MITOS ISLÂMICOS

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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O verdadeiro significado da jihad

Por Raymond Ibrahim

Um artigo recentemente publicado no jornal Egípcio Al Ahram intitulado “O Terrorismo é Jihad?", e escrito por Dr. Abdul Fatah Idris (perito na lei islâmica), fornece-nos lições importantes - desde o facto da jihad realmente se centrar na subjugação dos não-maometanos, até ao porquê da mentalidade Ocidental ainda ser incapaz de o aceitar.

Idris, professor e presidente do Departamento de Jurisprudência Comparativa na Faculdade da Lei Sharia (Universidade de Al Azhar) é um jurista bem reputado. O seu artigo começa com ele citando varias instituições internacionais que correctamente definem o terrorismo como violência ou ameaças levadas a cabo como meio de coerção.

Idris menciona também a forma como "a Academia de Pesquisas Islâmicas, no seu relatório emitido no dia 4 de Novembro de 2001, define o terrorismo como o acto de aterrorizar pessoas inocentes e a destruição das suas propriedades, dos seus elementos essenciais de subsistência, das suas finanças, das suas pessoas, das suas liberdades e da sua dignidade humana sem justificação, e a propagação de corrupção por toda o território."

Apesar de Idris citar várias instituições internacionais, é interessante notar a forma como a "Academia de Pesquisas Islâmicas" é que inclui as palavras "inocentes" e "sem justificação" na sua definição, ambas palavras que deixam margem de manobra para exonerar actos de terrorismo contra aqueles que são qualificados como "culpados" ou  aqueles contra quem é "justificável" dar início a ataques. Para muitos maometanos, o Ocidente está incluído neste último grupo.

De qualquer das formas, no contexto dos recentes ataques terroristas levados a cabo pela Irmandade Muçulmana por todo o Egipto - incluindo a destruição de mais de 80 igrejas Cristãs - Idris diz o seguinte:
Está, portanto, certo definir o que aconteceu [no Egipto] de terrorismo, e, tal como foi feito por alguns, não pode ser qualificado de jihad ou ribat nos caminhos de Alá uma vez que a diferença é enorme. O terrorismo é um crime - tanto segundo a Sharia tal como segundo a lei; e todas as convenções internacionais qualificam isso de crime e apelam as pessoas para lutar contra ele de todas as formas.
Até a este ponto, Idris qualifica e concorda com a definição internacional de terrorismo, e caracteriza as acções da Irmandade Muçulmana (que ele nunca identifica por nome) como actos de terrorismo.

Até aqui tudo bem.

No entanto, logo a seguir a Idris faz uma reversão completa em relação ao que ele tinha acabado de dizer:
Mas a jihad nos caminhos de Alá, para fazer a sua palavra suprema, propagar a sua religião, defender a honra da nação islâmica [umma], e responder à agressão contra os muçulmanos por toda a Terra - isto é a jihad: quando um muçulmano luta contra um infiél - sem qualquer tratado - para fazer da palavra de Alá, o Exaltado, suprema, forcando-o a combater ou a invadir as suas terras, isto é permitido segundo o consenso dos juristas [islâmicos]. De facto, isto é uma obrigação para todos os muçulmanos
Se os actos da jihad - o que inclui lutar contra os infiéis e partir-lhes a espinha de qualquer modo possível - são permissíveis segundo a Sharia, então é impossível defini-los como actos de terrorismo uma vez que as evidências fundamentadas na Sharia as tornaram legítimas. 
Existe uma diferença enorme entre ambas [jihad e terrorismo], e não há qualquer ligação entre o que é obrigatório [jihad] e o que é proibido [terrorismo].
Por esta altura, o confuso leitor ocidental pode-se questionar do como, exactamente, é que a jihad - "segundo o consenso dos juristas" - é diferente das definições de terrorismo mencionadas em cima. Em situações como esta, o não-maometano tem que transcender a sua epistemologia e, por alguns momentos, começar a pensar como um maometano devoto - especialmente no contexto dos pontos que se seguem:
  1. Segundo a doutrina islâmica, tal como assegura o Dr. Idris, a jihad é uma obrigação para os muçulmanos (jihad ofensiva sendo um esforço comunal enquanto que a jihad defensiva é individual). É exactamente como este perito na jurisprudência islâmica declara: "Mas a jihad nos caminhos de Alá, para fazer a sua palavra suprema, propagar a sua religião, defender a honra da nação islâmica [umma], e responder à agressão contra os muçulmanos por toda a Terra - isto é a jihad: quando um muçulmano luta contra um infiel - sem qualquer tratado - para fazer da palavra de Alá, o Exaltado, suprema, forcando-o a combater ou a invadir as suas terras..."

  2. Segundo o pensamento islâmico, a jihad ofensiva - "que inclui lutar contra os infiéis e partir-lhes a espinha de qualquer modo possível" - é vista como uma actividade altruísta para o bem do mundo. Dito de outra forma, o fim justifica os meios.
Levando em conta estes dois pontos - (1) Alá ordena os maometanos a levar a cabo a jihad e (2) essa jihad é benéfica para todos os envolvidos, um meio de levar a cabo algo glorioso, isto é, "tornar a palavra de Alá suprema" - como é que os muçulmanos podem classificar a jihad de "terrorismo" mesmo quando, do ponto de vista dum não-maometano, ela parece ser idêntica à definição internacional de terrorismo que o próprio Idris ressalvou e com a qual ele concordou?

