MITOS ISLÂMICOS

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sábado, 5 de novembro de 2011

MITO: a perseguição forçou Maomé e os muçulmanos a fugirem de Meca

Em ambos os casos, esta história é um mito. Só Maomé corria perigo em Meca - e isto depois dele ter feito um tratado de guerra contra os residentes locais - quando ainda vivia no meio deles, imagine-se. Mesmo assim, eles não buscaram forma de o prejudicar uma vez que acreditavam que a sua vulnerabilidade proveniente da morte do seu protector significaria que ele - finalmente - pararia de causar problemas.

Enganaram-se rotundamente.

Eventualmente, Maomé fez uma aliança com outra cidade - Medina - que incluía provisões de guerra contra os habitantes de Meca. As partes envolvidas no tratado afirmaram:

Vocês apercebem-se do que vocês de disponibilizam a fazer ao dar o vosso apoio a este homem? Isto significa guerra contra tudo e todos.
(Ibn Ishaq/Hisham 299)
Portanto, foi só depois de Maomé se comprometer em levar a cabo uma revolução armada conta a cidade de Meca que os líderes locais buscaram formas de o matar ou de o expulsar.

O registo histórico contradiz também a visão popular dos muçulmanos terem que fugir de Meca depois da declaração de guerra de Maomé. Na verdade, só Maomé era o objecto de buscas. Isto é confirmado pelo episódio aludido em Ibn Ishaq/Hisham (326-328) onde o genro de Maomé, Ali, dorme na sua cama como forma de enganar os inimigos e levá-los a pensar que o tinham cercado na noite em que vieram buscá-lo.

Não só os habitantes de Meca não atacaram Ali, como - mesmo depois de saberem que ele os havia enganado - o deixaram permanecer na cidade por mais alguns dias com a filha de Maomé - Fatima - de modo a que pudessem transferir os negócios familiares para Medina.

..

A história da irmã de Fatima - a filha mais velha de Maomé - é também embaraçosa para aqueles que defendem que os muçulmanos viviam em sofrimento constante em Meca. Zaynab, que tinha um forte desejo em partir, era casada com Abu al-Aas ibn al-Rabee, um dos arqui-inimigos de Maomé,

Quando Maomé capturou o seu marido durante a batalha de Badr, Zaynab tentou resgatá-lo, mas o "profeta" do islão não quis libertar o marido até que ela se comprometesse em ir viver com Maomé em Medina.

Ela foi literalmente forçada a trocar o seu casamento pela vida do seu marido.

Só quando Abu al-Aas concordou em "abraçar" o islão (depois de ter sido outra vez capturado seis anos mais tarde, durante um ataque dos muçulmanos a uma caravana) é que Maomé permitiu que voltassem a viver juntos.

Os biógrafos maometanos fornecem nomes de outros muçulmanos que continuaram a viver em Meca depois de Maomé ter partido para Medina. Em nenhum deles há registo deles terem sido perseguidos. Há até evidências de alguns muçulmanos receberem permissão para conduzir peregrinações até Meca durante os meses sagrados (Ibn Ishaq/Hisham 424 & Qur’an 2:196).

É importante notar que Maomé justificou a sua expulsão pelas mãos dos habitantes de Meca pelas acções subsequentes em Medina, onde ele levou a cabo a expulsão (ou o assassínio) das tribos Judaicas. Os apologistas maometanos alegam que as expulsões e as execuções de Judeus foram necessárias devido à sua "inimizade" contra ele. Se isto é assim, então os habitantes de Meca também tinham todo o direito de expulsar Maomé pela sua inimizade contra eles.

Infelizmente para os Judeus, os muçulmanos foram bem mais severos e bem menos pacientes do que os habitantes de Meca foram com Maomé. Mas isto é uma das muitas hipocrisias do islão.

Uma ideologia supremacista é sempre a sua própria justificação.


