CABUL - Os talibãs decapitaram 17 civis afegãos que fizeram uma festa mista - entre homens e mulheres - no sul do país. Autoridades locais confirmaram as execuções nesta Segunda-Feira, 27, afirmando que os insurgentes mataram os 15 homens e as duas mulheres.
Supostamente o crime seria uma castigo pelo facto de terem ido a uma festa na qual os participantes ouviram música e dançaram, o que contraria a interpretação do islão seguida pelos maometanos da região.
Os assassinatos ocorreram em Musa Qala, distrito da província afegã de Helmand, onde soldados norte-americanos passaram alguns anos a combater os talibãs.
Na noite de Domingo, os mortos haviam participado duma festa com música e dança, disse o chefe de governo local - Neyamatullah Khan. Segundo ele, seguidores dos talibãs mataram o grupo para demonstrar a sua reprovação ao evento.
Todos os corpos estavam decapitados. Daoud Ahmadi, porta-voz do governo de Helmand, afirmou que não se sabe ainda se as vítimas foram baleadas antes de terem a cabeça decepada. As informações sobre a chacina estão lentamente a emergir uma vez que a área onde decorreu a matança é controlada pelos talibãs, comentou Khan.
Um porta-voz da milícia na região foi procurado, mas até o momento não foi encontrado. A retirada das forças estrangeiros que invadiram o Afeganistão em resposta aos ataques de 11 de Setembro de 2001 contra os Estados Unidos tem alimentado temores de que volte a vigorar no país a interpretação radical das leis islâmicas feitas pelos talibãs. De 1996 a 2001, período em que os talibãs controlaram o Afeganistão, toda execução de música e filmes era proibida.
Soldados
Em um ataque separado, dez soldados foram mortos em um ataque reivindicado pelos talibãs, também no sul do Afeganistão, segundo autoridades locais.
Supostamente o crime seria uma castigo pelo facto de terem ido a uma festa na qual os participantes ouviram música e dançaram, o que contraria a interpretação do islão seguida pelos maometanos da região.
Os assassinatos ocorreram em Musa Qala, distrito da província afegã de Helmand, onde soldados norte-americanos passaram alguns anos a combater os talibãs.
Na noite de Domingo, os mortos haviam participado duma festa com música e dança, disse o chefe de governo local - Neyamatullah Khan. Segundo ele, seguidores dos talibãs mataram o grupo para demonstrar a sua reprovação ao evento.
Todos os corpos estavam decapitados. Daoud Ahmadi, porta-voz do governo de Helmand, afirmou que não se sabe ainda se as vítimas foram baleadas antes de terem a cabeça decepada. As informações sobre a chacina estão lentamente a emergir uma vez que a área onde decorreu a matança é controlada pelos talibãs, comentou Khan.
Um porta-voz da milícia na região foi procurado, mas até o momento não foi encontrado. A retirada das forças estrangeiros que invadiram o Afeganistão em resposta aos ataques de 11 de Setembro de 2001 contra os Estados Unidos tem alimentado temores de que volte a vigorar no país a interpretação radical das leis islâmicas feitas pelos talibãs. De 1996 a 2001, período em que os talibãs controlaram o Afeganistão, toda execução de música e filmes era proibida.
Soldados
Em um ataque separado, dez soldados foram mortos em um ataque reivindicado pelos talibãs, também no sul do Afeganistão, segundo autoridades locais.