MITOS ISLÂMICOS

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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Será que Isaías profetizou a vinda de Maomé?

Visto que o Alcorão alega que a Bíblia contém "claras profecias de Maomé" (7:157  e 61:6), os maometanos têm estado desesperadamente em busca de tais profecias há quase 1400 anos. Alguns dos mais famosos apologistas maometanos, tais como Ahmed Deedat e Zakir Naik, tentaram demonstrar que a Bíblia refere-se a Maomé no Livro do Profeta Isaías 29:12. Zakir Naik escreve:
Maomé (paz esteja com ele) é profetizado no livro de Isaías:

É mencionado no livro de Isaías, capítulo 29 verso 12:

"Ou dá-se o livro ao que não sabe ler, dizendo: Ora lê isto; e ele dirá: Não sei ler."

Quando o Arcanjo Gabnriel ordenou a Maomé (p.e.c.e.) que dissesse Iqra - "Lê", ele respondeu, "Não sei ler".
E portanto,  Maomé é alegadamente o homem iletrado que recebe um livro em Isaías 29:12.

Mas Isaías 29:12 não fala de um profeta, mas sim de um povo que rejeita os profetas de Deus! (Por esta altura, é de admirar o porquê dos maometanos não acusarem Zakir Naik de heresia ou apostasia por ter aplicado este versículo a Maomé.)

Nos primeiros dez versículos do capítulo 29 do Livro do Profeta Isaías, Deus anuncia que Ele irá punir Israel e os inimigos de Israel: os primeiros serão punidos por pecarem contra Ele, e os segundos por terem atacado Israel. Deus envia o profeta Isaías para anunciar estes castigos, mas Deus diz a Isaías que o povo não irá prestar atenção à sua mensagem. Ele diz nos versículos 11 e 12:

Pelo que, toda a visão vos é como as palavras de um livro selado, que se dá ao que sabe ler, dizendo: Ora lê isto; e ele dirá: Não posso, porque está selado.
Ou dá-se o livro ao que não sabe ler, dizendo: Ora lê isto; e ele dirá: Não sei ler.

Note-se no que ocorre aqui: Isaías recebe uma revelação, mas Deus diz-lhe que o seu povo irá rejeitar a revelação. Esta mensagem é como um livro selado; se ela é dada a alguém que sabe ler, ele dirá "Não posso, porque está selado". Se se der a alguém que não sabe ler, ele dirá, "Não sei ler." De qualquer das formas, portanto, o povo recusar-se-á a prestar atenção aos avisos de Deus.

Curiosamente, no versículo seguinte (Isaías 29:13) Deus diz:

Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de Mim, e com a sua boca e com os seus lábios Me honra, mas o seu coração se afasta para longe de Mim

O Senhor Jesus cita esta mesma passagem nos Evangelhos para condenar o povo pela sua desobediência a Deus (Mateus 15:7-9). Logo, quando os muçulmanos afirmam que Isaías 29:12 se refere a Maomé, eles estão a afirmar que o seu profeta era espiritualmente cego, que o seu coração estava longe de Deus, que ele rejeitou a revelação de Deus, e que o Senhor Jesus o iria condenar tal como Ele condenou os Fariseus.

Claro que se os muçulmanos insistirem que este versículo é sobre Maomé, os Cristãos não colocarão qualquer objecção. Tudo o que podemos fazer é orar para que eles não sigam a rebelião de Maomé contra Deus até à perdição eterna.
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sábado, 25 de fevereiro de 2012

O "evangelho" de Barnabas

Revisionismo histórico é algo que é endémico das ideologias esquerdistas. As feministas fazem-no, os activistas homossexuais também, os comunistas obviamente, e os maometanos dde igual modo.

Em relação a estes últimos, e porque estamos num blogue dedicado a essa temática, o seu revisionismo é maioritariamente construído de modo a validar a vida "profética" de Maomé. Isto é feito por diversos motivos, sendo o mais forte é o facto de Maomé não ter confirmado o seu chamado com a marca dos genuínos profetas: fazer profecias.

