uma guerra defensiva; a mesma foi um ataque organizado por parte de ladrões de caravanas impelidos por um homem que alegava "inspiração divina". O comportamento de Maomé no episódio de Badr mostra que a sua motivação principal era a aquisição dos bens e posses dos habitantes de Meca.

Os muçulmanos modernos têm a vantagem de poder interpretar os passos deste homem e livremente tomarem o passo de abandonar os seus ensinamentos.

Fonte

Mitos àcerca de Maomé

MECA

1. MITO: Maomé foi perseguido em Meca por pregar o Islão

2. MITO: Maomé foi torturado em Meca.

3. MITO: os Muçulmanos foram perseguidos e sofreram muitas baixas em Meca

4. MITO: Os pagãos de Meca foram os primeiros a verter sangue no conflito contra os muçulmanos

5. MITO: Maomé viajou até Jerusalém numa noite

6. MITO: a perseguição forçou Maomé e os muçulmanos a fugirem de Meca


MEDINA

1. MITO: Quando os maometanos chegaram a Medina, eles foram vítimas de perseguição por parte dos habitantes de Meca

2. MITO: Maomé atacou as caravanas para recuperar bens roubados

sábado, 19 de novembro de 2011

MITO: Maomé atacou as caravanas para recuperar bens roubados

Depois de terem sido justificadamente expulsos de Meca, Maomé e os muçulmanos encontraram refúgio em Medina - onde eles não estavam a ser incomodados pelos seus adversários.

Apesar disto, Maomé enviou os seus discípulos a levar a cabo 7 ataques mal sucedidos contra as caravanas dos habitantes de Meca.

Depois dos ataques mal sucedidos, Maomé e os seus assaltantes finalmente levaram a cabo um ataque bem sucedido. Nesse ataque, depois de terem assassinado o condutor da caravana, os muçulmanos roubaram a mercadoria.

Esta caravana em particular estava relativamente fragilizada uma vez que o ataque foi levado a cabo durante os meses sagrados, altura do ano em que as tribos concordavam não levar ataques uns contra os outros:

[Um assaltante muçulmano] que havia rapado o cabelo, olhou para baixo para eles [a caravana de Meca] e quando eles o viram, sentiram-se seguros e disseram, "São peregrinos e portanto não há nada a temer da parte deles".
(Ibn Ishaq/Hisham 424)

A cabeça rapada causou a que os muçulmanos parecessem peregrinos e não assaltantes. Isto causou uma falsa sensação de segurança entre os condutores da caravana.

No entanto, e para seu azar, o islão não é uma ideologia que respeite códigos de honra:

[Os assaltantes muçulmanos] encorajaram-se mutuamente e determinaram-se a matar o maior número possível de pessoas e levar o que eles tinham consigo. Waqid atingiu Amr bin al-Hadrami com uma seta e matou-o.
(Ibn Ishaq/Hisham 425)

De acordo com Ibn Kathir, os muçulmanos a viver em Meca não negaram que os seus irmãos ideológicos de Medina tivessem levado a cabo o assalto, morto pessoas e roubado os bens dos Quraish (tribo de Meca). Eles tiveram dúvidas, sim, que o ataque tivesse sido levado a cabo durante os meses sagrados:

Os Quraysh disseram que Maomé e os seus Companheiros não só haviam violado a santidade do Mês Sagrado, como haviam derramado sangue, confiscado bens e levado prisioneiros durante o mesmo.

Entre os muçulmanos que ainda estavam em Meca, e que os refutavam, levantou-se a resposta de que os muçulmanos tinham levado a cabo o ataque durante o mês de Sha`ban (que não é um dos meses sagrados).
(Ibn Kathir)

Deparado com a possibilidade de perder a sua autoridade, Maomé refugiou-se na sua tenda, só saindo com uma "revelação" conveniente da parte de Alá dando-lhe permissão retroactiva para o assalto.

Claro que esta revelação sancionou o saque agora na posse de Maomé:

Quando te perguntarem se é lícito combater no mês sagrado, dize-lhes: A luta durante este mês é um grave pecado; porém, desviar os fiéis da senda de Deus, negá-lo, privar os demais da Mesquita Sagrada e expulsar dela (Makka) os seus habitantes é mais grave ainda, aos olhos de Deus, porque a perseguição é pior do que o homicídio.
(Alcorão 2:217)

Reparem que o Alcorão não diz que os habitantes de Meca eram culpados de matar muçulmanos; o mesmo apenas diz que eles "perseguiam" os muçulmanos, ao impedirem que estes tivessem acesso à Kaaba.