A resposta mais directa é, a jihad não é terrorismo apenas e só porque Alá assim o diz - mesmo que no mundo real e em termos prácticos, a jihad e o terrorismo sejam idênticos. Nas palavras de Idris: "Se os actos da jihad - o que inclui lutar contra os infiéis e partir-lhes a espinha de qualquer modo possível - são permissíveis segundo a Sharia, então é impossível defini-los como actos de terrorismo."

Três pensamentos finais:
  1. Da próxima vez que vocês acharem estranho o porquê dos muçulmanos "moderados" raramente (se alguma vez) condenarem o terrorismo habitualmente cometido no nome da sua religião, tente-se lembrar do artigo escrito pelo Dr. Idris e pela sua forma de pensar.

  2. Em relação à supostamente "controversa" questão do que a jihad realmente é, qual é a voz mais autoritária: 1) Um instrutor da lei Sharia que trabalha para a universidade islâmica mais prestigiada do mundo, escrevendo em árabe para outros maometanos, 2) ou a Karen Armstrong, que escreve artigos (falando do benigno e "mal-entendido" islão) dirigidos ao público Ocidental?

  3. Porque é que o artigo de Idris não foi denunciado? Imaginem a raiva internacional que seria gerada se um teólogo Cristão escreve-se para o New York Times - que é o equivalente do Al Ahram para o Egipto - afirmando que "é uma obrigação" para os Cristãos levar a cabo uma "guerra santa" contra os infiéis não-Cristãos e "lutar ou invadir as suas terras [não-Cristãs] de modo a tornar a Palavra do Senhor Jesus suprema".
E voltamos assim para o mesmo facto lamentável: embora os mandamentos islâmicos sejam claros como a água - claramente visíveis para quem quer ver - o Ocidente não consegue aceitar a realidade, largamente graças a uma quantidade sem fim de mentirosos, ignorantes e traidores.

domingo, 30 de dezembro de 2012

A jihad como um permanente estado de guerra

Em 1939 (muitos antes da "ocupação" de Israel ou antes dos ataques americanos), Abdul Ala Mawdudi disse:
A Jihad Islâmica é, ao mesmo tempo, ofensiva e defensiva. 
É ofensiva porque o Partido Muçulmano ataca o domínio das ideologias opostas e é defensiva porque o Partido Muçulmano está constragido a capturar o poder estatal de modo congelar os princípios do islão perante as forças do tempo e do espaço [proteger o islão da inovação].
Como um partido, não tem casa a defender; ele propaga alguns princípios que têm que ser protegidos. 
Semelhantemente, este partido não ataca a habitação do partido oposto, mas lança uma ofensiva contra os princípios do adversário.  
O objectivo deste ataque, no entanto, não é coagir o arversário a abdicar dos seus princípios, mas sim abolir o governo que sustém estes princípios.
Beslan: Muçulmanos atacaram escola e mataram inocentes
Fonte

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A jihad durante a História


É comum os maometanos desenvolverem esforços que visam separar os actos dos terroristas da teologia islâmica em si. Supostamente, bin Laden e companhia não entendiam o "verdadeiro islão" (seja lá o que isso for).

Mas se isto é verdade, seria de esperar que os grandes líderes muçulmanos (ao menos eles) entendessem o que é o "verdadeiro islão".

O problema (para os muçulmanos) é que sempre que nós mergulhamos nas tradições islâmicas, e contextualmente citamos Maomé e os seus seguidores, ficamos com a forte noção de que os actos de bin Laden, Hamas, Hezbollah e muitos outros grupos terroristas islâmicos estão bem dentro da ortodoxia islâmica.

Ficam aqui algumas citações de muçulmanos proeminentes durante a História.

"Fui ordenado a lutar até que as pessoas digam 'Não há deus sem ser Alá" - Maomé 632

"Vou atravessar este mar até atingir as suas ilhas de modo a que eu os possa perseguir até que não reste uma só pessoa à face da Terra que não aceite Alá" - Saladino 1189

"Não é permitido guerrear contra qualquer pessoa que não tenha sido previamente convidada a abraçar a fé, sem que antes disso tenha sido requerido que ela abrace a fé, uma vez que o profeta assim instruiu os seus comandantes, direccionando-os a fazer um convite aos infiéis para a fé." -  Sheikh Burhanuddin Ali século 12.

"Dentro da comunidade muçulmanas, a guerra santa é um dever religioso devido ao universalismo da missão, e devido à imperiosidade de converter todos ao islão, quer seja através da persuasão quer seja a força." -  Ibn Khaldun século 15

"Vamos exportar a nossa revolução por todo o mundo . . . até que a declaração 'não há deus sem ser Alá e Maomé é o mensageiro de Alá' ecoe por todo o mundo." - Ayatollah Khomeini 1979

"Fui ordenado a lutar até que eles digam que não deus sem ser Alá, e que Maomé é o seu mensageiro" - Osama Bin Laden 2001.


* * * * * * *

A tragédia dos dias de hoje é que as pessoas não se apercebem que o islão não é uma religião no verdadeiro sentido do termo mas uma ideologia política mascarada de religião. Enquanto esta cegueira voluntária existir, o islão vai ter espaço de manobra no mundo ocidental.
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