Sim, parece absurdamente óbvio para nós, que crescemos debaixo da influência Bíblica, que um profeta faça aquilo que lhe confere o estatuto de "profeta", mas os maometanos não levam isso em conta.

No entanto, sem esta forma de validar a vida de Maomé, os maometanos agarram-se a outra coisa que Maomé lhes ensinou: a alegada existência de "profecias" suas na Bíblia Hebraica e no Novo Testamento.

Munidos desta "revelação", os maometanos têm buscado na Bíblia actual (aquela que eles dizem estar "corrompida") os supostos versos que anunciam a vinda dum profeta árabe. Como seria de esperar, tais "profecias" fazem-se notar pela sua ausência. É aqui que surge o "evangelho" de Barnabas.

Antes de mais, convém notar que de facto houve um Cristão da igreja primitiva com o nome de Barnabas. Essa não é a questão. A questão é: "será que este 'evangelho' foi escrito por alguém próximo dos Discípulos? Ou será o mesmo uma falsificação?".

Este site demonstra de forma cabal que este "evangelho" é uma falsificação feita por muçulmanos a viver em Espanha durante a ocupação islâmica, No entanto, a parte mais interessante é que, para além do "evangelho" de Barnabas contradizer a Bíblia , contradiz também o Alcorão.

Portanto, os maometanos tem uma escolha a fazer:

  • * ou o "evangelho" de Barnabas está certo e o Alcorão está errado:
  • * ou o Alcorão está certo e o "evangelho" de Barnabas errado.

Contradições entre o "evangelho" de Barnabas e o Alcorão:

1) O Alcorão diz que os céus são 7 em número (2:29) mas o "evangelho" de Barnadas diz que são nove (178)

2) De acordo com "Barnabas", o homem tem liberdade de escolha (164). No entanto, o Alcorão diz que os homem só faz o que Alá quer que ele faça (Alcorão 76:30, 37:96, 17:13, 10:99-100).

3) Adão não foi o primeiro homem a ser circuncidado (23) mas sim Abraão.

4) De acordo com "Barnabas" (3), Maria deu à luz o Filho sem qualquer tipo de dor. Isto contradiz o Alcorão (19:23).

5) O Alcorão alega seguir a Lei Mosaica de "olho por olho, e dente por dente". Mas "Barnabas" diz:
  • "não superarás o mal com mais mal, mas sim com o bem" (81).
  • "Ai daquele que apela à vingança" (63).
  • "beija a mão daqueles que vos atacam e oferece presentes a quem te persegue e muito te aflige fisicamente" (64).
6) O Alcorão sanciona a poligamia, mas "Barnabas" não a tolera (115).

7) O Alcorão aprova o ensino da abrogação mas "Barnabas" condena-a (38).

8) O Alcorão condena o consumo de carne de porco mas "Barnabas" diz "aquilo que entra no homem não o contamina. O que contamina o homem é o que sai dele." (32).

9) "Barnabas" ignora de todo a existência do Profeta João Baptista (Yahya ibn Zakariyya).

10) Segundo "Barnabas", o Senhor Jesus nega ser o Messias. No entanto, no Alcorão, só Jesus é o Messias. Pior que isso, "Barnabas" não sabe o que "Cristo" = "Messias" visto que nega que Jesus seja o Messias mas ao mesmo tempo inicia o seu "evangelho" da seguinte forma:
Barnabas, apóstolo de Jesus O Nazareno, chamado Cristo.
Segundo "Barnabas", portanto, Jesus é chamado de Cristo mas Ele não é o Messias. Apesar da sua óbvia familiaridade com a Bíblia, "Barnabas" não sabe que o hebraico do qual derivamos a palavra "Messias" tem o mesmo significado da palavra grega donde derivamos "Cristo".


Conclusão:

Uma vez que o "evangelho" de Barnabas contradiz o Alcorão, porque é que os maometanos o usam como suporte para a vida de Maomé? Será desespero? Ou é ignorância em torno do conteúdo do "evangelho" de Barnabas?

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