Mais mitos em torno de Maomé

MECA

1. MITO: Maomé foi perseguido em Meca por pregar o Islão

2. MITO: Maomé foi torturado em Meca.

3. MITO: os Muçulmanos foram perseguidos e sofreram muitas baixas em Meca

4. MITO: Os pagãos de Meca foram os primeiros a verter sangue no conflito contra os muçulmanos

5. MITO: Maomé viajou até Jerusalém numa noite



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

MITO: Maomé foi forçado a fugir de Meca devido à perseguição, e os muçulmanos fugiram com ele

Ambas as partes deste mito estão erradas. Apenas Maomé corria algum tipo de perigo e isto foi consequência dele ter feito um acordo de guerra contra os residentes locais enquanto vivia entre eles.

Depois do seu tio influente ter morrido, Maomé ficou exposto ao ressentimento dos habitantes de Meca uma vez que ele havia passado anos a insultá-los sem que estes tivessem tomado algum tipo de retaliação violenta. Mesmo depois da morte do seu tio, os habitantes de Meca não buscaram forma de o magoar fisicamente uma vez que pensavam que a sua nova vulnerabilidade - devido à dita morte do seu tio - significaria que ele finalmente pararia instigar problemas.

Eles enganaram-se.

Eventualmente Maomé fez aliança com outra cidade (Medina) onde uma das provisões do contrato era a guerra contra os habitantes de Meca. Foi perguntado às partes envolvidas na aliança:

Vocês têm noção do que estão a aceitar ao fazerem aliança com este homem? É guerra contra todos (...)
A aliança de guerra é também confirmada por Ibn Ishaq/Hisham 305.

Portanto, foi só depois de Maomé se comprometer em fazer uma revolução armada contra os habitantes de Meca que os líderes locais buscaram forma de o matar ou expulsar.

Semelhantemente, o registo histórico contradiz de forma clara a posição popular de que todos os muçulmanos tiveram que fugir da cidade depois de Maomé declarar guerra. De facto, os líderes de Meca só estavam interessados em neutralizar Maomé. Isto é confirmado pelo episódio reportado por Ibn Ishaq/Hisham (326-328) onde o genro de Maomé, Ali, dorme na sua cama de modo a enganar os seus inimigos e fazê-los pensar que eles o haviam cercado na noite em vieram capturá-lo.

Não só os habitantes de Meca não causaram qualquer tipo de violência física contra Ali - mesmo depois de saberem que ele os havia enganado - como ele permaneceu na cidade vários dias seguintes com a filha de Maomé de modo a transferir os negócios da família para Medina.

Biógrafos muçulmanos providenciam nomes de outros maometanos que continuaram a viver em Meca depois de Maomé fugir para Medina, e não há registo deles terem sido perseguidos. Há até evidências de que os muçulmanos de Medina tiveram permissão para fazer a peregrinação até Meca durante os meses sagrados (Ibn Ishaq/Hisham 424 & Alcorão 2:196).

É importante notar que Maomé justificou a sua expulsão por parte dos habitantes de Meca através dos seus actos subsequentes em Medina uma vez que ele iniciou a expulsão das tribos Judaicas poucos meses depois de ter chegado. Os apologistas muçulmanos gostam de justificar a expulsão (e a execução) dos Judeus alegando que isto foi "necessário" devido à sua "inimizade" contra o seu "profeta.

Mas se isto é assim, e usando a mesma linha de pensamento, os habitantes de Meca tinham razão em querer expulsar e/ou matar Maomé uma vez que ele passou anos a denegrir os habitantes de Meca e os seus deuses.

Isto só demonstra que os habitantes de Meca eram mais nobres do que Maomé uma vez que, enquanto eles suportaram as mentiras de Maomé por anos a fio, Maomé iniciou a sua expulsão/execução dos habitantes Judeus de Medina no espaço de meses.

Tal como acontece com todas as ideologias políticas totalitárias, o islão usa dualidade de critérios: uma para si e outro para o resto do mundo.



segunda-feira, 18 de julho de 2011

MITO: Maomé viajou até Jerusalém numa noite.

A ligação islâmica com Jerusalém é bastante ténue quando comparada com a ligação da Cidade Santa com o Judaico-Cristianismo. De facto, as pretensões maometanas em torno da Cidade parecem existir apenas e só porque a mesma é tida como sagrada para as religiões que mais influenciaram a cultura ocidental.

