MITOS ISLÂMICOS

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A perseguição islâmica aos Cristãos é um fenómeno antigo

Por Raymond Ibrahim

Um facto flagrante relativo à perseguição de aproximadamente 100 milhões de Cristãos por todo o mundo é que a maior parte dela está a ser feita por maometanos de todas as raças, nacionalidades, línguas e circunstâncias socio-políticas: maometanos provenientes do "aliado" Americano (Arábia Saudita) e dos inimigos dos Americanos (Irão); maometanos de nações economicamente ricas (Qatar) e de países pobres (Somália, Iémen); maometanos de nações que são "repúblicas islâmicas" (Afeganistão) e de nações "moderadas" (Malásia e Indonésia); maometanos de nações que foram salvas pelos Americanos (Kuwait) e maometanos de nações que têm "ódios" antigos contra os Americanos (insira o nome:______).

Este facto é ressalvado pelo recente relatório da Open Doors - 2015 World Watch List - que salienta e lista as 50 piores nações que se encontram a perseguir os Cristãos. Esse relatório apurou que o "extremismo islâmico" é a principal fonte de perseguição em 40 dos 50 países da lista - isto é, 80% das nações onde os Cristãos vivem sob perseguição são países maometanos. Em relação aos 10 piores países onde há perseguição aos Cristãos, 9 de entre eles são países com maioria maometana - isto é, 90% das nações onde os Cristãos sofrem "perseguição extrema" são islâmicas.

Mas mesmo assim, levando em conta que a 2015 World Watch List tem a Coreia do Norte - um país comunista e não-islâmico - como o país mais perseguidor de Cristãos, porquê o ataque à identidade dos maometanos? Certamente que a perseguição aos Cristãos não é algo intrínseco do mundo maometano, mas sim um produto de regimes opressores e de outros factores socio-económicos - tal como o exemplo da Coreia do Norte sugere, e tal como muitos analistas e fontes mediáticas subscrevem, certo?

Neste ponto, temos que fazer distinções importantes e muitas vezes confundidas.

Embora os Cristãos sejam de facto vítimas de perseguição extrema na Coreia do Norte, este tipo de perseguição engloba-se dentro da perseguição temporal e aberrante visto que um simples derrube do regime Norte-Coreano muito provavelmente iria colocar um ponto final à perseguição dum dia para o outro - tal como a queda da União Soviética Comunista testemunhou a perseguição religiosa a chegar ao fim rapidamente

No entanto, no mundo islâmico tal cenário não iria aliviar em nada o sofrimento do Cristãos. O mais provável é o contrário: sempre que os ditadores caem (frequentemente graças à intervenção dos Americanos) - Saddam no Iraque, Qaddafi na Líbia, uma tentativa em curso com Assad na Síria - a perseguição aos Cristãos aumenta de modo dramático. Actualmente, o Iraque é o 3º país que mais persegue os Cristãos, Síria o 4º e a Líbia o 13º.

O motivo para esta dicotomia é que a perseguição aos Cristãos feita pelos não-maometanos (na sua maioria, comunistas) está frequentemente enraizada num regime particular. Por outro lado, a perseguição aos Cristãos feita pelos maometanos não só é perene e existencial, transcendendo em muito este ou aquele regime, ou este ou aquele ditador, como faz parte da história, das doutrinas e da composição socio-política do islão; isto justifica a sua tenacidade e a sua ubiquidade.

Para além disso, o comunismo ateísta é um fenómeno relativamente novo - com cerca de 1 século - e, com o passar dos anos, o seu domínio (ou as variações da sua ideologia) tem diminuído muito, levando a que só um punhado de nações sejam hoje em dia comunistas.  Ao contrário disto, a perseguição islâmica aos Cristãos é tão antiga como o islão, e, apesar da supressão, sendo uma história bem documentada.

