Em relação a estes últimos, e porque estamos num blogue dedicado a essa temática, o seu revisionismo é maioritariamente construído de modo a validar a vida "profética" de Maomé. Isto é feito por diversos motivos, sendo o mais forte é o facto de Maomé não ter confirmado o seu chamado com a marca dos genuínos profetas: fazer profecias.
Sim, parece absurdamente óbvio para nós, que crescemos debaixo da influência Bíblica, que um profeta faça aquilo que lhe confere o estatuto de "profeta", mas os maometanos não levam isso em conta.
No entanto, sem esta forma de validar a vida de Maomé, os maometanos agarram-se a outra coisa que Maomé lhes ensinou: a alegada existência de "profecias" suas na Bíblia Hebraica e no Novo Testamento.
Munidos desta "revelação", os maometanos têm buscado na Bíblia actual (aquela que eles dizem estar "corrompida") os supostos versos que anunciam a vinda dum profeta árabe. Como seria de esperar, tais "profecias" fazem-se notar pela sua ausência. É aqui que surge o "evangelho" de Barnabas.
Antes de mais, convém notar que de facto houve um Cristão da igreja primitiva com o nome de Barnabas. Essa não é a questão. A questão é: "será que este 'evangelho' foi escrito por alguém próximo dos Discípulos? Ou será o mesmo uma falsificação?".
Este site demonstra de forma cabal que este "evangelho" é uma falsificação feita por muçulmanos a viver em Espanha durante a ocupação islâmica, No entanto, a parte mais interessante é que, para além do "evangelho" de Barnabas contradizer a Bíblia , contradiz também o Alcorão.
Portanto, os maometanos tem uma escolha a fazer:
- * ou o "evangelho" de Barnabas está certo e o Alcorão está errado:
- * ou o Alcorão está certo e o "evangelho" de Barnabas errado.
Contradições entre o "evangelho" de Barnabas e o Alcorão:
2) De acordo com "Barnabas", o homem tem liberdade de escolha (164). No entanto, o Alcorão diz que os homem só faz o que Alá quer que ele faça (Alcorão 76:30, 37:96, 17:13, 10:99-100).
3) Adão não foi o primeiro homem a ser circuncidado (23) mas sim Abraão.
4) De acordo com "Barnabas" (3), Maria deu à luz o Filho sem qualquer tipo de dor. Isto contradiz o Alcorão (19:23).
- "não superarás o mal com mais mal, mas sim com o bem" (81).
- "Ai daquele que apela à vingança" (63).
- "beija a mão daqueles que vos atacam e oferece presentes a quem te persegue e muito te aflige fisicamente" (64).
7) O Alcorão aprova o ensino da abrogação mas "Barnabas" condena-a (38).
8) O Alcorão condena o consumo de carne de porco mas "Barnabas" diz "aquilo que entra no homem não o contamina. O que contamina o homem é o que sai dele." (32).
9) "Barnabas" ignora de todo a existência do Profeta João Baptista (Yahya ibn Zakariyya).
10) Segundo "Barnabas", o Senhor Jesus nega ser o Messias. No entanto, no Alcorão, só Jesus é o Messias. Pior que isso, "Barnabas" não sabe o que "Cristo" = "Messias" visto que nega que Jesus seja o Messias mas ao mesmo tempo inicia o seu "evangelho" da seguinte forma:
Barnabas, apóstolo de Jesus O Nazareno, chamado Cristo.Segundo "Barnabas", portanto, Jesus é chamado de Cristo mas Ele não é o Messias. Apesar da sua óbvia familiaridade com a Bíblia, "Barnabas" não sabe que o hebraico do qual derivamos a palavra "Messias" tem o mesmo significado da palavra grega donde derivamos "Cristo".
Conclusão:
Uma vez que o "evangelho" de Barnabas contradiz o Alcorão, porque é que os maometanos o usam como suporte para a vida de Maomé? Será desespero? Ou é ignorância em torno do conteúdo do "evangelho" de Barnabas?