Desde o tempo de Maomé até aos dias correntes, a fé islâmica sempre foi uma ideologia invejosa, desejosa de se propagar tendo como base os fundamentos do Judaico-Cristianismo. Por exemplo, quando a Bíblia diz que Abraão é o Patriarca do Povo Judeu, os maometanos respondem alegando que o mesmo é também o Patriarca dos muçulmanos.

A razão oficial que leva a que os islamitas queiram controlar a Cidade Santa - depois de terem marchado um exército por Jerusalém dois anos após a morte de Maomé - é que, segundo as tradições islâmicas, Maomé visitou o lugar.

Infelizmente para os maometanos, se isto aconteceu, foi em sonhos.

Por mais que aqueles que pretendem o controle de Jerusalém desejem o reverso, a verdade é que nem mesmo os escritos islâmicos dão suporte à tese de que Maomé visitou o lugar fisicamente. Pelo contrário, há ampla documentação que mostra Maomé ter alegado ter tido um sonho.

Durante a altura em que as alegações de Maomé em relação a Jerusalém surgiam, ele ainda tentava convencer os cépticos de que ele era um verdadeiro profeta, pertencendo à linhagem profética dos Profetas Judeus. Que melhor forma de demonstrar isto do que alegar ter dirigido os outros Profetas (Abraão, Moisés e o Senhor Jesus) em oração na mesquita em Jerusalém (mesmo que não houvesse mesquita alguma durante o tempo em que Maomé esteve vivo)?

Mais tarde, a mulher favorita de Maomé (Aisha) alegou que a "viagem" até Jerusalém não foi uma viagem física (Ibn Ishaq/Hisham 265), e desde então sempre houve a controvérsia entre os maometanos sobre o modo da viagem a Jerusalém.

Pouco depois de ter alegado a "viagem", os habitantes de Meca gozaram com Maomé por este alegar ter feito a viagem de ida e volta a Jerusalém numa noite. Por aquela época, uma viagem de ida e vinda a Jerusalém durava cerca de um mês.

Esta história foi tão embaraçosa que, de acordo com o seu biógrafo (Ibn Ishaq/Hisham 265), muitos muçulmanos abandonaram a fé islâmica depois de ouvirem Maomé a reportar o alegado evento.

Se os habitantes de Meca soubessem o quão vasto o universo é, eles reservariam a maior ridicularização para a alegação (de Maomé) de ter visitado as portas do céu durante o mesmo sonho. O universo observável tem a distância de 93 mil milhões de anos-luz. Isto significa que se viajássemos à velocidade da luz (+/- 300.000 quilómetros por segundo) demoraríamos 93 mil milhões de anos a viajar duma ponta do universo até ao extremo oposto.

No livro "Leaving Islam" (do ex-maometano Ibn Warraq) um participante aponta para o facto de que, se Maomé tivesse saído da não-existente mesquita de Jerusalém há 1400 anos atrás à velocidade da luz, ele ainda estaria a tentar sair da nossa galáxia (p. 347).

Por esta altura, os muçulmanos, que geralmente alegam que a sua fé é a mais "científica" das religiões, recuam da alegação inicial e dizem que Maomé visitou Jerusalém "em espírito" . . . seja lá o que isso fôr. Como prova da sua alegação, um nervoso Maomé deu a Abu Bakr uma descrição geral da cidade "vista de cima". Abu Bakr "declarou" que a descrição estava "correcta".

Maomé nunca teria que se preocupar com as palavras do seu mais leal seguidor uma vez que Abu Bakr havia já declarado a sua lealdade para com Maomé:

Se ele diz algo, então isso é verdade.
(Ibn Ishaq/Hisham 265).
A credulidade de Abu Bakr era lendária. Não só ele deu a sua filha de 6 anos em "casamento" a Maomé a pedido deste último, como foi levado pelo "profeta" a acreditar em vacas falantes (Bukhari 56:677).

Conclusão:

Aqueles que acreditam que Maomé viajou até Jerusalém em corpo ou em espírito, fazem-no sem qualquer suporte do senso comum ou evidências históricas. Uma evidência absolutamente devastadora para esta suposta viagem é o facto de ter existido mesquita alguma em Jerusalém enquanto Maomé esteve vivo.