O assassínio do condutor da caravana de Meca foi o primeiro encontra fatal entre os dois adversários. Isto é algo muito embaraçoso para os apologistas islâmicos actuais uma vez que eles gostam de afirmar que o islão é contra toda a matança excepto em legítima defesa.

Devido a isto emergiu entre os muçulmanos modernos o mito de que os muçulmanos daquele tempo apenas estavam a "trazer de volta" para si algo que inicialmente lhes pertencia - e não a roubar algo que pertencia aos habitantes de Meca.

Os apologistas modernos gostam de dizer que os muçulmanos foram practicamente "roubados" pelos habitantes de Meca quando foram expulsos da cidade. O filme pró-islão de 1976, "A Mensagem", perpetua explicitamente este mito.

Os apologistas são um bocado vagos quando se trata de justificar o assassínio de um homem devido ao alegado "roubo" de que os muçulmanos foram supostamente alvos. Se levarmos em conta que os muçulmanos gostam de colocar uma aura de "homem de perdão" em torno de Maomé, não se sabe como é que eles harmonizam os dados disponíveis.

Para além disso, eles também não explicam como é que as vítimas dos assaltos subsequentes (usualmente condutores de caravanas) eram directamente responsáveis pelo assalto de que os muçulmanos foram supostamente vítimas.

Mas este é o menor dos seus problemas uma vez que não só não há evidências para a alegação de que os Muçulmanos estavam a "trazer de volta o que lhes pertencia", como há evidências que contradizem esta posição.

O evento do primeiro ataque às caravanas de Meca está bem detalhado na biografia levada a cabo por Ibn Ishaq/Hisham. Em lado algum é mencionado que o conteúdo da caravana eram posses que haviam pertencido aos muçulmanos.

De facto, Ishaq descreve explicitamente que os bens pertenciam aos habitantes de Meca:

Uma caravana dos Quraish contendo passas de uvas secas, couro e outra mercadoria pertencente aos Quraish passou por . . .
(Ibn Ishaq/Hisham 424)

Note-se que a mercadoria roubada à caravana continha passas de uvas que se teriam estragado se fossem passas que pertencessem aos muçulmanos que haviam saído de Meca quase um ano atrás.

Um quinto do espólio foi entregue a Maomé, o que dificilmente seria o caso se o mesmo pertencesse a outro muçulmano (Ibn Ishaq/Hisham 425).

A maioria dos muçulmanos a viver em Meca tinha poucas possessões visto que provinham da camada inferior do estrato social da cidade. Aqueles que tivessem posses, teriam tempo para liquidá-las e transportá-las para a nova localização.

Como instigador da discórdia, Maomé foi o único muçulmano literalmente forçado a fugir de Meca pela calada da noite. Mas mesmo as suas posses foram organizadas pelo seu genro Ali:

Ali ficou em Meca durante 3 dias e 3 noites até que restaurou os depósitos que o apóstolo tinha.
(Ibn Ishaq/Hisham 335)

........

Então se os muçulmanos não estavam a tentar recuperar os seus pertences, porque é que eles atacavam as caravanas dos habitantes de Meca? Maomé oferece-nos os verdadeiros motivos:

Se vocês mataram durante os meses sagrados, eles impediram-vos de seguir o caminho de Alá com a sua descrença nele, impediram-vos de ter acesso à mesquita sagrada e expulsaram-vos quando vocês eram o seu povo.

Para Alá isto é muito mais sério do que a matança de alguns entre eles.

'E a sedução é pior que a matança'.

Eles tinham o hábito de seduzir o muçulmano para a sua religião até que eles o faziam voltar à descrença depois de ter acreditado. E isso, para Alá, é pior do que matar.

(Ibn Ishaq/Hisham 426)
Portanto a justificação para a matança dos habitantes de Meca que tomavam parte nas caravanas (e o furto das suas possessões) é puramente religiosa. A única coisa que foi "roubada" aos muçulmanos foi livre acesso à mesquita sagrada - isto é, completar o ritual do haj na Kaaba).

Os ataques às inocentes caravanas de Meca eram, portanto, "justificadas" apenas e só porque os muçulmanos sentiam-se "impedidos dos caminhos de Alá" pela "descrença" dos líderes de Meca. Isto é feito mais notório no importante episódio seguinte onde Maomé envia os seus assassinos para roubar caravanas - o que precipitou a Batalha de Badr:

Quando o apóstolo ouviu que Abu Safyan regressava da Síria, ele convocou os muçulmanos e disse:

'Esta é a caravana dos Quraish que contém a sua propriedade. Sigam no seu encontram e ataquem-na. Pode ser que Alá nos dê como presa.'