Para se compreender ainda mais as distinções entre a perseguição temporal e a perseguição existencial, levemos em conta a Rússia. Sob o comunismo, os Cristãos Russos foram fortemente perseguidos, no entanto hoje, depois da queda da União Soviética, a Rússia está a reclamar de volta a sua herança Cristã Ortodoxa (sendo proeminente entre as nações Ocidentais por revelar o seu apoio aos Cristãos vítimas de perseguição).

A Coreia do Norte - onde Kim Jong-Un é adorado como um deus e as pessoas encontram-se "protegidas" da realidade - parece estar a experimentar o que a Rússia sofreu sob a União Soviética. Mas se a até outrora-poderosa União Soviética  não conseguiu sobreviver, certamente que é uma questão de tempo até que as pequenas paredes da Coreia do Norte se desmoronem, com a consequente liberdade religiosa que as antigas nações comunistas têm experimentado. (De modo bem revelador, os únicos países da antiga União Soviética que ainda perseguem os Cristãos são países islâmicos, tais como o Uzbequistão, classificado como o 15º país que mais persegue os Cristãos, e o   Turcomenistão, o 20º - países onde há uma "perseguição severa" aos Cristãos.)

No entanto, o tempo não está do lado dos Cristãos que vivem entre os maometanos; é bem ao contrário. As histórias compiladas por maometanos medievais objectivos tornam bastante claro o facto de que, século após século de perseguição religiosa e discriminação são responsáveis por transformar um território que no século 7º era metade do mundo Cristão - Egipto, Síria, Turquia, Norte da África - no que é hoje casualmente chamado de o "mundo muçulmano".

Um exemplo: na autoritária história do Egipto escrita por Taqi al-Din al-Maqrizi’s (c. 1442) - Egipto que era um centro Cristão enorme antes da invasão maometana - são recordadas histórias após histórias de maometanos a queimar igrejas, matar Cristãos, e escravizar as suas mulheres e crianças. A única forma de evitar isto por essa altura, tal como o é hoje em dia - algo que grupos como o Estado Islâmico deixam bem claro - era a conversão ao islamismo. Depois de registar um ataque forte de perseguição, onde alegadamente mais de 30,000 igrejas na Síria e no Egipto foram destruídas, o piedoso historiador maometanos conclui:

Devido a estas circunstâncias, muitos Cristãos tornaram-se muçulmanos.

Resumidamente, a perseguição islâmica feita aos Cristãos existe actualmente em 40 países como algo que faz parte dum continuo - ou "tradição" - que teve início há 14 séculos atrás. Tal como eu documentei em Crucified Again: Exposing Islam’s New War on Christians (onde as histórias de al-Maqrizi são referenciadas entre as páginas 39 e 41), o mesmo padrão de perseguição que existe no mundo maometano de hoje é idêntico ao dos séculos passados.

Uma consideração final: a Coreia do Norte, o único país não-maometano que faz parte dos 10 países que mais perseguem os Cristãos, é governado por alguém que é visto como um megalomaníaco desequilibrado. Por outro lado, as outras 9 nações não não dominadas por qualquer "culto-de-personalidade", sendo, em vez disso, governadas de forma variada, incluindo democracias parlamentares (Iraque), repúblicas (Nigéria, Paquistão, Somália, Sudão, Síria), repúblicas islâmicas (Afeganistão, Irão), partidos-únicos (Eritreia), e monarquias (Arábia Saudita, classificado no 12º lugar). 

O denominador comum é que são todas nações islâmicas.

Portanto, a menos que haja um milagre (por parte da intervenção Ocidental ou reforma islâmica), muito depois do psicótico Kim Jong-Un já estar morto, dezenas de milhões de Cristãos e outros "infiéis" continuarão a sofrer perseguição extrema, até que o que teve início no 7º século atinja a sua plenitude e todo o mundo islâmico se torne "vazio de infiéis"

- http://goo.gl/Nq13r9

sábado, 25 de janeiro de 2014

Os países maometanos e o ódio aos Cristãos

Fonte

Segundo o relatório anual da "Open Door", nove dos dez países considerados mais opressivos para os Cristãos são países islâmicos. Com a excepção da Coreia do Norte - que pelo 12º ano consecutivo é o país mais anti-Cristão do mundo - todos os outros países têm como causa da perseguição o islão. Segundo a "Open Doors", a perseguição levada a cabo pela Coreia do Norte deve-se à opressão comunista e à paranóia ditatorial.