A primeira verdadeira mesquita em Jerusalém foi construída pelo Califa abd al-Malik em 691, mais de 30 anos depois da morte de Maomé. Como é que Maomé pôde ter visitado uma mesquita que ainda não havia sido construída?

Modificado a partir do original


Mais mitos em torno de Maomé

MECA

1. MITO: Maomé foi perseguido em Meca por pregar o Islão

2. MITO: Maomé foi torturado em Meca.

3. MITO: os Muçulmanos foram perseguidos e sofreram muitas baixas em Meca

4. MITO: Os pagãos de Meca foram os primeiros a verter sangue no conflito contra os muçulmanos

5. MITO: Maomé viajou até Jerusalém numa noite



domingo, 5 de junho de 2011

MITO: Os pagãos de Meca foram os primeiros a verter sangue no conflito contra os muçulmanos

É normal os apologistas maometanos alegarem que os inúmeros actos violentos levados a cabo pelo seu profeta e pelos muçulmanos foram actos executados apenas como retaliação. em relação aos ataques que alegadamente recebiam dos habitantes de Meca. Supostamente, os pagãos de Meca iniciaram os conflitos armados contra os islamitas.

Os factos demonstram exactamente o contrário uma vez que foram os maometanos que iniciaram os conflitos e foram os primeiros a levar a cabo actos de violência contra os habitantes de Meca.

Tudo começou quando Sa’d bin Abu Waqqas agarrou numa queixada dum camelo e atingiu um politeísta local que estava a "interromper rudemente" o seu grupo de maometanos em oração.

Esta foi a primeira gota de sangue a ser vertida no islão.
(Ibn Ishaq/Hisham 166).

Os novos convertidos eram bastante agressivos particularmente quando eles poderiam evitar as consequências dos seus actos. Um exemplo disto ocorreu quando um dos maometanos mais forte da altura, Hamza, pegou no seu arco e agrediu violentamente um dos líderes de Meca (Abu Jahl) por ter falado de um modo insultuoso em relação a Maomé.

Quando chegamos à mesquita [Hamza] viu [Abu Jahl] sentado entre o povo, dirigiu-se a ele até se encontrar sobre ele. Foi então que ele levantou o seu arco e atingiu-o violentamente enquanto dizia:

"Vais insultá-lo mesmo sabendo que eu sigo a sua religião e digo o que ele diz? Atinge-me de volta, se fores capaz!"

(Ibn Ishaq/Hisham 185).

Embora Abu Jahl não tenha retaliado o ataque dum homem sobejamente mais poderoso que ele, mais tarde ele tratou mal os seus escravos muçulmanos - quase de certeza como forma de vingança em relação à humilhação pública que havia sofrido anteriormente.

Mais tarde, os maometanos foram os primeiros a declarar guerra aos habitantes de Meca e foram consequentemente expulsos. Mesmo assim, eles foram os primeiros a renovar as hostilidades quando Maomé ordenou (a partir da sua nova casa em Medina) raids mortíferos contra as caravanas dos habitantes de Meca.

Conclusão:

As fontes islâmicas não dão suporte ao mito islamita de que os maometanos apenas se defendiam dos ataques dos habitantes de Meca quando os atacavam. Pelo contrário, as evidências mostram que foram os muçulmanos quem começou com os actos de violência - tanto a nível pessoal como a nível militar. E desde então, os maometanos tem iniciado actos de violência contra todo o resto da civilização.


○Fonte○


Mais mitos em torno de Maomé

MECA

1. MITO: Maomé foi perseguido em Meca por pregar o Islão

2. MITO: Maomé foi torturado em Meca.

3. MITO: os Muçulmanos foram perseguidos e sofreram muitas baixas em Meca

4. MITO: Os pagãos de Meca foram os primeiros a verter sangue no conflito contra os muçulmanos

5. MITO: Maomé viajou até Jerusalém numa noite



sexta-feira, 20 de maio de 2011

MITO: os Muçulmanos foram perseguidos e sofreram muitas baixas em Meca

É verdade que houve perseguição de muçulmanos em Meca, mas a dimensão do sofrimento tem sido grandemente exagerada pelos contadores de histórias modernos, desesperados de justificar a subsequente violência maometana.

