Assassino que cometeu chacina no Rio era conhecido como Bin Laden e queria jogar avião contra Cristo Redentor no Rio
Fonte: www.juliosevero.com
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Ficam aqui então as minhas desculpas por ter pensado que Wellington Menezes de Oliveira era mais um servo de Alá
(Obrigado ao blog "de olho na jihad" pela dica)

Livros espalhados sobre a cama estão entre as cenas que chamaram a atenção dos peritos que entraram na casa do atirador Wellington Menezes de Oliveira na quinta-feira (7), dia em que ele matou 12 crianças em uma escola em Realengo. São volumes como "Estudo perspicaz das escrituras", "Anuário das testemunhas de Jeová", "O segredo de uma família feliz" e "Tradução das escrituras sagradas".
Para Paulo José Tapajós, professor de teologia da PUC do Rio de Janeiro, não são obras que permitem um estudo profundo de religiões. “Você não vai encontrar nesses livros um lado mais radical, um lado mais fundamentalista, pode até encontrar, mas de uma forma muito subliminar", explica.
Há muitas referências religiosas e sinais de tendências suicidas: "Os prazeres e o reconhecimento deste mundo são coisas passageiras e o que importa é ser reconhecido por Deus, porque não será com as pessoas limitadas desse mundo que viverei eternamente e sim com Deus".
Wellington é de uma família de testemunhas de Jeová, e critica os pais por não seguirem os preceitos da religião estritamente: "Meus pais têm fé em Jeová, mas deixam de cumprir com as exigências da congregação”. Ele relata sua rotina: "Infelizmente tenho que dividir meu tempo com tarefas de colégios, limpeza da casa, e ir à igreja das testemunhas de Jeová".
Em nota, a liderança das testemunhas de Jeová no Rio de Janeiro diz que "o homem que cometeu os crimes bárbaros na Escola Municipal Tasso da Silveira não era membro da religião das testemunhas de Jeová". E expressa "solidariedade às famílias das vítimas".
Interesse pelo islamismo
Nos últimos anos, Wellington parece se interessar também por outra religião: o islamismo. Uma das irmãs do atirador disse à polícia, em depoimento, que Wellington passou a frequentar uma mesquita no Centro do Rio. Na carta, ele relata um conflito: "Já errei com minha família, mas eu mudei com o alcorão e eles não confiam em mim".
Para o professor de teologia, a mudança é um sinal claro da confusão mental de Wellington. “Acharia muito difícil um testemunha de Jeová realmente trocar Jesus por Maomé. Não é que seja contraditório, que seja um contra o outro, mas acho meio complicado um fanático por Jesus ser fanático por Maomé, acho difícil acontecer”, diz Tapajós.
O sheik Jihad Hassan diz que Wellington não era muçulmano e afirma categoricamente: “A religião islâmica proíbe esses atos. Ela não dá amparo, não ensina, ela não dá esses ensinamentos, ela não acolhe esse tipo de pessoa, esse tipo de pensamentos, ela ensina o bem. Ensina a preservar a vida, e não a tirar a vida”, diz Hassan.
Apesar de viver em aparente isolamento, Wellington Menezes de Oliveira deixou muitas pistas que precisam ser seguidas para entender qual foi o caminho que o levou a praticar tal barbaridade. Analisar essas pistas não é um trabalho fácil, porque é preciso separar o que é fato, verdade e o que ficção.
Documentos como os que o "Fantástico" apresentou levantam muitas perguntas, que precisam ser respondidas. Por exemplo: Wellington participou de algum grupo extremista, com ligações até no exterior, como diz nos papéis? Ou isso é apenas fruto de uma mente doentia?
No manuscrito, Wellington volta a citar o "grupo" -- e o nome de alguém que teria vindo do estrangeiro se repete, Abdul: “Tenho certeza que foi o meu pai quem os mandou aqui no Brasil ele reconheceu o Abdul e mandou que ele ‘viec’ com os outros precisamente ao Rio... porque quando eu os conheci e revelei ‘tudo’ a eles eu fui ‘muito’ bem recebido e houve uma grande comemoração”.
No mesmo trecho, ele diz algo que pode ser uma referência ao atentado de 11 de setembro. O tal Abdul parece ter se vangloriado de quase ter participado do atentado às torres gêmeas, uma fanfarronice para impressionar Wellington, se for verdadeira essa interpretação: "E o Abdul teve uma conversa comigo e me revelou que conheceu meu pai e que chegou a comprar uma passagem para um dos voos, mas não fazia parte do plano e usou uma identidade com algum dado incorreto pensando no futuro para não reconhecerem ele".
Mais adiante, surge um novo nome, Phillip. E sinais de desentendimento dentro do grupo: "Tive uma briga com o Abdul e descobri que o Phillip usava meu PC para ver pornografia. Com respeito ao Phillip, eu já esperava isso (...) Mas do Abdul eu não esperava isso... Nos dávamos bem e ele sempre foi flexível nas nossas conversas e dessa vez ele foi muito rígido".
O motivo da briga teria sido uma menina, de uma certa igreja, que Wellington teria tentado levar ao grupo: "É que eu resolvi falar sobre a menina que me convidou a ir a igreja dela e antes de eu terminar ele já foi cortar logo no início ao invés de ouvi-la depois disso ele me ligou umas vezes e eu disse que estou saindo por respeito ao grupo".
Obcecado por atentados
Wellington também manifesta vontade em conhecer países de população islâmica: "...pretendo trabalhar pra sair desse estado ou talvez irei direto ao Egito". Além da carta, a polícia encontrou uma folha com anotações soltas, e uma referência à Malásia, um país de maioria islâmica, onde há alguns dos edifícios mais altos do mundo.
Ele anota que é preciso verificar as condições climáticas da Malásia em setembro, mês dos ataques de 2001 em Nova York. Sinais de uma mente delirante, obcecada por atentados. Nas anotações há expressões como "torres gêmeas”, "retornar fotos e dados sobre tais condições climáticas na malásia no mês de setembro", "clima", "torres altas", "procurar aviões da malásia", "voos" e "aeroportos".
A fixação pelo terrorismo tinha sido percebida por pessoas que conviviam com Wellington, como o barbeiro que o atendia há sete anos. À polícia, ele disse que "no último ano Wellington passou a deixar a barba crescer, atingindo o comprimento até o peito". Quando brincou com Wellington, dizendo que cortaria a barba dele, o cliente o impediu , dizendo "vou ser expulso".
O barbeiro entendeu que Wellington se referia ao grupo de islamismo, pois ele dizia que o islã era a religião mais correta, e que estava estudando o alcorão. As reuniões, segundo o depoimento, aconteceriam na Barra da Tijuca ou no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro.
O responsável pelo inquérito não considera necessário abrir essa linha de investigação. "Tudo o afasta de grupos extremáticos. É sim um louco, que de forma covarde resolveu atingir a vida de crianças indefesas para depois se suicidar como ocorreu", diz o delegado Felipe Ettore.
Líderes espirituais e especialistas concordam que atos como o do assassino Wellington nada têm a ver com religião. "A coisa mais complexa quando alguém pode ter uma conduta fanática é que ele não consegue enxergar a si mesmo como alguém que está num nível equivalente a outros seres humanos. Ele se considera ou um escolhido, ou um eleito, ou uma pessoa especial. Esta autoimagem muito completa, aquela que não tem críticas sobre si mesmo, ela dá uma convicção e a convicção vira obsessão e a obsessão pode gerar uma conduta horrorosa, como a que nós tivemos", diz o filósofo e professor Mario Sérgio Cortella, especialista em estudos da religião.
♦Fonte♦

