Uma turba enraivecida invadiu uma esquadra de polícia no Paquistão, e espancou um muçulmano acusado de ter profanada o Alcorão. Segundo algumas fontes, o corpo da vítima foi posteriormente queimado.
A vítima havia previamente sido entregue à polícia depois de páginas queimadas do Alcorão terem sido encontradas numa mesquita local, no distrito de Dadu - 330 quilómetros à norte de Karachi - onde ele havia passado a noite. Passadas algumas horas, um grupo de homens dirigiu-se à esquadra de policia, agarrou no homem e matou-o.
O chefe policial do distrito, Usman Ghani, disse à BBC que o incidente macabro foi filmado com telemóveis, e que algumas gravações estão a ser analisadas como forma de identificar os assassinos.
Até agora, cerca de 30 pessoas foram detidas, ligadas ao incidente. Para além disso, o chefe policial local prendeu 5 homens por terem falhado na sua missão de proteger o homem.
Shahzeb Jillani, da BBC, reportou que a blasfémia é um assunto altamente sensível no Paquistão, onde várias pessoas foram já mortas por turbas ou vigilantes.
Correspondentes e jornalistas presentes em Karachi acrescentam que as controversas leis de blasfémia são frequentemente usadas para perseguir minorias, ou ajustar contas.
Fonte
O chefe policial do distrito, Usman Ghani, disse à BBC que o incidente macabro foi filmado com telemóveis, e que algumas gravações estão a ser analisadas como forma de identificar os assassinos.
Até agora, cerca de 30 pessoas foram detidas, ligadas ao incidente. Para além disso, o chefe policial local prendeu 5 homens por terem falhado na sua missão de proteger o homem.
Shahzeb Jillani, da BBC, reportou que a blasfémia é um assunto altamente sensível no Paquistão, onde várias pessoas foram já mortas por turbas ou vigilantes.
Correspondentes e jornalistas presentes em Karachi acrescentam que as controversas leis de blasfémia são frequentemente usadas para perseguir minorias, ou ajustar contas.
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