(Ibn Ishaq/Hisham 428).
Neste caso a caravana de Meca regressava duma viagem de negócios na Síria. Quaisquer que fossem os bens que ela trazia teriam sido adquiridos na Síria.

Conclusão:

Durante os 9 anos seguintes a principal fonte de rendimento dos muçulmanos foi roubada a outros. Com o passar do tempo, os alvos dos ataques expandiram-se para além de Meca e Medina. Durante a altura em que Maomé morreu, os muçulmanos encontravam desculpas para atacar muitas outras tribos árabes, Judeus e até Cristãos.

Tal como as actividades da Máfia, os muçulmanos ofereciam "protecção" em troca de compensação financeira. E assim, em poucos anos, o império árabe passou dumas tribos em Medina para terras que iam de Marrocos até à Índia - tudo isto feito segundo um modelo militar e político que Maomé instalou aquando da sua estadia em Medina.

No entanto este homem anunciou aos árabes que era um "profeta" na mesma linha profética que os profetas Bíblicos. E é suposto nós acreditarmos nisso.

Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.

Pelos seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?

Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.

Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.

Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.

Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.

Mateus 7:15-20

Pelos "frutos" dos ensinamentos de Maomé podemos facilmente vêr que ele era um falso profeta.

Fonte



MECA

1. MITO: Maomé foi perseguido em Meca por pregar o Islão
2. MITO: Maomé foi torturado em Meca.
3. MITO: os Muçulmanos foram perseguidos e sofreram muitas baixas em Meca
4. MITO: Os pagãos de Meca foram os primeiros a verter sangue no conflito contra os muçulmanos
5. MITO: Maomé viajou até Jerusalém numa noite
6. MITO: a perseguição forçou Maomé e os muçulmanos a fugirem de Meca


MEDINA

1. MITO: Quando os maometanos chegaram a Medina, eles foram vítimas de perseguição por parte dos habitantes de Meca
2. MITO: Maomé atacou as caravanas para recuperar bens roubados

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

MITO: Quando os maometanos chegaram a Medina, foram vítimas de perseguição por parte dos habitantes de Meca

O único motivo que justifica a existência deste mito é a necessidade que os apologistas islâmicos têm de explicar os versículos violentos do segundo capítulo do Alcorão - "revelado" pouco depois de Maomé chegar a Medina em seguimento da hégira.

Algumas das passagens deste segundo capítulo do Alcorão apelam aos crentes (muçulmanos) a levar a cabo actos de violência como forma de acabar com o "tumulto", a "opressão", e a "perseguição". Devido a isto, os leitores maometanos modernos usualmente aplicam as suas definições pessoais dos termos e assumem que os muçulmanos estavam sob algum tipo de ataque enquanto viviam em Medina.

Infelizmente para os muçulmanos, o que Maomé entendia como "perseguição" não só está bem definido no registo histórico da sua vida "profética", como é bem diferente do entendimento que nós aplicamos à expressão. De facto, analisando as acções de Maomé em Meca, nós podemos vêr que não eram os muçulmanos que estavam sob ataque mas sim os habitantes de Meca. Eram estes últimos que agiam em legítima defesa.

Os historiados não identificam acto algum de agressão por parte dos habitantes de Meca contra os muçulmanos durante o tempo em que a segunda sura (termo árabe identifica os versículos do Alcorão) foi narrada por Maomé. Não havia exércitos a marchar contra os muçulmanos e nem havia planos para tal. Os habitantes de Meca não tinham qualquer tipo de influência nesta área tão remota.

Devido a isso, e apesar da crença de que os muçulmanos estavam sob ataque por parte dos habitantes de Meca ser algo sobejamente defendido pelos maometanos modernos, as evidências em suporte de tal teoria fazem-se notar pela ausência.

De acordo com a sequência de eventos registados nas siras (biografias da vida de Maomé), os habitantes de Meca estavam bastante satisfeitos em deixar Maomé em paz depois deste ter sido expulso da cidade, mesmo sabendo que ele havia declarado guerra contra eles.

O senso comum mostra-nos também que, se os maometanos estivessem a ser alvo de ataques por parte dos habitantes de Meca, não seria preciso inspirá-los à guerra. Se alguém invadisse a tua casa e estivesse em vias de tratar mal a tua família, será que precisarias "revelações" de Alá a dizer-te para agires em legítima defesa?