É importante ressalvar que Maomé foi a fonte de muito do ressentimento contra os muçulmanos da época. A diferença é que enquanto Maomé estava protegido pela influência do seu tio Abu Talib, os outros muçulmanos não tiveram essa sorte.

Os biógrafos de Maomé reportaram muitas instâncias onde os líderes de Meca requisitaram a Maomé (directamente ou através do seu tio) que parasse de fazer pouco da religião dos seus ancestrais.

Abu Sufyan, juntamente com outros notáveis, dirigiu-se a Abu Talib e disse: "Tu sabes os problemas que existe entre nós e o teu sobrinho, portanto chama-o para que façamos um acordo no sentido dele nos deixar em paz e nós o deixarmos em paz; ele que tenha a sua religião enquanto nós temos a nossa"
(Ibn Ishaq/Hisham 278)
Maomé sentiu-se à vontade para rejeitar a oferta de paz uma vez que ele não teria que responder pelos trabalhos que causava. Sem dúvida, isto aumentou a frustração dos líderes locais, alguns dos quais se vingaram nos outros muçulmanos sobre quem eles tinham poder para agir. Estes muçulmanos eram maioritariamente escravos e membros familiares de estututo inferior.

Os apologistas islâmicos gostam de repetir uma história apócrifa relativa ao martírio duma mulher de idade chamada Umm Summayah. Ela foi uma das primeiras convertidas ao islão e uma escrava de Abu Jahl, inimigo de Maomé. Infelizmente. há poucas evidências que suportam esta história.

É mais provável que Umm Summayah tenha morrido de stress enquanto estava exposta ao calor de Meca.

Os B. Makhzum costumavam levar Ammar bin Yasir com o seu pai e mãe, que eram muçulmanos, durante a altura mais quente do dia e expô-los ao calor de Meca. O apóstolo passou por eles e, segundo ouvi, disse:
  • "Tenham paciência, ò família de Yasi! O vosso encontro vai ser no paraíso."

Eles mataram a sua mãe uma vez que ela se recusava a a abadonar o islão.

(Ibn Ishaq/Hisham 206)
Este é o único incidente registado onde se relata uma muçulmana a sofrer perseguição em Meca. Não tem suporte nas outras tradições (Bukhari ou Sahih Muslim) embora Ibn Sa'd faça uma referência ao evento tendo como base a descrição de Ibn Ishaq/Hisham.

Não se sabe o porquê de não haver mais ênfase em relação à morte de Umm Summayah se ela foi mesmo morta com uma baioneta. (Curiosamente, há mais evidências que suportam a história da morte da filha de Maomé às mãos de outros muçulmanos depois da morte do "profeta".)

Para além deste evento curioso, que teria ocorrido depois dos muçulmanos se terem tornado fisicamente agressivos com Abu Jahl e com os politeístas, nada mais há que sirva de suporte para a tese de abusos sofridos por parte da comunidade islâmica, como os muçulmanos contemporâneos gostam de alegar.

É absolutamente crítico notar que, apesar dos pronúncios detalhados contra os habitantes de Meca (espalhados reduntantemente por todo o Alcorão), o livro mais importante do islamismo não reporta uma única vez (durante os 13 anos antes da expulsão de Meca) um incidente onde os muçulmanos tenham sido mortos.


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segunda-feira, 21 de março de 2011

MITO: Maomé foi torturado em Meca.

A VERDADE

Pura fantasia. Ao contrário dos seus seguidores menos afortunados, Maomé desfrutava da protecção do seu influente e poderoso tio, Abu Talib:

[Os homens mais importantes de Meca] vieram até Abu Talib [e disseram]:
O teu sobrinho amaldiçoou os nossos deuses, insultou a nossa religião, gozou com o nosso modo de vida e acusou os nossos ancestrais de estarem errados. Ou tu fazes com que ele pare ou deixa que nós lidemos com ele como nós bem entendermos.
Mas Abu Talib não cedeu:
O apóstolo prosseguiu com as suas actividades . . . . Como consequência, as suas relações com os Quraish [habitantes de Meca] deteriorou-se e os homens retiraram-se da sua companhia nutrindo por ele nada mais que inimizade.
(Ibn Ishaq/Hisham 168).
Durante 13 anos o pior que aconteceu a Maomé foi um interferente (eng: heckler) lhe atirar poeira e ocasionalmente ser gozado enquanto fazia as suas orações na Kaaba.