Pelo menos 11 pessoas (na maioria crianças) morreram quando um homem armado atacou uma escola no Realengo nos subúrbios pobres do Rio de Janeiro.
De acordo com um relatório policial preliminar, o assassino - um antigo estudante da escola de 24 anos - matou-se com um tiro na cabeça. Ele havia atacado a escola Tasso da Silveira onde cerca de 400 estudantes com idades compreendidas entre os 9 e os 14 frequentam.
A polícia brasileira representada por Djalma Beltrami não só disse que o assassino usou dois revólveres e muita munição, como também que ele havia deixado uma carta onde ele antecipou o seu suicídio depois do ataque.

Beltrami descreve a carta como "as palavras de alguém que já não acredita em mais nada, cheia de frases que não faziam sentido e referências ao fundamentalismo islâmico." Aparentemente "fazer referências islâmicas" não é motivo suficiente para o senhor Djalma Beltrami.
Beltrami disse que o atacante não só foi uma pessoa amigável enquanto entrava na escola, mas também que também falou com os administradores e os professores e pediu permissão para se dirigir às crianças.. Quando chegou ao terceiro andar do edifício, o suspeito entrou numa das salas de aulas e começou a atirar contra os estudantes, matando 9 raparigas e 1 rapaz.
Roselane de Oliveira, irmã do assassino, disse aos órgãos de informação que o jovem "era muito estranho".
Não tinha amigos e passava o tempo todo na internet.A irmã reportou ainda que nos meses que antecederam ao atentado ele se havia aproximado ao islão. As autoridades policiais, no entanto, ressalvaram não haver evidências concretas do ataque ter motivos religiosos ou políticos.
♦Fonte♦
Ora, se o jovem fez referências islâmicas na sua carta de suicídio, se ele seguiu uma metodologia muito comum entre os adoradores de Alá, se ele se suicidou no final dos ataques, coisa também comum entre os muçulmanos, porque é que o sr polícia diz "não haver evidências concretas do ataque ter motivos religiosos ou políticos"?
Será possível que haja ocidentais assim tão atrofiados que não vejam o que está bem a sua frente, ou será que há um motivo por trás desta tentativa de se desculpabilizar o islão das atrocidades feitas por pessoas que citam o islão como fundamento para essas atrocidades?
A resposta mais óbvia é que esta tentativa de se proteger o islão faz parte dum leque de medidas que visam algo maior. Há uma ideologia que usa o islão para algo mais. Mas isso já é falado noutro blog.