O orgulho de Maomé estava danificado depois dos habitantes de Meca o terem rejeitado. Como tal, a sua credibilidade como o "escolhido" estava em maus lençóis. A sede de vingança de Maomé levou a que ele usasse as "revelações de Ala´" para redefinir o termo "perseguição" de forma a convencer os seus seguidores de que eles de facto estavam a ser "perseguidos".

Basicamente, Maomé estava a usar uma característica tipicamente humana - a busca pela justiça - para levar a cabo os seus desejos. Ele levou os seus seguidores a acreditar que o facto de terem sido expulsos para Medina, e estarem impedidos de regressar, eram motivos suficientes para um regresso armado a Meca.

Mas ao contrário de Maomé, os habitantes de Meca tinham justificação para impedir o regresso dos muçulmanos. Primeiro, Maomé havia-se declarado um revolucionário armado contra eles. Que cidade responsável permitiria que um homem com mais de 300 seguidores potencialmente violentos regressasse para a mesma, mesmo depois dele ter declarado guerra a ela?

Curiosamente, mais tarde, os habitantes de Meca foram insensatos o suficiente para permitir o regresso de Maomé, e isso custou-lhes a perda da cidade e a perda do seu estilo de vida.

O segundo motivo que levou a que os habitantes de Meca não desejassem estar por perto de Maomé centrava-se na intolerância que este propagava em relação aos credos presentes em Meca. Maomé exigia possessão exclusiva da Kaaba - que na altura, a mesma era uma área comum de oração.

Dito de outra forma, os habitantes de Meca não tinham problemas com o facto dos muçulmanos circum-navegarem a Kaaba; o problema é que os muçulmanos queriam ser os únicos a fazê-lo. Isto é confirmado pelo Alcorão (Sura 9:18-19) onde se lê que, aquando da captura da cidade por parte dos maometanos (630), todos aqueles que se recusaram a converter ao islão, e sujeitar-se à autoridade de Maomé, foram expulsos de Meca.

Levando em conta estes dados, as palavras da sura 2 ganham uma nova dimensão:

Matai-os onde quer se os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a perseguição é mais grave do que o homicídio. Não os combatais nas cercanias da Mesquita Sagrada, a menos que vos ataquem.

Mas, se ali vos combaterem, matai-os. Tal será o castigo dos incrédulos.

Porém, se desistirem, sabei que Deus é Indulgente, Misericordiosíssimo. E combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Deus. Porém, se desistirem, não haverá mais hostilidades, senão contra os iníquos.

(Sura 2:191, 193)
Embora os maometanos modernos gostem de afirmar que esta passagem limita-se a assuntos de legítima defesa, o contexto histórico contradiz de forma clara esta interpretação uma vez que o texto serviu de justificação para a agressão como forma de avançar com dominação islâmica.

Conclusão:

Como dito inicialmente, os maometanos não estavam a ser alvo de qualquer tipo de ataque por parte dos habitantes de Meca.

A "perseguição" de que Maomé falava era apenas o facto dos muçulmanos viverem a mais de 400 quilómetros de Meca, e estarem impedidos de a visitar - e desde logo barrados de aceder à "mesquita sagrada".

Maomé foi bem sucedido em convencer os seus seguidores que esta política não-letal levada a cabo pelos habitantes de Meca era justificação suficiente para atacar e massacrar os habitantes de Meca no nome do islão.

Este precedente deixado por Maomé ainda é seguido hoje em dia pelos islamitas quando eles inventam uma não existente "perseguição" para justificar os seus actos de violência contra a superior civilização Ocidental. Mas quem os pode culpar? Se este forma de operar funcionou com Maomé, porque é que não funcionaria com os muçulmanos actuais?

Fonte


Mitos àcerca de Maomé

MECA

1. MITO: Maomé foi perseguido em Meca por pregar o Islão

2.
MITO: Maomé foi torturado em Meca.


3. MITO: os Muçulmanos foram perseguidos e sofreram muitas baixas em Meca

4.
MITO: Os pagãos de Meca foram os primeiros a verter sangue no conflito contra os muçulmanos


5
. MITO: Maomé viajou até Jerusalém numa noite

6.
MITO: a perseguição forçou Maomé e os muçulmanos a fugirem de Meca


MEDINA

1. MITO: Quando os maometanos chegaram a Medina, eles foram vítimas de perseguição por parte dos habitantes de Meca




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

ShareThis