Ele continuou a provocar os habitantes de Meca chegando ao ponto de afirmar que ele havia sido enviado para lhes trazer uma "matança". Isto causou a que um homem chamado Uqba agarrasse Maomé numa tentativa de o estrangular. Mas Maomé foi liberto sem danos físicos quase imediatamente.

Então eles deixaram-no. Isto foi a pior coisa que eu alguma vez vi a tribo Quraish a fazer [a Maomé].
(Ibn Ishaq/Hisham 184).
Outra tradição diz:
Perguntei a 'Abdullah bin 'Amr bin Al sobre a pior coisa que os pagãos alguma vez fizeram ao profeta de Alá. Ele respondeu:

"Enquanto o apóstolo de Alá rezava na pátio da Kaaba, 'Uqba bin Abi Mu'ait aproximou-se dele, agarrou-o pelos ombros, torceu o seu vestuário em torno do seu pescoço e estrangulou-o severamente. Entretanto Abu Bakr chegou, agarrou o ombro de 'Uqba, lançou-o para longe do apóstolo de Alá e disse

  • "Vais matar um homem só porque ele diz "o meu Senhor é Alá" e que veio até ti com sinais óbvios por parte do teu Senhor?"
(Bukhari 60:339)
Embora não tivesse ficado com lesões, Maomé teria oportunidade para perdoar o homem que o havia tentado estrangular anos mais tarde quando Uqba foi capturado na Batalha de Badr. Em vez de perdoar o prisioneiro desarmado, de acordo com os biógrafos, o profeta do islão decidiu matá-lo embora o prisioneiro tivesse implorado pela sua vida.

Outras tradições suportam a tese de que Maomé não foi fisicamente torturado pelos habitantes de Meca:

O apóstolo de Alá disse:
  • "Não vos surpreende como Alá me protege dos abusos e das maldições dos Quraish? Eles abusam do nome Mudhammam e amaldiçoam Mudhammam embora eu seja Muhammad (e não Mudhammam)".
(Bukhari 56:733)
Como mencionado em outros sítios, a pior indignidade que Maomé suportou foi um episódio onde Abu Jahl e outros ridicularizaram-no (enquanto ele rezava) colocando os intestinos dum animal nas suas costas (Bukhari 4:241). Os homens que fizeram isto foram mais tarde mortos pelos muçulmanos.

Conclusão:

Apesar de todas as coisas agressivas que Maomé disse daqueles que o rejeitassem, os documentos considerados autoritários pelos muçulmanos não suportam o revisionismo histórico que tenta colocar Maomé no lugar de alguém que foi "torturado" por falar da sua religião.

Pelo contrário: as evidências mostram que, mal este ganhou algum poder militar, foi Maomé quem matou aqueles que de uma forma ou outra ofereceram resistência à sua mensagem. Uma sura inteira é dedicada à descrição dos tormentos que Abu Lahab e a sua esposa supostamente sofreriam no inferno. No entanto, o seu único crime foi a ridicularização pessoal de Maomé (Bukhari 60:475 ; Muslim 406)



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domingo, 20 de março de 2011

MITO: Maomé foi perseguido em Meca por pregar o Islão

A VERDADE:

De acordo com os historiadores muçulmanos, os habitantes de Meca foram bastante tolerantes em relação à pregação de Maomé.

Meca era uma cidade bastante aberta onde diferentes religiões eram respeitadas. O politeístas, os Judeus e os Cristãos viviam e seguiam os seus costumes religiosos lado a lado, especialmente durante os meses sagrados (altura em que os pagãos viajavam grandes distâncias para levar a cabo os rituais em Kaaba).

Maomé trouxe sobre si a ira dos locais quando começou a violar as tradições antigas e começou a amaldiçoar as outras religiões.