Segundo o relatório, para além da Coreia do Norte, os países com a perseguição mais extrema são: Somália, Síria, Iraque, Afeganistão, Arábia Saudita, Maldivas, Paquistão, Irão, e Iémen, respectivamente.

A "Open Doors" anunciou a classificação para a sua 2014 World Watch List, que documenta as 50 nações mais tolerantes para a sua população Cristã, na "National Press Club" em Washington, D.C. A metodologia do grupo que se dedica à perseguição de Cristãos envolveu aferir o nível de liberdade Cristã nas cinco esferas da vida: privada, familiar, comunitária, nacional e religiosa. Uma sexta esfera relativa ao nível de violência também foi levada em conta na classificação.

O Dr. David Curry, presidente e CEO da "Open Doors", o Dr. Ronald Boyd-MacMillan, líder da "Strategy and Research for Open Doors International", e o Dr. Paul Marshall, autor e associado-sénior do "Hudson Institute's Center for Religious Freedom", foram alguns dos nomes que deram as suas opiniões durante a conferência de imprensa.

Durante os seus comentários, o Dr. Paul Marshall explicou que, em contraste com os anos anteriores, os Estados Unidos têm estado, na maior parte do tempo, largamente calados no assunto relativo à perseguição religiosa. Marshall disse ao "The Christian Post" que na sua opinião, ea raiz deste silêncio - também visto na igreja Protestante Americana - é em parte à ascenção do "realismo" diplomático.

Eu acho que uma das razões é a ascensão do realismo nas relações internacionais dentro do "State Department". . . . E como tal, somos obrigados a lidar com os países segundo o que se pensa que podemos obter deles, sem entrarmos em pormenores da sua política interna.

Marshall disse também ao The Christian Post que outro dado importante era o facto da administração de Obama ter prioridades distintas no que toca aos direitos humanos a nível internacional:

A administração de Obama tem colocado mais ênfase em outras formas de direitos humanos, ou direitos concebidos de outra forma. ... Direitos das mulheres, direitos dos homossexuais. Acho que estes emergiram na agenda de Obama e como tal, aparentemente eles são mais vocais em torno destes assuntos.

Os Cristãos podem ficar surpresos por verem a Jordânia colocada no 26º lugar numa lista dos 50 países que mais perseguem os Cristãos, levando em conta que este país é frequentemente louvado por ser um país islâmico moderado e por ser uma pais religiosamente tolerante.

A ascenção da Jordânia como país que persegue os Cristãos causou a que saltasse 8 lugares, passando do 34º para o 26º lugar em 2013. O Dr. Ronald Boyd-MacMillan da "Open Doors" disse ao "The Christian Post" que "As coisas não são nada melhores na Jordânia e temos monitorizado de forma séria o impacto da Síria . . . e os movimentos Jihadistas e assim por diante para dentro da Jordânia." 

Boyd-MacMillan afirmou que a maior fonte de perseguição ao Cristãos na Jordânia é "principalmente o extremismo islâmico" e provavelmente é alimentado pela desestabilização encontrada na vizinha Síria.

O relatório da "Open Doors" em torno do aumento da perseguição Cristã na Jordânia chega apenas alguns meses depois da monarquia constitucional do país ter organizado um evento na capital com o título de "Desafios para os Cristãos Árabes," onde o propósito era o de "discutir os desafios que os Cristãos Árabes têm que superar, documentá-los e identificar formas através das quais preservar o papel importante dos Cristãos, especialmente na manutenção da cidade de Jerusalém e da sua história", afirmou a PETRA, agência noticiosa da Jordânia.
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