MITOS ISLÂMICOS

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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Rania Alayed era demasiado ocidental para o marido

Muçulmana de Manchester, mãe de três crianças, foi assassinada pelo seu marido por se ter tornado "demasiado ocidental" e por ter "estabelecido uma vida independente". Rania Alayed, de 25 anos, desapareceu em Junho último mas o seu corpo nunca foi encontrado. Ahmed Al-Khatib admitiu ter causado a sua morte, alegando ter sido "possuído por um espírito", causando que ela tropeçasse, caísse e batesse com a sua cabeça. Al-Khatib, de 35 anos e proveniente de Gorton, e o seu irmão Muhaned Al-Khatib, de Salford, negam o assassinato.

Foi afirmado perante o juri do "Manchester Crown Court" que Rania Alayed, de origem Síria, foi deixar as suas crianças ao apartamento do acusado, onde se crê que tenha sido o local onde ela foi assassinada. Muhaned Al-Khatib, de 38 anos, deixou o local com as crianças cerca de 45 minutos mais tarde e pouco depois, Ahmed Al-Khatib saiu, usando as roupas tradicionais de Rania e tendo na mão uma mala contendo o corpo dela.

Muhaned Al-Khatib afirmou não ter estado presente durante o período em que qualquer tipo de violência foi levada a cabo contra Rania Alayed, para além de ter afirmado não ter qualquer tipo de responsabilidade pelo seu assassinato. Crê-se que nas primeiras horas do dia seguinte, os dois irmãos, juntamente com outro parente deles, tenham levado o corpo dela de Manchester para o North Yorkshire onde ela foi enterrada.

A acusação disse ao júri que a mãe de três, proveniente de Cheetham Hill, vivia "com medo do marido", e "acreditava que um dia desses ele a mataria". Foi dito que ela buscou a ajuda da "Citizens Advice Bureau", da policia e, por fim, a ajuda dum solicitador, coisa que, segundo o que foi dito ao tribunal, enervou a família do marido. 

Tony Cross QC, advogado de acusação, disse:

A família dos acusados sentiu-se insultada quando ela foi pedir a ajuda da polícia. Eles queriam-na, bem como os filhos dela, de volta para o seio familiar visto serem de opinião que ela havia estabelecido uma vida independente, provavelmente com outro homem. Logo, foi determinado que ela deveria ser forçada a obedecer ou ser morta.

Tony Cross acrescentou que aos olhos do seu marido, ela "havia-se tornado demasiado ocidental, para além de ter amigos de ambos os sexos. Isto foi demais para o primeiro dos acusados".



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