Quando o apóstolo expôs o islão tal como Alá o tinha revelado, tanto quanto sei o seu povo não se retirou nem se voltou contra ele até que ele começou a atacar os seus deuses.

Quando ele fez isso, eles ficaram ofendidos e decidiram de forma unânime tratá-lo como um inimigo.

(Ibn Ishaq/Hisham 167)
Embora lhe tenham pedido para parar, Maomé continuou a causar problemas ao "condenar" a religião local, deixando os habitantes de Meca bastante ansiosos:
[Os habitantes de Meca] disseram que nunca haviam sofrido nada parecido com o que sofriam da parte deste indivíduo. Ele havia classificado o seu modo de vida como tolo, insultado os seus ancestrais, criticado a sua religião, dividido a comunidade e amaldiçoado os seus deuses.
(Ibn Ishaq/Hisham 183)
Não só isto era um insulto ao povo e às suas tradições como era também uma ameaça à economia local, que dependia da peregrinação anual. No entanto, os árabes estavam tão determinados em viver em paz que ofereceram dinheiro a Maomé:
Eles decidiram mandar buscar Maomé de modo a que pudessem negociar e discutir com ele. Quando ele chegou e sentou-se com eles, eles explicaram que eles o haviam trazido de modo a puderem falar juntos.

Nenhum árabe havia tratado a sua tribo como Maomé os havia tratado, e eles repetiram as acusações . . . . Se era dinheiro que ele queria, ele fariam-no o mais rico entre eles; se era honra, ele seria o seu príncipe; se era soberania, eles fariam-no rei.

(Ibn Ishaq/Hisham 188)
Evidências adicionais de que os habitantes de Meca não tinham problemas em co-existir com o islão é o episódio dos versículos satânicos. Segundo as fontes islâmicas, houve um breve espaço de tempo durante o qual Maomé concordou em parar de criticar os outros deuses e reconhecer os direitos dos outros a ter a sua religião:
Quando os habitantes de Meca ouviram tal coisa, eles rejubilaram. O que Maomé havia dito sobre os seus deuses agradou-os e alegrou-os de tal como que começaram a escutá-lo com mais atenção . . . . Quando ele chegou à parte da prostração e chegou ao fim do capítulo, ele prostrou-se bem como os muçulmanos que seguiam o seu profeta.

Os mushrikun da tribo Quraysh e os outros que estavam na mesquita também se prostraram devido ao que eles haviam ouvido da parte de Maomé em relação aos seus deuses.

No geral, não havia crente ou kafir (descrente) que não se havia prostrado.

(al-Tabari, the Tarikh Vol. 1)
Os habitantes de Meca estavam claramente aliviados pelo facto da tensão religiosa sem precedentes ter acabado. Eles alegraram-se ao rezarem junto com muçulmanos no Kaaba. Eles aceitaram os muçulmanos mal Maomé aceitou os pagãos.

Infelizmente o período de paz e irmandade foi de pouca duração. Passado algum tempo, Maomé renegou as suas palavras mal o seu povo começou a notar contradições entre as suas alegações anteriores e o seu novo espírito tolerante.

Este incidente, e particularmente o seu volte-face, tiveram como efeito o aumento da tensão e das hostilidades para níveis ainda mais elevados.

Conclusão:

Contrariamente aos mitos que podem circular pelo mundo ocidental, Maomé não foi perseguido por anunciar a sua fé. Maomé foi perseguido sim quando começou a mostrar intolerância religiosa para com os costumes e tradições locais.

Os habitantes de Meca não teriam problemas alguns em Maomé dizer que se deveria adorar no Kaaba ou adorar Alá. Os árabes já faziam isso há séculos. Os problemas começaram quando Maomé deu o dito por não dito e resolveu dizer que os deuses do seu povo eram mentira e que só a divindade suprema dos árabes (Alá) é que deveria ser venerada.


Mais mitos em torno de Maomé

MECA

1. MITO: Maomé foi perseguido em Meca por pregar o Islão

2. MITO: Maomé foi torturado em Meca.

3. MITO: os Muçulmanos foram perseguidos e sofreram muitas baixas em Meca

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